De longe avistamos AMÉLIA ISABELLE CHEVALIER passar pela entrada do Acampamento Júpiter! As informações que temos sobre ela é que LIA tem VINTE ANOS, é uma semideusa ROMANA e seu pai é Júpiter. AMÉLIA fez parte da I COORTE, mas atualmente é a PRETORA do acampamento.
Foi criada pelos semideuses do acampamento Romano, já que sua mãe morreu durante o parto. Ficou em Nova Roma até seus cinco anos, quando foi levada para ser treinada por Lupa.
Foi a semideusa romana que teve mais tempo com Lupa, sendo seis anos ao todo. Durante seu tempo com a loba, aprendeu todos os tipos de luta e como usar qualquer arma, apesar de ter prferido o chicote.
É legado de Vênus II geração, sua mãe era uma semideusa filha da deusa.
Se tornou centuriã com treze anos e com quinze virou pretora.
É ex namorada James Fernsby, semideus Grego, desde que tinha quinze anos, se conheceram quando a semideusa saiu para a primeira missão e passaram a se comunicar diariamente por mensagem de Arcus. Quando assumiram o namoro, o semideus era convidado para visitar o acampamento romano. Terminaram oficialmente depois de Amélia ter assumido ter transado com outra pessoa.
Sua arma é chamada καταιγίδα, um chicote com várias lâminas ao redor do couro feito de Fibra de Ouro Imperial. As lâminas tem 5 cm, o cabo do chicote 20 cm, e o couro de Ouro Imperial possui 1m. Possui um efeito de choque que pode ser usado a cada quatro turnos.
Foi enviada para diversas missões ao longo dos anos, mas a pior foi a última onde a semideusa foi torturada por Lâmia, ex-amante de Júpiter que foi amaldiçoada por Juno. Devido a essa missão, a semideusa tem uma cicatriz no rosto, começando acima da sobrancelha e indo até o lábio inferior. A cicatriz é a mais fraca de todas, sendo apenas uma linha fina rosada. Tem a mesma cicatriz de garra no abdomem e no ombro direito.
Além das cicatrizes de garra, a semideusa também tem um corte que vai do início de seu peito esquerdo até pouco abaixo do seu umbigo e uma marca feito a ferro quente de uma cobra e uma onda.
❛ psiu, amber! ❜ amélia chamou, olhando para os lados para ter certeza que o médico responsável pela enfermaria do acampamento não estava ouvindo. Ela percebeu que o moço estava no escritório, completamente alheio do que acontecia fora de lá. A filha de Júpiter já havia parado diversas vezes na enfermaria para saber todas as manias do chefe. E exatamente por esse motivo sabia que ele não a liberaria tão fácil, mas já a filha de Apolo... ❛ Por favor, me tire daqui, eu prometo que te tiro das rondas por três semanas se me fizer esse favor. ❜
O coração de Felicity foi apertando cada vez mais ao escutar Amélia falando e a cada segundo que a via toda machucada doía mais ainda. Para Felicity sempre fora difícil ver alguém naquele estado, ainda mais um dos seus. E sendo Amélia então… A situação piorava cada vez mais, a semideusa era praticamente a única família dela ali naquele Acampamento, e a loira sempre fora extremamente apegada a família.
“Não tem como não me preocupar, anjinho… Porque eu sempre vou me preocupar com você, não importa aonde eu esteja.” disse já sentindo o choro querer vir. Mas ao relato da filha de Júpiter, a semideusa não aguentou e deixou algumas lágrimas caírem de seus olhos permitindo-se chorar por mais que não quisesse deixar Amélia pior do que já estava. “Deuses, que horror Amélia. Você tinha que ter ido sozinha mesmo? Meus Deuses… Que situação.” comentou desconcertada porém tentando voltar ao controle das próprias emoções. “Mas vai ficar tudo bem, ok? Você já está a salvo e eu te prometo que vou ajudar em tudo, a se recuperar do trauma, dos ferimentos… Vamos dar um jeito nisso, certo? Juntas, minha querida.”
