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@ar0undthew0r1d
série de notas aleatórias e cheias de sentimento. spoiler: acabou e eu estou despedaçada.
Algum dia de julho, 2022.
Eu odeio que ninguém pareça tão interessante quanto ele. De verdade. Eu odeio o fato de me entregar muito. Odeio sentir intensamente e só conseguir pensar nele. Queria ser a pessoa que vai com calma e se envolve ao mesmo tempo que conhece a pessoa. Mas acontece que sou imediatista, pra não dizer intensa.
Tenho medo disso acabar e eu ficar com o sentimento de que nunca vou encontrar alguém tão engraçado e afetuoso e divertido quanto ele. Eu penso que, se isso acontecer, vou demorar mais 20 anos pra conhecer alguém com quem eu me sinta confortável para ser vulnerável.
Por isso que na maior parte do tempo eu acredito tanto na história que conto pra mim desde pequena: eu sou fria. É muito mais fácil pensar desse jeito. Porque quando eu deixo isso de lado, quando eu me permito sentir e ser intensa, eu acabo me machucando.
E tudo isso tem um peso maior ainda quando eu penso que ele é a primeira pessoa com quem eu me sinto assim. De todos os envolvimentos e sentimentos, ele é real. E isso é enorme.
Ele é a primeira pessoa que eu me senti a vontade para expressar carinho e afeto depois de anos e anos acreditando que eu não era esse tipo de pessoa - nem que eu merecia esse tipo de coisa. E as vezes eu até me pego pensando que estou agindo assim e criando uma personagem pra me adaptar a ele, mas na realidade eu acho que realmente estou me descobrindo e, no começo, pode parecer meio estranho mesmo.
De todos os dias que passam
Você nem passa, de verdade.
Mas tem dias que tudo vem
Vem nossos papos sem sentido
Vem tudo desde o comecinho
Vem você aqui, do meu lado
Vem aquele dia e aquela noite.
Tudo vem e tudo vai.
E depois todos os dias passam
E você nem passa.
I just cant stop loving you, and i try. i try so hard
Pra você
Queria pode enfiar dois dedos na garganta, como nos dias que misturo as bebidas e fico enjoada.
Queria poder fazer isso e vomitar todas as palavras que me sufocam.
Todas pra você.
Egoísta
É isso que eu sou, egoísta.
Mas é tão difícil, me mata lentamente
Por dentro eu despedaço cada vez que você o chama de amor.
Por dentro eu morro ao ver que outro te faz feliz, te satisfaz.
Queria poder gritar pra todo mundo o quanto queria ser ele, te tocar como ele, te beijar como ele.
Me mata te ver feliz, queria que não estivesse.
Não com ele.
Eu não sei dizer adeus
Não consigo
As lagrimas me consomem só de pensar na possibilidade
Ir sem olhar pra trás
Sem saber quando voltar
Me dói imaginar esse cenário
Mesmo não sabendo dizer adeus, ao sonho eu sempre digo
E isso me machuca
Me mata não ser corajosa
Me mata ser insuficiente
O nó machuca minha garganta
Como eu me tornei isso?
O medo de ser um fracasso
Uma decepção
Não sinto tua falta
Não sinto tua falta.
NÃO SINTO.
Não lembro de você.
Nem da tua respiração ofegante,
Não sinto tua falta.
Sinto ânsia.
Distância.
Sinto ânsia.
E a provoco.
E enfio meus dez-dedos
na garganta
pra ver se vomito teu ser
da minha alma.
“O meu desespero é que quando acaba, você fica inteiro e eu fico o pó.”
— Clarice Falcão.
O Instagram só me recorda em como nos perdemos.
Deixo minutos, horas na linha do tempo. (Talvez seja o por isso do nome. A quantidade de tempo esquecido ali, largado).
Tanta informação, e mesmo assim tanto vazio, tanta dor, tanta inveja, cobiça.
E durante as horas que gasto, você aparece. Você, que não aparecia desde a ultima vez que te vi no stories do nosso amigo em comum.
E é nesse instante que me sinto fraca, insuficiente, insegura, cheia de dúvidas e incertezas. Mas me sinto, principalmente, vazia.
Vazia, pois é assim que sempre me sinto quando lembro de nós. Dos nossos “papo cabeça”, das risadas, descontrações, dos nossos momentos.
Eu costumava morrer de saudade, todo dia. Mas fui aprendendo a sobreviver, a esquecer. Primeiro foram alguns dias sem te precisar. Depois foram semanas, meses.
Mas as vezes o Instagram me lembra que deixamos de ser nós. Que você está aí, vivendo a sua vida, e, assim como eu, também não se lembra mais.
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