Por Glinda e sua varinha mágica! Olha só se não é ARKYN HADDOCK caminhando pelos corredores da torre das NUVENS. Por ser filho de HICCUP E ASTRID, é previsto que ele deseje seguir caminhos parecidos com o dos pais. Ao menos, é o que se espera de alguém com 28 anos, mas primeiro ele precisará concluir o módulo ESQUADRÃO VIL, para depois se assemelhar como um conto de fadas.
Novo Conto: Os Bárbaros - Mark, a Guerra
Leitura recomendada (não é obrigatória, posso resumir para você, só chegar no chat) para compreensão de onde o personagem se encontra atualmente:
𝑈𝑟𝑠𝑢𝑙𝑎'𝑠 𝑢𝑛𝑏𝑖𝑟𝑡ℎ𝑑𝑎𝑦 _ 𝑡ℎ𝑖𝑠 𝑖𝑠 𝑎 𝒑𝒐𝒊𝒏𝒕 𝒐𝒇 𝒗𝒊𝒆𝒘! - Síntese de todos os povs anteriores e momentos importantes para desenvolvimento do char.
ℎ𝑜𝑤 𝑖𝑡 𝑎𝑙𝑙 𝑏𝑒𝑔𝑎𝑛_ 𝑡ℎ𝑖𝑠 𝑖𝑠 𝑎 𝒑𝒐𝒊𝒏𝒕 𝒐𝒇 𝒗𝒊𝒆𝒘! - Entenda Arkyn e sua dor.
𝟎𝟎𝟏 ———— the basics :
Ex-Capitão dos leões
apelidos: Kyn
data de nascimento: 27/12/1996 (vinte e oito anos)
zodíaco: sol em capricórnio, lua em touro e ascendente em leão
gênero: cis-masculino
sexualidade: bissexual-birromântico
aesthetics: hematomas, livros e diários, jaquetas surradas, calças desbotando, botas de couro, azul oceano e safira, e cordões.
filiação: Hiccup Haddock (pai), Astrid Hofferson (mãe)
𝟎𝟎𝟐 ———— the appearance :
altura: 180cm
estilo do cabelo: é comum que esteja mediano, as vezes raspado nas laterais e um pouco alto no meio. um estilo de corte militar, por assim dizer.
barba e bigode: quando os dois, acaba optando por uma combinação meio rala, aquele aspecto de barba por fazer.
cor do cabelo: castanho claro
cor dos olhos: verdes
cicatrizes: grande corte nas costas, uma linha no queixo do lado esquerdo e outra pouco acima do olho direito, mas o cabelo costuma escondê-la.
tatuagens: não possui.
piercings: brinco de diamante, e um piercing no tragus. ambos na orelha esquerda.
𝟎𝟎𝟑 ———— the mind :
traços positivos: Líder, Inteligente, leal, confiante e determinado;
traços negativos: temperamental, explosivo, possessivo, egocêntrico, egoísta e impulsivo;
hobbies: ler, comer, pintar e correr;
hábitos: pressionar os pontos de tensão da nuca quando está desconfortável, respirar fundo para não perder o controle (e geralmente acaba perdendo), se silenciar e afastar quando sabe que está errado (e custa a admitir);
vícios: cigarro, cerveja e doces;
gostos: dias de chuva, tons escuros, pôr do sol, cheiro de canela e livros, a textura da areia úmida de praia entre os dedos dos pés;
desgostos: pessoas barulhentas, desorganização, cheiros muito doces (o mesmo vale para bebidas), lugares fechados;
𝟎𝟎4 ———— biography :
Nascido numa das famílias mais propensas a cuidar bem de um dragão, Arkyn não poderia fazer mais jus ao seu legado. Desde garoto que era fascinado pelas criaturas, pedindo para que os pais contassem repetidas vezes as suas histórias de dragões, até que o garotinho pegasse no sono. E por tantas outras o garotinho montava armadilhas para capturar um dragão que fosse, apenas para que pudesse chamar de seu. Tão impaciente quando Astrid, queria tudo ao seu tempo, mas teve esperar como tantos outros, observando sempre de longe a beleza e magnitude daquelas criaturas, até que assinasse o livro e tivesse seu ovo em mãos. Só os deuses sabiam o quanto ele esperou por aquele momento. E até hoje Arkyn jura que naquele instante em que suas mãos tocaram a superfície escamosa do ovo, sentiu seu coração bater na palma das mãos, alinhando-se com o que existia ali dentro.
E simples assim ele finalmente teve tudo que sempre quis. Passava horas do dia cuidando do seu ovo, conversando as coisas mais aleatórias com ele, tratando-o como confidente. Até que finalmente a dedicação fosse recompensada e o ovo eclodisse. Foi um dia de grande festa. Safira era um dragão fêmea de escamas branco gelo, com as pontas azuladas. E eles tinham a maior conexão que Arkyn poderia imaginar e querer, como duas partes de um só, estavam sempre juntos (quando podiam), completamente inseparáveis. Até que não estavam mais.
TW: Violência, Sangue e Morte do Animal.
Foi tudo muito rápido e até hoje Arkyn tem apenas lampejos de tudo que aconteceu, como se inconscientemente tivesse bloqueado a lembrança para sofrer menos. Em um instante ele estava de pé com Safira, no outro sentira um forte queimor nas costas, seguido de uma sensação molhada que lhe escorria até a lombar. A mão direita tocou a região e voltou a frente, constatando o que imaginava, era sangue ali. Virou-se abruptamente para encarar seu agressor, mas outra vez foi tudo muito rápido e o golpe veio na cabeça. Ele caiu no chão, a visão embaçada e turva, desfocou a cena seguinte. Safira literalmente lutando com unhas, garras e dentes para protegê-lo. Mas ela ainda era tão pequena, tão frágil, tão… vulnerável. Subitamente uma dor aguda, como uma adaga sendo cravada, surgiu no fundo do peito de Arkyn e ele desmaiou.
Fim do TW.
