Descreva o que é o amor em seis palavras ou menos.
“I’d shave my legs for you.”
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

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Descreva o que é o amor em seis palavras ou menos.
“I’d shave my legs for you.”
Algo que se arrependa?
O Natal no qual fiquei sem receber o presente do Marvin porque o Matt, aquele que eu gosto de chamar de pior irmão do mundo, não foi capaz de executar um feitiço bobo e transformar o pelo do furão de estimação de uma das muitas das nossas irmãs em rosa chiclete. Ainda tenho aquela memória guardada comigo até hoje: foi quando vi todos os momentos que vivi nos meus dezesseis anos de vida passando pela minha mente e meu instinto de sobrevivência gritava “Corra, perigo eminente!”. E tudo isso em poucos segundos, logo depois de um clarão escarlate sair da ponta da varinha do Matthew ao mesmo tempo em que os dedos do Marco deixavam escapar uma das bolas da nossa árvore de natal. Enfeite e feitiço se encontraram e a magia cor-de-rosa foi refletida em um ângulo de quarenta e cinco graus.“BOOM!” Atingindo em cheio o rosto do Marvin e deixando ele rosa na mesma hora.E eu ia ganhar um livro novo de Quidditch naquele ano. Justamente o ano em que meu irmão gêmeo resolveu não ser ruim comigo e me dar um presente decente. É um trauma e uma lição que vou carregar por todo o resto da minha vida e meu maior arrependimento até hoje.
HER,
her, swaying under flickering neons, light carving out her cheeks & the spaces of her body where she thinks she is not enough.
arch of her throat like a roman triumph & her spine curving, away from everyone, away from you,
soon it is hard to look at her, like the glare of a dusty highway where it meets the horizon in the far off distance.
She’s thunderstorms lying on her front, up against the wall | Mackiv | [FB] July 23
Em um canto de bar, Mack saboreava seu bom e velho gim. Um companheiro para horas solitárias, costumava dizer. Todavia não era nenhum alcoólatra. Passara por testes o suficiente para aprender a não se viciar em nada, nem mesmo naquela bebida forte que lhe deixava quente àquele final de tarde. Seu dedo indicador rodeava a margem do copo e seus pensamentos estavam longe, em sua equipe. Era sempre assim, quando não estava trabalhando, pensava em trabalhar. Seu time era composto por mais três seres humanos que se adaptaram a presença um do outro após cinco anos. Por mera falta de opção, já que ninguém escolhia ninguém desde o momento em que falavam sim para a proposta. Pensava não exatamente neles, mas em como teriam de começar a caça por algum estudante apto para os próximos cargos de agente. Estavam rodeando fichas, analisando antepassados e experiências. Era o que mais faziam partindo do princípio de que nenhuma missão de vida ou morte fora enviada para quatro agentes recém-saídos das baterias de teste. Ficavam então com as missões pano-de-chão, como Mack amistosamente apelidava os serviços mais básicos da pirâmide hierárquica.
Queria entrar em ação, e queria que isto acontecesse logo. Já estava há cinco anos naquela tortura, com certeza o tempo e espera também era um tipo de teste de resistência. Um teste minuciosamente estudado para provar a paciência de cada agente ousado demais para passar pelos anos sendo feitos de ratos de laboratório. Bebendo para espairecer, o moreno estava confortável demais para puxar conversa com barista ou garçonete. Estava em um ócio que o fazia ficar completamente mudo. Era o que mais praticara nos últimos meses: o silêncio. Conseguia ficar em um ambiente tumultuado sem querer falar algo, sem querer contar experiências próprias, sem a humana necessidade de passar por cima de terceiros.
A solidão então era uma virtude.