Não importava quão pequena fosse a diferença de idade, apenas dois anos, a loira sempre teria uma aura maternal quando Lia a olhava e ela adorava isso, trazia paz em qualquer situação que estivesse metida. ❛ A profecia que a augur me passou dizia que eu teria que ir sozinha ou não daria certo. ❜ suspirou, se lembrando de como havia acordado assustada com Jasmine batendo em sua porta e como havia sido imprudente em sair sem avisar ninguém... Agora já havia passado, não adiantava chorar pela água passada pela ponte. ❛ Eu sei que ela não pode mais me pegar agora... deve estar se afogando em algum lugar do tártaro se eu for sortuda o suficiente, mas isso não me impede de lembrar... Você pode ficar comigo até... até eu conseguir dormir melhor? Digo, até depois que eu sair da enfermaria. ❜
a noite era de fato o ápice do dia de Cruella, era onde se sentia mais calma e recarregada e também onde seu humor era mais maleável, talvez por isso estivesse sempre muito mais solicita e menos amarga que em geral. Quando ouviu o bater na porta, Ella sabia que era Lia, não sabia se a outra de fato ia aparecer depois das mensagens, mas sabia que de fato se alguém estava batendo em sua porta aquele horário, esse alguém era ela. A Morningstar vestiu o robe de seda negra e caminhou até a porta. “Ora, ora, quem é vivo sempre aparece.” disse antes de morder o lábio inferior e então olhar para os lábios da outra. “I guess you were actually brave enough huh?”
Amélia não era uma depravada, mas Cruella estava basicamente implorando para que a morena a olhasse de cima a baixo com o robe que usava. Um sorriso safado surgiu nos lábios pintados de vermelho da semideusa. ❛ Oh, hon... Se arrumou toda para mim? ❜ perguntou, entrando no chalé alheio e fechando a porta atrás de si. Dando um passo em direção da filha de Nox, levando a mão esquerda até uma mecha de cabelo de Ella, afastando-a do rosto feminino. ❛ excelente escolha, excelente. Essas peças irão ficar incríveis no chão do seu quarto. ❜
escutou a reclamação, mas não deu bola ao que ela falava, deixando a toalha ao lado. arqueou uma sobrancelha ao que voltou suas íris carmesim às claras dela. “por que? está com vergonha?” perguntou, provocativo. não era do tipo que dependia de companhia, até porque nunca fora de muitos amigos, mas conseguia apreciar uma conversa que o entretivesse.
Amélia tentava muito forte não olhar o corpo do semideus, mas os dois dividiam a banheira agora, não tinha jeito. E bom, pelo menos Kai tinha um belo físico. ❝Para você é mais embaraçoso a gente se banhar no silêncio ou gosta de bater papo pelado?❞ a semideusa soltou, erguendo uma das sobrancelhas curiosa para qual seria a resposta dele. ❝Eu sou romana, não tenho vergonha de nada.❞
Para Felicity era sempre uma fatalidade quando alguém do acampamento saía em missão, mesmo quando fora a sua vez anos atrás, isso sempre gerava preocupações extremas na mente da semideusa, ainda mais porque a pessoa da qual em especifico havia ido era Amélia. Sua sobrinha. A angustia que percorria a mente de Felicity era constante, poderia estar fazendo o que for, sua mente sempre acabava voltando para o fato de que Amélia estava em missão. E quando a mesma voltara, provavelmente a angustia aumentara pois não saberia em que estado encontraria a garota, porém boatos sempre percorrem o Acampamento Júpiter e a filha de Vênus sabia muito bem como elas começavam. Sempre com um fio de verdade.
Correu a enfermaria deixando de lado todas os seus compromissos pois nenhum deles jamais seria mais importante que Amélia, jamais. E por isso foi porque que fizera briga na enfermaria para visita-la, normalmente Felicity não era de brigar, gritar ou se agitar tão facilmente, mas o filho de Apolo que estava lá ouviu poucas e boas, no final das contas a deixando ver Amélia. “Eu deveria te falar umas poucas e boas por não querer deixar ninguém te visitar.” falou séria já aproximando-se da filha de Júpiter, observando o estado grave dela. Um suspiro foi solto de sua boca ao que o peito apertou ao vê-la assim e podia sentir seus olhos marejando um pouco. “Desculpe, não posso descontar em você é só que… fiquei muito preocupada. Você sabe.” disse a loira com o olhar mais carinhoso que podia e sentindo o peito apertar cada vez mais por ver o estado de Amélia.
