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Cause I knew you were trouble when you walked in. - Vector and Lestrange [Flashback - 1971]
Logo se endireitou quando ouviu a voz mais próxima procurando da onde havia surgido. Não demorou para s orbes claras repousar sobre a figura sentada da garota que deveria ter mais ou menos a sua idade entre as prateleiras empoeiras da livros da loja em questão. O pergaminho com a lista de livros que, antes, estava levantado enquanto o garoto olhava para os títulos, pendera junto com o braço ao lado do corpo. O outro braço segurava os dois livros que havia encontrado pressionando os dedos com mais força devido o peso que começava a incomodar-lhe o braço.
— Não, estou bem. —Mentira de forma descarada sobre o mapa, que certamente seria de grande ajuda para encontrar o restante dos livros. O maxilar contraíra-se desconfortavelmente pela resposta premeditada que havia dado, arrependendo-se visto que a menina poderia lhe ajudar, talvez. Ao olhar com o canto dos olhos, finalmente percebendo como havia se afastado demais da multidão.
— Você… —Iniciou, mas fechou os olhos e suspirou devagar, meneando levemente a cabeça, ninguém estava vendo então qual seria o problema de pedir alguma ajuda? — Você trabalha aqui? Pode me ajudar? —E como poderia adivinhar, assim, de maneira premeditada que aquele início de conversa não iria terminar bem? Quem sabe se houvesse prestado um pouco mais de atenção aos trejeitos da garota. Alguém sentada tão distante do aglomerado de bruxos atrasados não era alguém que queria companhia e muito menos que gostasse de multidões, por mais que trabalhasse ali.
A distração fora tanta que havia notado nos traços de Vector apenas quando um rastro de luz se fez presente entre as prateleiras escuras. Sim, definitivamente era alguém da mesma idade, e quem sabe, uma futura colega de sala? E Rabastan saberia dizer o nome das famílias de sangue puro por tê-las estudados em casa, mas reconhecer logo de cara já era outra questão. Só que os traços eram finos, bem feitos, até. De forma que pode encantar o rapaz que logo se arrependeria daquele encanto – a seriedade em si não era bem um problema, na verdade era algo tão comum em seu meio que tampouco notou que a garota poderia ter expressões tão sérias quanto às dele.
— Me desculpe, não me apresentei. Rabastan Lestrange. —Dissera formalmente fazendo um sutil movimento com a cabeça, um acenar na verdade, como quem acaba de cumprimentar educadamente um conhecido pela rua – afinal estava com os dedos ocupados para qualquer apertar de mãos. E assim poderia saber o nome dela – era o que a etiqueta dizia, então aguardou que ela se apresentasse também.
Os olhos claros, tal como os traços delicados, faziam Septima Katherine Vector lembra uma boneca. Entretanto a herdeira do dono da livraria mais visitada do Diagonal Alley não estava para um bibelô e tampouco aceitaria ser tratada como tal. Septima se mostrava, ainda que muito jovem, o tipo de pessoa que intimidaria só com o olhar. Isso provavelmente se deu de sua criação. Já com poucos anos de vida percebeu que não tinha muito o que esperar dos outros. A mãe que deveria ser um norte e um modelo a ser seguido, transformou-se em tudo que a morena jamais queria se tornar. A forma como a vida tomou seu rumo lapidaram a pequena Vector e seguiam seu caminho na transformação da garota. Septima já aprendera a intimidar as pessoas e aquilo havia se tornado um de seus passatempos favoritos. Além da leitura. A moça poderia devorar toda a livraria em alguns poucos anos, considerando que só lia aquilo que lhe interessasse. Dessa forma a sessão de livros sobre as estrelas do mundo bruxo que faziam tanto sucesso com as mulheres, eram totalmente ignoradas pela garota. Sendo assim Septima se perdia nas sessões interessantes. Poderia dizer que já havia praticado alguns feitiços desde que adquirira sua varinha e tinha saído bem na maioria. Isso para ela se definia em ocupar a mente com coisas interessantes e não com as