Tinha-a em momentos propícios, de alguma forma treinaram-no para ela. Não conte a ninguém, oblivie todos os que Ardjan conhecera. Fixara um ponto da parede em seu olhar, analisava o papel de parede e há quanto tempo ele devia ter sido colocado ali. Como deviam tê-lo colocado ali. Bebia um pouco mais de gim do copo largo e baixo que lhe serviam. Sorria em agradecimento para a garçonete e continuava a notar coisas como a música, sucesso pop de dez anos atrás. Fazia aquilo pelo menos uma ou duas vezes na semana, sempre que lhe era permitido sair pela chave de portal ia parar em lugares movimentados como aquele bar no subúrbio londrino. Cometer o erro de ir parar na casa dos Travers novamente era idiotice. Mesmo que soubesse que sua filha estava há poucos quilômetros de distância, permanecia no mesmíssimo lugar. Teste, tudo era um teste, mesmo aquela liberdade que adquirira no final de seu treinamento.
Mackenzie estava justamente preparando-se para pedir a conta de suas três míseras rodadas quando ouvira um alvoroço no meio do salão. Alguém gritava, ameaçava diversos entorno de si em alto e bom som. Uma voz feminina. Com o cenho franzido, o homem se aproximara da confusão para ver uma criatura pequena, ruiva e que parecia ter menos de dezoito anos ameaçando ferozmente outras pessoas com a face inteiramente avermelhada. “Está tudo bem por aqui? “ Perguntou retoricamente dirigindo-se a garota dona do alvoroço.
O uivar estrondoso do vento podia ser ouvindo dentro do bar até mesmo com sua clientela barulhenta e a jukebox que reproduzia uma balada romântica de muito mal gosto naquele final de tarde. O barulho que invadia os quatro cantos daquele ambiente dava ênfase à melancolia deixada após a saída dramática de Olivia de tal forma que Vivienne só conseguia chamar de zombeteira – era o universo conspirando contra ela.
Novamente.
Havia sido deixada sozinha. Novamente.
E aquela sensação já era algo tão comum, como uma velha conhecida que se mostrava presente sempre que acreditava que a vida ia ao seu favor, que sequer chegara a se surpreender dessa vez. Afinal, não era a primeira e nem mesmo a segunda vez que aquilo acontecia naquele único mês. Estava tão acostumada – e cansada, diga-se de passagem – que não movera um músculo sequer para impedir a saída de sua... Namorada? Companheira? Companhia. Olivia era dona do seu próprio nariz e tinha o direito de fazer o que bem lhe desse vontade, e que Merlin amaldiçoasse a vida de Vivienne se ela chegasse a se importar com isso em algum momento!
Apenas respirou fundo, pressionando o rosto contra a madeira gelada da mesa e tentando conter a risada miserável que parecia querer tomar conta do seu corpo de forma histérica. Viv, que pensara que nada de pior poderia lhe acontecer naquelas férias de verão, fora forçada a admitir mais uma vez que não havia como crer em tal certeza quando o assunto em questão era a culpada pela grande maioria das suas dores de cabeça e frustrações.
Entretanto, é claro que seus problemas estavam só começando. Soube disso antes mesmo de erguer a cabeça da mesa ou escutar a voz masculina que tentava ganhar sua atenção com uma cantada tão clichê que preferira não absorver por completa. Seu humor não estava dos melhores naquela hora e a única certeza que ela tinha era que, a qualquer momento nos próximos cinco minutos, o copo que agora descansava perto do seu na mesa iria de encontro ao seu dono caso o homem não saísse dali.
“Oi, bawface! Awa' n bile ye head!” O sotaque escapou dos seus lábios num tom tão ríspido quanto suas próprias palavras, e a irritação que invadira seu peito agora fazia-se visível em suas feições. “Eu preciso de outra bebida. Algo mais forte.” Proferia o resmungo para si mesma desta vez, ignorando por completo a figura indesejável e preparando-se para se dirigir ao balcão que separava os barman dos demais frequentadores. “Prec-...” Não houve tempo de concluir seus pensamentos, porém, já que uma muralha materializou-se no seu caminho naquele mesmo momento. Uma muralha persistente e para lá de irritante.