Ao acordar no ambulatório, três dias depois do ocorrido, seus olhos buscaram por Safira ao seu redor, mas ele não sentia mais aquela conexão que sentiu no instante em que suas mãos tocaram o ovo. Longos foram os dias de profunda tristeza e melancolia, ele tinha perdido sua melhor amiga, sua outra metade, não havia como esperar nada diferente disto. Sua família tentou acolhe-lo e confortá-lo, mas Arkyn apenas os afastou, assim como fez com os amigos. O jovem sonhador e esperançoso morreu naquele ataque que ele nem sabia o motivo, junto com Safira. E o que saiu de lá foi um homem quebrado e vazio.
005 ———— the powers:
Estado elétrico: É a capacidade de carregar o corpo inteiro com uma corrente elétrica, transformando Arkyn em um condutor. Nesse estado, qualquer coisa que entrar em contato com ele, recebe uma descarga considerável de energia, podendo até chegar a óbito. Vale também a ressalva que quando entra no estado elétrico, Kyn perde um tanto o controle da sua mente e se torna mais agressivo que o normal. Portanto, é um poder que não usa comumente.
"Como assim? Agora pode me contar quem é a senhorita que ganhou seu coração então baby face?" perguntou em dúvida com um sorriso travesso. O rapaz negou com a cabeça estendendo o baseado para Arkyn esticando o corpo preguiçosamente em seguida, não era sono, mas o ar que entrava em seus pulmões misturado com a fumaça inebriante deixava a mente de Lector sem tantas preocupações e o corpo relaxado sem se importar muito com as consequências de estar quebrando algumas regras aquela noite "Estava aqui pensando, não vou fazer nisso. Arkyn, meu amigo, mais fácil jogar algum primeiranista num fantasma e depois a gente vê o que dá" ponderou realmente considerando aquilo uma ideia genial. Nunca que o Leons iria se colocar em perigo desnecessário, então para ele aquilo sim era um meio para o fim. A menção de Gothel, por outro lado, fez com que ele fizesse uma careta em claro descontentamento, apenas negando com a cabeça, não seria a ela que ele pediria ajuda, até porque morta ou viva iria ajudar da mesma forma. Em nada. "Pergunto para o Belial mais tarde, sabemos que Juniper não é bem alguém que deva saber... " comentou dando de ombros pensativo. A constatação que todos os fantasmas possivelmente tiveram uma morte merda o deixou um tanto pensativo, a sua vida toda teve que enfrentar a vida, mas morrer? Exilado como o pai não seria, talvez a sua pudesse ser de uma forma mais heroica? Ou menos humilhante? "Se eu morrer, sabe, se tiverem que me enterrar e tudo mais, cê contrata algumas pessoas para chorarem por mim? Ah! E se for bosta aa forma, tu inventa algo legal, sei lá! Confio no seu potencial. Lector Leons, o matador de hidras." falou desenhando com as mãos a faixa que abrigaria o que seria a epitome.
os olhos do Haddock reviraram de modo exagerado, antecedendo uma careta de abuso que logo tomava conta de sua expressão. "Acha que é fácil assim? Até hoje está mantendo o mistério de quem tomou o seu.", retrucou em pura e clara implicância para com o mais novo. Não que Arkyn fosse do tipo rancoroso ou vingativo, quer dizer, ele era sim, mas não com seus amigos. Um longo suspiro vencido, antecedeu sua revelação. "Calithea. E já faz algum tempo, só não quis aceitar, por tantos motivos ridículos que nem vale a pena cita-los por agora.", fosse a divisão estupida entre bem e mal, ou o fato de não conseguir confiar na prole de Malévola no início, tampouco a queria como sogra, mas precisava admitir que era cedo para tais preocupações, nem sabia se era isso que a mais nova querida, se a relação avançaria para esses modos, era sofrer de véspera. "é uma boa tática também, não se arriscar tanto.", comentou imaginando como seria simplesmente jogar os novatos aos lobos, poderia dar merda? Sim, mas quem se importaria? Certamente nenhum deles. "não sei de nenhum deles na verdade, mantenho certa distância dos filhos de Hades, pois minha breve passagem pelo submundo não foi lá tão agradável, talvez pelo erro de deus.", considerando a cultura vinking, Haddock esperava pelo reino de Hela quando morresse, mas os três dias de coma o levaram ao erroneamente ao reino de Hades e, consequentemente, ao caminho de Mark. Arkyn virou-se no sentido do mais novo, olhando-o curiosamente enquanto se expressava sobre uma possível morte. O riso beirava seus lábios, mas Arkyn o segurava em respeito, infelizmente não conseguiu fazê-lo por muito tempo, logo caindo numa gostosa gargalhada, culparia o entorpecente por isso. "matador de hidras, pelos deuses! você não vai morrer de uma forma estupida, Leons, pode ter certeza disso. E não vou inventar nada, pois não estarei aqui, eu espero.", seu conto chegaria muito antes do dele, Arkyn já teria partido, se Tremerra conseguisse se sustentar por mais um ano.
O breve terremoto pelo remexer da terra fez o restante dos espelhos irem ao chão, e alguns dos estudantes se desequilibrarem e prostrarem-se de joelhos. Mas antes isso do que um peck deck te fazer desmaiar permanentemente. Arkyn caído fez Maekar apressar os passos até o rapaz, se jogando de joelhos ao se aproximar o suficiente para laçá-lo com o braço em torno da cintura. - Já eu acho que não! - Respondeu com preocupação. - Você conseguiu. - Enfatizou mostrando em volta a academia livre de aparelhos ambulantes, restando apenas bancos, anilhas e outros emplementos de pesos. - Foi uma demonstração de poder e tanto, Haddock. - Charming emprestou seu corpo para que o outro tivesse força o suficiente para se levantar, quando ele se forçou para ficar de pé. Poucos presentes batiam palmas olhando para o Haddock, enquanto outros tentavam se recuperar do caos com a mão à cabeça, no braço ou onde estivessem feridos. - Quer que eu televe à enfermaria?