Amélia não precisava abrir os olhos para saber que sua tia havia entrado, o perfume dela a anunciou. E então o leve sermão, isso ela esperava. Felicity, Aro e Alexander iriam a jantar viva pelo susto que ela havia dado nos três, Mia tinha plena noção disso. A jovem semideusa queria esconder-se de baixo dos lençois, nunca havia sido muito vaidosa -sabia que era bonita graças aos bons genes de sua avó, mas Licy era a filha da deusa e ela não estava estragada. A morena suspirou, não se dando o trabalho de sorrir. ❝Eu não queria te preocupar❞ disse inutilmente, sabia que a loira ficaria preocupada, não importa o que fosse.
A semideusa criou coragem de olhar para tia, segurando as lágrimas para não a deixar ainda mais emotiva do que já estava. ❝Foi horrível.❞ foi tudo o que conseguiu falar, flashs de Lâmia com a adaga passava em sua mente, as gêmeas lhe dando força o suficiente para escutar um breve sermão. O ferro quente entre seus seios... ❝Ela me desfigurou inteira.❞
Sexting não era algo que Amélia fazia... nunca. Mas desde que terminou o namoro a semideusa tem se permitido ficar mais livre e tal razão para as mensagens um pouco... picantes entre ela e @inthedark-ella. Os flertes misturados com ameaças? Lia nunca havia feito isso, mas estava disposta a sair do celular para o contato físico com a grega. Sem um pingo de vergonha, a filha de Júpiter atravessou a Principia, indo em direção aos chalés dos gregos, parando na frente do que ela reconheceu como o da deusa da noite, batendo duas vezes na porta. ❝Surprise?❞
Dor.... era isso que Amélia sentia. Algum filho abençoado de Apolo havia lhe dado néctar, mas ela já havia tomado sua dose máxima e agora precisava apenas esperar. A cura elétrica já não fazia mais sentido, poderia inclusive piorar os ferimentos da jovem, mas não era só isso que doía. Lia fechava os olhos e via Lâmia novamente, a faca lhe cortando, o ferro quente lhe queimando... E as marcas que sempre carregaria, já que de acordo com os médicos do acampamento não havia nada que eles pudessem fazer.
Pelo que a menina escutou, ninguém havia sido informado da extensão dos danos físicos dela, tampouco dos mentais. Apenas Lupa, por motivos óbvios, já que a pretora iria precisar ficar afastada por um tempo, mas a loba disse que essa parte ficaria sob sua responsabilidade. A jovem, apenas pediu que não recebesse visitas, não estava pronta para ninguém ver as cicatrizes em seu rosto, já que a do restante do corpo ela cobriria facilmente com o lençol, mas ela sabia que isso não impediria muse de ir visitá-la.
Amélia estava cansada. Não fisicamente, apesar de o treino ter sido intenso naquele dia, não. Ela estava cansada mentalmente. Não aguentava mais os olhares, os cochichos e os julgamentos. Também não suportava chorar, reclamar ou se vitimizar. Ela era filha de Júpiter e com certeza era melhor que isso.
No almoço, enquanto escutava a conversa de Lupa e Quíron, Lia refletia sobre sua vida. Aos vinte anos, para um semideus romano uma idade qualquer, ela já havia enfrentado a maioria dos monstros e dedicado uma vida de batalhas à Legião. Nada de diferente dos seus irmãos semideuses, mas para ela já estava se tornando monótono. Ela, um dia, sonhou em se aposentar, frequentar a faculdade e casar-se com James, mas era apenas isso, um sonho. Não tinha mais James e, apesar de todo amor que ela sentia por ele, não sabia se deveria continuar insistindo. 'Eu sei que errei', ela pensava enquanto empurrava uma ervilha em seu prato, 'mas são oito anos de história, certamente poderíamos superar isso'.
De repente ela não tinha mais apetite.
