ヽ ⠀ ⠀ ♡ ⠀ ⠀ ՙ ⠀ ⠀ preencha o juramento antes de continuar : em nome da excalibur, ❪ AIMÉE MARLO D’ORLEANS ❫ em seus ❪ VINTE E CINCO ❫ anos, jura seguir o legado de ❪ TIANA & NAVEEN ❫ durante a sua estadia na academia dos legados. com a sabedoria concedida a ela, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o ❪ MÓDULO II.III ❫. com a bondade tocada em seu coração, recebe ❪ BENEVOLÊNCIA ❫ e não se permite ser corrompida por ❪ TEIMOSIA ❫. por último, é deixado um corte na mão de ❪ SAMANTHA LOGAN ❫ como prova de seu comprometimento com a luz.
traços negativos: teimosa, vaidosa, impaciente, inconsequente, ambiciosa, argumentativa e egocêntrica.
inspirações: rachel green (friends), villanelle (killing eve), sarah cameron (outer banks), buffy summers (buffy the vampire slayer), carol danvers (marvel), angela hayes (american beauty), maddy perez (euphoria), morrigan (acotar), daisy jones (daisy jones & the six).
gostos: dias de sol, laranja (a fruta), vinho branco, noites estreladas, cheiro da comida de sua mãe, lagos e rios, trilhas, flores, roupas confortáveis.
o que todos esperavam da a primeira filha de tiana e naveen era o completo oposto do que eles queriam para ela. as pessoas acreditavam que seus pais seriam do tipo que colocariam as mais diversas responsabilidades em suas costas – o que nunca fora verdade. sempre deixaram aimée escolher o que bem entendia, desde que fosse algo benéfico para a família. e ela sempre honrou aquela liberdade que tivera. seus pais tinham dons naturais e o que mais a deixava frustrada era que não era boa em nenhuma das duas coisas. estar dentro de uma cozinha era como um filme de terror, as panelas correriam dela, se pudessem. e os instrumentos, então… nem se fala. mas aimée descobriu ser muito boa ouvindo as pessoas e as ajudando, da maneira mais direta da palavra. ser empática sempre trouxe bons frutos para suas relações interpessoais. talvez aquele fosse seu dom natual.
mesmo que transpasse uma imagem quase que imaculada, é de longe alguém assim. na frente dos legados dos mocinhos, é a típica arthuriana - as opiniões sobre os legados dos vilões não são as mais tradicionais, onde aimée acredita que todos devem ter uma chance de recomeçar e em segundas chances. porém, por de trás daquela fachada, a segunda filha dos d’orleans esconde um pequeno segredo: ela visita castigo até com uma estranah frequência desde os vinte e dois anos; caso alguém lhe pergunte, ela nega veemente, já que preza muito por sua vida e tudo que os d’orleans representam em storydom. no momento, não está trabalhando em lugar nenhum, já que o módulo que está na academia tem sugado, metaforicamente, toda a sua energia, mas adorava quando podia ajudar o pai em ousadia e alegria.
quando chegou na academia, era um misto de sensações que jamais havia vivido. estava nervosa, empolgada e até mesmo com medo do que poderia acontecer, caso não apresentasse nenhuma habilidade mágica. e se fosse mais alguém sem magia? o que seria de si? todas aquelas preocupações simplesmente sumiram quando sentiu algo borbulhar dentro de si, como se fossem bolhas de champagne descendo pela garganta e se espalhando pelo corpo. não havia entendido muito bem o que estava acontecendo, mas aos poucos seus sentidos principais foram sumindo, como se estivesse dando lugar a outra coisa… e em um passe de mágica, ela soube! a verdade é que aimée tem receio de usar suas habilidades, visto que não sabe até onde a controla e o que ela pode fazer e evita a todo custo a demonstrar.
está no terceiro ano do módulo II e simplesmente seus pesadelos têm se tornado “realidade”. ela odeia admitir, mas sempre fora uma exímia aluna e com notas exemplares, mas nunca acreditou sobre o que diziam – até chegar no módulo II. ela sente-se insegura sobre tudo o que aprendeu e tem medo de reprovar mais vezes que pode contar e assim, decepcionando a sua família. ela quer agradar a todos em todos os momentos, mas não entende em como isso também pode estar afetando seu progresso dentro da academia.
