Logan Browning photographed by Erik Tanner for Coveteur June 2017

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@wildanielle
Logan Browning photographed by Erik Tanner for Coveteur June 2017
mxcmxllxn-bxbbx:
Eu talvez seria igual a eles se não tivesse conhecido um nascido-trouxa uns anos atrás, ele quem me revelou a verdade sobre a realidade em que viviam, o preconceito e todo o resto, já que boa parte do que eu via na escola, era meu grupo de colegas da slytherin. Eu sabia muito pouco de tudo e só depois disso é que realmente fui atrás e quis mudar minha realidade. A partir daí eu só conseguia sentir nojo e raiva de tudo o que faziam, mas precisava, preciso manter o que eles acham que eu sou. Meu pai nunca foi a pessoa que eu achava que ele era, então, é mais complicado do que parece. Nem queira saber, não é algo que esse povo deve se orgulhar em participar, é péssimo. As coisas estão caminhando assim, pois munda gente perdeu a esperança e precisam encontrá-la de novo, nada acabou, apenas começou e as pessoas precisam sair de sua zona de conforto se querem mesmo alguma mudança em relação a tudo isso. Mas eu também entendo algumas decisões, como a sua.
Ainda bem que você conheceu. E talvez, se você foi capaz dessa mudança, outros também sejam. Eu me lembro dos meus tempos de escola e como era olhada por aqueles mais privilegiados, e até mesmo depois disso. Se até hoje alguns times grandes evitam colocar mulheres em sua formação principal, que dirá nascidas-trouxas. Não que as Holyhead seja perfeitas, nenhum time é, mas pelo menos quem o administra conseguiu superar alguns desses preconceitos. Entendo sobre seu pai. Quero dizer, não realmente, ja que fui criada em um ambiente e uma realidade completamente diferentes, mas de pessoas não sendo o que pensávamos eu entendo. Eu realmente prefiro ficar sem saber, deve ser um verdadeiro show dos horrores. Eu não perdi minhas esperanças, só não consigo enxergar como fazer para mudar isso. E eu quero ajudar, quero lutar de alguma forma, mas não vejo como fazê-lo. Quero dizer, eu não estou em um cargo de alto calão no Ministerio, sou só a Capitã sangue-ruim de um time de quadribol, ambas essas coisas tornam qualquer coisa que eu disser invalidas perante a sociedade, exceto pelo fato de que se eu tentar contrariar essas pessoas, não prejudico apenas a mim, mas também um time inteiro.
mxcmxllxn-bxbbx:
Eu cresci nesse meio todo, desde pequena meu pai falava sobre isso, eu só… Não entendia. Fora que ele não falava tão diretamente como faz hoje em dia. Trabalhar é o de menos, acredite, tenho minhas coisas para fazer e planejar o resto, o pior mesmo é quando tenho que ir nas festas ou jantares e fingir que tudo está bem. Mas não se preocupe, o dia deles vai chegar e tenho certeza que não vai demorar muito.
É estranho imaginar isso, se quer saber. Você é completamente diferente deles, ninguém imaginaria que foi criada no meio desses caras. Me faz pensar que talvez haja mais pessoas a serem salvas nesse meio. Acho que ele espera que você tome a frente dessas coisas, por isso acaba sendo tão direto. Eu não consigo nem imaginar como devem ser esses jantares horrendos cheios de pessoas esnobes e preconceituosas. Eu costumava ter esperanças nisso, mas do jeito que as coisas estão caminhando, não sei se ainda tenho. Mas o que eu posso fazer? Absolutamente nada, se não prejudico meu time inteiro. Então me mantenho quieta fingindo que nada disso tem a ver comigo.
Eu honestamente não sei como você aguenta viver e trabalhar cercada por aqueles caras com esses ideais sem sentido algum. Só de precisar ouvir certas conversas em dia de jogo eu já fico enojada. Admiro sua paciência.
don't say goodbye and never look back
Dan olhava no fundo dos olhos de sua tia enquanto esperava a visita que ela sabia estar próxima. Estavam ambas sentadas na mesa da sala de jantar, esperando o relógio soar três horas da tarde, quando sabiam que não se atrasaria.