Pedindo licença para o centauro e a loba, Amélia saiu da mesa e foi em direção a sua casa na via praetoria, o único lugar no acampamento romano que ela tinha um pingo de sossego, sem ter que resolver problemas alheios ou lidar com os próprios. Sua moradia era confortavelmente pequena, mas ainda parecia incrivelmente vazia. Nos últimos dias ela retirara tudo aquilo que remetia ao filho de Poseidon e, pelos oito anos que se conheciam, eram muitas coisas.
Sentada em sua cama, Amélia olhava diretamente para o retrato de sua mãe, notando algumas semelhanças como a cor de suas íris ou o jeito que sorria. As madeixas acobreadas -finalmente ela havia voltado a usar a cor natural de seu cabelo. As semelhanças, contudo, acabavam em seu físico. Alice era filha de Vênus e adorava um bom romance adolescente, pelo que os semideuses mais velhos lhe contavam. Ela estaria completamente devastada pela luxúria que Mia apresentou ao se relacionar com Vitus, ignorando os sentimentos daqueles ao seu redor.
Pensar em como havia decepcionado a Chevalier mais velha era como enfiar uma adaga no coração de Lia. Saber que nunca conseguiria fazer algo que realmente fosse deixá-la orgulhosa machucava, por melhores fossem os títulos ou conquistas, ela jamais veria sua mãe sorrir na plateia. Ou no final de uma igreja enquanto ela caminhava para seu futuro marido. Há anos que Amélia havia aprendido que não deveria pensar daquele modo, ficar triste pelo passado jamais traria Alice de volta para ela. A pretora decidiu que uma soneca diurna faria bem a ela, há muito tempo que Nova Roma e o acampamento Júpiter vinham antes de suas necessidades.
Acordando horas mais tarde, completamente desnorteada, Amélia escutou batidas em sua porta, abrindo apenas para dar de cara com Jasmine Park, a atual augur do acampamento, com um olhar um tanto apreensivo. A filha de Júpiter deu passagem para o Legado entrar em sua casa e a mesma rapidamente passou a relatar a profecia que recebera e a ligação de Amélia com ela. Mais alerta que nunca, a semideusa trocou suas vestes oficiais por uma camiseta roxa do acampamento e jeans confortáveis.
Com sua arma em mãos, a prole do rei dos deuses finalmente parou na frente da coreana, respirando fundo. ❝Imagino que Lupa já está ciente da minha missão. Irei partir agora mesmo, com sua benção. ❞ a menina esperou algum sinal da jovem a sua frente, sorrindo levemente com o balançar de cabeça que a mesma lhe deu. ❝Está certo então... que Fortuna esteja a meu favor...❞ a semideusa murmurou para si mesma, esperando a augur sair de sua casa para poder trancá-la. Lia até cogitou acordar seus primos para informar de sua partida, os três eram extremamente apegados e sempre avisavam quando iria sair da proteção, mas a menina também entendia que não tinha tempo para isso. Usando seu próprio poder para voar¹ a semideusa não perdeu tempo, sentindo a corrente de ar lhe guiar até Las Vegas.
Meia hora após erguer voo, Amélia percebeu três formas a seguindo, o que a fez ir direto para o chão, observando seus inimigos. Eram pássaros trovões e a semideusa praguejou em latim, pelo seu incrível azar de topar justamente com a criatura cujo seus poderes eram inúteis. Respirando fundo, Lia enrolou a ponta de sua corrente na mão esquerda, a mirando no passado da direita e prendendo firmemente no tornozelo dele (11) e uso sua força para traze-lo para mais perto, acertando um cruzado em sua face. (9)
A ave, em contrapartida, bateu as asas para sair do chão, usando a garra para atingir Amélia em sua face (11), passando da testa até o lábio inferior da menina. A semideusa urrou de dor, lhe dando uma cotovelada para se livrar do bicho e rolando para o lado. O segundo pássaro utilizou dos próprios raios para atingir a filha de Júpiter, que aproveitou para usar a eletricidade para estancar o sangue que escorria de seu corte (10). A semideusa laçou o segundo monstro (13) como se fosse um touro, mas falhou em montá-lo como pretendia (4), deixando apenas a corrente em volta de seu pescoço. A semideusa aproveitou um muro contendo várias roseiras para criar um escudo (9) entre ela, o pássaro que estava preso em sua corrente e os outros dois.