futilidades comuns de adolescentes. O que de fato irritava a garota, que não fazia muita questão de ser discreta nessa aspecto. Ainda mantinha o olhar sobre a figura recém chegada do rapaz. A morena poderia apostar os olhos que se tratava de algum rico purista. Esse era um dos tipos de pessoa que a moça Vector mais nutria antipatia, primeiro, as idéias ultrapassadas destes com relação ao mundo mágico e de se acharem melhores do que qualquer outra pessoa, e segundo, sua mãe era uma delas e se tornou ainda mais quando deixou a casa, o casamento, e uma filha com pouco mais de quatro anos. - No momento eu estou ocupada. - A garota apontou para o livro em uma das mãos. O mesmo ainda permanecia aberto. E Septima não tinha o menor interesse de parar a leitura para dar atenção para algum almofadinhas do mundo bruxo (ainda que ela recentemente também devesse fazer parte desse grupo). Inclusive cogitou voltar a atenção para o livro. Entretanto o moreno permanecia ali. De qualquer forma a moça fechou o livro que tinha em mãos e levantou-se com certa impaciência. Bingo! Havia acertado um fato sobre o rapaz. Era de uma das famílias purista. Lestrange. Ouvira falar um pouco, o pai conhecia alguns inclusive. - Septima Vector. - Dissera o nome sem muita cerimônia enfim. - Com licença! - Pegou a lista das mãos de Rabastan enquanto analisava os livros ali citados. Eram os mesmos da sua própria, o que concluiu que seriam colegas, entretanto por outro lado poderia achá-los rapidamente e assim voltar a sua adorada procrastinação. Virou-se para um corredor enquanto pegava um livro na prateleira e colocava sobre aquele que o rapaz já segurava. - Eu não trabalho aqui... - Disse por fim, enquanto procurava uma escada para pegar um livro no alto. - Essa loja é do meu pai. - Concluiu antes de lançar um olhar ao rapaz. - Pode colocar os livros em algum lugar e me ajudar? Esse está num lugar alto. - Perguntou por fim, esperando que Lestrange não questionasse e apenas ajudasse para que terminassem aquilo rápido.
Cause I knew you were trouble when you walked in. - Vector and Lestrange [Flashback - 1971]
Não era a primeira vez que visitava Diagonal alley na companhia do pai, mas certamente era a primeira vez que iria em época de volta às aulas. Por isso era notável – para quem estivesse prestando atenção, o que duvidava-se devido a aglomeração exagerada de bruxos que andavam de um lado para o outro ocupados com as próprias preocupações corriqueiras daqueles dias – o dilatar sutil das narinas do jovem rapaz e o franzir do cenho ao deparar-se com todos aqueles tipos de bruxo, de todos os tipos de classe social. Impossível seria encontrar algum conhecido, e talvez devessem ter ido na semana anterior, ou mesmo na semana seguinte ao recebimento da carta com a coruja que o acordou no meio da madrugada anunciando o seu ingresso para a escola de magia e bruxaria.
Mas o Senhor Lestrange estivera ocupado em demasia para antecipar as compras, muito embora naquele momento estivesse arrependendo-se de não ter encontrando alguma data mais apropriada. Enfim.
O garoto ainda não havia completado seus onze anos, mas estava muito próximo disso e estaria na escola quando acontecesse, em apenas três meses. Já havia manifestado o desejo de uma vassoura nova, e como toda criança daquela idade gostava de quadribol. Infelizmente no primeiro ano não era permitido que possuísse uma vassoura, mas aquilo tampouco o aborrecia já que também não era possível ter o que realmente desejava consigo. No fundo, assim como todos, estava ansioso para conhecer o castelo, só que a ansiedade era principalmente porque teria um pouco de paz longe de casa.
Com aquela superlotação de pessoas as compras demoraram e o frustrara de certa forma, tanto pelo atendimento quanto pela maneira que as pessoas esbarravam e empurravam. A expressão do rapaz não era muito simpática e tampouco ajudava, mas de qualquer forma já havia comprado às roupas e alguns materiais - fazendo apenas questão de levar consigo a varinha recém-adquirida.
