* ! ✰ I need to feel you here with me — w: Hugo ❞
As palavras do Weasley fizeram com que a loira baixasse seus olhos, encarando assim os próprios pés. Angélique odiava falar de seus problemas, especialmente porque sentia que isso a tornava um tanto quanto fraca. Pelo menos fora isso que seu pai sempre lhe ensinara. E ela sendo uma Delacour, jamais poderia ser uma pessoa fraca. Um pequeno suspiro se soltou por entre seus lábios. — Você tem certeza disso, ma couer? — ela perguntou, voltando novamente seu olhar para o rosto alheio — Meu pai sempre me falou que contar nossos problemas era demonstrar nossas fraquezas. — confessou baixinho, dando levemente de ombros.
Hugo sempre fora uma das pessoas com quem a francesa sempre se abrira desde a infância, afinal ambos cresceram praticamente juntos. Para além de Louis, o ruivo era um dos melhores amigos da loira. Sempre assim fora no passado, e continuava sendo naquele momento. Aquele garoto era uma das pessoas que melhor conhecia a sonserina, ou pelo menos, era isso que ela pensava.
Um sorriso fraco tomou conta dos lábios carnudos da Delacour assim que sentiu os braços alheios em volta de seu corpo. Rapidamente, a loira rodeou o corpo alheio com seus braços apertando o menino contra si. Céus, como aquele abraço era tão bom! A loira respirou fundo, inalando o doce aroma do Weasley como se necessitasse daquilo para se acalmar. Encostou sua cabeça no peito alheio, seus olhos se fechando levemente. — Eu sei, mon amour. — sussurrou baixinho apertando um pouco mais o abraço — Merci beaucoup, oui? — se colocou em biquinhos de pés aproximando seus lábios da bochecha alheia onde depositou um suave beijo — Podemos só ficar assim um pouco?
- Ora, Angélique. Você sabe que isso não é verdade – Hugo disse, franzindo levemente as sobrancelhas como resposta ao comentário da loira. – Você sabe disso. Aceitar colocar as coisas para fora é um dos maiores atos de coragem que existem – concluiu.
Para Hugo, aquilo sempre parecera muito óbvio. Era um garoto expansivo, espontâneo, que não tinha muita dificuldade para falar sobre o que quer que fosse. Em verdade, às vezes acabava sendo transparente até demais. Mas, dentre todas essas coisas, o mais importante a ser citado é o fato de que ele sempre fora aconselhado por sua mãe a jamais engolir as coisas. E isso dizia respeito tanto a seus sentimentos de amargura quanto a injustiças no geral. Em suma, Hugo sabia se manifestar sobre basicamente qualquer coisa. E fazia isso o tempo todo.
Assentiu silenciosamente como resposta ao pedido da prima, paciente. Hugo era um garoto bastante agitado e ansioso, mas sabia ter paciência quando necessário. E era muito compreensivo quando queria, de maneira que estava disposto a esperar pela cicatrização de Angélique.
- Claro que sim. Tudo bem.
