𝐏𝐄𝐑𝐒𝐎𝐍𝐀𝐋𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄
mesmo que a sua aparência seja de uma menina rica e que se preocupa somente consigo mesma, aimée é totalmente ao contrário. ela é muito altruísta e faz o que está ao seu alcance para ajudar quem a recorre. se ela esta falando de algo que gosta, é alguém que tem certeza sobre suas palavras e dificilmente abaixa a cabeça para alguém que não seja seus pais. é um pouco teimosa com o que defende e não abre mão das coisas com facilidade, quando quer algo, precisa ser do seu jeito e nunca desiste, até conseguir - mesmo que ela mesma tenha que ir atrás. .
𝐇𝐀𝐁𝐈𝐋𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄
manipulação sensorial – apesar de conseguir controlar os principais sentidos (audição, visão, olfato e paladar), aimée não consegue usufruir ou utilizar em si mesma todos juntos de uma única vez, por conta da habilidade exigir muito de suas capacidades. a mesma possibilita a melhora, redução ou remoção temporária, tal como fazer com que o alvo sinta coisas que não estão lá ou preveni-lo de sentir coisas que podem ser prejudiciais para os sentidos.
Os cabelos haviam sido tingidos magicamente, era óbvio. Ruihao queria voltar ao seu normal assim que possível, mas era divertido de ver assim, loira, com um vestido provocante que a fazia se sentir como a própria atriz no-maj demonstrava. Uma bombshell female fatale. Até sua atitude estava mudando, seu olhar era diferente, junto com o andar realçado pelo vestido verde. — How do I look? — perguntou para muse, queria saber as reações dos outros.
aimée não conseguiu esconder quando ficou boquiaberta ao ver a imagem da menina a sua frente, prendendo seu olhar na fantasia que ela estava usando. “ wow, você está ótima! isso tudo é pelo halloween? ” sabia muito bem como mudar poucas coisas fazia a diferença.
locais possíveis: bread with love, salão principal, jardins, alguma cafeteria em halloween town ou alguma das inúmeras bibliotecas
olhares julgadores lhe eram comuns desde muito jovem, principalmente depois ter sido adotado e ainda mais quando se mostrou extremamente problemático e violento durante os primeiros anos na academia. com o passar do tempo esses olhares tinham diminuído, em sua maioria da parte dos alunos, alguns o viam com mais medo do que qualquer outra coisa. depois ter sido preso voltou a se tornar frequente, mas não importava, já estava acostumado, por mais inconveniente que fosse e… ele não se importava. folheou o estatuto dos defensores mais uma vez, lhe deram aquilo para ler e decorar, como se o porter já não conhecesse as regras e diretrizes dos defensores. nem mesmo se deu ao trabalho de erguer o olhar para ver quem tinha se aproximado, apenas pronunciou as palavras com calma e monotonia. “se quiser que dure mais é melhor tirar uma foto”
por muito tempo, aimée se manteve longe de coisas que atraíssem a atenção para si, pois fora daquela forma que ela havia sido educada - condicionada - a maior parte de sua vida. não atraía a atenção, seja discreta, tenha modos; e entre várias outras dicas que recebeu não apenas de uma, mas sim várias pessoas. tinha aprendido a viver na sombra, até chegar a academia. se você faz coisas para ser notado, você acaba por se tornar um alvo - nem sempre de modo ruim. estava passando pelo jardim quando viu akos e decidiu se aproximar, sendo recebida com a hostilidade de costume. “ por que você está sempre na defensiva, senhor porter? ” tinha um sorriso divertido em seus lábios com aquela pergunta, implicando um pouco de diversão.
