Apesar desse mundo não ter esperança, ainda é bonito ver pessoas que acreditam em dias melhores, por mais que nunca irão chegar, ver a esperança deles é algo diferente.
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@verdadenoar
Apesar desse mundo não ter esperança, ainda é bonito ver pessoas que acreditam em dias melhores, por mais que nunca irão chegar, ver a esperança deles é algo diferente.
A lenta ausência das coisas
Tem algo silencioso acontecendo o tempo todo, como uma luz que vai diminuindo sem que ninguém note.
Os dias passam com uma calma enganosa, e eu finjo que ainda há muito pela frente, mesmo sentindo que não há.
As coisas não acabam de uma vez. Elas vão se desfazendo aos poucos, quase com delicadeza. Um hábito que some, uma conversa que não volta, um nome que já não vem tão fácil.
É assim que a vida vai embora também, não num instante, mas em pequenas perdas que a gente aprende a ignorar.
Às vezes eu paro e penso em quantos momentos já aconteceram pela última vez sem que eu percebesse. A última vez de um riso, de um encontro, de um dia comum que parecia qualquer.
E isso pesa. Porque não há como voltar, nem como segurar.
O tempo não pede pressa, mas nunca desacelera. Ele continua, constante, enquanto eu fico aqui, tentando dar sentido ao que inevitavelmente termina.
No fundo, existe esse vazio discreto, como se algo estivesse sempre faltando, mesmo quando tudo parece inteiro.
E talvez seja só isso mesmo. A consciência de que tudo passa, de que tudo se apaga, e de que, no fim, até nós viramos silêncio.
Hocico · The Spell of the Spider · Song · 2017
Hoje faço 10 anos de Tumblr! 🥳
E se...
Silêncio no Futuro
Aqui estou… num canto do mundo que não tem nome, onde o tempo passa devagar demais e o silêncio pesa como pedra nos ombros.
As pessoas que um dia caminharam comigo – aquelas que me estendiam a mão sem que eu precisasse pedir – sumiram… não foram embora por escolha. Foram levadas, de um jeito que não se desfaz. E eu fiquei. Sem elas. Sem direção.
Tem dias em que me pego tentando lembrar o som da voz de alguém… qualquer um deles. Mas a memória também vai embora, como tudo o que um dia me amou.
Eu olho pra frente, mas não vejo futuro. Olho pra trás, e dói demais. É como se eu estivesse suspenso num tempo que não pertence a ninguém. Nem mesmo a mim.
As paredes me cercam, frias. O vento passa por entre as frestas e sussurra nomes que já não voltam. Sento no chão, às vezes, só pra ouvir o silêncio, pra ver se ele me responde: — E agora? O que eu faço?
Mas ele nunca responde. E a solidão, essa fiel companhia, me abraça como se fosse a única coisa certa que restou.
Mesmo assim… ainda me resta esse fio frágil — quase invisível — de amor que não morre, mesmo sem ter onde morar. Quem sabe um dia, num gesto, num olhar perdido por aí, eu reconheça um pedaço deles. E, por um instante, não me sinta tão sozinho assim.
Antraz
e pensar que tudo poderia ser diferente, poderia hoje estar vivendo aquele antigo sonho que pensei que viveria nessa data... por algum motivo nada deu certo e nada aconteceu como eu esperava. Hoje já não tenho mais esperança de que um dia isso aconteça, hoje eu apenas existo, sigo dia após dia sem objetivos ou noção do que acontecerá amanhã.
o f i m s e a p r o x i m a e o u n i v e r s o n ã o s e i m p o r t a
for all the lost souls
v a e m b o r a d a m i n h a m e n t e . . .