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“You only get one life. It’s actually your duty to live it as fully as possible.”
“I wanted to press every bit of me against him. I wanted to will something into him. I wanted to give him every bit of life I felt and force him to live. I realized I was afraid of living without him.”
Louisa Clark // Me Before You by JoJo Moyes (via thiswilldestroyyouoneday)
The Bravest Girl in the World
Quando Malala Yousafzai acordou do coma em que o Taliban a havia colocado, ela estava ciente de apenas algumas coisas.
“Sim, Malala, você foi baleada”, disse a si mesma.
Ela pensou em voltar para seus sonhos – estando deitada em uma maca, em algum lugar distante, longe de casa e da escola – e percebeu que eles não eram sonhos, mas recordações.
“Os enfermeiros e médicos, todos estavam falando em Inglês”, lembra ela. “Eu percebi naquele momento que eu não estava no Paquistão.”
Tudo o que Malala Yousafzai queria era ir para a escola.
Mas ela vivia em uma área do Paquistão, o Swat Valley, onde o Taliban havia efetivamente assumido o governo, e imposto sua severa ideologia – de nenhuma música, mulheres invisíveis, e, certamente, nada de meninas na escola.
Por desafiar a sua vontade e se recusar a ficar calada, o Taliban tentou assassinar Malala, uma, então, menina de 15 anos de idade.
Milagrosamente, ela sobreviveu e continuou falando a verdade sobre o poder da educação, o extremismo e igualdade.
Quase um ano depois do dia do atentado contra sua vida, Malala, e seu pai Ziauddin, conversou com Christiane Amanpour em Nova York, na “câmara municipal” da cidade diante de uma platéia.
O Taliban, disse ela a Amanpour, “diz que estamos indo lutar pelo Islã. (…) Então eu acho que também temos de pensar sobre eles.”
“E é por isso que eu quero dizer ao Taliban para ser pacífico", disse ela, “e o real jihad (luta em nome da fé) é lutar com canetas e lutar através de suas palavras. Faça esse jihad. Essa é a jihad que eu estou fazendo. Estou lutando pelos meus direitos, pelos direitos de cada menina.”
Quando acordou de seu coma de uma semana, perguntou sobre a mãe e o pai escrevendo em um pedaço de papel; ela tinha um tubo de respiração na garganta que a impedia de falar.
“A primeira coisa que eu fiz foi agradecer Allah – Agradeci a Deus, porque eu sobrevivi, eu estava viva”, disse a Amanpour.
“Disseram-me que o seu pai está a salvo e ele virá em breve, o mais rapidamente possível”, contou ela.
“E a segunda pergunta que foi muito importante para mim e sobre o qual eu estava pensando – quem vai pagar por mim? Porque eu não tenho dinheiro e eu também sabia que o meu pai estava administrando uma escola, mas os edifícios da escola são alugados, a casa é alugada (…) então eu estava pensando que ele talvez estivesse pedindo empréstimos às pessoas”.
Uma menina de 15 anos de idade, uma semana depois de ter sido baleado na cabeça pelo Taliban, estava preocupado sobre como suas contas médicas seriam pagas.
Circunstâncias extraordinárias
Malala tinha dez anos quando o Taliban chegou a Swat Valley, ela escreve em seu livro de memórias, lançado esta semana, “I Am Malala” (Eu sou Malala no Brasil).
“Moniba e eu líamos os livros da série Twilight (Crepúsculo) e desejavamos ser vampiros”, escreveu ela. “Nos pareceu que o Taliban chegou no meio da noite, assim como vampiros.”
O Taliban começou a transmitir sermões noturnos na Rádio FM. Todos chamavam de “Mullah FM”.
No início, as suas mensagens eram orientação sobre vida que apelou para um público devoto, incluindo a mãe de Malala.
Aos poucos, eles se tornaram mais radicais, incitando as pessoas a desistir de suas TVs e música.
Então, Malala disse a Amanpour, a Radio Mullah – como a chamavam – fez um anúncio informando que meninas não poderiam mais ir à escola.
“'Nenhuma menina está autorizada a ir para a escola”, ela lembra dele dizendo. “'E se ela for, então, você sabe o que podemos fazer.”
Eles parabenizaram as meninas que atenderam ao chamado.
“'A srta. Y parou de ir à escola e vai para o céu’, comentava”, ela escreveu.
