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“You know me, Peggy.” “No, I don’t!” “I’ve been waiting— you still owe me a dance.”

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“You know me, Peggy.” “No, I don’t!” “I’ve been waiting— you still owe me a dance.”
Vou sentir falta da Bel. Não sei para vocês mas ela era muito especial para mim. Era a minha rainha, minha diva. Meu jeito de extravasar.
@HayleyAtwell: We could get used to this. #TeamShield serving up our victory Dubsmash #GodSavetheQueen @clarkgregg @ChloeBennet4
Porque esse vídeo? Porque ele ilustra bem o sonho de consumo da Belona: ser diva, poderosa e que manda e desmanda nas pessoas. Ela é assim (pelo menos com os mortais e deuses menos) e isso nunca vai mudar. Ela sempre será a mulher que se não gosta de você, te manda para a lua com duas palavras.
missdontcare-x:
“Know your value. I think to fully embrace who you are, with every aspect of what that is: the good, the bad, the ugly. There’s no such thing as perfection, and that’s I think the beauty and potential of human beings is we have the capacity for greatness and we have the capacity for darkness and it’s up to us to decide which path we want to take.” [Vote for Hayley]
missdontcare-x:
“I am often lost in my own world, with a frown on my face.” - Hayley Atwell
Chris & Hayley at SLCC
Season 1 x Season 2
We always do what is necessary, even when don’t like it | Belona and Kratos
Era um tanto engraçado ouvir Belona gritar que não podia ser controlada quando os menores argumentos de Kratos eram capazes de desestabilizá-la. Não chegava a ser ‘fácil’ porque, como um deus muito físico e direto, a simplicidade de suas palavras limitavam os efeitos. Buscava o mais chegava perto de plantar minas do que contorcer e elaborar o discursos como as palavras melosas de Afrodite, ou o ódio ludibriante de Marte. Eu só quero o seu bem. Gritavam seus olhos azuis por trás da máscara de esforço e seriedade. A explicação de essa ser uma batalha normal desfez como pó. Não tinha prazer em acertar alguém, digamos, debilitado. E quando largou as pedras para empunhar a arma, seu interior se contorceu como as cobras de medusa. O clangor de metal ressoava pela arena destruída. Faíscas iluminavam os rostos das duas divindades com o brilho avermelhado e o calor de uma forja. Se fosse espadas normais, armas feitas por mãos mortais e meio-mortais, já teriam sido destruídas no primeiro golpe. As correntes estalavam no ar, clicando e se enroscando nos punhos de Kratos como escudo. A dor? Nada era tão pungente quanto as figadas em sua carne e ossos. Sim, usava os elos para parar golpes, para ter mais um fator em sua vantagem.
Quando a luta começou a rumar para fins mais definitivos, o deus da força e poder desistiu das espadas. A corrente se enroscou na lâmina e punho de Belona, arrancando a mesma de suas mãos. E quando desferiu o primeiro golpe com o punho fechado esperou que ela entendesse. Que ela visse no fundo de seu ser, na parte que ainda era Belona e consciente. Que ele não movia a batalha para quebrar uma costela ou romper um lábio, mas porque seus instintos lhe diziam para cortar um membro. Não pararia até que sua força fosse reduzida a farrapos e a integridade física descartada como lixo. A luta foi igual porque não usou o poder, diminuiu até o próprio para manter uma luta igualitária. A luta se estendeu. Kratos defendendo e a empurrando para longe dos semideuses enquanto esperava pelo efeito passar. Por aquelas crianças conseguissem os itens necessários a tempo de evitar um desastre ainda maior. Belona, por outro lado, não gostava daquele impasse. Dava para ver em seus olhos enfurecidos e endurecidos. Assim como ele, não apreciava em nada não poder ganhar logo de cara – e vê-lo morto no chão. Manchas arroxeadas enfeitavam a pele dos dois por baixo das camadas de armadura e tecido. O brilho que ambos exalavam atravessavam a barreira do que era considerado seguro para olhos não divinos. Desse jeito ambos iam explodir e levar o acampamento junto.
