O registro rangeu ao ser girado e logo a água quente jorrou abundante. O cubículo se encheu de vapor e Jonathan respirou fundo, relaxando os ombros enquanto a massagem das gotículas de água batendo contra sua nuca lavava toda a tensão embora. A barra de sabonete deslizou pelas curvas que os músculos faziam ao serem contraídos e a camada de suor gelado se desfez com a espuma. Mover os braços era um desafio depois de um treino tão pesado, mas era uma dor que recebia com agrado. Gostava do fisgar ao iniciar o mais singelo dos movimentos, da febre muscular que aparecia de noite e que o obrigava a se cobrir com um edredom mesmo no alto verão. Era um bodybuilder e musculação era sua paixão e sua vida. Treinava poses na frente do espelho e se vangloriava do fato de ser um atleta natural para qualquer um que lhe desse ouvidos, testando técnicas e suplementos como um cientista para construir a forma ideal. E estava muito perto dela.
Desceu ambas as mãos para ensaboar o membro flácido e as bolas. Não gostava de ter bolas, ao menos não de tê-las penduradas para fora de seu corpo. Segurando o pau pela base, puxou o prepúcio para trás e deixou a água escorrer abundantemente. A mão cheia de espuma previamente ensaboada esfregou com cuidado cirúrgico. Por permanecer sempre na capa protetora de pele, a cabeça vermelha do júnior, como gostava de chamá-lo, era bem sensível e precisava ser manuseada com cuidado. O lado bom dessa sensibilidade era não precisar de muito para começar a achar graça naquela simplória atividade. Em pouco tempo sua mão larga subia e descia pelo pau duro, masturbando sem pressa de gozar.
Costumava fantasiar consigo mesmo e suas melhores punhetas eram de frente para o espelho. Ele gostava de mulheres mas algo no próprio corpo o atraía mais, algo no formato e na rigidez dos músculos. Fechou os olhos com a cabeça embaixo d'água e curtiu o momento, incrementando o ritmo até começar a sentir as primeiras pontadas do gozo. Gozou no chão e assistiu com desinteresse a porra ser levada pela água. Pressionou o pau mole ainda um pouco e então o largou, deixando-o pendurado sem atenção ali.
"Você realmente deveria trancar a porta quando vai se divertir sozinho."
Jonathan olhou sobre o ombro, assustado. Através do vidro levemente embaçado do box viu Cole. Seu cérebro já o tinha reconhecido só pelo tom engraçadinho da observação, o mesmo tom que muitos de seus colegas de classe na faculdade usavam para o chamar de burro sem que percebesse de primeira. Fechou a cara e continuou de costas, fingindo continuar a se lavar quando na verdade estava apenas escondendo o próprio constrangimento.
"Está tarde e a casa toda está dormindo. Você mora aqui agora, por um acaso? Já entra nos lugares sem bater na porta?"
"Eu só quis usar o banheiro. Rick e eu estávamos fazendo um trabalho de física, ficou tarde e ele me convidou para dormir aqui." Jonathan ouviu passos, a tampa da privada ser erguida e o jato atingir a água. Cole estava mijando como se fossem íntimos, como o pai fazia quando era a mãe no banheiro. "Como está o trabalho, Jonathan? Educador físico, não é?"
"Você realmente acha que essa situação está legal? Que vai rolar uma conversa de boa?" Jonathan teve que se controlar para não subir o tom e alertar o restante da casa. Ainda estava de costas, tentando se proteger daquela invasão de privacidade de alguma forma. "Eu não sou seu amigo, moleque. Eu não tenho essa intimidade com você. Cai. Fora."
O mais velho voltou a encarar os azulejos, mais tenso do que estava antes de começar seu ritual noturno de banho seguido de punheta e depois pijama e dormir. Cole tinha o quê, uns 16, 17 anos? Não era mais criança para não saber que entrar no banheiro com outro cara era algo bem zoado. A diferença entre os dois era de uns bons sete anos e o surpreendia como o garoto tinha ficado alto. Tinha saído para a faculdade graças à bolsa do futebol e quando voltara o garotinho mirrado tinha batido 1,80, quase um palmo mais alto que o próprio Jonathan. Erick, caçula do bodybuilder, não tinha nem alcançado a altura da mãe no mesmo período.
Porém Cole ainda era magro e se continuasse com aquela brincadeira ia ganhar um braço quebrado e uns dentes a menos. Seus pensamentos raivosos foram interrompidos pelo deslizar da porta de vidro e foi com uma expressão de choque que viu Cole, nu, invadir seu espaço.
"Eu preciso de um banho também. Ainda tenho tinha em mim." Jonathan recuou um passo e o mais novo sorriu, o mesmo sorriso que quando criança o fazia comprar um sorvete para ele. "Não comece um alarde, Johnny, ou todo mundo vai aparecer pra ver o que aconteceu. Vamos manter isso entre a gente."
