Cookie Run:Kingdom Official!
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
🩵 avery cochrane 🩵
Not today Justin
2025 on Tumblr: Trends That Defined the Year

PR's Tumblrdome
Interview Vampire Daily

No title available

titsay
KIROKAZE
untitled

#extradirty
No title available
Show & Tell
art blog(derogatory)

Origami Around

tannertan36
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

ellievsbear
No title available
seen from Ukraine

seen from Bangladesh

seen from United Kingdom

seen from Malaysia

seen from Malaysia
seen from Russia

seen from United States
seen from Colombia

seen from Brazil
seen from Venezuela
seen from Canada
seen from United States
seen from Brazil

seen from Germany

seen from United Kingdom

seen from Germany

seen from Japan
seen from United States
seen from China
seen from United States
@olhos-de-coruja
Corpo frágil, os demônios passeiam calmamente sob minha pele,
eu sou um erro incalculável de desastres emocionais.
foi contigo em cima de mim que eu descobri um pouco mais sobre o universo na constelação das pintas no teu ombro esquerdo nas infinitas galáxias dos teus olhos mas, sobretudo, na geografia particular do céu da tua boca é bem em ti que me dou conta: sou a maior amante de astronomia que já existiu
[texto completo]
talvez o amor seja um pouco sobre os teus olhos devorando os meus
tu ganhou aquela fitinha do Senhor do Bonfim há meses, mas guardou pacientemente pra que eu amarrasse ela em você. e foi bem lá no meio da sala da sua casa, com a sua mãe perguntando se você tinha feito um desejo, que tu olhou no fundo dos meus olhos, me pediu pra amarrar três vezes e respondeu que sim, tinha feito o desejo. uns dias depois eu perguntei se tinha que ser alguém específico na hora de amarrar e você disse que não, mas que queria que fosse eu. e talvez o amor exista e cresça exatamente nesses momentos. quando nosso coração aumenta tanto de tamanho que quase explode feito balão. quando somos vistos com tanta profundidade que a marca fica por dias, semanas e meses. no meio do dia eu ainda lembro dos teus olhos nos meus enquanto dizia que fez o desejo. assim como também sempre lembro dos meus olhos nos teus quando eu falei "eu te amo" pela primeira vez e tua resposta foi que já sabia, porque meus olhos diziam isso e que você achava que os seus também. e eles diziam mesmo. os meus olhos, os teus. nossos olhos dizem muito de nós. e que bom é amar e ser amada sem armaduras.
quando se trata de você, eu até deixo forfun de lado,
eu te amo com o peito aberto e a guarda baixa.
amor quando acaba parece que nunca existiu
esmaecem lembranças dia após dia e trago para dentro aquelas que não quero perder. as chamadas cessaram tão logo quanto aquele nosso último jantar. te vi acender um cigarro ao sair, daquele tipo que o cheiro gruda na pele por horas, que sempre evitou fumar quando perto de mim. pareceu um recado sutil de seu não retorno, de que não mais mudaria ligeiramente sua rota e seus hábitos. nos certificamos de apagar quaisquer vestígios um do outro. você fuma e eu encho a casa de novos rostos. no fundo a proposta é a mesma: queremos apagar os odores um do outro, já que a memória olfativa é tão forte quanto um tiro entre nós. eu atirei, você atirou. de alguma forma previ nosso fim quando me foi custoso relembrar das suas manias, mesmo que tivesse te visto um dia antes. esquecer você é instantâneo e vagaroso, em alguns dias vacilo ao dizer seu nome e em outros até mesmo deixa de ser teu. se torna apenas mais um nome tão comum numa cidade tão grande quanto a nossa. sei que esqueci o toque, o hálito e o perfume, mas é só estar perto de algo similar que tudo retorna como uma música que há muito não ouço e não esqueci a letra ainda. não há retorno para nós, eu sei. eu soube. é isso que você quis dizer sem palavras naquele corredor em que voltou a ser quem era antes de mim, indo embora para não voltar mais, envolto por uma nuvem de fumaça que me afasta, sem arrependimento. amor quando acaba é como fumaça se espalhando, antes tão evidente e depois um rastro embranquecido no ar. até se tornar nada. até parecer que nunca existiu.