a visão ainda estava um pouco turva, lhe faltava foco e o máximo que conseguia ver era a sombra do Charming ao seu lado, sobrepondo-se a ele. Haddock piscou algumas vezes, lentamente por ainda sentir-se fraco, mas de nada seu esforço adiantava, não via com a mesma nitidez e por isso apenas permitiu-se descansar os olhos fechando-os e mantendo assim por intervalos longos de tempo. Quando os abria, tentava olhar ao redor como outro parecia apontar, mas pouco conseguia distinguir também. "Ora vamos! Se dê créditos, Charming.", comentou com um riso fraco e tom otimista, "foi um trabalho em equipe.", principalmente a considerar que sozinho Arkyn teria levado aquele lugar as ruínas e desabado junto com ele. "se você diz, eu acredito. Mas não lembro de nada depois de alcançar a barra.", confessou com certa frustração, logo notando o apoio que era oferecido, não recuou em passar o braço sobre os ombros do outro e finalmente colocar-se de pé junto a ele. As palmas eram ruídos e imagens distorcidas, mas conseguiram arrancar a atenção de Arkyn por segundos, sentindo pela primeira vez que não tinha fodido tudo com uma habilidade que mal tinha controle. "Obrigado por estar comigo.", proferiu ao virar o rosto na direção do outro, oferecendo um sorriso sincero e cumplice a situação que passaram juntos, sem o Charming, Arkyn provavelmente sairia ainda pior daquele lugar. "sim, por favor.".
— Vai me fazer falar todas essas coisas doces? — Perguntou, quase soltando uma risada, tomada pela vergonha. Não conseguia sequer flertar sem ficar com muito vermelha, mas gostava da sensação quente, principalmente quando os dedos de Arkyn passeavam pela sua pele a cabelos. Melhor ainda quando eram os lábios dele. Sabia que estavam em público e a notícia do momento poderia chegar à Malévola, mas Calithea não se importava porque queria, acima de tudo, ficar com Arkyn e aceitá-lo por inteiro, mesmo as partes sombrias que poderiam ser difíceis de amar. Callie queria amá-lo por inteiro, seu corpo ansiando pela presença dele, sempre por mais beijos e toques. — Sim, isso é muito doce. — Quase suspiro, as palavras envolvidas em uma carícia, o que acontecia apenas quando eram dedicadas à Arkyn Haddock. Parecia que estava sem ar, o coração batendo forte, seus membros quentes. Arkyn a desconectava da realidade, tirava seus pés do chão e era sempre fácil deixar-se levar por tudo o que sentia quando ele a olhava daquela forma. Parecia ser capaz de derreter nos braços dele. — É torturante o que está fazendo comigo, sabia? Me beijando e me olhando dessa forma... — Tomou um gole de milkshake, buscando aplacar o calor. — Quando não posso fazer muito com você aqui. You know, sou uma moça bem comportada. Não posso te mostrar todas as outras coisas doces. — Era bom brincar e provocar, porque havia uma parte de Calithea que Arkyn não conhecia, a qual ela queria mostrar para ele; uma parte que gostava muito de flertar e colocar, que gostava de usar o corpo que sabia ser bonito e apreciado. — Olha, o seu pedido está chegando! — Desviou do assunto rapidamente ao mostrar a garçonete com o pedido de Arkyn.
o sorriso era malicioso e convencido, ele finalmente tinha conseguido inverter um pouco da situação e não ser o único a sofrer com as provocações, pois verdade seja dia, lhe bastava um olhar diferente da ruiva, um sorriso que fosse, ou até mesmo aquele rubor que ocupava suas maçãs, para que Arkyn sentisse o acelerar dos batimentos e o seco na garganta que vinha acompanhado dela ânsia por contato, o menor que fosse. "eu deveria, mas como sou bonzinho, vou poupa-la disso por enquanto.", afinal reconhecia que não era o lugar ou momento para continuar naquela provocação com Calithea, por melhor que fosse, por mais que quisesse, sabia que precisava ponderar os atos e assim fizera ao afastar-se minimamente da menor, de modo que ainda tivesse o contato dos dedos sobre a pele alheia, deslizando na extensão da nuca e ombro mais próximo. O riso divertido lhe escapou dos lábios, tomando conta do ar quando ouviu as palavras alheias, não que estivesse debochando dela, longe disso, mas chega a ser engraçado como era tortura quando ele fazia, mas quando ela fazia era o que? "não é exatamente assim que penso em tortura pessoas, mas...", nem conseguiu completar, visto que os dizeres seguintes o travaram, arrastando para a mente as infinitas possibilidades do que poderiam estar fazendo se não estivessem ali e todas as outras coisas doces que tinha para lhe mostrar. Arkyn engoliu seco, sentindo o rubor aumentar em suas bochechas, chegou a desviar o olhar e por sorte, coincidiu com o momento que a garçonete trazia seu pedido. Agradeceu, tomando a taça com a mão livre, para que logo levasse o canudo aos lábios num longo gole, só depois conseguiu voltar-se para Calithea. "você não está jogando justo, sabia?"
Quando suas suspeitas foram confirmadas, o instinto inicial de Lizbeth foi se enraivecer, pois estava cansada de lidar com problemas e situações inexplicáveis diariamente. Não tinha ideia de qual caixa de Pandora havia sido aberta ou qual maldição havia sido lançada sobre aquele lugar, mas tudo que existia de mais assombroso parecia rondar o território de Tremerra. ── Eu detesto esse lugar. ── Queixou-se com um suspiro baixo, dispensando qualquer explicação sobre seu ponto de vista, certa de que o rapaz compreendia exatamente ao que se referia com o comentário pesaroso. Com alguns passos, aproximou-se do caminho que levava até a floresta, uma região que se banhava na mescla de penumbra e nevoa, invadida por uma atmosfera sombriamente intrigante. A razão tentava convencê-la a virar as costas e retornar ao seu dormitório, deixando para trás o ruído com potencial para se tornar um problema. Entretanto, cansada de não ter qualquer informação sobre os acontecimentos recentes por parte da diretoria, sabia que cabia a si mesma a busca por respostas. ── Sua ronda implica uma aventura na floresta ou acha melhor buscar reforços para isso? ── Voltou-se para o rapaz, indiretamente sondando-o para descobrir qual era sua opinião como membro do esquadrão.
