Franz Kafka, Letters to Felice, March 6-7, 1913
Sweet Seals For You, Always

JBB: An Artblog!

shark vs the universe
sheepfilms
TVSTRANGERTHINGS
h
Monterey Bay Aquarium
hello vonnie

Janaina Medeiros
No title available
Misplaced Lens Cap
we're not kids anymore.

Andulka
occasionally subtle
almost home

Origami Around

izzy's playlists!
Claire Keane
🪼
Show & Tell
seen from Italy

seen from United States

seen from Sri Lanka

seen from Malaysia

seen from Sweden
seen from United States
seen from France

seen from Colombia
seen from Türkiye
seen from United Kingdom
seen from United States

seen from Iraq

seen from Japan

seen from Greece
seen from United States

seen from United States
seen from France

seen from Malaysia

seen from Malaysia

seen from South Korea
@89-visi0n
Franz Kafka, Letters to Felice, March 6-7, 1913
Dear Milena,
I wish the world were ending tomorrow. Then I could take the next train, arrive at your doorstep in Vienna, and say: “Come with me, Milena. We are going to love each other without scruples or fear or restraint. Because the world is ending tomorrow.” Perhaps we don’t love unreasonably because we think we have time, or have to reckon with time. But what if we don't have time? Or what if time, as we know it, is irrelevant? Ah, if only the world were ending tomorrow. We could help each other very much.
(Franz Kafka)
I’ve spend the last five months
Thinking all love ever does
Is break, and burn, and end
But on a Saturday, in a bar
I watched it begin again.
the memories will fade away. in a while, they will be just a record of that beautiful accident that happened to us. they will slowly fade and lose the possibility to recreate the smell of your house and neck, and then i will forget how it feels to be there. i know it deep down, and it hurts a little, but i can’t fucking wait for this to happen.
se desapaixonar é um processo traumático, mas já passei por isso tantas vezes que chega a ser tedioso, senão monótono, o que não torna a situação menos difícil. mas é como se houvesse um protocolo: o toque não faz mais meu coração bater forte, a perspectiva de futuro não me excita mais. me excita tudo aquilo que é incerto, o desconhecido, o inesperado. uma perspectiva de vida sem ele não me parece impossível como parecia antes, minha galinha dos ovos de ouro, tão bonito, inteligente, esforçado, o futuro que eu sempre idealizei. idealizei tanto que criei cenários e personalidades e diálogos que existiram só na minha cabeça. tenho medo que descubram minha farsa, mas ela não era esforço no começo, porque lá eu ignorei todos os sinais e agora eu simplesmente não consigo mais me livrar do sentimento de que meu coração é uma âncora que me puxa pra baixo, em direção ao centro da terra, que é onde eu queria me esconder pra não ter que tomar nenhuma decisão e ser agredida por isso, pela eterna dúvida de se eu tomei a escolha certa, se eu não estou exagerando; se no jogo do amor temos que relevar certas coisas; afinal, somos todos diferentes e chatos e a convivência é algo avassalador pra qualquer pretensão romântica. dizem os cientistas que a paixão tem data de validade, como uma lata de sardinha. eu posso afirmar isso, de maneira empírica e espiritual - o karma vem forte, amigos -, em que o universo me manda sempre a mesma lição pra eu ver se eu consigo extrair alguma coisa que me faça sair desse circo vicioso milhares de vezes na minha roda de samsara.
mas eu nunca aprendo. continuo reconhecendo todos os sinais de que algo dentro de mim morreu. eu só estou esperando o inexistente momento certo pra recomeçar, e assim procurar minha próxima vítima.
abro o bloco de notas porque preciso vomitar palavras sobre ti, pela primeira vez em anos, ainda que o sentimento já me seja tão familiar que lhe convidaria para sentar e tomar um café comigo, meu velho amigo, não mudaste nada.
o motivo? tive um sonho longo e desconexo em que você era o protagonista. minha mente se esforça em pregar peças nela mesma. ao que me parece, existe uma espécie de prazer sádico nisso, pois a dor que machuca é a mesma que busca te manter vivo em mim, ciclicamente, te projetando no meu delírio noturno.
queria simplesmente apertar um botão de silenciar os ruídos do meu subconsciente, quem, enfadonho, recai periodicamente em busca dos hormônios de prazer que a sua existência idealizada provocam em meu cérebro.
mas os dedos são mais rápidos do que qualquer senso de autopreservação que poderia ter sobrado com a evolução humana: dez minutos de observação analítica nas suas redes sociais, ainda na cama, a ramela nos olhos atrapalhando a visão.
você está cada vez mais feio. ainda sim, as fotos da sua felicidade escancarada na rede mundial de computadores me faz conseguir sentir o nó se formando na minha garganta. acho que a parte mais sensível pra mim é a sequência de orações subordinadas que me causam, no mais nobre dos sentimentos, uma pontada de inveja da interlocutora. os piores eu vou guardar pra mim.
eu também fico feliz, eu juro. você merece amor e alegria e afeto e ter alguém por quem escrever textos para alguém, mesmo que esteja longe de ser um dos seus melhores.
mas se eu estou feliz por você estar feliz, por que eu ainda quero tanto que tu mude de ideia???
não há resposta externa, tudo que você procura está dentro de ti.
“WRAPPED BOUQUET OF ROSES” CHRISTO // 1969 [plastic flowers, plastic wrap, staples & twine | 26 x 33 x 11″]
por Bill Watterson https://www.instagram.com/p/CTuii80lIfD/?utm_medium=tumblr
por Liniers https://www.instagram.com/p/CWqrsMqpnvt/?utm_medium=tumblr