"Isso o quê?!" Jonathan fechou os punhos e encostou o corpo nos azulejos frios. Estava ofegante e com o coração disparado. Ia ser estuprado, era isso? Estuprado pelo melhor amigo do irmão? "O quê você vai fazer? O quê você acha que vai fazer? Se você encostar em mim eu te dou uma surra."
"Relaxa, cara. Relaxa. Você é como um tio pra mim. Família mesmo. Eu não vou fazer nada." Cole esticou o braço para pegar o sabonete e começou a se esfregar como se nada tivesse acontecido. "Soube que você vai competir naquele concurso da Flex Gym, melhor físico da cidade, algo assim."
"E o que tem isso?" Jonathan perguntou, irritado, ainda congelado no lugar.
"Eu andei estudando a vida do Arnold pra um trabalho. Ele fazia umas coisas bem loucas pra vencer. Ele injetada caseína no ânus. Ele até bebia porra."
"É, eu também achei bem louco. Parece que é um anabolizante natural, rica em proteínas e testosterona. Melhor que leite materno até, segundo ele."
"Mentira isso." Como fã da arte, Jonathan conhecia a fama do governador da Califórnia. Era um cara disposto a tudo para ganhar, tanto testando coisas novas quanto sabotando adversários. Mas beber porra…?
"Não estou mentindo. E parece que tem que ser de outra pessoa. Não pode ser a sua, senão não aumenta a testosterona."
"Então o Arnold chupava pintos?"
"Só de conhecidos, para não pegar nenhuma doença."
"Claro que não. Ele fazia o que ele tinha que fazer para ganhar. Ele não casava com os caras e construía uma família. Era tipo tomar leite direto da vaca. Não faz de você um zoofilo."
"Não, um cara que gosta de transar com animais." Cole colocou o sabonete na prateleira de vidro e começou a se enxaguar. Jonathan estava confuso. "Eu só queria ajudar. Você sempre foi muito legal, eu torço por você, cara. Quero que você ganhe."
"Claro que sim. Você merece."
Os olhos de Cole pareciam dizer a verdade, Jonathan pensou, enquanto avaliava as escolhas que tinha pela frente. Não estava tão seguro assim quanto ao resultado do concurso; sabia que muitos dos caras inscritos tinham o apoio de anabolizantes sintéticos. Por medo e por decisão moral, tinha escolhido nunca usar nada daquilo, assim como Arnold. E se o maior ícone da arte, seu ídolo pessoal, tinha encontrado uma opção natural e honesta, quem era ele para ter nojinho?
"E você quer que eu chupe o seu...?" Perguntou, ainda hesitando, incapaz de nomear o ato por completo. Chupar o seu pau.
"Eu? Não, não quero. Não sou viado. Mas eu posso fazer esse sacrifício. Eu fecho os olhos e penso em alguma gostosa. Bocas são bocas e se isso for ajudar o irmão do meu melhor amigo, vale a pena. Pode ser agora, se você tiver coragem. Já faz efeito de pós-treino."
Jonathan afirmou com a cabeça, baixando os olhos para a virilha recoberta de pelos escuros do rapaz. Era um pau grande, ainda por cima. Vermelho, respirou fundo antes de se ajoelhar, apoiando uma das mãos calejadas na parede para não escorregar. As pernas tremiam. Com os olhos no chão, segurou Cole primeiro pela lateral da coxa, lentamente escorregando a mão para achar o pau. Os dedos se fecharam ao redor da base e o mais velho massageou, se arrepiado inteiro quando sentiu aquele pedaço de carne ganhar rigidez.
"Não conte isso para ninguém."
"Eu não vou contar. Eu vou fechar os olhos e imaginar outra pessoa. Quando eu lembrar, vai ser como se a Rose da lanchonete do colégio estivesse me chupando e não o irmão mais velho do meu melhor amigo."
Jonathan torceu a cara mas continuou. Esticou a língua para fora e com a pontinha tocou a glande de Cole, testando o terreno. Não tinha nenhum gosto em especial, era apenas pele. Mais confiante, chupou a cabeça, fazendo um som alto e involuntário de beijo. Cole estava completamente rijo agora. Colocou-o na boca, olhos cerrados. Chupou, o melhor que pode mas ainda assim desajeitado, sem conseguir engolir tudo. Tudo bem, estava ali pelo esperma proteico cheio de hormônios, não pelo ato em si. Mas, mesmo assim, um arrepio estranho o sacudiu ao sentir a mão de Cole em sua cabeça. As pernas fraquejaram quando foi mantido com firmeza no lugar e teve a boca fodida, abusado como via as mulheres serem abusadas em seus pornôs favoritos. Engasgou, tossiu e olhou para cima, por puro instinto.
Os olhos de Cole não estavam fechados e ele não estava imaginando outra pessoa ali. Ele estava fodendo a boca do irmão mais velho do melhor amigo sem nenhum remorso de fazê-lo engasgar. O garotinho que adorava sorvete de morango por ser docinho estava com os dedos agarrados em seu cabelo, fodendo-lhe a garganta no meio da madrugada enquanto a casa inteira dormia.