Arkyn conseguiu reconhecer um pouco de si na reação de outrem, principalmente em suas palavras, também odiava aquele lugar, jamais teria ido parar ali se os vilões não tivessem tomado o poder - obviamente, visto que Tremerra nem existiria nesse caso -, mas seus pais não tiveram escolha e ele acabou naquele circo junto com tantos outros. Uma lufada de ar escapou por entre os lábios do Haddock, frustrado com a possibilidade de ser mais um fantasma zanzando pelo lugar, mais um problema apara que tivesse de lidar como membro do esquadrão vil. Na verdade, já até esperava por ordens da prole de Úrsula, afinal não era assim que todos os vilões viam aqueles do esquadrão, como capachos para servi-los? No entanto, a reação alheia foi tão atípica que o surpreendeu, os olhos acompanhando os passos da mais nova no sentido da floresta, como se não temesse lidar com o que poderia encontrar lá dentro. Tentou não parecer tão curioso quando outrem voltou-se para ele, imediatamente desviando o olhar para algum outro ponto no horizonte que não fosse a figura de Lizbeth. "implica, por mais que eu quisesse evitá-la.", respondeu com sinceridade e firmeza, suspirando uma outra vez antes de avançar para acompanhá-la. "também implica não colocar nenhum outro aluno em risco, então você pode voltar para sua torre se quiser, posso chamar alguém para acompanhá-la até. Mas se for seguir comigo, precisa se responsabilizar por você.", claro que ele faria isso também, mas preferia evitar culpas futuras caso desse algo errado.
aceitar o destino lhe parecia uma tortura, uma vez que, não deixava mesmo de ser. belladonna sentia o peso das suas ações, em como havia calculado mal o seu tempo, a execução e deixou-se levar pelo ego; quem era ela? claro que, ainda reconhecia a força que existia em seu âmago, conhecia a gama de variedades que seus poderes a permitiam, mas ainda sim, nada era páreo para lidar com a rainha má. estava sentindo-se esgotada, sempre que pensava nos poderes, o dispositivo nas costas machucava um pouco mais, abria a ferida que estava cicatrizando-se. sempre que pensava em agir, se lembrava das palavras da mãe, deixando-a em um lugar de preocupação. diferente das outras vezes, havia mandado uma mensagem a arkyn, solicitando que a encontrasse nos jardins; atrasou-se, mas sentiu-se levemente disposta quando o encontrou sentado no banco. ‘ bom, como pode ver, estou viva. disse enquanto forçava um sorriso, aproximando-se dele. a sua intenção ali era apenas a de reclamar, uma vez que, ele era a única pessoa da academia que tinha plena consciência da sua situação. ‘ e regina também, falhei nisso, mas com sorte ela não quis me matar de volta. apenas me torturou igualmente. sorriu novamente.
os dias que se estenderam depois da revelação de Belladonna, foram preenchidos por uma preocupação que jamais imaginou que teria pela outra em toda sua vida. Ainda lhe era estranho reconhecer como as coisas tinham mudado entre eles, como agora não vibraria mais se algo de ruim acontecesse com a Grimhilde, como possivelmente faria alguns meses atrás. Arkyn andava pelos corredores preocupado, buscando entre os rostos e silhuetas, aquela que conhecia, mas em nada a encontrava. Seguraria o impulso de invadir sua torre até o último instante e felizmente não precisou recorrer a este, o vibrar do e-phone no bolso o fez pegar o aparelho de imediato, parcialmente aliviado por ver a mensagem e seu remetente. Não demorou para ir até o ponto de encontro, achando engraçado como em todas as vezes que precisaram conversar sério, foi exatamente naquele mesmo lugar, será que iria se repetir? Esperava inquieto, batendo os pés quando ouviu a voz de Belladonna ao seu lado, chegou tão repentinamente que ele nem percebeu sua aproximação. "graças aos deuses", virou-se em sua direção, afastando-se o suficiente para que ela pudesse sentar. Os olhos reviraram diante a revelação seguinte, não desapontado, mas uma parte dele realmente torcia para que ela conseguisse e que não tivesse sofrido ainda mais com isso. "aquela mulher é realmente imortal ou o que?", bufou uma segunda vez, "torturou como? está bem?"
Arqueando uma das sobrancelhas, mostrava-se cética quanto ao discurso confiante do rapaz, mesmo que nunca tivesse presenciado nenhuma atitude que invalidasse o que era dito. A verdade era que admirava o rapaz, mas provocava-o apenas por diversão, apreciando suas respostas bem humoradas e prepotentes. Considerando que havia passado grande parte de sua vida em alto mar e visitando os mais diversos mundos, achava curioso as reações de surpresa geradas por suas histórias, quando estas eram compartilhadas com seus amigos e desconhecidos amigáveis, pois nem sequer se comparavam às aventuras vividas por piratas mais experientes. Também apreciava quando seu pai recebia o respeito e a admiração que merecia, principalmente das pessoas de quem gostava, mesmo que há muito tempo tivesse descartado qualquer necessidade de tê-lo validado por aqueles que o chamavam de traidor. ── Sou suspeita pra falar, mas ele realmente é uma figura singular e admirável. ── A expressão em seu rosto se suavizou, como raramente acontecia, sendo banhada por todo o amor que nutria pelo homem. ── Por isso, nunca considerei a opinião de quem ousa dizer o contrário. ── Deu de ombros. A questão acusatória arrancou dela um riso curto, que logo se dirigiu ao amigo com uma postura presunçosa. ── Talvez você tenha piscado no momento errado, Haddock, é que eu costumo vencer minhas brigas em questão de segundos. ── Piscou pra ele, ostentando um sorriso cheio de si. ── Mas, posso saber por que quer brigar contra mim ou comigo? ── Mantinha o tom de brincadeira, mas se mostrava genuinamente curiosa. Alcançando um pincel grosso, analisou suas opções de cor a ser usada no fundo, optando pelo vermelho, enquanto o escutava. Ponderou sobre o que dizia, assentindo ao molhar as cerdas na tinta. ── Acha mesmo que essa é uma opção? Nunca tinha pensado por esse lado. Até porque, acho que ser mandada para o futuro enquanto esse lugar queima até virar cinzas me parece um livramento. E, quando tudo estiver chegando à destruição, outras pessoas irão querer esse livramento antes de nós. ── Apresentou seu raciocínio, esperando pela reação que receberia em resposta, movimentando o pincel pela tela lentamente, assim preenchendo o branco com o novo tom vivo. Concentrada na atividade, sobressaltou-se quando o objeto lançado atingiu o ponto próximo do qual pintava, mas divertiu-se com o susto levado. ── Posso estar acostumada, mas nunca vou deixar de apreciar e valorizar cada momento bom. ── Retorquiu, colocando uma pitada de dramaticidade no timbre usado. ── E com “momento bom”, quis dizer “dose de um”. ── Esclareceu, então rendendo-se novamente ao riso. ── Agora para de me atrapalhar e comece a pintar!