Kratos deu um passo para o lado e observou Belona passar, irritada pelo golpe desperdiçado. Seus braços foram mais rápidos ao envolvê-la, prendendo os dela contra o próprio corpo. Torceu os braços para que cruzassem acima do peito. Chutou a parte de trás de seus joelhos para levá-la ao chão. A prender contra o chão foi ficando mais fácil quando seu corpo se ajustava ao dela, os braços e pernas impossibilitando-a de se soltar de seu aperto ou escapar de sua armadilha. Os insultos não passaram de ruído de fundo, Kratos estava concentrado demais para usar seu poder contra a influência dos feitiços e magias de Marte. Kratos estava roubando a força de Belona. Por um tempo. Até uma condição que pudesse controlá-la sem riscos e focar sua visão acurada no céu. Na luta. Em qualquer lugar que desse um sinal ‘o feitiço acabou’. A briga entre eles durara mais tempo do que tinha imaginado. A adrenalina sempre faz com que o tempo seja tão desimportante quanto fofocas e trivialidades. O tempo que esperou pelo fim da influência de Marte pareceu uma eternidade. O contorcionismo para sair de seus braços virou confusão – e não era fingimento. Kratos a segurou mais um pouco para ter certeza, mas por fim a sentou e a ajudou a se endireitar, tirando um pouco do pó que os cobria. “Belona?” Chamou-a com um quê de desconfiança.
Belona não estava em seus melhores dias ou algo dentro a atrapalhava. Ou os dois juntos. Não sabia quanto tempo tinha passado, só sabia que estava lutando e que sua intenção era matar. E eles lutaram, mas no final, Kratos conseguiu domina-la. Tentava de todo jeito sair dali, mas não conseguia pois começou a se sentir fraca. Queria dizer que sabia o que estava acontecendo, queria dizer que Kratos era um idiota por usar aquilo nela e muitas outras coisas.
Mas então tudo ficou estranho, Belona abriu os olhos e não soube onde estava ou muito menos o que estava acontecendo. Olhou para o lugar, não reconheceu e ainda se perguntava quem o deixara daquele jeito. Percebeu que estava sendo abraçado por alguém, olhou para cima e ficou totalmente confusa “Kratos?” sua voz estava fraca, quase nem saiu. Começou a olhar tudo em volta para ver se lembrava de alguma coisa e foi quando viu uma armadura com sangue. Já trombou, com alguma coisa e achou que estavam enfiando agulhas na sua cabeça? Era tanta dor que você queria morder algo para não gritar? Bem, agora multiplique por seis e você terá algo um pouco parecido com que a deusa da guerra sentiu quando suas memórias voltaram: do seu encontro com Marte, no acampamento Júpiter, e o que aconteceu no acampamento Meio-Sangue. Claro que Belona já tinha matado pessoas, mas inocentes enquanto estava sendo controlada por seu irmão? Nunca. Olhou para suas mãos tentando assimilar tudo. Estava sentada no chão, com Kratos ao seu lado. Quando se lembrou do amigo, olhou de novo para ele e notou seus machucados, machucados que ela tinha causado. Afastou-se aos tropeços e se arrastando, o que não era nada bonito para uma deusa. Não por medo ou qualquer outro motivo, mas por consciência pesada. Pela primeira vez na sua vida, Belona estava completamente frágil, ali, sentada no chão frio, abraçando os joelhos e olhando a armadura suja de sangue. “O que eu fiz?” se perguntou em um sussurro. Ser usado é um sentimento horrível, você se sente um fracassado, um ninguém. Mas quando é usado para matar pessoas, sem nem mesmo ter consciência do que estava fazendo, bem, isso é bem pior. Belona não era burra, sempre desconfiou que algo assim poderia acontecer, oras, eram deuses, um mais ganancioso do que o outro, e com magia. Sempre teve medo disso. Por isso ficara com tanta raiva quando achou que Kratos a tinha usado, a tinha enfraquecido em relação aos gregos, o que, aliás, era uma ideia absurda.