Se ter a oportunidade de desbravar Castigo, o território no qual vivera toda a sua vida, já podia ser considerado um grande avanço por parte de Violet, visitar Halloween Town mostrava-se uma imensa aventura e um risco tremendo. A horripilante cidade despertava nela a mais pura mescla de sentimentos, como curiosidade e amedrontamento, também rapidamente conquistando sua admiração. Por isso, seguindo o seu mantra de vida, “Vá com medo, mas vá”, ela se atrevia pelas ruas escuras do lugar. Naquela noite, enquanto caminhava em direção ao centro, buscando por algumas promoções que pudessem interessá-la, foi abordada por uma criatura assustadoramente adorável. “Olhe só para você, que gracinha esse rostinho rechonchudinho.” Nunca havia descrito a própria fisionomia daquela forma, mas fazia sentido que uma senhora esqueleto se impressionasse com seus traços mais arredondados e de aparência saudável. “Como se chama, minha querida? Pode me chamar de Sra. McRibbs.” Flowers balbuciou nervosamente o ensaio de uma resposta e, de repente, tinha os dedos extremamente finos e ossudos da outra contra o seu rosto, limitando ainda mais a capacidade da garota de reagir. Não sabia o que fazer, só sabia que desejava fugir. Para a sua sorte, avistou movimentação através de sua visão periférica, imediatamente decidindo alcançar a pessoa que passava ali para pedir ajuda. “Ei… você!” Sem conseguir distinguir a figura de muse, referiu-se a elx de forma neutra. “Por acaso já teve o prazer de conhecer a Sra. McRibbs? Um verdadeiro doce de pessoa…” O sorriso forçado nos lábios logo se dissipou, dando espaço para o olhar consternado. “Quer dizer, esqueleto.” Corrigiu-se de imediato. “Me desculpa.” Sussurrou ao mostro, que continuava a apertar suas bochechas até deixá-las rosadas. Desconforto era pouco para descrever o que sentia ali.
se algum dia alguém dissesse para aimée d’orleans que ela conheceria o pais mais monstruoso, ela teria rido na cara da pessoa - mas cá estava a menina, passeando nas ruas de baixa luminosidade e sinuosas de halloween town. apesar da escuridão da noite, não estava afetada por aquilo, e sim as figuras que passavam diante dela. como podia existir TANTOS monstros que nunca sequer ouvira falar sobre? claro que por muito tempo aimée vivera em uma redoma que seus pais criaram, mas isso nunca a segurou de fazer travessuras. mas ali, aqueles seres, era incrível ao mesmo tempo que eram únicos - e assustadores. estava saindo de uma lojinha quando ouviu uma voz lhe chamar, quase que um grito de socorro quando se virou. deu um sorriso para ela e haviam claros sinais de desespero ali. tudo que envolvesse mais que meras interações com a população daquele local lhe deixava de pelos arrepiados. segurou o braço da menina, talvez um pouco mais forte do que planejara e a puxou dos finos dedos do esqueleto. “ me desculpe... er... senhora mcribbis. ” proferiu ao esqueleto, que pareceu não gostar nada da atitude dela. “ ela costuma sair andando por ai e acaba se perdendo, sabe? não aprende nunca. obrigada por cuidar dela nesses minutos. ” abriu o melhor sorriso que conseguiu.
