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❣ Chile in a Photography ❣
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@reformulando-conceitos
Há uma diferença entre ser forte e se acostumar a suportar. Demorei para perceber que eu estava fazendo os dois ao mesmo tempo.
Escriturias
Tem coisas que quebram a gente em silêncio e mesmo assim fazem um barulho absurdo por dentro.
Escriturias
Se me tornei mais silenciosa, foi porque aprendi que explicar demais é uma forma de implorar. E eu cansei de implorar para ser compreendida.
Escriturias
Ainda sei ir embora quando preciso. A diferença é que agora não vou com culpa. Vou com clareza. E clareza é uma forma silenciosa de coragem.
Escriturias
está tudo nas reticências, chico.
Existe uma parte de mim que ainda vive em modo de sobrevivência, sempre esperando que algo dê errado, sempre preparado para o impacto, e isso me torna dura, fechada, difícil, mesmo quando tudo o que eu realmente queria era poder descansar sem sentir que estou prestes a perder o chão.
Escriturias
Pergunto-me nesse instante onde foi que parei, no âmbito de parar de sentir ou achar que a permissibilidade ou forma de sentir fosse um erro. Não só amorosamente em relacionamentos monogâmicos, mas pergunto-me, onde foi? Em que ponto afinal tornou-se um erro sentir demasiadamente. Me empolgar com pequenas coisas e achar aquela pequena coisa algo grandioso, amar demasiadamente todos a minha volta sem cadeias familiares, onde se tornou um erro para mim demonstras? Mas aos 25 anos e com o córtex pré-frontal formado, assisto o que o grandioso zygmunt Bauman já deflagrava acontecer, ou até mesmo no próprio livro da bíblia onde disseminava que o coração de muitos esfriaria e esfriou. É a era das redes, do descartável. Das Opções. Onde se tornou uma vergonha não gostar das opções, do descartável? Onde se tornou um erro para mim, se fechar tão grosseiramente dessa forma? Com 25 anos, e algumas bagagens na mala eu quero carregar só os ensinamentos e o peso deixar para trás.
Deveras, em que ponto se tornou errado e vergonhoso ter o coração grande, empático, puro e acreditar nas pessoas? Aos 25 anos declaro que não tenho vergonha de ser assim, tenho orgulho. As vezes nos colocamos em uma caixa e tentamos parecer o máximo possível com a humanidade, a geração atual. Mas qual a graça nisso? Qual a graça de ser igual? Qual a graça de ser um robô anatômico? Com 25 anos, e algumas bagagens na mala eu quero carregar só os ensinamentos e o peso deixar para trás.
Sempre me perguntam como eu me recupero rapidamente de decepções, mas é sobre o outro. As escolhas do outro não fazem parte de mim, não tem haver comigo, ou com você que está lendo. As escolhas do outro tem haver unicamente com eles. Quebrantar as amarras, deixar fluir como o sangue que bombeia o coração. Com 25 anos, e algumas bagagens na mala eu quero carregar só os ensinamentos e o peso deixar para trás.
Pergunto-me em que momento eu decidir escrever só em momentos turbulentos da minha vida, ou em momentos de dor, se demasiadamente não é a dor que bombeia em minhas veias. Mas sim a vontade de viver, é a vida que me move. A adrenalina, me sentir viva. Rir das pequenas coisas, me alegrar com pequenas grandes coisas. Seja com uma pequena flor arrancada de um jardim. Pergunto-me quando deixei que a maldade do outro, me punisse. Me fizesse achar errado demasiadamente ser intensa e puramente tentar ver a bondade do outro? Com 25 anos, e algumas bagagens na mala eu quero carregar só os ensinamentos e o peso deixar para trás.
Com 25 anos, e algumas bagagens na mala eu quero carregar só os ensinamentos e o peso deixar para trás. Com 25 anos eu volto a ser como um pássaro que não tem medo de voar, de sair de suas próprias prisões, com 25 anos, eu mesma escrevo.
Maria que escreves
kofi