Agora ela estava com raiva. Estava com tanta raiva que achava que ia explodir. Levantou com um pulo, olhou para Kratos “Vamos mata-lo. Vamos cortar Marte em pedacinhos, assa-lo, transforma-lo em nada e outras coisas piores” sua voz era dura, com tanta raiva, com tanto ódio, por causa disso, sua aura divina brilhava em torno de seu corpo. Ao mesmo tempo em que queria sentar e chorar – o que nunca acontecia – ela queria esmagar a cabeça de Marte. Mas então olhou mais uma vez para Kratos e deu alguns passos para chegar até ele. Ele estava tão machucado. Provavelmente ela estaria igual, ou pior, mas não se importava. Aproximou-se dele e colocou sua mão em seu rosto. “Me desculpe” Belona não era de se desculpar ou aceitar que tinha errado, ela sempre colocava a culpa no outro e o manipulava para que ele achasse que fosse sua culpa. Mas naquela situação não tem como repassar a culpa e nem ela queria. “Espero que um dia você possa me perdoar” ela parecia uma rainha de antigamente, falando séria, eloquentemente, olhando nos olhos no homem que ela tinha derrubado um teto em cima. “E obrigada por...Tudo isso” com a outra mão, indicou o lugar, a briga. Estava agradecendo por ele tê-la parado e não deixado que matasse mais ninguém “Eu não era eu, você deve saber disso. É minha culpa, eu deveria ter te ajudado a tirar aquele babaca de lá, eu...” quando citou Marte, sua voz ficou mais afiada do que uma das melhores espadas de Vulcano. Respirou fundo uma, duas vezes. Tinha que se acalmar, porque se fosse soltar toda a sua raiva, ela mataria todo mundo ali. “Eu te ajudo! E pode ficar com o lugar dele, mas só se você me prometer duas coisas: que eu possa bater tanto nele que ficaria marcado na história dos deuses como o espancamento mais violento de todos os éons e...” dessa vez um sorrisinho fraco apareceu em seus lábios “Que eu possa te bater se estiver virando um babaca”. Claro que estava brincando, Kratos nunca viraria um babaca. Belona só queria deixar claro que ela ia ajuda-lo, se ele a perdoasse. O que ela rezava para acontecer, porque Kratos era seu melhor amigo – em termos mortais, o único deus, tirando Júpiter e Juno, que falava que ela estava errada e não saía morto. Não sabia o que faria se o perdesse.
We always do what is necessary, even when don’t like it | Belona and Kratos
“Para o abismo.” Kratos completou a frase que tinha sido terminada por Belona. Ela com toda sua obstinação e ignorância desse estado paranoico não conseguia enxergar o resultado mais óbvio daquele embate mortal. Romanos abateriam os gregos por motivos quase lógicos e previsíveis, mas esses mesmos gregos tinham perdido tudo e estavam dispostos a defender com unhas e dentes o que tinha restado de um acampamento. Ou melhor, de casa. O próprio deus da força e poder se identificava com essa vontade pétrea grega, mesmo que tenha se armado e preparado como um romano. Não seria essa a solução de tudo? Juntar o melhor e o pior dos dois acampamentos e transformar em algo bom. Algo equilibrado e compatível com uma vida sem guerras? Bem, se usar como exemplo era um pouco fora demais da sua órbita humilde e compassiva, mas tinha que servir de algo. “O que eu te fiz de verdade? Conte-me. Me esclareça logo de uma vez. Essa enrolação… Belona, você sempre foi direta, sem rodeios.” Provocar não era a resposta certa para chegar na paz, contudo, forçar a deusa a atingir um patamar mais parecido com ela poderia trazer mais respostas. Fazê-la se enrolar nas palavras e argumentos até que ambos pudessem entender o que estava acontecendo, e ela perceber que os próprios argumentos não passavam de ecos do discurso do irmão maníaco.
O que poderia ter feito para rechaçar o golpe que não o levasse a cortar uma das mãos dela fora com a espada? Kratos estava dividido de tal maneira que a briga entre personalidades grega e romana pareciam brincadeiras de criança. Seu corpo pareceu sem peso quando voou pelo ar e pesou como uma tonelada quando mais uma pilastra resolvia brigar pelo mesmo espaço ocupado por ele. Eu nunca te ensinei isso. Pensava ele entre as respirações cortadas e as arfadas de dor, os pulmões funcionantes e doloridos pelo metal que maltratava sua pele. O deus colocou o braço sobre a cabeça e se protegeu da melhor maneira possível quando o teto veio abaixo. Escombros e poeira o sufocaram, o peso dos materiais de construção sendo quase esmagadores. Quase. Ou melhor, eram, mas o deus não sentia. O seu poder fazia-o crescer em força e resistência, protegendo-o inconscientemente das intempéries proporcionadas por Belona. Uma decisão precisava ser tomada. Uma decisão que… Não. Pensar nos prós e contras nessa altura do campeonato? Kratos não era nenhum saco de pancadas e, se uma briga dessa acontecesse, não fugiria do combate. Não se submeteria a passividade extrema por medo de machucar outra pessoa. Era defesa, era um mecanismo de proteção que não visava lesionar o outro de propósito. Se elona pedisse um treinamento, teria ficado dessa maneira? Submisso e indefeso? Ela, no mínimo, riria de sua cara – isso se chegasse a rir.