“Tá, vou ser direto aqui…” Não se deu ao trabalho de preparar a outra pessoa para o que estava vindo, muito menos de anunciar a sua presença. As mãos repousaram na porta do carro, buscando um apoio para que pudesse se inclinar o suficiente para ser percebido pela pessoa dentro do carro. “Eu ‘tô fodido.” O sorriso em seus lábios não possuía nem um pingo de remorso ou vergonha. “Topei participar de uma corrida aí com uma galera duvidosa e agora eu perdi o meu carro… Ossos do ofício, sabe?” Deu de ombros. “Não só de vitórias se vive o homem… também vive de derrotas que o fazem ter que pedir com muito jeitinho pra outra pessoa correr por ele.” E aí estava o pedido, queria recuperar o carro perdido antes que ele acabasse desmontado e com as peças vendidas. “Eu sou um ótimo apoio, posso até tirar a camisa pra ficar igual um cara troféu pra ser exibido. Que tal? Topa?”
aimée sabia das consequências que aquilo podia lhe causar e sendo muito honesta, a d’orleans não estava nenhum pouco afim de perder o carro que tinha (até mesmo porque ele tinha vindo de alguns acordos que não queria fazer). deu uma risada quando ouviu o pedido e negou com a cabeça, dando de ombros para ele. “ eu realmente queria poder te ajudar, mas... não posso. ” não sabia até quando teria aquele privilégio de poder descer até castigo e não ser ninguém por alguns minutos. “ por que você não chama qualquer outro corredor? ” sugeriu, porque além de tudo, ela não era corredora.
O Porter já estava sem paciência para as perguntas insistente sobre se ele podia ou não transformar-se em um Monster-Pet, por isso, tinha optado em ir até a praia do pântano, pois sabia que o local não era atrativo para seus colegas, não quanto as praias de seatopia, podendo tirar um momento para descansar. Estava sentando numa cadeira de praia, tentando não sentir o cheiro horrível que vinha do pântano e pegar um dos poucos raios solares que atravessavam as densas nuvens, quando ouviu alguém lhe chamar, fazendo com que ele revirasse os olhos por detrás dos olhos escuros. “Não, eu não posso me transformar num monster-pet, nem num lobisomem e nem na Ness, por favor, não insista.” Soltou antes mesmo da outra pessoa se aproximar.
vendo todos seus colegas com um monster pet, aimée decidiu que gostaria de um também. talvez não tão aterrorizante quanto alguns que já tinha visto, mas definitivamente um monstrinho. mudou de ideia assim que percebeu que não conseguiria dar conta, já que o camelão de estimação que tinha ocupava boa parte do seu tempo livre, já que ele era diferente de todos os outros camalões que ela havia adotado. estava dando uma volta nos locais que ainda não tinha visitado em halloween town. apesar deo cheiro vindo do pântano, realmente era uma coisa que aimée não esperava encontrar. avistou theo a sua frente e o chamou, acenando com a mão. “ o que? não, não! seria estranho ver você se transformando na ness, sabia ? ia perguntar se você está tentando pegar sol... aqui... ”
this is an open! starter
no centro de halloween town
"senhoras, senhores e criaturas! venham jogar, venham participar!" a voz de bai se fazia ouvir no centro de halloween town, uma mesinha improvisada a sua frente enquanto sentado no concreto de uma fonte (com uma água bem estranha por sinal). na mesinha, três copos eram movimentados com muita habilidade entre si, mudando de lugar em um desafio que só alguém da índole de long bai poderia fazer.
"o desafio é achar o gri-li junior, minha monstruosidade! se acertar, ganha uma pumpkin coin! se errar, perde a pumpkin coin! bem simples, bem fácil!" ele explicara sorridente, carismático de um jeito que deixava óbvio que ia enrolar qualquer desavisado. o chinês erguia o copo e revelava o pequeno grilo, seu amigo e comparsa, que dançava ao ser achado por alguém. parecia fácil, já que sempre havia uma ou duas rodadas que a criatura ganhava antes de começar a perder diversas vezes. no momento uma múmia jogava, insistindo que conseguiria ganhar novamente depois de perder cinco vezes seguidas.