Cathy Wilds era uma senhora já de idade, mas ainda possuía a mesma beleza de sua juventude. Os cabelos negros caíam em cachos cheios pelos ombros e quase chegavam em sua cintura, estando naquele momento bem penteados como não ficavam a muito tempo, desde que ela adoecera.
A mulher a encarava com profundidade, seus olhos negros escaneando a alma da sobrinha de cima a baixo. Ela sabia o que viria a seguir. Sabia o que lhe aconteceria, e sabia que seria para sempre. Dan também sabia. Sabia e cada vez que pensava nisso seu coração se retorcia dolorosamente. Havia contado para a tia uma semana antes a situação do mundo bruxo, e a mulher encarou aquilo como encarava a maior parte das coisas em sua vida: com coragem. Mandou que a sobrinha fizesse o que tinha que ser feito para que ela sobrevivesse, e esta apenas obedeceu. Nunca foi uma menina obediente, mas sabia que não tinha escolha. Era isso ou ela própria ser cortada do mundo bruxo. Era isso ou perder tudo o que conquistara ao longo dos anos: um time, amigas verdadeiras e uma vida que ela não saberia viver sem. Uma vida que ela não podia viver sem. E a tia entendia isso. Entendia e não questionava, pois para ela não havia dúvidas. Ela e a sobrinha pertenciam a mundos diferentes, e este fato acabara de cobrar seu peso.
- As meninas vão cuidar de você… - Dan começou, mas a mulher a interrompeu.
- Não preciso que cuidem de mim, Danielle. Sei me virar sozinha.
A jogadora sabia que isso não era verdade. Por mais altiva que parecesse, a tia estava doente e precisava de cuidados constantemente. Porém não tentou argumentar. Não somente pelo fato de que sabia que era inútil, - Cathy Wilds nunca perdia uma discussão - mas também porque naquele momento o relógio cuco anunciou que era três horas da tarde, e no momento seguinte a campainha tocou.
Os Obliviadores haviam chegado.
- Está na hora. - disse a mais velha enquanto a sobrinha levantava-se para abrir a porta. Um homem e uma mulher a cumprimentaram educadamente, mas com frieza. A menina imaginou que devesse ser assim, afinal, naqueles tempos era trabalho deles separar várias famílias. Caso se permitissem sentir qualquer tipo de sentimento ao fazê-lo, provavelmente não conseguiriam sobreviver a tarefa. Dan sabia que ela não conseguiria, se estivesse no lugar deles. A dupla seguiu a menina pela casa modesta até a sala de jantar.
- Ambas estão cientes de como funciona o procedimento? - a mulher perguntou, e as Wilds apenas assentiram com a cabeça. Dan conversara sobre isso no Ministério, e contara para a tia o que iria acontecer. Ela tivera o poder de escolher se deixaria a mulher acreditando que nunca tivera uma sobrinha, ou se apenas apagaria a parte sobre o mundo bruxo de sua mente, de forma que acreditasse que sua sobrinha morrera aos onze anos. Era uma escolha injusta, qualquer que fosse ela, e dava uma falsa sensação de controle para aqueles que precisavam fazer isso quando na verdade não tinham controle algum. Era injusto e sem sentido escolher algo assim, mas acabara por escolher a segunda opção. Saber que deixara a tia com uma memória de si, mesmo que mínima, a manteria funcionando nos dias ruins.
Os obliviadores não esperaram outra confirmação, apenas leram o formulário que continha as informações sobre como seria feita a remoção das memórias, e em seguida apontaram as varinhas para a mulher, sem perguntar se queriam se despedir ou não. Elas não iriam, de qualquer forma. Estava no sangue das Wilds não deixar que a fraqueza as dominasse, e se se permitissem ter um momento daqueles, sabiam que iriam desmoronar. Mas não o fariam. Não dariam aquele gostinho para que as pessoas do Ministério se alimentassem de sua fraqueza. Apenas se olharam uma última vez, despedindo-se dessa forma, antes que a mais velha fechasse os olhos, parecendo tranquila mesmo sabendo que boa parte de si estaria sendo removida naquele processo.