Kratos firmou os pés no chão e ergueu as mãos ao grande pedaço que o comprimia contra o solo. A força fluiu pelo seu corpo e o bloco pareceu pesar não mais que uma pena. “Eu tenho que discordar de você, Belona. Isso é mentira.” Sua silhueta brilhava levemente na sombra de seu projétil de arremesso. Os semideuses não tinham carinho nenhum pelos deuses que lhe deram a vida e desapareceram, mas nem todos eram assim. Kratos tomara como missão pessoal esclarecer a visão divina dos acontecimentos e enaltecia o fato de que nem todos os deuses eram assim tão relapsos. Os músculos flexionaram, as pernas acompanharam e o arremesso foi perfeito. Não diretamente como era de se esperar, mas numa trajetória diferente, esta prevendo o lugar onde a deusa da guerra romana estaria no momento seguinte. Assim que suas mãos aliviaram-se do pedo, outros pedaços menores foram sendo arremessados. Kratos sabia que não tinha como se machucar permanentemente assim. Claro que não! Compraria tempo para os gregos. Tanto para as missões quanto para a presença de uma deusa vingativa na guerra injusta.
Não falou nada quando Kratos complementou sua frase, um dos motivos é porque não tinha uma resposta apropriada – provavelmente era a primeira vez na sua vida que isso acontecia – e outro era porque ela concordava com ele. Aquela guerra não levaria a nada, a não ser à morte. Por muitas vezes, acharam que só porque Belona era a deusa da guerra que ela gostava de morte e chacinas. Toda guerra tem seus números de mortos, mas toda guerra muda o mundo, traz o progresso. Sem falar que ela, a deusa, estava ali para garantir que não seja injusto, ou pelo menos não totalmente injusto. Foi aí que percebeu o quanto aquilo estava errado: 1) Ela não tinha uma resposta 2) Aquela guerra ela ajudou, não era justa 3) Concordava com algo que não deveria e vindo de alguém que aparentemente a traiu. Agora a ideia de que Kratos a traíra parecia ridículo, digna de ser contada como piada nos piores programas de comédia. “NÃO!” gritou de repente “NÃO ME VENHA BANCAR O BONZINHO. VOCÊ NÃO PODE MAIS BRINCAR COM A MINHA CABEÇA!” gritava tão alto que sua voz retumbava pelo lugar, com grandes chances de ter sido ouvida pelo acampamento. Sentia-se uma louca praticamente discutindo consigo mesma. Podia jurar que se tivesse um espelho na sua frente, veria uma versão de si na superfície reflexiva e conversaria com ela, como naqueles filmes estúpidos dos mortais.
Gastou um tempo precioso vendo os escombros que enterrava aquele que tinha sido seu amigo. Belona nunca tinha se sentido perdida e atônita em um campo de batalhas. Ela precisava reagir, precisava fazer o que era certo. E isso era: matar Kratos. Quando o deus se reergueu, ele brilhava deixando Belona ainda mais furiosa. “Ah, por favor, pare de bancar o bom moço. Já cansei dessa brincadeira idiota”. Infelizmente, ele conseguiu acerta-la. Agora era a deusa que estava caída e, mais precisamente, embaixo de um pedaço de pedra. Kratos a conhecia bem, não é? Não levou nem um minuto para ela empurrar a pedra e levantar. “Imitar movimentos do inimigo significa falta de criatividade”. Se Kratos queria brincar de arremesso, Belona não ia dar esse gostinho á ele. Deuses poderiam ser rápidos – claro que nem chegavam aos pés de Mercúrio – e ela apostou nisso. Estava na hora do confronto corpo a corpo, por isso Belona corria em direção de Kratos com espadas a postos.
