every time I saw you I got nervous
raelthehunter:
Ele seguiu ela, de todo jeito. Ele sentia que ela estava completamente desconfiada perante ele, e de certa maneira ele entendia. Fora a Caçada que abrira espaço para os crepusculares atacarem o Instituto, na Guerra Maligna. Eles haviam escolhido um lado naquela época, e tudo acabara bem mal. Rael, agora, prometera a si mesmo que ficaria imparcial. Escolheria a paz e a proteção da natureza, que era com o que se importava. Mas ele não podia negar que ele se divertia ligeiramente quando provocava os Caçadores de Sombras.
“Entendo. Mesmo quando somos aliados vocês insistem em escolher um lugar e nos manter presos.” Ele dizia tudo sem filtro, dizia tudo o que pensava. A muito tempo ele havia desistido de brincar com as palavras, de tentar enrolar, chegar o mais perto de mentir que podia. Nos dias de hoje ele não se importava muito com esses detalhes. Apenas assumira o fato que fadas não podiam mentir, e trazia isso consigo. “O fato de termos sangue de demônio muda o seu ver em relação a minha espécie?” E ele realmente estava interessado na resposta. E ele se referia a Caçada, e não as fadas. Quer dizer, eles tinham Caçadores na Caçada que eram Nephlim antes. Se Rael fosse um Nephlim, mas da Caçada, ela o trataria diferente? Aquilo o inquietou um pouco.
Rael entrou no Instituto e foi direto ao tal salão que ela mencionara. Ignorando completamente o que ela dissera sobre os detalhes, os seus olhos bicolores barreram o salão, fitando cada detalhe do local. Agradava sua visão, com toda certeza. “Eu sou o líder da Caçada Selvagem, Milady.” Ele disse, deixando formal a sua fala, mais uma vez. “Então gostaria de fazer negócios com o líder desse Instituto. Porque esta sendo você a me receber aqui?”
Anya sentiu-se particularmente ofendida com aquele comentário visto que tinha amigos do submundo e não se importava com isso, assim como jamais pensou ser superior a qualquer um apenas por ter sangue do anjo. Os caçadores não saiam aprisionando submundanos apenas porque queriam e se divertiam; quando algum deles infringia os acordos, eles eram interrogados. Não eram presos como Rael colocava.
Naquele momento a mulher se lembrou do que já ouvira a respeito de alguns institutos localizados nos Estados Unidos. Como um Caçador de uma antiga família estava apaixonado por um feiticeiro e tinham dois filhos adotados: um também feiticeiro e o mais novo, um pequeno caçador que ficara órfão após a Guerra Maligna. Nem todos os caçadores eram iguais, assim como nem todos submundanos também eram iguais.
Soltou um longo suspiro e se virou para o homem a fim de olhar em seus olhos. - Eu não me importo com o seu sangue desde que eu possa confiar em você. E espero que entenda, pois da mesma forma que vocês costumam ver com maus olhos os caçadores de sombras, nós nunca tivemos reais motivos para confiarmos no povo das fadas. - Ela sabia muito bem que tanto a Rainha Seelie quanto o Rei Unseelie se juntaram com Sebastian na Guerra Maligna. Sem falar que as fadas costumavam ser ardilosas, lhe ofereciam comida e bebida apenas para vê-lo definhar na própria loucura.
Travou onde estava ao ver com quem realmente estava falando. Jamais imaginou que o próprio líder da Caçada fosse até ela, ela tinha imaginado que algum tipo de subordinado ou membro menos importante fosse designado a ir até o instituto. - Se vamos tentar fazer essa aliança dar certo... Serei sincera com você assim como espero que você seja comigo. - O povo das fadas estava tão acostumado a florear suas palavras, a responder perguntas sem nunca dizer algo de concreto e dizer apenas o que lhe convinha... Ela queria que Rael fosse sincero com ela, que lhe dissesse a verdade nua a crua todas as vezes que viessem a conversar.
- Eles não sabem do nosso encontro. Leonid, o diretor, tem estado muito ocupado e eu não queria lhe preocupar com algo que tinha todas as chances de dar errado. - Saber que Orel o antigo diretor, era um traidor e teve participação na morte de inúmeros mundanos foi um choque para todos, principalmente para Leonid visto que eram irmãos. Orel foi uma grande decepção para todos ali, ao menos Leo estava sendo um líder bem melhor. - Você pode falar comigo, Rael. Sou amiga do diretor há anos e eu sei fazê-lo me ouvir, ele vai enxergar o que eu já vi. Nosso povo unido para combater Lilith e todos os demônios que ela conseguir reunir.
Anya, Leonid, Nik e Violetta eram inseparáveis; a loira conseguiria convencer sua parabatai, a faria entender a necessidade daquela aliança e quanto mais ajuda conseguissem, melhor para eles. Convencendo Vi, ficava ainda mais fácil falar com Leo e Nik. Eles raramente negavam algo para as duas.