A garganta de Dan se fechou, mas ela se segurou até o fim. A tia não iria querer que ela chorasse, e ela não o faria. Não ali, na frente daquelas pessoas. Ela respiraria fundo e aguentaria firme, como Cathy sempre a ensinara.
Afinal, aquilo era tudo o que lhe restaria da mulher. Sua ferocidade e sua determinação em sempre se manter firme, não importando o que acontecesse. E ela já havia passado por muitas coisas sem fraquejar, aquela seria apenas mais uma delas.
Com essa determinação em mente, Dan fechou os olhos junto com a tia, despedindo-se dela em silêncio enquanto os obliviadores murmuravam seus feitiços que mais parecia uma maldição.
Moodboard ⇉ Danielle Wilds
“Do as I say, not as I do, rookie.”
lonely, lonely night || dan and hector
Após se despedir da ultima jogadora dos Holyhead que saia do campo de treinamento, Dan se permitiu respirar fundo e relaxar. Aquele dia havia sido complicado. Cada dia que passava parecia que ia ficando mais fácil lidar com as jogadoras, impor seu respeito como capitã. Não que elas fossem desrespeitadoras, eram todas educadas e conhecidas, porem nunca é fácil lidar com uma mudança de liderança, e Dan não as culpava por não parecerem confiar nela tanto quanto confiavam na antiga capitã. Ela sabia que era perfeitamente capaz de liderar aquele time e conquistar sua confiança, por maior que fosse o tempo que demoraria para isso.
Porem, aquele havia sido um dia difícil. Depois daquele decreto desastroso publicado pelo Ministerio, todos ficaram agitados, inclusive as jogadoras do Holyhead Harpies. Dan não gostava que discutissem politica em campo porque sabia que havia pessoas de varias classes ali e não queria que houvesse brigas por conta disso, mas naquele dia estava difícil não apenas para as outras conseguirem não falar disso. Para ela própria estava complicado focar no treino com tantas coisas na cabeça. Recebera a noticia de manhã antes de sair de casa e não tivera tempo para refletir sobre o assunto, por isso, quando se viu sozinha, permitiu-se finalmente tirar a mascara.
Nunca fora tão apegada a tia, apesar de amá-la. Tirar suas memorias era uma ideia ruim, mas não era a pior coisa que poderia lhe acontecer. Essa, por sua vez, consistia em perder suas companheiras de palco. Janette, Clary, Sarah, Lisa e Yoona eram verdadeiras irmãs para ela, e não conseguia se imaginar abrindo mão desta relação. Claro que o decreto tratava principalmente de familiares, e Dan não convivia com as meninas a muito tempo, então tinha uma pequena possibilidade de não as considerarem. Afinal, apenas elas sabiam o quão próximas eram – a ponto de Dan contar-lhes seu maior segredo – então talvez aquela pequena ligação que tinham no passado não fosse ser considerada. Mas ainda assim...
Por esse motivo, a Wilds não foi diretamente para casa naquela noite. Não podia visitar suas irmãs, não podia arriscar com o mundo em alerta daquela forma. Por isso, fez algo que não tinha o costume de fazer: aparatou no Beco Diagonal, rumando para o Caldeirão Furado. Nunca soube muito bem lidar com o excesso de sentimentos quando esses lhes atingiam. Por isso sempre, sempre que isso acontecia, acabava bebendo. E foi o que decidiu fazer naquela noite ao sentar-se sozinha num canto do bar com uma garrafa de firewhiskey só para si, esperando imensamente que não fosse incomodada.
Me envolvi com um cara do time rival. O que eu faço, Dan?
Ah não... Eu geralmente não sou de me opor a esse tipo de coisa, so por favor, não me diga que é alguém dos Montrose. Ou pior, dos Wasps. Tudo menos os Wasps, por favor, ninguém ali presta, minha amiga. Meu conselho é, se for uma dessas opções, fuja. O mais rápido que puder. Ele provavelmente só quer informação em troca de sexo, esteja dito. Ah, por Merlin, o quanto eu já alertei vocês para não caírem na desses caras e você ainda faz isso? Não da nem pra defender.