Arkyn assentiu com um concordar de cabeça, considerava-se igualmente suspeito quando lhe perguntavam de Hiccup, mas sempre lhes contava a verdade das coisas, o pai era uma figura e tanto, mas igualmente responsável, atencioso e presente na medida do possível, Arkyn era quem sempre se afastava dos dois. "sabe, as vezes penso que se o mundo fosse outro e nós fossemos livres, eu adoraria embarcar numa aventura no navio dele, mas bem.", tinha aquele pequeno problema de contos futuros e tantas outras coisas que não mereciam ser mencionadas naquele momento. Um pequeno sorriso se moldou aos lábios de Haddock, que seguia assentindo os dizeres alheios, pois compreendia suas implicações. "e não deve mesmo, as pessoas falam muita coisa por aí e nem todas elas são verdadeiras. Acredite, eu sei bem disso.", ele mesmo tinha feito algo assim por muito tempo, julgando os legados dos vilões, colocando-os numa mesma caixinha como se fossem sempre seguir os passos de seus pais, era absurdo e injusto, felizmente ele conseguiu reparar isso de alguma forma. A gargalhada lhe escapou um tanto mais alta e genuinamente livre, visto que não esperava por uma resposta daquelas, "claro, segundos. Talvez devesse testar isso então, mas não hoje.", finalizou balançando a garrafa entre eles, estaria bêbado em questão de poucos minutos e logo completamente incapaz de entrar numa briga, só se fosse para correr e ainda assim, correndo o risco de tropeçar nos próprios pés. "eu não quero, sou apenas curioso, Hook. Gosto de saber o desempenho das pessoas, apesar de já ter uma pequena noção depois de tudo que aconteceu no último evento.", não entraria nos detalhes, pois sabia que era algo doloroso para ela, conviver com a culpa de ter ferido pessoas sem a menor intenção, algo que também afetaria ele no passado, mas que agora não sabia mais como se sentiria ou reagiria. A influencia de Mark dentro dele ainda era pequena e Haddock não sabia em qual momento essa chave poderia virar e ampliar tudo. Replicando os movimentos alheios, Arkyn pegou um dos pinceis que lhe foi entregue, ainda estranhando o objeto com o qual não estava acostumado, visto que sua coisa era mais mecânica, construção de coisas, algo que aprendeu com seu pai, mas daria uma chance a algo que lhe parecia mais leve e lúdico. "bom, depende de qual é o seu futuro na verdade. Antes eu me sentia mais incomodado com o meu, agora eu acho que estou aceitando melhor.", deu de ombros, arriscando uma primeira pincelada abstrata em seu quadro. Verdade que não lhe diria sobre a partilha da mente com o espectro futuro, com Mark tomando parte de sua consciência e ações, esse era um segredo que tinha guardado e partilhado com outras duas pessoas apenas e já julgava ser muito. "sim, é uma forma também.", começava a pensar sobre, quando a atenção foi tomada pelo comentário seguinte que o fez negar com a cabeça, rindo com tudo, "você não tem jeito, Hook.", e nem ele queria que tivesse, gostava de outrem e sua companhia. "Certo, certo. Vamos pintar."
A perambulação dos fantasmas pela academia deixava Samira um pouco inquieta. Já não sabia mais quantos sustos tinha levado, fossem eles intencionais ou não, mas sua missão agora era só uma: não deixar a conta crescer. Como membro do esquadrão, sentia que cada gritinho em público diminuía pontos no score total de sua autoridade. "Isso aqui tá parecendo Um Conto de Natal." a constatação veio repentina, e Samira a considerou um pouco mais antes de continuar a compartilhando. "Seria muito ingênuo torcer pra que um desses fantasmas arraste a Gothel por uma jornada de autodescoberta e a traga de volta amorosa e renovada?" fez uma careta incerta, bem ciente da resposta. Felizmente, sonhar ainda era de graça. "Já que estamos no assunto, se pudesse escolher só um, você preferiria ver o Natal do passado, presente ou futuro?"
"um o que?", Haddock perguntou curioso, notando que desconhecia completamente a referência colocada pela amiga. Mas considerando a fala seguinte, pode associar uma ideia ao que queria dizer, permitindo que um pequeno riso escapasse de seus lábios com a imagem de Gothel sendo arrastada por aqueles malditos fantasmas, no entanto, diferente de Samira, ele não desejava tê-la de volta. "o que me surpreende é que eles podem atravessar portas e paredes, e até agora não soubemos de nenhum deles na sala de Gothel.", ponderou um tanto reflexivo, "ou ela não se encontra no castelo, ou tem uma feitiço muito sorte para proteger-se de invasores como estes.", completou dando de ombros, afinal lhe era indiferente, visto que a diretora certamente teria alguma proteção que não chegaria para todos eles. "bom, o passado depende, acho que tenho boas lembranças sobre. Só se for um passado onde eu não existisse. O do presente, estamos para vivê-lo, não? E o do futuro...", esse era o que mais intrigava o Haddock, pois era tão incerto quanto preciso, "teremos algum futuro para que haja natal? Acho que acabaria escolhendo o presente. E você?".