E você só tinha que caminhar em torno da cidade natal de Malala, Mingora no Swat Valley, para ver o que aconteceria se você os desafiasse – mulheres açoitadas na rua, homens decapitados deitados na sarjeta.
Mas Malala desafiou “o chamado”. Foi para a escola como sempre, e ouviu a música ocidental – Justin Bieber e Selena Gomez – de que ela gostava.
Ela substituiu o uniforme da escola por roupas comuns, para evitar a atenção; ela usava uma mochila do Harry Potter, como mostrado no documentário de Adam Ellick do New York Times (Class Dismissed: Malala’s Story).
Em um ponto, uma estação de televisão Pashto (termo referente à língua afegã) entrevistou algumas crianças em idade escolar, incluindo Malala, sobre a vida em Swat. Logo em seguida, ela falou com uma emissora nacional, Geo TV.
“Eu não queria ficar em silêncio, porque vivi nessa situação desde sempre”, ela disse, quase gritando a última palavra. “E foi uma idéia melhor, porque de outra forma eles nos matariam – era uma ideia melhor falar e então ser morta.”
Um produtor da BBC aproximou-se de seu pai interessado sobre um de seus professores ter um blog contando a experiência de viver sob o regime talibã; em vez disso, Malala se ofereceu para a tarefa.
“No meu caminho da escola para casa, ouvi um homem dizendo ‘eu vou te matar'”, ela escreveu em 3 de janeiro de 2009. “Eu apressei o passo e depois de um tempo olhei para trás para checar se o homem ainda estava vindo atrás de mim. Mas para meu alívio absoluto, ele estava falando em seu celular e deve ter ameaçado alguém por telefone.”
“Daddy’s girl”
Você não pode realmente contar a história de Malala Yousafzai sem falar sobre seu pai, Ziauddin.
Na maioria das famílias paquistanesas, Ziauddin disse a Amanpour, quando nasce uma menina, “uma espécie de compaixão se expressa com a mãe”, um reconhecimento do fato de que os meninos são imensamente mais valorizados que meninas.
Não é assim para Ziauddin.
“Eu costumo dizer às pessoas, não me pergunte o que eu fiz”, disse ele. “Perguntar-me apenas sobre o que eu não fiz. Isso é importante. A única coisa que eu não fiz – e eu fui contra os tabus, e eu fui contra a tradição –, eu não cortei as asas de minha filha para voar “.
É impossível estar com Ziauddin e sua filha e não sentir, como que por osmose, o amor de cortar alma que ele sente por sua filha.
“Ela é a pessoa mais preciosa para mim na minha vida”, disse a Amanpour. “E nós não somos apenas pai e filha, somos amigos.”
Mas ao perguntar a Malala sobre o pai, é a coragem pessoal de Ziauddin, não sua devoção a ela, que tem alimentado sua determinação.
“Lembro-me também do tempo de terrorismo, quando ninguém falava, e meu pai se atreveu a falar, e ele levantou a sua voz”, disse ela. “Ele não tinha medo da morte naquele momento. E continua não tendo agora.”
Ziauddin, um professor de Inglês por vocação, construiu a escola para meninas Khushal School, a qual Malala frequentava.
“Vocês explodem minha escola e dizem: 'Não condene isso’. É muito difícil”, disse Ziauddin sobre o Taliban. “Vocês matam meu povo e dizem, não diga nada.”
“Eu acho melhor morrer do que viver em tal situação”, disse ele a Amanpour. “Eu acho que é melhor viver por um dia e falar por seu direito, do que viver por cem anos, em tal escravidão.”
Mesmo com sua notoriedade internacional, Malala se preocupava que o Taliban viria atrás de seu pai, não dela.
"Eu estava preocupado sobre meu pai, porque eu não estava esperava que o Taliban viesse me preocurar”, disse ela. “Eu pensei que eles poderiam ter um pouco de 'boas maneiras’, e seu comportamento talvez fosse.. de alguma forma eles agiriam como seres humanos.”
Foi Ziauddin que incentivou Malala a falar, e lhe permitiu dar entrevistas na TV, trabalhar no blog para a BBC, e aumentar sua visibilidade internacional.
Será que ele, Amanpour perguntou, sentiu-se totalmente responsável pelo ataque violento que quase acabou com a vida de sua filha?
“Não”, ele disse enfaticamente. “Nunca.”