【 INFORMAÇÕES BÁSICAS】
Nome completo: Danielle Leigh Wilds; Data de nascimento: 29 / 04 / 1993; Naturalidade: Nottingham, England; Raça/Status Sanguíneo: Bruxa, muggleborn; Formação: Hogwarts, Hufflepuff; Ocupação: Capitã e Chaser das Holyhead Harpies; Afiliação: Neutra; Idade atual: 23 anos; Local de Residência: Oxford, England; Faceclaim: Logan Browning; Player: Angie.
“We’re the underdogs in this world alone. I’m a believer, got a fever running through my bones. We’re the alley cats and they can throw their stones. They can break our hearts, they can’t take our souls.”
【 UM POUCO DE SUA HISTÓRIA 】
A vida para as gêmeas Wilds nunca fora fácil. Nunca sequer descobriram quem era o pai, já que a mãe era uma prostituta e se envolvia com muitos homens por noite. Foi por conta disso que Catherine se viu obrigada a, quando tinha apenas treze anos, entrar na mesma vida que a mãe. Sua irmã gêmea, Camille, por sua vez, não queria aquilo para sua vida. Acreditava que podia ter uma vida melhor do que a que a mãe tivera, por isso dedicou-se aos estudos e focou em ser uma boa garota enquanto a mãe e a irmã faziam de tudo para sustentar a casa simples em que viviam.
Porém, nem tudo funcionou para Camille como esperava. Em uma das muitas noites em que a mãe levou um homem para casa, quando ela tinha dezesseis anos, seu mundo desmoronou. Este homem esperou que a mulher adormecesse e entrou no quarto das gêmeas, avançando diretamente para a mais nova delas. As coisas que ela sofreu naquela noite viriam a persegui-la para sempre. A pequena Camille Wilds nunca mais seria a mesma depois disso.
Nunca mais conseguiram encontrar o homem que fizeram aquilo, e não podiam denunciá-lo para a polícia pois os riscos para a mãe das gêmeas eram igualmente grandes caso o fizessem. Por isso guardaram este segredo, que apenas ficou pior quando descobriram que ele tinha gerado frutos no ventre da menina. Ela poderia retirar o feto, mas não quis. Disse que pelo menos alguma coisa boa teria que sair daquela história, e escolheu manter a gestação até o fim, mesmo com a insistência de sua mãe e principalmente de Cathy para que o fizesse.
Danielle nasceu em uma bela tarde de Primavera, e naquela mesma tarde Camille partiu. Porém, não antes de olhar para sua filha com tal amor e ternura que Cathy jamais vira a irmã olhando para nada, o que a surpreendeu. Aquela criatura fora originada na pior noite da vida da menina, e viria a matá-la em alguns minutos, como ela poderia amá-la? Mal sabia ela que viria a amar aquela criança ainda mais do que a irmã amou em seus últimos dias de vida.
Por um ano inteiro Cathy fingiu que aquele bebê insuportavelmente barulhento não existia. Ela era fruto de um ato terrível, tinha os genes de um molestador nojento e levara sua irmã embora. Mas pouco antes de completar um ano desde a morte de Camille, sua mãe padeceu de uma séria doença, morrendo em poucos dias. Assim, Cathy se viu sozinha com aquela criança, sem saber o que fazer para criá-la corretamente, já que nunca havia cuidado de uma criança na vida. Até mesmo cogitou largar o emprego pouco honroso que tinha para tentar conseguir algo melhor, mas percebeu que não seria uma tarefa fácil. Mesmo trabalhando de garçonete em alguns bares, acabava sendo reconhecida pelos homens de seu outro emprego e não conseguia o respeito dos clientes. Dessa forma, viu-se obrigada a permanecer no mesmo trabalho. Afinal, não ganhava tão mal, e já fazia aquilo a tantos anos que acabara se acostumando.