halloween town estava sendo maravilhosamente incrível para aimée - que achava um absrudo nunca terem ido até o país dos monstros. enquanto andava admirada pelas ruas num céu cinzento e escuro, indicando chuva a qualquer momento, uma movimentação estranha chamou a sua atenção e ela parou alguns metros para ficar vendo a brincadeira. como alguém podia ser tão estúpido de cair naquilo? os minutos iam passando e a múmia sentada em frente ao rapaz parecia convicta que ganharia, o que tornava tudo ainda mais divertido. “ eu aposto na múmia dessa vez. e ainda contribuo com cinco pumpkin coin. ”
“Se veio visitar os Trestrálios de Halloweentown que chegaram essa semana, deu viagem perdida.” Dominique comentou quando alguém parou ao seu lado, enquanto almoçava perto da área dos visitantes de Zootopia. “Aparentemente, alguém esqueceu de avisar que eles só podem ser vistos por quem teve contato direto com a morte, o que faz com que pelo menos metade de Storydom não os consiga ver.” Disse ainda se divertindo por ter, escondendo essa parte da informação dos Porter quando sugeriu que trouxessem os equinos para a exposição. “Mas os macacos são sempre uma boa atração pra visitar se estiver só querendo um motivo pra matar aula mais tarde.”
aimée não estava matando aula, afinal, elas só ocorriam na parte da noite e não queria imaginar o tanto que iria ouvir se seus pais ao menos desconfiassem que ela estava praticando aquilo. não que fosse certinha ao extremo, ela apenas queria evitar que tivessem mais coisas para se preocupar - além do que já tinham. soltou um riso baixo e negou com a cabeça, indicando para uma cela vazia mas não que sabia o que teria ali. “ mas se é assim, não seria todos os estudantes da academia depois do... ah, você sabe, aquele fatídico dia? ”
Estava tentando ocupar a cabeça que não fosse com as lembranças do dia fatídico nem a quantidade de cervejas que havia no seu frigobar. Estava sentada no chão de seu dormitório, onde ele inteiro estava coberto por papel craft, como se forrasse de uma forma mal feita o piso. Além disso, diversas pequenas telas em branco, pincéis e tintas para todos os lados. No momento em que ouviu a batida na porta, Cecile revirou os olhos. Quem ousava atrapalha-la em sua mais nova obsessão, o único vício que conseguia a manter sã “Olha só, você tá atrapalhando. Você chegou na hora errada; então é bom entrar e falar logo o que você quer. Ou sentar ali na cama pra eu pintar você. Não você tipo, literalmente. Eu quis dizer pintar um desenho seu. Vai ficar massa, senta lá e vai falando” fechou a porta atrás de muse quando elx entrou, assim não haveria forma de mudar de ideia. Apontou para o próprio sofá chique na estética de Paris. “Lá, anda.” A Marmoreal colocou as mãos na cintura enquanto esperava muse caminhar até o local indicado.
o tédio estava tomando conta de aimée, que jpa devia ter revirado aquela a academia inteira pensando no que fazer. e todas as suas opções haviam sido descartadas pelo simples fato de que ela não parecia se agradar com nada. então por que não chamar algum amigo para fazer algo diferente? foi quando pensou em visitar alguém do paris e ceci veio a sua mente. animada, bateu na porta do quarto dela e sequer esperou ser liberada, já entrando. “ ceci, você se imp.... ” assim que colocou os pés para dentro, viu toda a organização da marmoreal, sabia que estaria fadada a um fim trágico. ergueu as mãos em sinal de rendição quando ouviu ela falando e assentiu, sabendo que não tinha como escapar agora. “ okay, okay! eu estou indo. ” quando cecile a mandou pela segunda vez, aimée sentou no local indicado e olhou para si mesma. “ que pose você prefere que eu faça? ” disse de modo divertido.