O governo do Paquistão, disse ele, “não pôde proteger quatrocentas escolas em Swat. Eles deveriam se arrepender de não poder proteger as meninas de serem açoitadas. Eles não puderam proteger a infra-estrutura de Swat de ser vendida e eles não puderam proteger os homens de serem abatidos na praça. Por que eu deveria arrepender-me?”
A política
Quando Malala era mais nova, queria ser médica. Ela tirava boas notas, disse a Amanpour – e não apenas porque seu pai era o diretor da escola, disse rindo – e em sua comunidade as meninas estudiosas poderiam tornar-se uma de duas coisas: médica ou professora.
Ziauddin, sem dúvida com alguma mistura de afeto e reconhecimento de que ela era um prodígio, encorajou-a a falar e pensar em entrar para a política.
Logo, ela começou a gostar da idéia.
“Eu percebi que ao me tornar uma médica, só poderia ajudar uma pequena comunidade"”, disse ela. "Mas, ao se tornar uma política, eu poderia ajudar todo o meu país.”
E, com um senso de humor irônico que surpreendeu e encantou o público no local, ela acrescentou que muitos médicos no Paquistão “têm de tratar pacientes que estão sendo feridos, que estão sendo mortos. Então, eu quero ir e parar essas pessoas que estão cometendo esses assassinatos. Por isso, é também como ajudar os médicos.”
E sim, ela acrescentou: “Quero me tornar a primeira-ministra do Paquistão”.
O núcleo familiar
Muita atenção tem sido focada em Malala e seu pai – consequentemente em sua causa – que acaba sendo fácil esquecer a mãe e dois irmãos que ficaram quase invisiveis aos olhos do público.
“A primeiro e o mais importante coisa na minha vida é que eu levanto a minha voz – contra os meus irmãos”, ela brincou. “Eu sou a única filha. Portanto, é muito necessário para lutar contra eles e impor a nossa voz contra eles.”
Sua mãe, que é religiosa e devota, tem apoiado a sua causa, Malala disse, mas tem mantido uma vida modesta.
Ela cresceu analfabeta em urdu (a língua nacional do Paquistão) e inglês, alfabetizada somente em sua língua materna local.
“Eu costumava escrever poemas para ela”, Ziauddin admitiu, corando.
Malala resgatou seu pai do momento, para ele, embaraço.
“Um pai não deve compartilhar isto na frente de sua filha”, disse ela com um largo sorriso, “porque as filhas aprendem com os pais.”
Malala disse que sua mãe costumava levá-la ao mercado e repreendê-la por não cobrir adequadamente a cabeça.
“Ela costumava me dizer: cubra seu rosto. Veja, este homem está olhando para você”, disse Malala a Amanpour. “Eu dizia: mãe, eu também estou olhando para eles!”
“Nós amamos a nossa cultura”, disse Ziauddin. Sua esposa, ele disse, “sempre usou o lenço. E isso não é algo imposto. É algo cultural.”
“Para mim, todas as coisas culturais e tradicionais, são muito bonitas quando não vão contra os direitos humanos. É simples.”
O dia fatídico
Em 9 de outubro de 2012, Malala estava no banco branco de sua van escolar, uma Toyota TownAce, a caminho de casa. Ela tinha acabado de passar por um exame, e estava feliz por estar conversando com as amigas.
Então, dois homens de pé no meio da estrada, bloqueando o caminho da van. Um começou a falar com o motorista.
“Outro menino, ele chegou na parte de trás”, disse Malala a Amanpour. “Ele perguntou: 'Quem é Malala?’ Todas as meninas ficaram furiosas. Ninguém conseguia entender o que ele estava dizendo, porque nós estávamos pensando em nosso próximo exame no dia seguinte. E naquele dia, estávamos conversando sobre quem ficaria com as notas mais altas, quem iria receber as notas mais baixas.”
“Ele perguntou: 'Quem é Malala?’ Ele não me deu tempo para responder a questão. (…) E, nos segundos seguintes, ele disparou três balas. Uma bala atingiu o lado esquerdo da minha testa, logo aqui”, disse ela, apontando para o lado esquerdo da testa.
“Meus outros dois amigos,” ela disse, “eles também foram baleados em seus ombros. (…) Essa foi uma notícia muito triste para mim, porque se eu fui atingida, tudo bem para mim. Mas eu sentia-me culpada por eles terem sido alvo. Isso, foi muito triste para mim ouvir.”
A próxima vez que ela veria a luz do dia, estaria deitada a milhares de quilômetros de distância, em um hospital britânico.