E foi assim que Dan cresceu. Apesar do ambiente pouco saudável, foi muito amada pela tia, mesmo tendo um leve sentimento de que esta ainda a culpava por tudo o que acontecera com sua mãe. A verdade era que a própria Dan acabava por culpar-se, em seu íntimo, por isso. Sabia que nascera de uma situação ruim, e que se sua mãe tivesse tido a chance de escolher, ela jamais teria escolhido aquilo. Mas nunca deixou essa concepção abalar sua determinação. Sempre teve uma ferocidade de se admirar, algo que nem a mãe e nem a tia tiveram, ambas sendo jovens doces e até mesmo ligeiramente submissas. Era uma característica que, mesmo tendo vivido apenas um ano com ela, acabara por herdar de sua avó. Desde criança se mostrava uma menina briguenta, que não levava desaforo para casa, principalmente dos garotos. Mas também era extremamente amável com aqueles que amava, e muito cuidadosa também, sempre se preocupando com o bem estar das pessoas. Na escola trouxa onde estudou durante toda a infância, não tinha as melhores notas, pois não sabia parar quieta e prestar atenção na aula, apesar de não ser bagunceira e esforçar-se ao máximo para conseguir. Porém, sempre se deu bem com as aulas de Educação Física, pois seu lado esportivo sempre falou mais alto, desde muito nova, o que preocupava Cathy. Ela queria que a sobrinha estudasse para ter uma boa formação, mas esta apenas queria jogar futebol com os garotos na rua,e não havia nada que pudesse dizer que mudaria isto, pois a teimosia da menina se mostrava bastante afiada desde sua pouca idade.
Quando tinha seis anos, seu primeiro sinal de magia aflorou ao conseguir espirrar lama em todos os garotos da rua que não a deixavam jogar por ser menina. Ninguém nunca entendeu o que aconteceu naquele dia, e ninguém a culpou. Como poderiam imaginar que aquela garotinha nanica seria capaz de fazer algo daquela forma? Porém, mais coisas estranhas foram acontecendo com o passar dos anos, e Dan só foi entender o que aquilo realmente significava quando já tinha onze anos.
【 ANOS EM HOGWARTS 】
Quando aquele velho homem bateu na porta de sua casa, Dan já achou que era mais um dos muitos homens que procuravam por sua tia todos os dias. Porém, Dumbledore apenas queria esclarecer algumas coisas que nunca fizeram sentido para ela: Dan era uma bruxa. As coisas esquisitas que lhe aconteciam desde que era mais nova não eram por acaso, ela própria as causava. E naquele momento, ela acabara de ganhar uma vaga em Hogwarts. De início, ela não acreditara em nada daquilo. Sempre fora cética em relação a misticismo, e acreditou que o diretor era apenas um velho querendo levá-la embora para colocá-la em algum bordel ou algo do tipo. Mas Cathy sempre sentira que havia algo diferente com a sobrinha, sempre soubera que ela não era normal e que estava destinada a algo grande. Então, mesmo com a dificuldade de Dan em aceitar ou entender aquilo, acabou por convencê-la a ir para Hogwarts.
A menina só verdadeiramente acreditou o que estava acontecendo quando se sentou no banquinho na frente de todos na escola e o Chapéu Seletor começou a falar em sua cabeça. Sua seleção acabou demorando dois minutos, aonde o Chapéu divagou em qual casa colocá-la. Ela possuía a ferocidade e a ousadia típica de qualquer grifino, e lutaria com unhas e dentes por aqueles que amava. Mas tinha um coração gentil, mesmo não parecendo para aqueles que a conheciam a primeira vista. Era dócil com quem realmente gostava, e cuidava como uma mãe de seus amigos. Essas características acabaram lhe rendendo a vaga na Lufa-Lufa.
A partir de então ela foi capaz de acreditar. Acreditar que tudo aquilo era real, que ela realmente era diferente. Especial. E então, o orgulho de si mesma foi crescendo dentro de seu peito. Ela era uma entre várias crianças que, por algum motivo, fora privilegiada com poderes inacreditáveis. Mas conforme os anos foram passando em Hogwarts, foi percebendo que não era assim tão fácil. Que aquele mundo não era um paraíso como pensara de primeira. Começou com algumas piadas sem graça, e logo ela percebeu que não era a única. Todos aqueles criados como trouxas, que não nasceram em uma família de bruxos e não entendiam totalmente como o mundo bruxo funcionava, sofriam a mesma coisa. E foi nessa mesma época que começou a brigar com aqueles que possuíam tal opinião. Fora criada em uma família trouxa e, mesmo não sendo a melhor das alunas por conta de sua hiperatividade, podia ser tão boa quanto qualquer um daqueles riquinhos de sangue bruxo.