claudia-cher:
MCU stills [015/100] ↬ Peggy Carter in Captain America: The First Avenger
We always do what is necessary, even when don’t like it | Belona and Kratos
Kratos ergueu uma sobrancelha e fechou ainda mais a expressão carrancuda em sua rosto. Belona estava certa. Tão certa que doía puxar o argumento para um lado tão inconstante quanto as guerras. A vida de Kratos estava tão imersa em batalhas que era difícil não o vê-lo armado e preparado apara luta a qualquer momento. Pela batalha dos deuses e titãs ele tinha chegado onde estava até meses atrás. Seus pais separados para sempre no submundo, seu emprego em prontidão constante para que a guerra não maculasse a serenidade e paz do Deus dos deuses. “Uma guerra com significado é importante, um marco. O que Marte quer com uma entre gregos e romanos? A diferença foi resolvida nos tempos de Jackson, todos vivíamos em relativa paz. O que vamos conseguir com essa guerra? Dizimação dos semideuses?” Kratos abriu os braços. Era assim que ele via as coisas. Um mal-entendido que ganhará proporções catastróficas porque a parte lesada não quis argumentar com a parte inocente. Agora sua raiva começava a fumegar. Bateu o pé no chão, a aura ‘humana’ faiscando com o dourado divino. “Vulcano é meu amigo. Minerva é minha amiga. Febo é meu amigo. Você é minha amiga. Quer você tenha esquecido o que significa, quer você tenha abandonado a palavra de…“ O deus soltou um resmungo irritado, a raiva descendo os níveis finalmente. Precisava diferenciar Belona de Marte, a influência dele da verdadeira Belona perdida dentro de si mesma. E foi quando os argumentos foram ditos que ele soube que nada do que fizesse poderia mudar seu pensamento assim tão fácil. Continuaria tentando, pensou ele ao chutar a arma caída para cima e pega-la no ar, nem que tivesse que… Não. Usaria sua força e poder para controlar e não cair numa das armadilhas de Marte. “E quando foi que eu menti para você? E quando eu a esfaqueia pelas costas? Me diga, porque não lembro de nada além de ficar do seu lado e tê defender.” Nada do que ela falava era verdade. Não podia ser. Conhecia o humor e a personalidade de Belona a ponto de achar normal seu jeito meio ríspido e durão. Contudo, daquele jeito, por Júpiter, conta a muito para que fosse a influência de Marte falando.
Kratos ergueu as espadas e as cruzou a frente do corpo numa espécie de escudo improvisado. Seus olhos claros pegavam os pontos principais, cruzavam as informações que via com o catálogo que tinha de cada deus. Sua profissão exigia isso. Conhecer cada um para que não tivesse surpresas na hora de confrontá-los. Seria mentira dizer que ele nunca tinha imaginado um cenário como aquele, dois deuses poderosos se enfrentando por objetivos conflitantes, mas não esperava que fosse tão difícil assim. Ao mesmo tempo que queria se defender dos golpes partindo pro ataque, se via retraindo os impulsos para uma postura quase fraca, imponente. Não era justo. Não era certo. Kratos entrou no círculo de leões, encarando-a nos olhos e esperando pelo ataque que sabia que veria. Paciência e Belona não tinham a melhor das relações do mundo. Baixou as armas, abrindo a guarda para… A frase, a repercussão, a visão obscurecida pelo pó e reboco. Por um momento achou que tivesse conseguido acordar a verdadeira Belona – ingênuo, sabemos, mas quem queria a amiga de volta qualquer sinal era válido. A dor logo fez suas costas arderem como fogo, a estrutura da pilastra remexendo as correntes ligadas à seus ossos e músculos. Kratos soltou um gemido pesaroso, erguendo-se dos escombros cinza de poeira e com pequenos pedaços grudados à camisa. “Eu ainda gosto de você, Belona.” Ter esse fator das correntes reavivado poderia ser um problema. E dos grandes. Sem muita convicção, o deus da força e poder afastou-se de Belona pela lateral, ganhando tempo para se recuperar do golpe surpresa.