O mundo conheceu 'Malala’.
“Eu não sabia sobre isso – que o mundo inteiro estava orando por mim, e ainda estão orando por mim”, disse a Amanpour. “Não só o povo do Paquistão, e não apenas os muçulmanos, não apenas os pashtuns, mas todos oraram por mim.”
Não somente orações, mas celebridades como Madonna e Angelina Jolie, líderes como Gordon Brown e também a rainha Elizabeth II ofereceram apoio público e enfático.
A rainha, fez um convite para Malala e seu pai para uma visita real.
É claro que ela foi, Malala brincou, “porque é a ordem da rainha – é o comando.”
“Quando as pessoas escrevem no Twitter, “we support Malala” (apoiamos Malala), não significa apenas isso” eles não estão apenas apoiando Malala, a pessoa, ela disse. “Eles também está apoiando a minha causa. Isso significa que o mundo inteiro está tomando uma posição uma sobre a educação das meninas, sobre a educação de todas as crianças.”
A causa
“Em Swat, antes do terrorismo, nós íamos para a escola”, disse. “Era apenas uma vida normal , carregando uma mochila pesada e fazendo lição de casa diariamente, sendo bom e recebendo notas altas.”
Por que estamos indo para a escola, ela e seus amigos se perguntavam.
“Quando os terroristas vieram, quando eles nos impediram de ir para a escola, eu tenho a prova…”, disse ela. “eles me mostraram uma prova de que, sim, os terroristas têm medo de educação. Eles tem medo do poder da educação.”
Esse poder tem sustentado sua vida em condições inimaginavelmente duras, através de uma tentativa de assassinato, através de um mundo totalmente desconhecido de coletivas, livro e repórteres gritando e câmeras piscando.
“Eles cometeram um erro, um grande erro. Eles me asseguraram, e me disseram, por meio de seu ataque, que até mesmo a morte está me apoiando, que nem a morte quer me matar.”
“A coisa é, eles podem me matar. Eles só podem matar Malala. Mas isso não significa que eles podem matar a minha causa; minha causa da educação, minha causa da paz, e minha causa dos direitos humanos. Minha causa da igualdade ainda irá sobreviver. Eles não podem matar a minha causa.”
“Eles podem atirar num corpo”, disse ela, “mas eles não podem atirar meus sonhos.”
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A entrevista de Christiane Amanpour com Malala Yousafzai, “The bravest girl in the world”, foi ao ar em 13 de outubro de 2013, na CNN.
Este texto foi originalmente escrito em inglês pelo jornalista e também produtor do programa Amanpour, Mick Krever, e traduzido por mim, Jessica Ribeiro. O conteúdo original e trechos em vídeo da entrevista podem ser encontrados no site CNN.
Sinceridades
Só três anos que eu não venho aqui. Desde então sou quase jornalista, quase diplomada, quase [mais uma] desempregada. Nesse meio tempo fui quase loura, quase engenheira, quase casada. Quase me mudei, quase me esqueci, quase desisti. Explodi umas duas vezes, tive a certeza de que amigos, amigos mesmo, são dois ou três, que os 19, 20, 21 chegam tão rápido que a única opção é surtar. Meus dias foram passados à conta gotas, um mais lento que o outro, mais voraz que o outro, mais desnorteado que o outro. Nesse tempinho li menos do que eu queria, tomei mais decisões erradas do que eu gostaria de me lembrar e fui forte tanto quanto foi possível. Três anos depois e esse username [retirado de uma música da Jana Kramer] já não combina mais comigo, os velhos posts têm um pouquinho e quase nada de mim, nem o Tumblr é tanto mais para mim. Hoje amo mais, mas de uma forma bem menos entregue, fecho os olhos e sei que tenho perto só o que me acolhe com reciprocidade. Respiro fundo, deixo ir, deixo vir, deixo querer, deixo entrar.
[Re]Começo.
Happy Birthday my sweet and lovely Emma!
Eu quero te levar para um jantar a luz de velas, quero te dar um buquê de rosas vermelhas e ardentes, como o meu amor por você, quero poder te comprar um castelo e te levar para passear de carruagem, quero contar estrelas e admirar o luar ao seu lado, deitados na grama sentindo o frio da noite e nos aquecendo com o calor de nossos corpos, quero te levar café na cama e te dar beijo de bom-dia e se isso for demais para você eu quero apenas poder ter a liberdade de te amar incondicionalmente.