Entrevista exclusiva com Nero Ravencroft
Confira o que o vencedor do concurso de fantasias do Baile das Sombras tem a dizer sobre a festa, Arcanum e mais
Não é segredo para ninguém que Nero Ravencroft, investigador de fenômenos paranormais, deu o que falar no Baile das Sombras na noite de Halloween (31). Sua fantasia de Beetlejuice fez tanto sucesso que lhe rendeu o prêmio de melhor vestido no Baile das Sombras, posição bastante disputada após a população de Arcanum caprichar no visual para a comemoração mais esperada do ano.
Ravencroft nos concedeu uma entrevista exclusiva onde falou sobre tópicos como o Baile das Sombras, seu trabalho, a representação de sua classe no Pequeno Conselho, o convidado inusitado e ilustre que roubou a cena no baile, entre outros assuntos. Confira:
Repórter: Bem vindo ao Arauto, Nero! Espero que você esteja confortável. Se precisar de alguma coisa [pausa] Acho que podemos começar pelo motivo que te traz aqui, não é? Meus parabéns pela sua vitória no concurso de Fantasias! Como foi ser chamado ao palco naquela noite? Eu imagino que você tenha se esforçado no figurino, as fotos ficaram ótimas.
Nero: Agradeço as boas-vindas, e não se preocupe, não preciso de nada. Foi uma surpresa e tanto, confesso. Não esperava que fosse acabar vencendo, as fantasias estavam muito bonitas e me inscrevi mais pelo furor do clima festivo que por qualquer outra coisa. [risos] Quanto ao esforço, o que dizer? Gosto de esbanjar sempre que posso e modéstia à quem precisa disso, fico lindo em qualquer coisa que me proponho a vestir ou não.
Repórter: E que baita festa rolou no Sortilégio! Sei que foi a primeira vez de vários moradores no cassino e eles devem estar muito curiosos para fazer a segunda e terceira visitas! [risos] Você é um frequentador assíduo do lugar? Qual foi a sua parte favorita da festa no cassino e o que você acha que a diferenciou das outras?
Nero: Frequento às vezes quando me sinto especialmente inclinado a uma boa partida de pôquer ou quando desejo beber em um lugar mais sofisticado. Gostei muito da decoração, e por mais que o Sortilégio seja um antro artístico bastante opulento, a decoração da festa foi ímpar. O clima de terror hollywoodiano assentou bem com o cassino. Foi diferente porque possibilitou que todos pudessem se propor a conhecer um lugar diferente do habitual para muitos ali, inclusive os mais puristas, quebrando o estigma das más línguas de que o cassino é um lugar… negativo, coloquemos assim. Isso pode ter o colocado sob uma nova luz aos olhos de alguns. Sobre o momento favorito, acho que o show da banda e Lúcifer fantasiado de Ele subindo ao palco, estão empatados.
Repórter: Ver o Lúcifer na festa foi uma baita surpresa, não é mesmo? Pessoalmente, eu adorei a fantasia. Como é finalmente poder estar próximo ao seu pai novamente? Vocês já tiveram a oportunidade de conversar desde a chegada dele?
Nero: Ele certamente não perderia a chance de ir à festa e se tornar o assunto da cidade, ele é extravagante assim, mas acho que é uma das coisas que mais gosto nele. Sobre sua outra pergunta, se já conversei com ele, digamos apenas que o cumprimentei e é isso. Não confunda relações familiares mundanas com as demoníacas, nós não fazemos almoço aos domingos e conversamos sobre as amenidades do trabalho na semana. Os milênios e o inferno tornam “filho” apenas um título.
Repórter: Você se tornou bastante conhecido na cidade por seu trabalho como investigador paranormal. Como é o dia-a-dia do seu trabalho em uma cidade que é tão claramente supernatural? Isso torna o seu trabalho ainda mais difícil, por ter tanto a ver, ou mais fácil, já que as possíveis respostas para enigmas paranormais são mais expostas?
Nero: Torna mais fácil e mais difícil em proporções iguais. Fácil porque sempre tenho trabalho e eu adoro dinheiro. [risos] Mas também se torna difícil porque alguns casos podem sair de uma simples busca por um desaparecido para um culto criado por quem fugiu, que tem como propósito a tomada de poder. [sorri com diversão] Claro, isso não é real, mas acho que você conseguiu entender a referência. Isso é o que dá um certo charme ao trabalho, por isso talvez eu goste tanto: não dá pra saber o que você vai encontrar. Cada enigma é sempre uma surpresa.
Repórter: Como sabemos, Ba’al é o representante dos demônios no Pequeno Conselho. Qual é a sua opinião, como demônio, do trabalho dele em representar a sua espécie? Você tem uma boa relação com ele e com os outros demônios presentes na cidade?
Nero: Ba’al é meu amigo e não tenho e nunca tive nada contra ele. Incrivelmente, nos aproximamos mais aqui em Arcanum do que no inferno, e foi algo bom, saímos e nos divertimos juntos. Particularmente, tenho tanto a fazer com os casos que pego para investigar que fico grato que ele possa equilibrar seus afazeres para nos representar no conselho. Nossos interesses estão bem representados [risos]. Sobre os outros demônios, me dou bem com todos, a rejeição da maioria para lidar conosco nos tornou mais unidos também, acredito. Sem contar que tenho muito carisma, é difícil não gostar de mim [pisca].
Repórter: Agora, tenho que confessar que essa é uma pergunta que vários dos nossos leitores estão loucos para saber, principalmente depois de toda a atenção que você recebeu no Baile das Sombras com a sua fantasia incrível: como estão os assuntos do coração? Você está disponível para um relacionamento ou vou ter que decepcionar nossos leitores com uma negativa? [risos]
Nero: Bem… [traga o cigarro] estou disponível sim. Para ser franco gosto de flertar, mas tenho ficado tão ocupado que sobrou pouco tempo para de fato ter algo que se assemelhe a um relacionamento. Não sou particularmente bom com essa coisa de sentimentos, na maior parte do tempo costumo apenas classificar eles em “raiva”, “tédio” e o “resto”. [sorri] Sempre achei que essa coisa de relacionamento fosse invenção humana, um elo frágil e utópico destinado a acabar pelo egoísmo e monopólio das paixões, pelo tempo ou pelo fim da vida mortal. O que há demais nisso? Quando se vive tanto tempo quanto eu, esse tipo de coisa se torna frívola. Há para mim um grande prazer que vem do ouro, do hedonismo… Para que me apegar a uma existência além da minha? Entretanto, para não terminar essa entrevista com o mesmo sabor amargo do cigarro, [sorri de canto] se um dia eu descobrir o que há demais em romance, nesse dito “amor” e nesses relacionamentos humanos, conto para você.
Finalizamos a entrevista perguntando se Nero tem alguma mensagem para os nossos leitores fiéis e seus conterrâneos, e o nosso convidado não poupou as palavras, afirmando que "Miguel é poderoso, mas é um só", lembrando a todos os moradores de nossa bela cidade que aqueles que nos guiam precisam de nossa cooperação e ajuda, promovendo a ideia de "estar deixando as diferenças de lado". Bonito e inteligente, nossa combinação favorita.
Para mais informações de credibilidade sobre Arcanum, fique de olho no Arauto do Outono!