A citação da coruja o fez estremecer, só de pensar que corria o risco de acordar e ter o animal perambulando pelo cômodo já era assustador. — Ganhei, mas só vou me afastando. — Suspirou. — Não sou fã de aves, nunca fui… Ela vai ficar lá na dela e eu na minha. — Acrescentou com um sorriso pequeno, até cuidaria da coruja, mas bem de longe. — Nossa isso é muito bom! Camas confortáveis são tudo no mundo, as de Londres também são boas, felizmente, mas não tenho a mesma sensação…
não entendeu muito bem porque deece não havia gostado da coruja, até ele lhe explicar o motivo e deu uma risada baixinha. “ ela é tão terrível assim? parecem ser tão fofinhas. esse dia vi uma menina com a dela empoleirada na cabeça dela, fiquei sem entender mas achei engraçado. ” contou sobre a cena que havia visto uns dias anteriores, que lhe chamou muito a atenção. ela não tinha ganhado nada além de um quarto bonito, mas o pessoal de londres tinha uma coruja! injusto! “ seu quarto parece aquelas casas germinadas inglesas? fico curiosa para saber, porque o meu parece... não sei, um quarto de um palácio verdadeiro. ”
🌱 𓂃 Como ele havia parado naquela situação com Jude não se lembrava, mas estava achando engraçado. Não que se importasse com a vida alheia, mas certos acontecimentos serviam de inspiração para suas histórias. Um término horroroso? Um escândalo entre amigas? Qualquer coisa era bom de ouvir, se aplicável em seus personagens. “Eu também não sei, mas espera ai…”, sussurrou em resposta para ela, em seguida focando sua atenção na planta que tinham em cima da mesa, que servia de decoração. Felizmente conseguia conversar através dos pensamentos com as verdinhas, habilidade adquiria naquele ano com as aulas de Merlin. A planta passando a fofoca de mesa em mesa, não demorou em voltar com uma resposta. “A princípio é sobre alguma festa do pijama ‘super privada’. Não me interessa muito.”, fez uma breve careta; se Jude fosse ficar brava com aquilo, no entanto, poderia usar de seu poder para fazê-los mudar de assunto, pelo que entendera.
por mais que tentasse, o máximo que conseguiria fazer naquela distância era inibir com que se ouvissem e ficasse uma cena engraçada, mas não queria causar confusão dentro da biblioteca. quando todhg pareceu interessado em ouvir, seja lá qual fosse o motivo jude fez silêncio e tentou avaliar o que estava acontecendo ali. quando ele mencionou sobre a festa, um estalo na cabeça de jude se fez e ela sorriu animada. “ ah, é a festa dos dormitórios da torre central. nem é tão privada assim, só vai gente chata. você não está perdendo nada mesmo. ” as paredes não tinham ouvidos, talvez, mas jude tinha sua audição muito bem para poder captar as coisas que aconteciam a sua volta. “ olha, de qualquer jeito você acha coisas mais interessantes para fazer do que ficar com umas quinze pessoas apertado em um dormitório. ”
Shane sempre foi do tipo curioso, mas sem fazer o tipo observador. Talvez aquela fosse uma falha aos olhos de outras pessoas, mas o Snoball simplesmente pensava que era mais fácil perguntar de uma vez, do que fazer suposições. Então foi sem decoros, ou receios, que questionou Jude sobre suas observações internas. Sempre que conversavam ela parecia saber tudo, de todos, como uma grande biblioteca viva. Se você tivesse duvida de algo, Jude era sua pessoa. Ao menos ela era a de Shane. — uhnn!! É, faz bastante sentido. E eu acho que deveria ser um pouco assim, considerando o incidente que minha habilidade causou no inicio. Mas é que somos tantos — suspirou, confessando que era péssimo em decorar o nome dos colegas, suas habilidades, e qualquer outra informação mais pertinente. Muitos ele conhecia de vista, de classe, poucos eram aqueles que tinham uma convivência real com o Snoball, e ele sabia que parte disto era culpa da sua habilidade descontrolada. — nada de estranho, e extremamente útil, e sabe… — ele tomou a liberdade de aproximar-se um pouco mais dela, como quem estava prestes a contar um segredo, os lábios encostaram no ouvido da D’Orleans. — talvez você pudesse me dar umas dicas, assim evito novos desastres sem perder a possibilidade de fazer novos amigos.
