( feminino • ela/dela • bissexual ) — não é nenhuma surpresa ver arwen alatáriel andando pelas ruas de arcanum, afinal, a feerica da Corte da Fortuna precisa ganhar dinheiro como designer de interiores. mesmo não tendo me convidado para sua festa de duzentos e setenta anos, ainda lhe acho gentil e otimista, mas entendo quem lhe vê apenas como devaneadora e detalhista. vivendo na cidade há 100 anos , arwen cansa de ouvir que se parece com elle fanning.
Resumo / Desenvolvimento / Tasks / Conexões / Canon / Extras / Artefatos
Let me tell you a story…
O reino de Eldar, nas mais profundezas de uma floresta irlandesa, era um vislumbre do paraíso. A cascata cristalina da cachoeira protegia o reino escondido das fadas que, só podia ser visto perante um encantamento protegido como segredo de estado. A lealdade e as barreiras mágicas eram o que protegiam o santuário que por mais de dois mil anos havia conhecido a paz. Ou ao menos é isso o que Arwen ouviu dizer, ela pouco se lembra. O local governado por seus pais foi dizimado por criaturas demoníacas quando ela era ainda muito jovem. Seus pais deram a vida para poder salvá-las, enviando um grupo de guerreiros feericos e Telperinquar um mestre ferreiro e mão direita do Alto Rei, pai de Arwen, por quem a jovem foi criada.
Existem poucas coisas no mundo como a lealdade de uma criatura de Eldar. O pequeno grupo feerico que sobreviveu jurou proteger e cuidar de Arwen com tudo o que tinha. E, foi o que fizeram. Vagando pelo mundo por mais de cem anos sob a proteação de encantamentos e tratados, diminuindo ao longo de seu trajeto nas lutas que se envolviam. Enquanto isso, Telperinquar ensinava a jovem fada tudo que uma rainha precisaria saber e também… o seu oficio. Embora boa parte de seus estudos e pergaminhos em artefatos mágicos tivesse se perdido com o tempo, o homem retinha as informações na memória. Se o Alto Rei era o pai que Arwen amava sem conhecer, T. era o que pai que havia ganho a vida e, os soldados sua familia. Com ele, aprendeu a ter gosto em talhar instrumentos, que o grupo trocava por proteção e outros favores, como a guia a um local escondido e protegido do mundo: Arcanum.
O caminho para Arcanum, todavia, muito custou ao grupo. Diversas vidas foram perdidas enquanto enfrentavam a fúria de todo tipo de criatura, cabendo a Telperinquar o último sacrifício para garantir a passagem da princesa. Antes de chegarem ao local, foram atacados por um grupo de demônios e o ferreiro deu sua vida para que Arwen e os poucos feericos que restavam ao seu lado escaparem. E essa perda foi o único coração partido que Arwen nunca conseguiu superar. Com Telper, parecia que Eldar, a casa que ela havia conhecido apenas por relatos e ilusões havia morrido de novo e com ele, um pedaço do coração da princesa que nunca poderia ser preenchido.
O luto porém, é uma coisa curiosa, vai ficando habitual e, com tempo suficiente apesar de ele continuar existindo, a vida segue.
O coração bom trouxe benefícios, porém, foi também quebrado diversas vezes ao longos dos séculos de existência, o que faz com que ocasionalmente a cuidadosa magia de Arwen fique instável, nesses momentos, se observar com atenção, é possível perceber os olhos cristalinos se tornando delicadamente violeta. E, além disso, fez com que ela fosse obrigada a aprender uma coisa ou outra sobre a arte da defesa pessoal, já que seus apoiadores já haviam se sacrificado demais.
Acolhida pela Corte da Fortuna, Arwen e seu pequeno mas, fiel grupo construiram uma nova vida. Os talentos foram demasiadamente apreciados pela realiza local, sem contar que, não apenas sua promissora habilidade na fabricação de objetos mágicos mas, sua beleza e gentileza chamavam atenção. Dessa forma, atingiu uma boa posição em meio a Corte, abrindo tempos depois seu escritório para decoração de interiores e venda de peças mágicas.
Inside out
Arwen é como um respiro de alivio ao perceber que o pior já passou. Embora tenha passado parte da vida como fugitiva, durante toda sua vida foi protegida e ensinada sobre os valores de sua família e aliados. Aprendeu e acredita com veemência que o mal e a escuridão podem ser vencidas com luz e é isso que ela tenta levar para o mundo. Acredita de verdade que cada ser tem um pouco de bondade em si, o tipo de ingenuidade que as vezes a coloca em situações complexas, conseguindo sair delas com o auxilio de seus velhos amigos que a tratam como uma “princesa a ser seguida a guerra” ou a pura sorte de acabar encantando alguma criatura, seja com sua personalidade ou um acordo singelo. Está longe de ser uma pessoa rancorosa quando o assunto é pequeno ou se trata apenas dela mas, consegue desgostar de alguém por uma vida se, uma pessoa que ela se importe muito for machucada no trajeto, é por isso que de todas as criaturas que vivem em arcanum, demônios são as únicas com as quais ela não simpatiza de maneira alguma, uma vez que um deles lhe tirou Telper.


