Apesar de conseguir manter o foco apenas em um monstro, enquanto a semideusa criava o escudo, o seu oponente usou às duas garras para lhe cortar no abdomem (12) e infligir raios em sua corrente sanguínea a partir desse corte (12), por estar distraída, Amélia não conseguiu usar os raios a seu favor, caindo ao chão enquanto se tremia por inteiro. A jovem sentiu a corrente se mexer e, abrindo um dos olhos, ela viu seu prisioneiro tentar se livrar da corrente, o que fez com que ela usasse sua força para puxar a corda do chicote(9) para si, apertando ainda mais contra o pescoço dele. Amélia, fraca, tentou se levantar (4), mas seu oponente com apenas uma grande lufada de ar a derrubou novamente.
O animal tentou duas investidas contra amélia, a primeira ele tentou usar seu poder de raio(1) novamente contra a semideusa, que conseguiu bloquear e o segundo ele se esforçou para erguer voo(5), apenas para ser puxado ao chão pela corrente, que Lia segurava com toda sua força. Lia tentou desferir um chute (4), mas o pássaro conseguiu desviar deste com maestria. Em um estado de fúria, a semideusa puxou o chicote para si, consequentemente o bicho foi junto, Mia passou a corda novamente pelo pescoço, deixando que os espinhos de sua extensão penetrasse na pele do monstro (12). Chevalier ficou naquela posição pelo que pareceram horas, a barreira de proteção já estava abaixando, mas ela só se mexeu quando finalmente sentiu um vazio em seus braços, uma poeira dourada subindo.
Sem tempo para contemplar seu feito, Amélia foi direto para o chão quando as unhas de seu oponente cravaram(13) em sua carne, fazendo-a gritar de dor, mas não o suficiente para incapacitá-la. A semideusa usou o cabo de seu chicote como arma, levando seu punho com toda a sua força na cabeça da ave(14), aproveitando de seu momento de distração para laça-la e erguer voo com a mesma(14). Utilizando da mesma técnica com o outro oponente, puxou o laço para trás, deixando os espinhos perfurarem o pescoço do animal até perceber estar mais leve, o monstro havia partido.
O terceiro e último oponente estava no ar, voando atrás da semideusa que começou a ir em direção ao seu destino. Os dois sabiam que usar seus poderes era irrelevante, apenas com distrações os raios poderiam ser útil para ambos. Amélia, com seu corpo voltado para a frente -ainda indo em direção à Las Vegas, trouxe seu braço para frente e com grande velocidade o levou para trás novamente, prendendo(9) em uma das asas do Pássaro. A filha de Júpiter então passou a voar mais rápido, arrastando a ave atrás de si e, utilizando todas as forças que tinha, puxou a corda para frente, sentindo uma das asas do seu inimigo rasgarem(12). Lia soltou a corda do chicote, vendo o bicho ir em direção ao chão e o seguiu, o pegando pelo pescoço(9). ❝Você já era, sua galinha estupida.❞ murmurou mal-humorada para seu oponente, que tentou em vão atingi-la com suas garras(5). Amélia começou a socar a face do Pássaro(8), usando por fim suas mãos no pescoço para estrangular o animal(15), sentindo suas mãos se encontrarem em alguns segundos, uma poeira dourada a circulando.
Amy finalmente pousou no chão, se ajoelhando e respirando fundo. A menina usou um poste de energia perto de si para usar a eletricidade³, a fim de estancar os novos cortes de seu corpo. Ela sabia que ficaria com várias novas cicatrizes e parte dela se sentiu mal com isso. Ela havia recém-saído de um relacionamento de anos e agora estava com várias marcas pelo seu corpo que ela julgava a lhe deixarem feias. Deixando sua consciência ter seu minuto de crítica. Mas ela não podia se dar o luxo de parar, não agora. Estava tão perto de chegar em seu destino e enfim dar início de verdade a sua missão.