“Vamos lá, boneca, deixe tudo comigo que eu pago quantas bebidas você quiser.” Disse a Muralha de forma arrastada, parecendo confiante de seus... atributos e sorrindo em sua direção. “Não é certo algo tão lindo e indefeso como você ficar só em um lugar como esses.” E ele continuava! Continuava mesmo que o semblante de Viv não indicasse nada além desgosto puro. Mesmo com seu bufar descontente sendo a única resposta às tentativas grosseiras do outro. “Eu garanto que posso melhorar seu dia.” Não soube exatamente de onde veio ou o que aconteceu, só que agora havia uma mão na sua cintura e sua paciência para com a Muralha havia se esgotado por completo.
“Não ouse tocar em mim, seu imbecil!” A irritação que tomara conta do seu peito há pouco agora espalhava-se por cada centímetro do seu corpo, e Vivienne atraía olhares curiosos para a cena que ali se passava com seu grito mais alto que a música e as conversas paralelas. “Toque em mim outra vez e eu juro que enfio minha varinha pelo seu rabo e conjuro accio para recuperá-la pela sua boca.” Passou as mãos pela cintura por cima das roupas, como se assim pudesse livrar-se da sensação do toque indesejado e recobrar o controle de toda aquela situação.
“Toque em m-...” Quando fora interrompida pela segunda vez naquele curto espaço de tempo, agora pelo homem que havia se materializado do nada – já não prestava a menor atenção ao seu arredor, e, por ela, ele poderia ter saído das profundezas do inferno que não teria feito diferença – no meio daquela discussão, ela já estava pronta para cumprir sua ameaça. Isto é, até perceber que era a ela que ele se dirigia. “Toque em mim e eu direi ao Profeta que você achou que eu fosse menor de idade, e por isso resolveu dar em cima de mim. Imagine só a repercussão que uma história dessas vai tomar: um homem que acreditou estar se aproximando de uma jovem de dezesseis anos, oferecendo álcool na intenção de levá-la para casa.”
An evil little thing, she was. Porque precisou apenas de um olhar assustado do homem e uma tentativa de sair daquela situação para que ela continuasse. “E mais uma coisa...” Não é que ela não estivesse pensando, porque estava, mas sim porque sentiu a necessidade de ter alguém cobrindo suas costas naquele momento. Por isso acabara agarrada agarrada em um dos braços do desconhecido – o que emitia uma aura de confiança, não a Muralha –, puxando-o para o seu lado para reforçar suas ameaças contínuas. “O meu amigo aqui, o... Harry (Potter?!)? Sim, Harry. Meu grande amigo Harry. Ele vai confirmar tudo o que eu disse. Sílaba por sílaba. Cada acento em seu devido lugar. Não é mesmo, Harry?” Vivienne voltou-se ao homem do seu lado, erguendo os cantos dos lábios em uma tentativa de sorriso que mais assemelhava-se a um predador pronto para abocanhar a jugular de sua presa.
"Fairy tales are more than true: not because they tell us that dragons exist, but because they tell us that dragons can be beaten."
PROFILE DETAILS
Name: Vivienne Elise Wright. Place of birth: Stirling, Escócia. Age: Dezessete anos. Breed: Bruxa. Blood status: Muggleborn. Occupation: Sétimo ano, Ravenclaw. Extracurricular: Capitã e keeper do time de quidditch, Clube de Pôquer. Wand: Corniso, 24 cm e núcleo de pelo de unicórnio. É uma ótima varinha defensiva, embora temperamental. FC: Molly Quinn. Player: Tix.
INK AND PAPER
Quando Vivienne Wright diz que ama Quadribol desde o momento no qual nascera, muitos creem ser um exagero. Porém algumas poucas pessoas escolhidas por ela – aleatoriamente. Não é como se ela tivesse o hábito de guardar segredos acerca de sua vida – ouvem a história por detrás do dia de seu nascimento e, então, percebem que talvez haja alguma veracidade em suas palavras.
