One Nice Bug Per Day
art blog(derogatory)
tumblr dot com
KIROKAZE

❣ Chile in a Photography ❣
taylor price
🪼
Monterey Bay Aquarium
★
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
occasionally subtle
h

roma★
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
EXPECTATIONS
Sade Olutola
sheepfilms

Love Begins
NASA
Lint Roller? I Barely Know Her
seen from United States

seen from Ireland
seen from T1
seen from Jordan

seen from Brazil
seen from United States

seen from Malaysia

seen from United States

seen from Azerbaijan

seen from India
seen from France
seen from Bangladesh

seen from Vietnam
seen from United States
seen from Serbia
seen from Indonesia
seen from United States
seen from Canada
seen from Malaysia

seen from United States
@wellflx
"Nunca entendi isso de "sem arrependimentos". Como...?
Na minha vida, tudo começa com um arrependimento e termina com outro. No desenrolar dela, arrependimentos. Tudo é arrependimento. Corre-se do último só para dar de cara com o próximo. Assim é a vida, cheia de arrependimentos. Não há outra maneira de viver, arrependimentos são tudo que há. Faça-os valerem a pena."
-Vengeance, 2022
Paris, Texas (1984) Wim Wenders
o resto é silêncio...
Bring Me The Horizon, Can You Feel My Heart.
30 Anos Essa Noite (1963) de Louis Malle.
"...e estava convencido na solidão de sua alma de haver amado em silêncio muito mais do que alguém jamais amara neste mundo."
Gabriel García Márquez, O amor nos tempos do cólera
o que está sendo
Não gosto de quem sou, é difícil respirar equanto se afoga. Penso em como seria se eu fosse outra pessoa, todos os cenários me apavoram. Estou atrasado, mas pra quê?
"tão perto que sua mão sobre meu peito é minha, tão perto que seus olhos se fecham com meu sono."
Pablo Neruda
poema em linha reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita Indesculpavelmente sujo
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, absurdo Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante Que tenho sofrido enxovalhos e calado Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar Eu, que quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Pra fora da possibilidade do soco Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida Quem me dera ouvir de alguém a voz humana Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia Não, são todos o ideal, se os oiço e me falam Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil Ó príncipes, meus irmãos
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? Poderão as mulheres não os terem amado Poderão ter sido traídos - mas ridículos nunca! E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que venho sido vil, literalmente vil Vil no sentido mesquinho e infame da vileza Argh! Estou farto de semideuses Argh! Onde é que há gente? Onde é que há gente no mundo?
-Fernando Pessoa
Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
– Luís de Camões, no livro “Sonetos”.
VERSOS ÍNTIMOS
“Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!”
— Augusto dos Anjos
“Entre nós dois a conversa sempre fluía espontânea. Ela falava um pouco, eu prestava atenção, e depois chegava a minha vez. Nosso diálogo era sempre assim, simples, sem esforço nenhum. Parecia que tínhamos segredos em comum. Quando se descobria um que valesse a pena, Cass dava aquela risada — da maneira que só ela sabia dar. Era como a alegria provocada por uma fogueira.”
— Charles Bukowski.