Em vinte minutos, voando, Lia chegou em seu destino. A cidade estava em seu ápice, luzes neon por todo lado, carros passando, mulheres em seus melhores trajes. Foi nessa distração que Amélia não percebeu uma sombra se aproximando, muito menos a mão que lhe cobriu a boca. Os braços estavam presos em uma corda e ela sentia a ponta de algo afiado em suas costas: como ela poderia ter sido tão burra? Quem quer que tenha lhe sequestrado, a levou para um galpão no centro de Las Vegas, a jogando no chão com força. A semideusa estava completamente desorientada, tentando entender o que estava acontecendo e, foi então, que ela a viu. ❝Tal pai, tal filha... eu acredito que seja esse o ditado, certo?❞ a mulher disse. Lâmia, antiga amante de Júpiter.
TW: tortura
A amante pegou uma adaga dourada, fincando-a no peito esquerdo da semideusa, 3 cm dentro da pele e puxando a faca para baixo, parando apenas 5 cm abaixo do umbigo de Amélia. A esse ponto a semi mortal já estava sem voz, havia gritado tanto que agora somente soluços saíam de sua garganta, a menina sentia os outros cortes de seu corpo se abrindo também, provavelmente com a força que ela fazia toda vez que se contorcia, conforme era torturada. ❝Eu já fui muito bela também, não é atoa que se pai deitou-se comigo...❞ a mulher se gabava, a adaga ensaguentada já esquecida ao seu lado. Mia não conseguia registrar o que se passava, ela não sentia nenhuma corrente elétrica no lugar -certamente Lâmia havia pensado nisso e desligado a eletricidade.
❝Aposto que sua mãe também era bela..., mas Hera não a amaldiçoou como fez comigo.❞ o monstro seguia falando, mas a mente de Lia estava tentando formular um plano, era difícil quando se estava completamente machucada. ❝Bom, ela está morta, de qualquer forma. Não maldigo dos mortos.❞ finalizou Lâmia, fazendo com que Amélia grunhisse. A mulher se virou para pegar algo e a semideusa aproveitou para puxar a adaga com o pé, de primeiro a adaga não se mexeu(5), mas a filha de Júpiter, entre arfadas de dor, não desistiu, puxando-a novamente(7) e a trazendo para perto de sua bunda, sentando em cima da arma e passando-a para suas costas.
Lâmia por algum motivo estava distraída demais com o que fazia, já que não havia percebido o movimento atrás de si. A semideusa se movia com grande lentidão, colocando a lâmina da adaga contra a corda que passava em seus pulsos, conseguindo se libertar(9), a semideusa não estava, contudo, com seu chicote. Teria que usar a adaga do monstro, que ela pode perceber ser de bronze celestial. A filha de Júpiter, com todo silêncio que conseguiu, ficou de pé. Apenas para ver Lâmia se virando com um ferro em brasas e vindo em direção a Amélia.
A prole do rei dos deuses não conseguiu desviar da investida da amante, estava muito lenta devido aos machucados e por isso foi acertada(14) entre os seios por um símbolo de cobra nadando em uma onda. ❝Isso é para você se lembrar da sua própria traição.❞ o monstro brandou, antes de passar uma rasteira com a própria cauda na semideusa, a levando para o chão. A mulher veio para cima dela, mas Amélia usou a arma de sua tortura contra sua torturadora, enfiando no estômago da mesma(14), mas não tendo força para puxá-la par abaixo(4), então ela decidiu esfaqueia-la o quanto fosse preciso(7), apoiando-se na parede atrás de si para se levantar e deixando o último golpe no crânio(11), vendo-a se materializar em poeira.
Amélia caiu novamente no chão, seu corpo tomado pelas dores e ela sabia estar a um passo de desmaiar. A semideusa sentiu a bile subindo e não conseguiu segurar, despejando o conteúdo de seu estomago no chão ao seu lado. Ela queria dormir, queria chorar, queria morrer. Ela ainda não havia sequer feito sua missão e já estava mais para o reino de Hades do que no mundo mortal e ela tinha plena convicção disso.
❝Amélia Isabelle Chevalier❞ duas vozes brandaram em algum lugar, provavelmente seria julgada agora e poderia ter paz nos Campos do Elísios. ❝Você nos surpreendeu, criança.❞ uma mulher, em seus trinta e cinco anos disse. Bronte, ela servia a seu pai. Seria ela a responsável para levá-la ao mundo inferior. A mulher se aproximou e, com um toque, a semideusa sentiu uma corrente elétrica passar por seu corpo. Ela não havia a curado, mas seus ferimentos não sangravam mais. Lia sentia-se levemente mais forte naquele momento, conseguindo se colocar de pé. A mente da filha de Júpiter começou a funcionar novamente.