ela compreendia bem o que ele queria dizer. tinham muitos alunos, muitas habilidades únicas, variações e até mesmo parecidas. e associar nome, rostos e habilidades já virava algo que as pessoas achavam trabalhoso demais. mas não jude, ela gostava de ter aquela carta na manga caso precisasse. “ sim, somos. mas faz assim, começa a tentar decorar das pessoas da sua turma, depois o pessoal mais velho, já no terceiro módulo e o que for do teu interesse, claro. eles tem umas habilidades legais. daí só vai descendo as idades. ” falar parecia mais fácil que fazer, mas tinha levado longos anos montando o seu banco de dados. alguns não eram tão relevantes, mas ela ainda sim fazia questão de tentar lembrar; nunca se sabe quando vai ser útil, afinal. “ ah, é estranho sim. eu ficaria assustada se alguém que eu mal conheço soubesse meu nome e minha habilidade com pouco tempo. ” ao comentar sobre como era fácil lembrar, percebeu que parecia uma maníaca por controle. quando ele se aproximou, inclinou o corpo para frente e assentiu. “ posso pensar em como te ajudar sem sair drenando o poder alheio. aliás, nunca tentaram te fazer usar luvas? ” o questionamento era real. não se lembrava se avia visto ele usando alguma coisa desse tipo, apenas para experimentar.
Estava até mesmo surpreso que Jude estivesse lhe dirigindo a palavra. Não bastasse ter sido atropelado por uma D’Orleans, a outra tinha decidido que era uma boa ideia ridicularizá-lo durante o Festival do Salvador. No fim, tudo não tinha passado de um mal entendido – um que tinha começado com o despontar de seu mau humor – e não achava que deviam persistir no erro. ‘ Vai querer jantar comigo mesmo depois de saber que não liguei para a sua amiga no dia seguinte? ’ elevou uma das sobrancelhas, como se aquela fosse a história real. Ambos sabiam que não era, mas tinha sido justamente essa a acusação de Jude depois de ter ingressado em sua barraca sem pedir permissão e ele não parecia ter sido bem sucedido na hora de esclarecer. ‘ Estou um pouco enferrujado no hipismo. Não sei se seria uma disputa justa. Você até tem uma égua da sorte, pelo que estou vendo ’ meneou a cabeça na direção do bonito animal, que despertava inveja.
se jude sequer imaginasse como aquele festival ia terminar, talvez não tivesse prosseguido com o modo grosseiro e nada típico seu que havia tratado bora. ele não tinha culpa do vestido que havia escolhido - que apesar de bonito, não era nada prático para andar entre as barracas. revirou os olhos com a pergunta dele. ok, ele tinha todo o direito e se aproveitou do momento, mas a sua resposta inicial fora um sorriso forçado e negou com a cabeça. “ olha, eu sei que não fui nada legal aquele dia e eu tô tentando me desculpar. mas já que você mencionou , talvez não seja uma boa mesmo. ” seu tom de voz era divertido e até mesmo risonho, mas nada sério, afinal não tinha passado de um mal entendido e ela não sabia como reagir. nunca fora grosseira sem motivo e achava que não condizia com sua criação. quando ele mencionou thunder, ela deu um sorriso animado. o animal estava sendo quase que um animal de apoio emocional. ela permanecia com postura, esperando o próximo comando de jude. “ você está com medo de perder, é isso? ok, se não vai ser justo, também não acho certo. ” indicou. até que gostava de apostas divertidas, desde que fossem justas também,.