Ela nunca admitiria isso, mas adorava quando estava certa e Kratos estava errado, quase como a felicidade de uma criança em relação à alguém mais velho na mesma situação. Em outros tempo, ela teria jogado na cara dele, mas de um jeito brincalhão que ela só era com ele. Talvez Kratos fora uma das únicas pessoas que a viu como era, sem a armadura de deusa brava ou até mesmo cruel, um lado que a própria Belona rejeitava. O que deixava tudo pior, pois ela se abriu assim para ele apenas para ser traída. Quando parava para pensar na história dos dois, não conseguia ver uma estratégia boa da parte dele para engana-la, ou seja, não fazia sentido ele tê-la enganado. Sempre que pensava isso, a voz do seu irmão vinha falar na sua cabeça: ‘Essa era a estratégia, se fingir de bobo e bom moço’. Uma parte dela não gostava da voz de Marte em sua cabeça. O sentimento era pior do que apenas sentir-se invadida, era quase raiva. Não podia sentir raiva do irmão e sim de Kratos, que estava ali na sua frente. “Essa guerra vai servir como um passo para frente, para um futuro certo!” a alegria de estar certa foi embora quando disse essa frase. Ficou repassando na sua cabeça para ver onde tinha errado, mas não achava o erro, apenas sentia que tinha algo errado. “Duvido que eles sejam mesmo seus amigos, porque é você que não sabe o significado. E a parte do esfaquear era uma metáfora. Metáfora para o que você fez comigo, me influenciando para que eu deixasse de ver a verdade” teve dificuldade em falar aquilo, pois não achava um motivo concreto para a tal traição. Belona estava ficando confusa.
Algo dentro da deusa queria correr até Kratos para ver se ele estava bem e bater na pessoa que tinha feito isso, ou seja, a si mesma. Belona já estava ficando furiosa com essa “consciência”. Consciência, nas mentes estruturadas, servia para te fazer pensar e fazer o que era certo. Mas o que a sua lhe falava não era certo, a deusa não deveria confiar nos gregos e nem tentar resgatar o deus que a traiu, que a cegou da verdade. O problema é que não dava para discutir com a consciência, muito menos bater nela – o que Belona fazia com que a deixava furiosa. No máximo dava para ignorar, mas para fazer isso precisa-se de paciência, o que Belona nasceu sem. Quando Kratos se levantou e tentou se afastar, Belona agiu. Ela o conhecia, sabia que ele estava despreparado para um segundo ataque, então o pegou desprevenido. Tão rápido quanto antes, fechou a mão na garganta do deus e o jogou de novo e dessa vez acertando outra pilastra. Com o impacto, o teto começou a ceder. Belona, com passo rápidos e largos sem nunca desviar o olhar de Kratos, se afastou e deixou o teto ruir. “Não somos crianças Kratos, para ficar falando ‘eu gosto de você’ ‘eu não’. Você me ensinou que as pessoas não gostam da gente de verdade e se importar é um sinal de fraqueza” quem visse de fora, pareceria que ela estava falando com escombros, mas não, Belona estava falando com o deus que estava de baixo deles, e infelizmente ainda vivo.
thewalkingdeadblog101:
Random Marvel Moments (10/?)
We always do what is necessary, even when don’t like it | Belona and Kratos
Kratos segurava as espadas gêmeas com a impotência de um semideus recém-reclamado no mundo mortal. A mandíbula estava bem presa, os músculos ressaltando por baixo da pele lisa e sem pêlos. O Deus adotara seu lado mais romano para a batalha, a disciplina e a conduta da Guarda Alada do Olimpo arracando e substituindo o relaxamento grego entre os campistas. Não era hora de brincar e jogar charme nas desavisadas e animadas ninfas, não era hora de se recolher no templo ou no quarto reclamando sobre as correntes que pegavam fogo repentinamente. Estava em seu ambiente natural, quase tão palpável quanto às cenas pintadas na parede de sua casa nos céus. Uma mão estendida e a tinta fria ressoaria com o clamor de mil tambores de guerra. A impotência, no entanto, não vinha da brutalidade com que amigos e irmãos se confrontavam em batalha, era simplesmente pela regra estabelecida pelo deus dos Deuses e que Kratos a adotara como principal. Não se envolva diretamente no destino dos semideuses. Aquela guerra estava fadada a não ter sua participação ativa, nem as bênçãos que poderia lançar. Tarde demais.