Pendendo a cabeça para o lado, o olhou com uma jocosa comoção estampada no rosto. ── Ora, que gentil! ── Levaria uma das mão até o peito, se não estivessem ocupadas demais. Riu com o talento reconhecido, lembrando-se de uma das histórias que carregava na memória, acumuladas no decorrer de seus anos de aventura. ── Sabia que já tive mesmo uma aula de malabarismo? Durante uma das muitas viagens com o meu pai, acabamos encontrando com uma trupe de circo itinerante e aprendi uma coisa ou outra com eles. ── Recordava-se do intrigante grupo com grande carinho, pois havia sido bem recepcionada por cada membro dele, talvez por se identificarem com o estilo de vida livre que os piratas levavam, ainda que existisse diferenças pontuais entre eles. ── Mas, acho que saber balancear meus copos e garrafas é um talento nato mesmo, principalmente enquanto tranço as pernas. ── Concluiu a breve anedota com uma brincadeira, ostentando orgulho no semblante. Vendo-se livre dos pesos que carregava, pôde arrumar sua estação de pintura, organizando-a o suficiente para que pudesse se divertir com a atividade. ── E, desde quando, pensar nesse lugar em ruínas não é ser otimista? ── Arqueou a sobrancelha direita, carregando a fala com um insinuante. Introduzia a possibilidade como algo positivo, como a oportunidade de se iniciar uma revolução em um lugar que há muito tempo clamava por mudanças. Achando graça na fala referente à morte, uma risada mais alta se projetou de sua boca. ── Que tenhamos a oportunidade de viver de verdade, antes de morrermos. ── Fez o brinde, então se servindo de um gole generoso de sua bebida. Implicava o fato da maioria ali apenas sobreviver, o que estava bem distante daquilo que julgava como ideal. ── Caralho, como isso é bom! ── Exultante, sentia o ardor agradável que se espalhava pela garganta, mais uma vez agradecendo pela existência do álcool em sua vida. ── Já estou pronta pra dar início ao seu retrato. ── Anunciou, voltando a atenção para a tela em branco que usaria como fundo para sua pintura.
"sou sempre gentil, nunca percebeu?", seu tom era brincalhão e levemente prepotente, visto que realmente acreditava no que dizia. Seus pais o tinham criado bem, mas isso não significava muita coisa, uma vez que tinha a ferida cutucada por alguém, a gentileza era enfiada no buraco e ele mostrava seu pior, por sorte a Hook jamais precisou passar por isso. "não brinca, sério? Eu 'tava só tirando uma com sua cara, mas agora estou genuinamente surpreso.", comentou sobre a revelação da aula de malabarismo, os olhos agora mais atentos ao equilíbrio da mulher, com algum resquício de admiração no olhar. "o velho Hook é uma figura e tanto, não é? Apesar do que dizem por aí, ele sempre teve meu respeito.", mesmo que fosse considerado um traidor por muitos, um herói por poucos, para Haddock não fazia diferença em qual lado o capitão se encontrava, seus feitos sempre foram memoráveis, tinha habilidades incríveis para serem diminuídas por simplesmente ter trocado de lado. "deveria ter visto mais desse seu talento, Hook. Não sei como ainda não paramos em uma briga de bar, juro. Está se escondendo de mim?", o arquear de sobrancelhas trazia um ar inquisitivo a sua questão, mas era pura encenação, já que no instante seguinte Arkyn acabou rindo e tomando um gole de sua bebida. "mm-uhmm... é otimista se isso nos trouxer liberdade para voltarmos aos nossos lares e famílias. Mas se apenas acelerar as coisas, nos jogar no futuro antes da hora, acaba sendo mais um desastre. Não acha?". Mesmo que não tivessem muito tempo por estarem no esquadrão, Arkyn ainda queria apreciar o último ano que lhe restava antes de dar vida literalmente a Mark. Haddock ergueu novamente sua garrafa, brindando silenciosamente antes de tomar mais um longo gole. Já conseguia sentir a garganta se acostumar ao queimor da bebida, o que só podia significar que logo estarei perdendo as contas dos goles e parte da capacidade cognitiva. "você fala como se já não estivesse acostumada.", brincou, jogando uma dos pinceis na direção alheia. "ótimo, me faça muito bonito e lembre do meu nariz reto, é a melhor parte do meu rosto.".
"Se Tremerra falir antes de terminarmos os módulos, quer dizer que não vamos mudar de conto?!" Virou-se para ele subitamente, com os olhos levemente arregalados. Parecia muito mais animada do que deveria, diante do teor da conversa que tinham. "Acho que isso não soou muito legal da minha parte, não é? Céus, pareço uma pessoa horrorosa agora!" Colocou as mãos sobre o rosto por um segundo, rindo. "Entenda, não é que eu queira que Tremerra acabe e tudo mais, mas acabei pensando que seria uma forma de evitar as tragédias do futuro. Você sabe que eu odeio o fim que o Beverly vai ter e como me sinto mal com isso. Não queria encontrar um amor verdadeiro para isso. Pelo menos, acho que ele não me odeia." Observou Arkyn enquanto ele falava, sorrindo com o toque. "Então a coisa de ser um vilão tem dado certo..." Deduziu a partir das palavras do mais velho. Ficava feliz por ele estar se encontrando e sentindo-se daquela forma, pois a decisão feita era radical e arriscada. "Sim... Sinto que não tem ninguém a salvo aqui dentro, mas é válido considerar que todos as últimas vítimas fatais foram mocinhos. Hood com o acontecido na Corrida de Dragões, eu e meu irmão na festa da Úrsula, agora o Jhon... A falta de sorte nunca é demais para a gente."