❝Vocês não vieram me ajudar.❞ constatou. Se fosse o caso, elas teriam intervindo antes. Amélia não era filha delas e dada a atual situação, ela acreditava que os deuses poderiam interferir mais, afinal, Selene estava treinando semideuses em sua casa nesse momento. ❝V-vocês se abnegaram ao meu pai.❞ disse fraca, o choque de suas palavras a atingindo como um raio. Bronte e Astrape eram raios e trovões, elas deveriam se curvar. ❝Isso era um plano... vocês queriam me matar?❞ a semideusa segurava firmemente a adaga agora, preparada para atacar se preciso, ela ainda não tinha certeza. Astrape negou com a cabeça.
❝Os céus caíram, o Olimpo está vazio, criança. Nosso lorde está desaparecido, precisávamos tomar uma atitude. Servimos a Zeus, jamais juntaríamos forças com Érebo.❞ revelou uma das duas, a visão de Amélia voltou a ficar turva, ela estava enfraquecendo novamente. ❝Somente uma pessoa seria capaz de ganhar nossa servidão, você.❞ para o conforto de seu ego, Lia conseguiu segurar seu choque dessa vez. ❝Contudo, eu e minha irmã jamais serviríamos alguém fraco e, por tal motivo, trouxemos Lâmia para você. Sua tarefa era derrotá-la e então os raios e os trovões se curvariam a você. Se perdesse... bom, com a morte da herdeira dos céus, nossa força seria bem usada em outro lugar.❞ por mais louco que fosse o que a deusa falava, fazia sentindo na cabeça de Amélia e por isso ela concordou, um dos poucos movimentos que não a machucava.
❝Você lutou como uma verdadeira heroína e por isso não iremos a curá-la, seus machucados e traumas são seus para contar sua história. Mas oferecemos nossos parabéns. ❞ e com isso o mundo ficou escuro para Chevalier, escutando apenas um estrondo ao seu redor. A jovem acordou, segundos depois nos Campos de Marte, as deusas haviam a teletransportado através dos raios e trovões, ainda impedindo que eles a curassem. Vacas, a menina pensou. Amélia fechou os olhos ao sentir dois braços a pegando no colo, ela estava em casa, quem quer que tenha a pegado provavelmente estaria a levando para a enfermaria, ela estava segura.
🤖 Olha só quem resolveu vir me visitar — comentou em um falso tom de surpresa quando viu a pretora na porta de sua casa em Nova Roma, os braços sendo cruzados na frente do peito — A quê devo a honra da sua visita? Ou só ficou com saudades e resolveu me visitar, Poppins? — provocou a última parte, dando espaço para que ela entrasse logo em sua casa antes que a semideusa saísse para trabalhar em algumas armas novas que estava pensando.
Quer comer alguma coisa? Ou talvez ser a comida — olhou por cima do ombro para ela, dando um sorriso malicioso enquanto caminhava em direção a cozinha para pegar um pouco de café para si e encostou o corpo em seguida no balcão da cozinha com a xícara na mão. Lorelei não fazia questão de colocar o café para Amélia, a romana era praticamente moradora dali e podia se virar sozinha.