E por essa restrição ficou no aguardo, vigiando a deusa que estava envolta demais na guerra para que Kratos pudesse a tirar dali em segurança. Muito perto ou muito longe, um golpe ceifaria a vida dos combatentes que pareciam estar em todos os lugares. Esperou. Esperou. E esperou. Não planejando exatamente o que faria em seguida, quando ambos estivesse cara a cara. Sua maior preocupação recaindo no afastamento da presença e influência letal de uma de suas melhores amigas. Kratos a seguiu de perto, dando avisos para quem pudesse ver e ouvir para não se aproximar, nem deles nem do destino final do cortejo inusitado. O que tinha acontecido a ela para chegar a esse ponto? O que a tinha feito pensar que apoiar o irmão romano era uma boa ideia? O feitiço que confundia os semideuses, ao ser ver, não podia influenciar alguém que tinha a cabeça tão dura e a determinação tão pétrea quanto Belona, a entidade da guerra.
Kratos adentrou na arena solenemente, as espadas arrastando no chão como se não quisessem lutar. As correntes, bem presas a elas, tilintavam como sempre. O som não era alegre. Era fúnebre, uma premonição de algo terrível em frente. “Uma boa memória para história seria se nenhum luta existisse e que gregos e romanos podem viver em paz.” Essa era a impressão que tivera quando fora confinado aos territórios de Dionísio. Havia um ou outro ponto de desentendimento, o que era normal. Não havia uma sociedade que existisse sem um pouco de desavença. “Largue suas armas e eu largo as minhas. Não tem necessidade de lutarmos, somos amigos.” Kratos desenganchou a primeira espada e a cravou no chão, decidido. “Somos aliados.” Mas, acima de tudo, amigos que compartilhavam os mesmos interesses. Ficaria totalmente desarmado depois que o mesmo fosse visto na oponente. Oponente não, amiga. “O que aconteceu com você, Belona? O que Marte pode ter dito para mudá-la tão extremamente?” Sem falar nada sobre o sangue dos inocentes que ela carregava na armadura e pingava da arma como algo perfeitamente natural e comum.
O som das espadas arrastando no chão era como fumaça, preenchendo totalmente o ambiente. Belona tinha duas opiniões sobre isso. 1) Desperdício arrastar espadas daquelas, realmente poderiam danifica-las. 2) O som quase fúnebre era quase como se Kratos trouxesse sua própria música tema. Esperto da parte dele. A voz do deus retumbou e fez ela virar, encarando o homem dono da maior parte da sua raiva. Kratos estava sério e... Confuso? Mas com certeza era a sua versão romana, pois era quase como se uma aura de ordem e determinação emanasse dele. A deusa da guerra se sentia lisonjeada: ia matar a melhor versão dele. Por um momento, uma lembrança passou por sua mente: Kratos, em versão grega, a fazendo rir. Só ele a fazia rir daquele jeito. Mas de acordo com Marte, aquilo tudo fora falso, apenas para engana-la. “Esta enganado, a história dos mortais é construída envolta de guerras. Até a dos deuses tem a guerra como sua escritora. Você deveria saber disso, não é?” Quando estava se preparando para guerrear, achou que doeria ver e mata-lo, mas sentia ódio. Ódio e incomodo. Ódio por Kratos e por engana-la. E ódio de Marte e sentir isso era que a fazia ficar incomodada: por que teria ódio do irmão?. “Somos amigos?” soltou uma risada de deboche e raiva. Será que ele ainda tinha a cara de pau de tentar engana-la? “Não somos amigos ou você não sabe o significado disso. E nem ouse em falar em aliados, pois você é meu inimigo.” Enquanto observava ele se livrar de suas armas, sua mão apertava ainda mais no cabo da estada. Uma parte de si queria jogar a espada para longe. “Ele é o inimigo” sussurrou para si mesma. Deu alguns passos para chegar perto dele, apenas alguns e bem calculados. “O que aconteceu comigo? Bem, eu abri os olhos sabe?” o sarcasmo na sua voz era como sua faca “Eu percebi tudo o que estava de errado. Percebi que os gregos eram um problema muito grande e que fiquei cega por tempo demais. E também entendi porque eu estava cega, por sua causa Kratos. Você me cegou, você me contou mentiras, você fingiu ser meu aliado e pior, meu amigo. Eu confiei em você e você só me esfaqueava e ria nas minhas costas.” Agora não estava sendo sarcástica, estava com raiva, muita raiva. Jogava as palavras como se fossem pedras e rezava para que Kratos sentisse o peso. “Eu só vou fazer a mesma coisa, só que literalmente. Justo, não é?” Ela não deixava transparecer sua discordância interna. Belona era uma mulher, uma deusa, forte demais para isso.