O riso se fez mais presente com a pergunta animada da melhor amiga, era realmente um sonho não terem que morrer, abandonarem suas famílias e a vida que conheciam, para embarcar em algo que tinha certeza que seria ruim. "Fica aí o mistério, mas entre o demônio que conheço e o desconhecido, sempre vou escolher o que conheço.", deixando assim certo que preferia mil vezes manter a vida presente, mesmo com tudo que tivera passado, do que transformasse definitivamente em Mark. "não acho que foi horrorosa.", deu de ombros, "os vilões fizeram esse lugar para punir os legados, destruí-lo seria como reverter o que fizeram, teríamos nossas vidas de volta, eu acho. E claro, seria ótimo não levar a guerra para os lugares, e ótimo que você não precisasse matar seu amor depois de encontrá-lo.", tantas coisas a serem consideradas, tantos motivos para quererem preservar a vida que tinham, que Arkyn não conseguia achar a colocação péssima, apenas prudente e genuína. Haddock assentiu a afirmação alheia com um pequeno sorriso nos lábios, "algo desse tipo. Ainda estou experimentando as coisas, mas consigo dizer seguramente que não vou permitir que essa mudança me prive de ser feliz, não sinto que preciso abrir mão das coisas que considero boas, apenas para ser ruim.", não abriu mão da amizade deles e isso lhe era algo bom, tampouco pretendia abrir mão dos sentimentos que nutria pela filha de Malévola. "mm-uhnm.. já tinha observado isso, mas é um padrão com o qual os vilões não se importam tanto assim, a prova disso é o silêncio de Gothel.".
Callie sentiu o calor de espalhar pelo corpo ao escutar que Arkyn não pretendia se safar. A sensação chegou até o rosto e ela tomou mais de sua bebida, em busca de se refrescar. Sempre ficaria corada próxima ao Haddock, como da primeira vez que tinha falado com ele. A sensação fria no estômago e quente no coração era sempre a mesma. Uma risadinha escapou dela ao perceber a expressão alheia diante da provocação, feliz por conseguir provocar tal reação. Nunca tinha se considerado boa na arte do flerte ou sedução, mas estava disposta a tentar e Arkyn seria sua cobaia perfeita; não queria fazer com mais ninguém. — Sim, milkshake. — Concordou com sorriso, mexendo com o canudo. — Mas tem muitas outras coisas também, Kyn, de milkshake a sensações que podem ser doces ou amargas. — Proferiu, olhando-o de forma sugestiva, sabendo que ele poderia entender suas palavras. — Quando você me toca ou me beija, é doce. — Céus, ela sentia falta dos beijos de Arkyn. Dos toques também. Estava ao lado dele e ainda era capaz de sentir falta, por isso colocou os dedos no braço alheio, fazendo com que corresse a extensão. Era um gesto que considerava doce e suave. — Quando você vai embora, é amargo. — Não queria mais sentir aquilo. — E eu sou doce. — Brincou, sabendo que era a forma como muitos definiam sua personalidade. Mesmo após quebrar a benção, continuava... boa.
Seu olhar permanecia atento as sinais e expressões de Calithea, notando o pequeno rubor que surgia em suas maçãs, a risada que lhe deixou escapar e aquele ar diferente, confiante e até mesmo ousado com o qual se portava e falava. O sorriso se alargou em seus lábios ao ouvir pela primeira vez o apelido proferido por outrem. Gostava de como tinha soado, parecendo certo que fosse assim. "Sim? E quais seriam essas muitas outras?", perguntou genuinamente curioso, enquanto corpo se arrastava para mais perto do dela, ansiando pela proximidade como sempre fazia. Sua garganta pareceu secar outra vez diante o olhar e o comentário que se seguiu, fazendo-o engolir seco ao que sentia o corpo ser atingido novamente por uma onda de calor, que se acumulava no baixo-ventre. No impulso elevou uma das mãos até a lateral do rosto alheio, os dedos arrastando-se na pele, afundando na curva do pescoço antes de se enroscarem nos fios vermelhos ali presentes, afastando-os para dar espaço aos lábios, que logo roçavam sobre a pele agora exposta do pescoço. "quer dizer assim?", provocou em um sussurro, subindo os lábios de encontro ao ouvido da ruiva, sustentando a proximidade mesmo que dissera o que lhe era amargo, pois com isso ele também concordava, odiava ir embora, por isso não se afastou. O risinho divertido saindo de seus lábios ao final das últimas palavras ouvidas, antecederam o mordiscar no lóbulo da mais nova, dentes se arrastando na pele, antes de soltar-lhe e voltar o rosto para frente do dela, buscando pelas orbes claras. "tem razão, é realmente doce.".
Naquela tarde tranquila, Lizbeth caminhava pelos caminhos sinuosos do encantador jardim localizado no território da Academia. As flores exalavam seus aromas suaves, e o sol derramava seus raios dourados sobre o cenário plácido, com a natureza exuberante dando a ela uma falsa sensação de tranquilidade. Absolutamente nada encontrava-se em serenidade ali, mas fingir era o que os impedia de serem tomados pela completa revolta ou insanidade. De repente, um ruído estranho rompeu a mansidão do momento, tão insólito que carregava consigo uma algidez igualmente inusual. Um murmúrio fantasmagórico pairava no ar, fazendo-a se sobressaltar. Confusa, virou-se rapidamente, buscando a fonte do som misterioso. Seus olhos encontraram Arkyn, o único presente no local naquele momento. ── Você disse algo? ── Perguntou, seu olhar fixo no rapaz, com seus olhos transmitindo uma mistura de curiosidade e apreensão. ── Não sei se entendi. ── Novamente, buscava ser iludida com a inverdade, pois sua intuição apontava para outra origem para o sussurro, que sequer parecia humano.
Ser colocado em ronda nos jardins só poderia significar que alguém realmente odiava Arkyn, ou qualquer nascido mocinho que fosse, já que isso era competência de Gothel e ele sabia muito bem que não podia esperar nada de bom vindo da diretora. Odiava a ideia de ficar tão próximo da floresta depois dos acontecimentos recentes, mas alguém ainda tinha que fazê-lo e infelizmente, naquele dia, esse alguém era Arkyn. O homem se mantinha quieto em um dos cantos, encostado as estatuas da fonte, com o olhar perdido no horizonte, quando um murmúrio estranho se fez presente no ar, trazendo um arrepio gélido a sua espinha e a percepção de mais alguém ali. A voz da Mortimer chamando por sua atenção, faz com que Haddock vira-se no sentido dela, negando com um balançar de cabeça. "nenhuma palavra.", além daquelas que proferia no momento. "por um instante, achei que pudesse ter sido você, mas se não foi nenhum de nós dois, então sobra..", seu olhar desviou no sentido da floresta, a nevoa que a recobria avançando no sentido de Tremerra, estava assim fazia alguns dias, avançando para tomar a academia.