você sempre quis uma mulher menor
me vejo maior que o necessário desde bem cedo, como se cada centímetro a mais me distanciasse do que causa afeto e desejo porque entendi muito nova que homens gostam de mulheres menores. meus quase um metro e setenta virou meu inimigo, logo, ajustei a postura e evitei saltos. mudei como me posiciono fisicamente. você não fugiu da regra, sempre que chamava atenção eu corria para afirmar que éramos do mesmo tamanho. do mesmo tamanho. nós nunca fomos. minha atenção na postura, no sapato baixo não mudava que minhas aspirações iam quilômetros além das suas, como se te faltassem cores e eu tivesse sobrando. te emprestava as minhas ferramentas, minhas ideias, meus sonhos, na tentativa de não me espremer para caber na mulher menor que você quis, assim como me espremi para servir em sapatos que não eram para mim. você também fazia certa pressão, cortando asas, inviabilizando metas, atrapalhando conquistas ou se ofendendo com elas. me diminuía como prova de amor para continuar a ser par, para não deixar de receber olhares afetuosos, sem nunca perder essa dor ritmada no peito. o universo gritava que eu não cabia. seus amigos olhavam para como se eu não combinasse. nossas metas não se encontravam. meus pés se inchados pediam liberdade, tudo em mim pediu espaço. saí de cena com muito custo, sentindo o sangue circular por lugares que antes passava com dificuldade, exercitei músculos e nãos, mudei rotas. então percebi que sua busca era por mulheres menores. da altura aos sonhos. mulheres para que você pudesse tirar o brilho no olho e chamar de amor, porque, apesar de ter tentado me fazer menor algo de mim sempre escapava. aquela imensidão que causou paixão, a mesma imensidão que fez ser tão sedutor me enjaular, não tinha espaço. você sempre quis uma mulher menor, com expansões menos visíveis na alma e menos poesias decoradas na cabeça, e eu não pude ser.
sinto que sempre estou pedindo ao universo mais tempo
Encarar um céu escuro do outro lado da janela ou minhas mãos meio marcadas. Repassar palavra por palavra que disse ou meus passados mais distantes. Voltaria aqui e ali e reescreveria linhas novas, será que isso apagaria as que gosto em mim hoje? Me vejo sempre pedindo ao universo mais tempo, pois aprendi cedo o que é ter ele tomado de si. Suplico por mais minutos do dia, de conversa, do abraço quente no dia frio e por mais tardes olhando o mar engolir todas as minhas certezas. Sempre uma garota de ações, com mil pensamentos por segundo e decisões tão rápidas quanto as sinapses permitem, ao mesmo tempo, tão lenta para deixar locais devastados que me expulsam. Me faltam horas para pensar no que quero ser amanhã, porém, meu hoje é obliterado por amanhãs possíveis. Sempre vivendo lá na frente sem saber se estarei, se terei, se verei outros céus além de hoje. Sem saber se algum futuro me leva de novo ao mesmo estado de contemplação da praia a noite, quando me senti só mais uma poeira num mundo maior que tudo que conheço, porque o céu acima do mar é maior que tudo, até que os meus sonhos. Até que meus vazios. Ainda não sei o que fazer quando o silêncio eterno desses espaços infinitos me apavoram, ainda não sei não pedir mais tempo ao universo enquanto cantarolo as mesmas músicas e caminho pelos mesmos lugares. Será que um dia vou aprender a trocar os caminhos e improvisar novas rotas?
[spending my last coin so someone will tell me it'll be okay]
O tempo passa e as coisas vão sempre piorando,
tudo em mim está sempre preste a morrer,
as vezes maria, eu sinto que vou ser triste pra sempre.
É um luxo total amar e ser amado.
C.
a solidão só é bonita nas mãos de um poeta, na vida real, apenas dói.
“I’m fighting alone, every day. I fight with the hell that I survived. I fight with the fact of my own humanity. I fight with the idea that death is the only way of escaping this fact.”
l Han Kang, Human Acts l ph: Michael Shainblum
Photos taken in Utuado, PR