Estavam a poucos metros um do outro, com dois ou três passos rápidos, ela chegaria nele. Com dois, colocaria a ponta da sua espata na garganta dele. Mas sabia que ele estaria esperando por isso. Ele a conhecia bem demais para saber que quando Belona estava com muita raiva, como deixou transparecer, ela agiria sem pensar. Ou atacaria os pontos fracos e vitais para acabar logo com isso, pois ela não era conhecida por sua paciência. Ela teria que usar o ambiente ao seu favor, brincar e enganar Kratos. Ser ela mesma mas ou mesmo tempo não ser. “Sabe, eu realmente gostava de você” eliminou quase que 99¢ do sarcasmo de sua voz e com isso, deu um passo para o lado, como se pretendia começar a circular o oponente, como um leão fazia. O que faria se ela estivesse tentando brincar com ele. Mas não fez. Com a rapidez e a força de uma deusa da guerra que ela era, chutou o peito do antigo amigo que o fez voar até bater em uma das quatro pilastras que segurava o teto caindo aos pedaços. O teto nem mostrava sinais de que ia cair, mas ela estava contando com isso.
Take me high and I'll sing Oh, you make everything ok ok ok We are one in the same Oh, you take all of the pain away, away, away. Save me if I become My demons
I cannot stop this sickness taking over It takes control and drags me into nowhere I need you help I can't fight this forever I know you're watching I can feel you out there
We always do what is necessary, even when don’t like it | Belona and Kratos
Fazia muito tempo que Belona não se sentia uma verdadeira deusa da Guerra. Sentiu falta das batalhas, das espadas ou armas disparando, flechas atingindo seus alvos, guerreiros lutando, adrenalina lá em cima. Sem falar na honra que foi liderar seus romanos junto com Lupa, contra os indesejáveis gregos. E pensar que nada disso aconteceria sem Marte, seu irmão. Durante a brincadeira idiota de Apolo (em sua versão grega), Belona tinha tirado férias do maldito acampamento. Estava com mais raiva do que quando Marte a rebaixava. Foi assistir discussões internacionais dos mortais, problemas com crises financeiras e dividas, pois sempre era em discussões como essa que a faísca para uma guerra começava – tinha quase certeza que Discórdia estava por ali. Mas para a sua surpresa, quem estava lá era seu irmão. Sempre que se encontravam os dois brigavam, mas foi ali que Marte, quase em um passe de mágica, fez com que Belona entendesse seu lado e ajudasse em seu plano. E que plano! Era brilhante!
E agora a deusa estava ali, batendo em um grego com prazer. Mas não estava apenas para a guerra, tinha uma missão especial. Foi ela mesma que pediu ao irmão por isso, pois seria sua vingança. E Marte, como um bom e inteligente líder, aceitou. Veja bem, Belona nunca entendeu o irmão pois Kratos a cegava e agora ela ia se vingar do homem que fora seu amigo. Por causa dessa amizade, ela sabia que ele estaria no acampamento grego e que a estaria observando. Provavelmente se perguntando o que ela estava fazendo ali.
“Minha deusa” Lupa era uma das únicas deusas que Belona realmente respeitava “Tenho que ir, minha missão me aguarda” a loba apenas concordou com a cabeça e lhe lançou um olhar sábio. Abrir caminho no meio de uma batalha sempre fora fácil para uma deusa da guerra, mas sempre é divertido matar um semideus ali, empurrar outro lá e assim ia. E foi andando tranquilamente até a antiga arena de treinamento.
Enquanto caminhava pensava no plano. O problema é que quanto mais pensava, mais sentia raiva. Mas não era uma raiva contra os gregos, como era previsível, mas sim pelo irmão. Seu coração ainda culpava de alguma forma Marte, gritando que tudo ali estava errado. NÃO! KRATOS É O CULPADO! Sua razão contradizia seu coração. Andou até o meio da arena abandonada e falou alto. “Sabe, uma boa luta não pode ser traçada em meio de uma batalha, não uma que ficará para a história” aparentemente ela estava falando para o nada, mas tinha certeza que ele estava ali em algum lugar, que a seguira. E ali ela cumpriria sua missão de matar Kratos
“I love firing guns. It’s an amazing feeling - so sexy and powerful.” - Hayley Atwell