Era o primeiro jogo de Virgynia e ela fez questão de que seus pais estivessem presentes. Tinha onze anos e não podia ainda defender a honra dos filhos de Rowena Ravenclaw, porém nada impedia os primeiranistas de realizar seus jogos particulares durante os recessos das aulas. Algum amigo havia cedido o jardim dos fundos de sua casa para ser usado como campo e cada qual levara sua vassoura. Não haviam proteções, porém a primogênita dos Wright acreditava que assim seria mais emocionante. A possibilidade de se machucar deixava sua adrenalina a mil e a ideia de orgulhar seus pais carregava seu olhar na direção de sua grande família de cabelos vermelhos, instante após instante.
Verônica e Nicholas pouco conheciam e nada entendiam daquele jogo de quatro bolas, porém se ajeitavam nas arquibancadas improvisadas. Atrapalhavam-se em meio a Valentina e seu ornitorrinco de pelúcia – o coelho ficara velho demais e compraram-lhe um boneco novo, menos empoeirado –, ao carrinho duplo com os gêmeos que mal completavam seu primeiro ano de vida e à gigantesca barriga de Verônica Wright, que também comportava um casal de gêmeos de oito meses. Quem diria que teriam dois casais em um intervalo de pouco mais de um ano.
Os olhos de Virgynia corriam pelas arquibancadas em busca do sorriso reconfortante – ainda que preocupado – de sua mãe e dos olhos de orgulho de seu pai. Ela não soube ao certo quando o olhar da sra. Wright deixou de expressar interesse, mas foi necessário apenas um instante para que seu semblante deixasse com que percebessem a dor que passara a sentir.
Um dos gêmeos passara a chutar com força e as contrações se tornaram constantes. O trabalho de parto lhe era bastante familiar – for Christ’s sake, ela havia tido experiências o bastante para saber do que se tratava – e quando a bolsa se rompeu por sobre seus pés, Verônica se agarrou ao braço de seu marido.
Nicholas não teve muito tempo para pensar. Parou o jogo em sua metade e apressou-se em direção ao carro, prestes a leva-la para o hospital mais próximo. Não havia tempo, porém. Um dos bebês parecia ansioso para sair e conhecer o mundo. Queria ver o que o esperava do lado de fora, queria jogar Quadribol com as outras crianças.
Vivienne nasceu em meio a um campo, rodeada por vassouras, bolas e um time de crianças a olhar de modo enojado, ainda que fascinado. Foi seguida por Marvin, um bebê quieto que mal chorou ao deixar o ventre. Compunham um paradoxo incrível entre berros e choros da parte da menina e o silêncio observador do garoto.
Um universo que mesclava a magia com o mundo trouxa a recebeu durante os anos que se seguiram. Vivienne sempre tivera um temperamento muito forte que fazia com que batesse de frente com os irmãos sempre que possível. Suas maiores discussões eram com Ginny, que se esforçava para respeitar a irmã mais nova, porém não conseguia aceitar os desacatos que lhe eram direcionados. Vivienne jamais disse em voz alta, mas admirava a responsabilidade e seriedade da irmã e apenas agia daquele modo por saber que jamais seria daquele modo.
Ela encontrou em Matthew sua inspiração, em Victoire sua companhia, em Valentina sua fuga e em Marco suas risadas.
E em Marvin, sua metade.
Foram para Hogwarts assim que completaram seus onze anos e seguiram a tradição de sua família quando o chapéu puído e velho gritou para todo o salão que vestiriam as listras azuis e bronze. Em seu segundo ano, ela conseguiu uma posição no time e percebeu que se sentiria sempre em casa se seus irmãos estivessem por perto.
E onde houvesse Quadribol.
Afinal, ela amava o esporte desde que nascera.