Então faltava-lhe os livros.
Esgueirou-se na loja dos Vector e nem sequer se dera conta que acabara perdendo o pai de vista, mas ele também estava na loja e aguardava que o filho mais novo buscasse pelos últimos itens da lista enquanto conversava sabe-lá-com-quem.
Não foi realmente complicado achar o primeiro livro, o problema havia sido com os demais. Andava de um lado para o outro e até tentou pedir ajuda para o vendedor: — Senhor… Senhor? — Então fechara as expressões e resmungou. — Esquece… — Para dar as costas e virar-se novamente em uma das prateleiras e começar mais uma vez a ler os títulos. Não que o bruxo não o tivesse visto, ou mesmo ignorado o garoto; mas o dono estava tão ocupado que não conseguira nem mesmo responder-lhe. Compreensível, não é?
Carregava “Guia de Transfiguração para Iniciantes” e “Bebidas e Poções Mágicas” embaixo do braço, e a lista de livros na mão livre, a cada passo que dava distanciava-se mais de toda a agitação e dera-se conta do tamanho da loja apenas quando “ouviu” o silêncio como se estivesse dentro de uma biblioteca quase vazia apenas com os murmúrios mais distantes. Os passos eram lentos demais enquanto olhava os livros de cima a baixo e lia com atenção para encontrar algum desejado, então naquela concentração não notara que acabara se aproximando de uma garota que parecia também concentrada em sua leitura no final daqueles corredores de estantes entre os livros.
Paz. Por incrível que pareça, Septima Vector gostava muito daquele sentimento. Provavelmente era por tal motivo que sempre se fechara em seu próprio mundo, ou preferira afastar as pessoas. Afinal, diferente da irmã mais nova, não havia nascido para ser adorável ou algum tipo de boneca que acena e sorri. Na verdade o estilo adorável não lhe caía muito bem, e se todas as garotas tivessem o mínimo juízo iam saber que aquilo não caía bem em moça alguma. Mas nem todo mundo é minimamente inteligente para perceber aquilo, pena. Ainda que estivesse a metros de distância do nicho onde se localizava a aglomeração de consumidores retardatários, as vozes ecoavam irritantemente por todo o ambiente. E notoriamente a estantes de distância de qualquer outra coisa que não fosse livros, mofos e poeira, a morena tentava manter o olhar e a atenção na sua leitura. Naquela altura era a única coisa que lhe confortava um pouco. Não deixando de pensar que aquilo seria uma prévia de como seria na escola. Poderia imaginar aqueles murmurinho multiplicado no grande salão, ou até mesmo nas salas comunais. E visto o que já havia passado por ali em todos aqueles anos, não iria se admirar do quão bruxos poderiam ser espalhafatosos ou barulhentos. Afinal pra que discrição, não é mesmo? Os olhos seguiam atentos e interessados na leitura, o livro não era nem de longe novo, as páginas amareladas e gastas indicavam que o mesmo já havia sido folheado em algumas situações. A jovem de fios negros, hora ou outra sentia o nariz mover-se em uma reação alérgica. Mas poderia conviver bem com aquilo, se não tivesse que ir ajudar na loja e sorrir amigavelmente para os clientes. E sua pequena paz utópica, poderia ser considerar bem sucedida. Bem, pelo menos até um certo momento. Mantinha-se entretida nas páginas de sua leitura, movendo os olhos de acordo com o seu avanço no parágrafo, e virando as páginas quando passava para a seguinte. Definitivamente era o mais próximo que chegaria de um momento de sossego naquele dia. Mas o sossego durara pouco. Quando pausara a leitura, o olhar levantou, avistou um rapaz, provavelmente da sua idade, não saberia ao certo, a alguns passos dali. Franziu ligeiramente o cenho. Analisando a figura por algum tempo, antes de enfim se manifestar. - Precisa de um mapa? - Questionou, seria, ninguém costumava ir ali, e surpreendeu-se por deparar com um estranho.