◜ ‹ não era adepta ao drama; o odiava em maioria, porque era muito mais direta, muito mais apegada a realidade e o que deveria fazer com isso. o que não dava para resolver ou não conseguia ter forças, apenas ignorava e passava por cima. então quando jude reagiu daquela maneira ao seu comentário, zunduri riu por debaixo da máscara que a protegia, retirando apenas quando outrem pareceu cansar. a espada fora abaixada, não queria parecer uma ameaça, não quando a outra parecia tão descontrolada. ‘ e o que você está enfrentando, jude? o peso de precisar ser a filha perfeita? de orgulhar o papai e mamãe? questionou a fitando. ‘ todos devem lutar por algo, mas acho que há sempre alguém lutando mais. e com certeza, esse alguém não é você. na primeira provocação, você cede.
julgar que jude era perfeita era um erro de questão. ela tentava muito passar a imagem da d’orleans perfeita, a diplomata da família, aquela que ouvia todos os lados e queria o bem de todos. e mesmo que tentasse ser aquela, boa parte do tempo, havia aquela mary-jude de dez anos assustada com o terror que vira. “ você sugerir que eu preciso ser a filha perfeita só mostra o quão superficial você pensa sobre mim. eu tenho três irmãos que tem tudo para serem ótimos no que quiserem fazer, eu preciso me destacar em alguma coisa. ” a voz saiu mais ríspida do que havia pensado ou considerado. ela odiava que as pessoas achassem que ela era um princesa, longe disso. não tinha nascido com nenhum dom especial, não tocava como seu pai ou cozinhava como a sua mãe, por mais que se esforçasse, não chegava aos pés de tiana. “ eu não quero lutar a vida inteira por alguma coisa. uma luta sem um propósito real acaba virando apenas ódio sobre um grupo específico. e sendo honesta, no momento eu não estou na posição de poder odiar alguém. ” disse, colocando novamente o capacete. ela odiava aquela imposição que todos pareciam estar cobrando com “escolha um lado”, “tenha uma opinião formada”. estava sendo um período qual jamais pensou que passaria, afinal, academia era o lugar mais seguro, não? arthurianos nunca tinham visto tamanha violência e, talvez, nunca fosse se acostumar.
·˚ ༘ ༄ 🧜🏻♂️ ೃ ‧* Seu estalar de dedos finalmente chamando atenção de Jude, a resposta ganha fazendo com que erguesse as sobrancelhas. Sem aulas também estava enfrentando dificuldades mas apenas por achar que sem ter o horário corrido, sua mente ganhava espaço livre para pensar em besteiras. “Mas é apenas por alguns dias, hm?” as letrinhas foram projetadas no ar com a sua pergunta. “Quer dizer, o que custa relaxar com alguns dias apenas?” encolheu os ombros, os olhos desviando para observar mais detalhes do local. Desde a mudança dos quartos, Patrick estava curioso sobre as temáticas. Paris parecia ser uma das mais legais ao seu ver. “Você ficou com um quarto tão bom, deveria aproveitar e relaxar. Tudo foi muito intenso nos últimos dias.”
deu de ombros com a colocação dele. não era mentira, estavam sendo alguns dias. porém, na visão da menina, eram longos e tediosos quando não tinha um cronograma apertado e corrido a seguir. e estar restrita, mais por vontade própria, aos muros da academia lhe deixam com opções limitadas, apesar de muitas. “ sabe quanto tempo eu fiquei desacordada após aquela coisa horrível? foram quase vinte e quatro horas, acho que descansei bastante. ” todo o caos do dia do salvador tinha gerado um estressem pós-traumático nela, que se dormisse por muito tempo, vinham flashes das cenas que havia presenciado. em contra partida, os pesadelos haviam sumido e ela estava aliada, porque sonhar com sombras a engolindo estava ficando cansativo. “ você gostou? eu visitei apenas o londres por enquanto e achei a temática bem legal. você ficou em qual? ” questionou pat. não queria entrar no assunto de modo mais aprofundado.