Ainda em seu primeiro ano demonstrou certo talento para o quadribol, e em seu segundo ano fez o teste para o time, conseguindo a posição de Chaser muito rapidamente. Ela era imbatível no campo, mas nunca tendia para a violência, sendo perfeitamente respeitadora das regras, mesmo que soltando muitos palavrões em campo quando não concordava com estas.
Foi em seu quinto ano que tudo mudou. Aquele que deveria ser um ano de vitórias – afinal conquistara orgulhosamente o posto de capitã do time da Lufa-Lufa – acabou sendo também um ano de derrotas. Ainda nas férias antes de iniciar seu quinto ano, sua tia descobriu uma doença incurável, que logo a deixou debilitada demais para trabalhar. Apesar de não gostar, Dan sabia que o trabalho da mesma era a única coisa que mantinha a casa simples que as duas viviam, e sem isso não tinham qualquer renda. Foi então que a própria Dan se viu obrigada a encontrar uma forma de colocar dinheiro dentro de casa, mas recusou-se a fazer o mesmo que a tia e, um dia, a mãe e a avó fizeram. Porém, não tinha muitas opções, e assim precisou recorrer a outra coisam algo quase tão ruim quanto: os palcos.
Com quinze anos Dan se tornou uma stripper, adotando o nome de Hennessey. Não ganhava muito, e isso a preocupou, ao ponto de pensar seriamente em largar a escola para trabalhar. Porém, arrumou naquele trabalho algo muito mais precioso do que dinheiro: irmãs. Suas companheiras de palco, todas meninas jovens em igual – ou até pior – situação, compreendiam completamente a luta de Dan, e entendiam que ela não podia simplesmente largar algo tão precioso quanto a vaga naquela escola – que Dan mentira ser uma prestigiada escola interna particular. Por isso, concordaram em, quando esta tivesse no período de aulas, ajudar Cathy da forma como podiam, cada uma doando um pouco de seu dinheiro para ajudar na compra de remédios e a manter a casa onde ela vivia. Dan não poderia ter ficado mais grata, e naquele momento ela havia percebido: encontrara verdadeiras irmãs que levaria para o resto da vida. Mais tarde acabara confiando o suficiente para contar sobre quem ela realmente era, e elas aceitaram sem pestanejar. Confiavam em sua nova irmã, e ela nelas. Desde então passou a contar absolutamente tudo do mundo mágico para as mesmas, sempre enviando cartas contando suas aventuras e conquistas.
O resto dos anos de Dan na escola foram o mais normais que poderiam ser. Durante o ano letivo era a feroz capitã do time da Lufa-Lufa, e nas férias se tornava Hennessey, trabalhando nos palcos junto com suas irmãs. Era uma rotina com a qual ela poderia se acostumar.
【 ADAPTAÇÃO AO MUNDO BRUXO 】
Porém, quando terminou a escola, viu-se diante de um dilema. A tia piorara nos últimos anos, e mesmo com a ajuda de suas irmãs o dinheiro não era o suficiente para tratá-la. E ela também não tinha as melhores notas na escola, não tinha a menor possibilidade de arranjar um bom emprego no Ministério ou algo do gênero, e mesmo seu sonho ser se tornar uma jogadora de quadribol profissional, sabia que isso estava muito longe de ser alcançado. Então voltou para casa, para sua mesma vida de antes, trabalhando como stripper nas noites e cuidando de sua tia durante o dia.
