Isso não são lágrimas. É suor saindo pelos olhos.
Olá, desbravadores, tudo bem com vocês? O texto de hoje será um pouco emotivo. Pois é, este será o nosso último texto. Foi muito bom trocar essa experiência com vocês durante os quatro meses que estivemos por aqui.
Mas não vamos abandoná-los sem antes apresentar um incrível texto sobre pós-verdade (aposto que já ouviu falar disso) e das perspectivas do digital.
Segue o fluxo para encerrarmos com chave de ouro. Epa! Epa! Não partiremos sem a nossa última revisão, que hoje será mais que especial.
No último post falamos sobre a Divulgação Científica e da sua importância para a Ciência. Mas, afinal, pra quê essa tal de divulgação científica? Bom, ela auxilia a sociedade na percepção da produção científica e nos trabalhos e projetos desenvolvidos pelos cientistas. Isso é importante, pois apóia o trabalho do pesquisador e ajuda na conquista de apoio para projetos e financiamentos - na sua maioria, público. Em todo o mundo, os principais investimentos em Ciência, tecnologia e inovação partem do Estado. Então é super importante o apoio da sociedade para que cada vez mais a ciência seja valorizada. Entretanto, para isso ocorrer, as pessoas precisam saber sobre o que rola nos ambientes de pesquisa. Assim, a Difusão Científica se divide em duas vertentes: Disseminação e Divulgação Científica. A disseminação científica é a divulgação dos trabalhos para um público especializado, ou seja, que já manja dos paranauê. Ela pode ser intra ou extrapares. Intra pares é para o pessoal da mesma área de formação, já a extra é para pessoas da academia, mas de diferentes áreas, sacou? Já a divulgação científica é a transmissão da informação para um público leigo. Assim, cabe ao pesquisador "traduzir" o seu trabalho para uma linguagem mais compreensível e atraente. Pra isso, ele utilizará os diversos suportes de comunicação, como rádio, tv, internet, jornal etc. Isso tudo auxilia no entendimento de que o cientista não é apenas aquele nerd descabelado dentro de um laboratório, na verdade é qualquer pessoa, de exatas ou HUMANAS (sim, a galera de humanas não faz apenas miçanga pra vender na praia), que se propõe a desenvolver um projeto de pesquisa.
Quer saber mais sobre o tema?! Corre lá e olha o nosso último texto que explica muito mais sobre esse processo. Sem enrolação. Prometo que não vou chorar, mas é hora de falarmos sobre o nosso último tópico.
Pós-verdade
O termo ficou bastante popular em 2016, sendo inclusive escolhido como a palavra do ano pela Oxford Dictionaries, departamento da Universidade responsável pela elaboração de um dos dicionários de língua inglesa mais importantes do mundo. Mas, afinal, o que significa "pós-verdade"?
Pós-verdade é uma avaliação de que fatos objetivos e concretos não são mais soberanos perante a opinião pública do que a emoção e crenças pessoais . Um exemplo que podemos citar é o "kit gay", tema bastante debatido durante as eleições de 2018, no Brasil.
É necessário compreender como o funcionamento dos algoritmos e da própria dinâmica das redes sociais influenciam nesse processo e na criação de "bolhas" de convívio. Para isso, vamos falar um pouco sobre política, tema tão controverso atualmente. Afinal, quem não lembra das pesadíssimas tretas sobre política nos grupos da família do WhatsApp no ano passado?! Rolou confusão até no Natal. Calma, gente, podemos abordar o tema sem essa truculência toda.
Voltando às bolhas... Imagine que eu sou mais alinhado ideologicamente à direita. Logo, curto páginas de direita, comento publicações de portais mais voltados à Direita e também compartilho bastante essas publicações que eu interajo. Meus amigos "comunistas" e "petistas" foram todos bloqueados e assim a minha rede de interação é toda ligada ao pensamento ideologicamente alinhado ao meu.
Certo, mas qual o problema? "A rede social é minha!". "Sigo quem eu quiser!" O problema é que o mundo demanda essas interações, precisamos dialogar para compreendermos o ponto de vista oposto e expor o nosso. A construção da sociedade ocorre a partir disso e é dever do Estado governar para todos, não apenas para os seus eleitores. As bolhas impedem o diálogo e a consolidação da democracia. Por isso, atualmente é bastante debatida a fragilidade da democracia.
Lembra do início do blog? Falamos sobre ciberdemocracia e como as redes seriam um espaço para essa consolidação, por meio dos debates e da construção de uma sociedade melhor, a partir da análise das ações do governo, já que a internet demanda transparência e facilita a comunicação e a cobrança dessas ações. Enfim, isso não tá rolando. Não estamos mais dialogando e a seção dos comentários de páginas mais "neutras" estão se transformando em um verdadeiro campo de batalha e de confronto de pontos de vista.
Assim, ficamos cada vez mais distante da ciberdemocracia e vivemos na era das "Fake News". Afinal, o que são as famosas fake news? F.N. são notícias falsas divulgadas com o intuito de manipular a opinião pública a respeito de determinado tema, como o caso do kit gay. O termo foi banalizado e atualmente "tudo" é fake news. Uma mentira, se ela não estiver inserida nessa lógica, não é "fake news", é apenas mentira, e existe desde sempre. As F.N se inserem nesse contexto das bolhas e das redes sociais e apelam para as emoções, como o uso de adjetivos e cores chamativas para provocar sentimentos diversos "raiva", "revolta", "tristeza" e engajar o leitor com aquele conteúdo. Atualmente, é muito mais fácil repassar a notícia do que investigar a sua veracidade. Muitas pessoas sequer desconfiam da veracidade, uma vez que elas não possuem entendimento de que pessoas produzem conteúdo com o intuito de ludibriá-la.
Diversas empresas de tecnologia estão pesquisando como minimizar o impacto desses conteúdos, que estão influenciando em processos eleitorais em todo o mundo, os Estados Unidos em 2016 e o Brasil em 2018 são grandes exemplos disso. O WhatsApp limitou o compartilhamento de notícias a cinco contatos e o Facebook e Google estão promovendo algumas alterações nos seus algoritmos. O impacto que isso terá na educação ainda será investigado, mas em tempos de "Escola sem partido" e "doutrinação Marxista" é bom ficarmos atentos ao poder das redes.
Bom, gente, ficamos por aqui. Esperamos ter contribuído para a elucidação de alguns temas tão discutidos atualmente. Continuem acompanhando a gente nas redes sociais e, se a saudade bater, estaremos aqui novamente. Obrigado a todos que nos acompanharam nesses últimos meses.
Gostou do texto? Qualquer dúvida pode entrar em contato conosco por meio dos comentários do blog ou e-mail. Abaixo estão disponíveis as referências dos textos que foram usados para explicarmos o assunto. Valeu galera, até a próxima!!!