Septima Vector's costume for the Halloween Party: Red Riding Hood
o que acha das pessoas da sua casa?
Em vista dos demais estudantes que frequentam Hogwarts, em especial os slytherins. Acho que tenho que dar graças a Merlim por está numa casa razoavelmente tolerável. Sabe, poderia ser pior, eu poderia ter ido pra slytherin ou hufflepuff. Não que eu seja mal caráter ou simpática o suficiente para ir para uma dessas.
pq as pessoas tem medo de vc?
Me faço a mesma pergunta, não que isso me interesse muito. Nunca ataquei ninguém (digo de forma corporal) ou fiz algo para assustar. Acho que é porque não sou a Miss Simpatia. De qualquer forma o pessoal do time tem razão pra ter medo.
diga um artefato mágico que você gostaria de ter
Sabe aquele negócio que apaga as luzes de lampadas? Acho que eu queria ter um daquele, mas para tirar as vozes das pessoas, ou simplesmente colocar o mundo no mudo.
Mas não dispensaria uma bazuca.
o que pretende fazer quando se formar?
Primeiro de tudo, ir para bem longe. Depois provavelmente tirar um tempo de férias das pessoas, talvez em no sul da Europa, penso em trabalhar com investimentos. Quanto aos negócios da família não sei o que farei porque não quero morrer no Diagonal Alley.
o que quadribol significa pra vc?
Não sou o tipo de jogadora idiota que vai falar que significa tudo, porque sou muito mais do que uma vassoura voadora e algumas bolas. Mas Quidditch é uma boa forma de aliviar a tensão. Sabe, o esporte encoraja a competição de uma forma saudável. E não vou mentir que a parte de ser capitã da minha casa e poder comandar torturar um time inteiro, é gratificante.
quais são as pessoas mais próximas a vc?
Já respondi uma vez e não me façam repetir novamente ou Zachary e Alex ficarão insuportáveis com a informação.
se você morresse hoje, o que faria no seu último dia de vida?
Mandaria todo mundo pra puta que pariu e seguraria coisas entaladas nesses últimos anos. Provavelmente atiraria grande parte da escola dentro do lago pra brincar com a Lula Gigante. Mas isso só durante a manhã. A tarde eu acho que aparataria para bem longe, comeria tudo que tivesse vontade, voasse um pouco, e estaria a quilomêtros daqui porque não tenho o mínimo interesse de morrer nessa escola.
por quem você colocaria a mão no fogo? (metaforicamente falando rs)
Ninguém! Estudei sete anos em Hogwarts, isso é o tipo de coisa que se aprende por lá.
why so serious, vector?
Boatos que serious está na gryffindor, tenta lá.
Acho que não tento ser a miss simpatia como metade da escola, obrigada.
Diante da poção amortentia, quais são os odores que predominam?
Por Rowena! Eu tenho mais o que fazer do que ficar enfiando meu nariz em tubos de poções. Na verdade nunca tive interesse de descobrir.
Não que seja da conta de ninguém mas eu sentiria o cheiro de livros, o gramado molhado do campo de Quidditch e o terceiro prefiro não comentar.
O que há entre você e o Zachary?
Que ele não me veja falando isso, mas Zachary é uma das pessoas com as quais costumo passar a maior parte do tempo. A gente passa tanto tempo odiando o resto do mundo que não sobra ódio um por outro.
Não vou mentir e falar que nunca rolou nada, mas conheço Zach o suficiente para que não passe disso.
quais os amigos mais próximos a você?
Como deu pra notar sou uma pessoa cheia de amigos.
É tão difícil escolher em meio ás pessoas que me fazem felizes diariamente. Mas com muita dificuldade nomeio Alexandra e Zachary como as pessoas mais próximas que tolero e que me toleram também.
Se eu fosse você, manteria distância do Podmore pois: ele tem sapinho sim. Doença horrível que pode decompor o rosto dele dentro de poucos anos.
Podmore se está mandando essa ask saiba que não terá moleza dos treinos exceto que você morra antes.
00c: SÓ VI A ASK HOJE SOCORRO