Porém, isso não durou um mês. Os feitos da capitã da Lufa-Lufa não ficaram na escola, e alcançaram os ouvidos e olhos de olheiros. Demorou até o treinador dos Chudley Cannons a encontrar, mas quando o fez convidou-a imediatamente para fazer parte do time. Dan, que não esperava que a tivessem notado nos tempos de Hogwarts, aceitou de cara. Não era uma oportunidade para se jogar fora, fazer parte de um time profissional. Seu salário de jogadora reserva não era muito melhor que o que recebia como stripper, mas era alguma coisa. Já estava no time a quatro meses quando, em um jogo contra as Holyhead Harpies, um de seus colegas de time machucou-se severamente e ela precisou substituí-lo. Sua ferocidade em campo naquela noite, mesmo seu time tendo perdido, chamou a atenção da treinadora do time adversário. Parecia um desperdício uma garota como aquelas estar sendo desperdiçada no banco de reservas de um time cheio de derrotas e sem oportunidades como os Chudley Cannons, por isso tratou de procurá-la no dia seguinte para fazer uma proposta irrecusável. Além do salário ser melhor, ela ainda estaria sendo treinada para realmente se tornar uma titular um dia, e melhor: no time que mais aprendera a respeitar desde que entrara no mundo bruxo. Ela jamais recusaria uma oferta daquelas, e seu treinador nem mesmo a julgava. Ela merecia algo melhor, e quanto a isso não havia dúvidas.
Sua carreira decolou quando se viu nas Holyhead Harpies. Não precisou mais voltar para seu trabalho antigo, e Hennessey foi deixada para trás, mesmo que seu contato e sua amizade com as colegas de palco tenham permanecido firme e fortes. Seu talento par o quadribol era inegável, mas acima disso dava para perceber uma determinação, uma ferocidade por detrás de seu olhar que a diferenciava. Foi isso que acabou conquistando os olhos da capitã do time, que passou a confiar nela cada vez mais, a fazendo co-capitã com menos de dois anos de experiência. Ela já estava acima da idade normal de jogadoras de quadribol, por isso logo precisaria se retirar. E quando o fez, não precisou pensar duas vezes em quem indicaria como a nova capitã. Por isso, assim que o ano de 2017 entrou, Dan assumiu como capitã do time, e desde então tenta conquistar a confiança das outras jogadoras e se impor como capitã.
Tenta nunca falar sobre política do mundo bruxo ou trouxa. Não gosta de expor sua opinião sobre as coisas quem vêm acontecendo já que, como nascida trouxa, sua posição é bastante clara. Possui aparelhos eletrônicos pessoais, mas os mantém fora de vista o tempo todo para não causar problemas, pois sabe que, por ser uma jogadora de quadribol relativamente conhecida, acaba sendo uma figura pública observada praticamente o tempo todo. Por este motivo, por conta da exposição que sofrer diariamente, não permite tais conversas entre suas jogadoras durante o período de treino ou até mesmo em partidas, pois sabe que isso pode causar brigas entre elas, e isso atrapalharia o foco principal ali: jogar e dar seu melhor em campo, e ela não deixaria que nada atrapalhasse este objetivo. Muito menos um bando de velhos intolerantes que não sabem respeitar a diversidade do próximo.
【 PERSONALIDADE 】
+ Traços positivos: Passional, gentil, autossuficiente; - Traços negativos: Pavio curto, teimosa, hiperativa; ✔ Hobbies e interesses pessoais: Além do quadribol, Dan também se interessa muito por esportes trouxas. Mesmo que tenha largado sua profissão antiga, continua se interessando principalmente por dança e ginástica rítmica, coisas que pratica até os tempos atuais como forma de relaxamento; ✖ Aversões e medos: Um dos maiores medos de Dan é o de fraquejar. Ser obrigada a enfrentar uma situação difícil e não ter coragem o suficiente para isso. Por mais cliché que possa parecer, ela tem medo de sentir medo, por isso dedica a sua vida a enfrentar seus medos e nunca deixar que essa emoção a domine. E também, por mais que não deixe isso afetar sua vida, acaba tendo certo receio com homens. Talvez seja por conta das circunstâncias abomináveis de seu nascimento, ou pelo fato de ter sido criada apenas entre mulheres, mas não consegue confiar completamente em ninguém do sexo masculino, o que a faz agradecer todos os dias a qualquer entidade que exista o fato de ter uma oportunidade de estar em um time só de mulheres, aonde ela se sente muito mais confortável do que se sentia em seus times anteriores; ♫ Música do momento: Glory and Gore - Lorde.
Your hair is everything. Where did you get it? My head.