O seu tipo sangue não define quem você é.
Oii bests! Como vocês estão?
Recentemente durante as minhas aulas, foi abordado um assunto importantíssimo. O racismo. Não é uma realidade minha e não acredito que eu tenha poder de fala sobre esse tema, mas foi algo que realmente nos tocou não apenas pela importância de simplesmente tratar todos com igualdade (que não é nem o básico, é o óbvio), mas também sobre a importância da representatividade da cor.
Relembramos a era da Grécia Antiga, que muitos ainda levam um choque ao descobrir que os gregos não eram exatamente como foi “pintado” na história, um homem branco, loiro e culto. Na Grécia Antiga, o que importava era a força, as vitórias e as conquistas do indivíduo. Não se levava em conta a cor para determinar o poder de alguém, isso não era relevante, apenas o preconceito a partir das classes sociais.
Infelizmente esse pensamento foi deixado de lado com o passar dos séculos, felizmente a sociedade atual está tentando trazer isso de volta. Seja por meio do cinema, livros, empresas ou indústria da música, que nós sabemos que ainda há muitos obstáculos para serem vencidos. E um dos nichos que eu adoro, que tem liberdade para criar o que tem vontade, é o mundo literário. Que como já contei a vocês, é um dos meus maiores amores. Hoje vim apresentar para vocês um livro que tem a personagem principal como uma mulher não-branca. Talvez algumas já conhecem, mas caso não, vou contar a breve história de Mare Barrow, a personagem principal de “A Rainha Vermelha”.
Em um vilarejo chamado Palafitas, Mare Barrow é uma jovem que rouba para tentar ajudar a sustentar sua família, mesmo que seus pais não aprovem suas atitudes. Eles são vermelhos, plebeus, humildes dominados pela elite prateada, formada por seres com poderes especiais. Para os vermelhos, esses seres são vistos como deuses na terra, seus dons são únicos e os fazem ser superiores a qualquer pessoa comum.
Norta, o lugar onde Mare, mora está em guerra com Lakeland, o reino vizinho. E os jovens (homens e mulheres) a partir dos 16 anos são armas indispensáveis nessa guerra que dura há décadas. Mare é próxima a ser convocada pelo exército, a não ser que arrume um trabalho até lá servindo os prateados. E ela encontra, no castelo.
E então uma aventura é desbloqueada, pois dias depois, a jovem descobre que também possui poderes, tão fortes quanto os da família real. Mas algo não está certo, ela tem sangue vermelho e os vermelhos não possuem poderes. Assim que a corte descobre, ela precisa fazer parte dela, fingindo ser como eles e indo contra todas as suas convicções. Mas por quê ela tem poderes? É isso que vocês vão descobrir durante toda a série, como essa guerra se transforma em uma revolução e como todo mundo pode trair todo mundo.
Victoria Aveyard, a autora, desenrola a história ao longo de 4 volumes e possui um diferencial justamente pela a protagonista não ser uma mulher branca. Mare Barrow é referida como “morena” várias vezes no decorrer do livro e a maioria dos leitores considera a personagem como negra. O que é uma raridade e vitória para aqueles que mal veem uma nova narrativa que já ficam loucos para lerem.
Esse livro é para aqueles que gostam de um clichê, e esse explora o mundo de mentiras, manipulações e traições. Uma guerra onde apenas aqueles que possuem força e poder interior suficiente são capazes de ganhar, independente da raça. E tem também migalhas de romance entre a protagonista e quem ela não deveria se relacionar, famoso enemy to lovers (aquilo que todas nós a do ra mos). Leia A Rainha Vermelha de Victoria Aveyard e descubra o universo onde o destino dos personagens serão decididos pelo sangue (mas parece que nem isso será o bastante mais).
Beijo bests! Espero que gostem tanto quanto eu, espero seus feedbacks aqui embaixo ta?