Ninguém sabia, talvez Ariel sim, mas Amélia era bissexual e depois que ela e James terminaram, ela ficou com apenas uma mulher, então poderia facilmente ser dito que Lia era iniciante na área. O problema, nem tão problema assim sua própria voz lhe traía em sua mente, é que a mulher com quem Chevalier havia ficado era ninguém mais, ninguém menos que Lorelei, a semideusa a sua frente. A filha de Júpiter sorriu e entrou na casa da outra, suspirando. ❝Queria saber se você está disposta a fazer uma arma para mim, eu irei pagar, é claro.❞ se apressou em dizer o final, mas engasgou com as palavras assim que ouviu o que a filha de vulcano lhe propos. Com qualquer homem, Amélia era a própria femme fatale, mas com outras mulheres? Ela se tornava o próprio virgem de quarenta anos que morava no porão da mãe, não sabia como falar com elas. ❝É, e-eu... Lori... isso❞ a ruiva respirou fundo, mordendo o próprio lábio inferior, não contendo um sorriso. ❝Você sabe a resposta para as duas perguntas.❞
Embora odiasse molhar suas asas, Ariel não poderia evitar de que precisava tomar banho após uma tarde toda correndo nos campos de Marte como forma de manter o seu corpo em forma. Ainda questionava-se o motivo de fazer aquilo, pois tinha a possibilidade de voar durante as batalhas, no entanto, entendia que suas asas não eram a segurança total para sua vida. Então, lá estava elu entrando na casa de banho até que escutou um barulho de chuveiro, e notou que não estava sozinhe. — E eu pensei que estaria sozinhe nesse horário. — Comentou deixando suas coisas perto dali, sem dirigir um olhar para Amélia. Ariel, quando estava na presença dos outros, sempre respeitava-os ao não ser se fosse dada a permissão para elu.
Amélia abriu um dos olhos ao escutar alguém entrando, dando de cara com a prole de cupido. Apesar de saber a sexualidade de Ariel, Amélia não se importou em se tapar, sabia que a pessoa que havia entrado em seu banho era respeitosa a ponto de não assediá-la. Se fosse um homem, todavia, ela estaria com toalha e um roupão. ❝Acho que tivemos a mesma ideia.❞ sorriu, virando-se em direção contrária à Ariel, passando creme nos cabelos e desembaraçando com os dedos. ❝Não se preocupe, daqui a pouco estou saindo. Assim que eu pensar em como vou me cobrir, esqueci minha toalha hoje.❞
“Uau.” comentou entre alguns risinhos. “Definitivamente eu não imagino você fazendo faxina, você me passa um ar tão de desorganizada, minha sobrinha.” fez uma breve careta ao brincar com a sobrinha. “Calma, é brincadeirinha, não precisa me bater.” comentou logo em seguida com certo receio do que Amélia pudesse fazer. “Brincadeiras a parte, ainda bem que você conseguiu tirar um tempo para isso, estou a dias tentando fazer a mesma coisa mas parece que sempre tem algum empecilho.” suspirou a semideusa, mais uma vez pegando um pouco de sorvete. “Sim, aproveitei bastante. E você? Aliás, me diga todas as novidades que tiver.” pediu curiosa.
Amélia semicerrou os olhos, apontando a colher para tia e segurando o riso. ❝Retire o que disse.❞ arqueou a sobrancelha, ainda se mantendo seria. ❝Minha legião é uma das melhores que Roma já teve, eu posso deixar minha casa bagunçada se meus legionários estiverem perfeitos, como estão.❞ concluiu, deixando um sorriso escapar, sentindo-se mais leve com a presença da tia. A ruiva balançou a cabeça, contente que Felicity teve um bom tempo na festa. Chevalier pegou mais um pouco de sorvete para si e pensou numa resposta. ❝Eu bebi bastante, a ressaca do dia seguinte me mostrou isso. E dancei muito.❞ sorriu, lembrando-se das danças malucas que havia feito. ❝E me desculpei com Vitus por estar agindo como uma babaca com ele.❞
kai não estava no acampamento há muito tempo, então, ainda achava um pouco difícil se acostumar às coisas mundanas de lá. vivera sua vida toda em fuga e bases improvisadas, não podiam se dar ao luxo de sentir vergonha ou qualquer daquelas emoções que impediam a vida de sobrevivência. lá estava ele, portanto, nu, apenas com uma toalha pendurada sobre seu ombro, adentrando a casa de banho. ao que avistou a outra semideusa, não ligou. “achei que estaria vazia a esse horário…” comentou, mesmo assim indo em direção à água.
Amélia agradeceu a todas as divindades por colocar bolhas em sua banheira, ou estaria completamente exposta para o rapaz cujo nome ela esquecera completamente. Fez seu melhor trabalho para não olhar para baixo quando ele falou, mas protestou quando o mesmo entrou na banheira que ela usava. ❝Claramente você está com problemas na visão, tem outras dez banheiras para lá, não precisa usar a minha.❞