‘e talvez nunca esteja’ foi o pensamento que teve ao ouvi-lo, porque não conseguia renunciar ao sentimento que arkyn nunca chegaria naquele caminho; ele era fraco, tinha poder e maldade sim o percorrendo, mas tinha muito sentimento bom dentro de si, isso sempre o colocaria em prova. mas belladonna não estava em condições de discutir isso, tampouco, ficar se preocupando com a vida alheia, não quando a sua própria estava uma grande confusão. ‘ você nem imagina quanto. afirmou, concordando com ele; nada daquilo parecia fazer sentido em sua vida, estava tudo de cabeça para baixo e não conseguia se concentrar em nada que não fossem as próprias preocupações. e sempre fora daquela maneira, continuaria sendo, mesmo que houvesse certa diferença agora, uma vez que estava pensando em abrir-se com ele, em contá-lo parte do que a tomava. a confiança nas pessoas parecia abalada, percebia isso com certo distanciamento e sem muita vontade de reverter o sentir. olhou as bebidas que estavam sendo oferecidas, buscando pelo rum primeiro; a garrafa sendo destampada, o cheiro forte a deixando mais aliviada, mas não se demorou em beber da própria garrafa. ‘ pretendo matar minha mãe. soltou a informação após engolir o líquido que queimava a garganta. ‘ ou tentar, o que me coloca na lista dos suicidas, se nada der certo.
ele assentiu, seguro de que de fato era uma sensação compartilhada entre ambos, de que não fazia mais sentido qualquer coisa além daquela relação que já tinham, afinal ela por si só, já era estranha o suficiente. Duas pessoas que se detestavam, simplesmente tinham virado confidentes uma da outra. O que era aquilo, um filme? De qualquer modo, Arkyn não odiava a companhia de Belladonna, nem mesmo conseguia odiá-la como antes. Assim que ela tomou a garrafa de rum de sua mão, Arkyn levantou-se e cuidou de abrir a sua, vodca sempre foi sua primeira escolha de qualquer modo. A tampa rolou para longe e o Haddock virou a garrafa, tomando um longo gole direto do gargalo, mas se soubesse do que estava para ouvir, teria escolhido um movimento mais contido. A vodca que naturalmente queimava a garganta, pareceu não querer descer por ela, fazendo-o engasgar na metade do processo e cuspir alguns respingos no chão sobre seus pés. "você o que?", perguntou ligeiramente incrédulo. Não que ela não tivesse motivos, ou que ninguém ali dentro quisesse ver Regina morta, acredite, muitos queriam. Mas Arkyn sempre julgou que era difícil livrar-se de um ente assim, mesmo que não fosse querido, ainda era a mãe da mulher. "sim, é exatamente isso que parece, suicídio.", replicou, "você tem certeza disso? Por qual motivo fazer isso agora, Bella?"
Tentava impedir que um banco de supino encurralassem os estudantes na porta de saída quando ouviu o rapaz. Ele olhou para Arkyn, que brilhava ainda mais intensamente, e a voz grave do Haddock tremeu-lhe o peito. A mudança em sua voz era quase tão incrível quanto sua demonstração de poder, para ele era como se o estado completo de Arkyn fosse poderoso o suficiente para mudar até o seu timbre. O fascínio foi preciso ser posto de lado no que assentiu ao comando do rapaz. O ar que antes era usado para espantar e empurrar os aparelhos, agora tinham o percurso contrário. De aparelho em aparelho, Charming controlava as correntes de ar que os levavam em direção ao outro, a fim de ajudá-ló e prendê-los ao ímã improvisado. Um, dois, três… Sete, nove… Aos poucos o maquinário foi sendo atraído pelo ímã, mas ainda haviam mais e os que estavam presos começavam a se movimentar com mais facilidade. - Preciso correr! - Disse à si mesmo. - Aguenta firme. - Gritou. - Quando eu falar, solte a barra! - O Charming tentou reunir o pouco de concentração que ainda tinha com os braços estendidos, enquanto a ilhas e halteres voavam contra a parede às suas costas. - Agora. - Ele vociferou para Arkyn. Com um salto em direção ao chão desferiu um soco sobre o liso concreto da academia. Quase que no mesmo instante os aparelhos amontoados afundaram sob o solo terroso, num som semelhante a um deslizamento de terra. Antes que sentisse o cansaço pós surto de adrenalina, Maekar gesticulou com a destra e o buraco no chão se fechou deixando o local com a terra batida. - É isso. - Disse por fim. - Você está bem?
Perigosa era a sensação de poder, e talvez isso sempre tivesse sido o problema de Arkyn. Sentir-se poderoso era viciante, criava dependência e o fazia desejar por mais, como tudo em sua vida, o poder nunca lhe pareceu o bastante, forçando a si mesmo a ir mais longe e além, emanava mais e mais energia para a barra, deixando as correntes dispersas pelo corpo. Alguns raios atrevidos, desprendiam-se de Arkyn, acertando os metais próximos, o que não era de todo ruim, considerando que o maquinário era o alvo deles, mas até que pondo aguentaria antes dos raios baterem em algo além? Seus olhos seguiam a movimentação do Charming, os aparelhos sendo lançados em sua direção, atraídos pela barra que mantinha em mãos. Normalmente teria pavor de ver as maquinas mais perto, mas naquele instante não sentia nada, nenhuma emoção que fosse. Ouviu os dizeres alheios, limitando-se a um concordar de cabeça, já que aguentar firme não se apresentou como uma questão problemática, soltar a barra, por outro lado, seria um problema. Era como abrir mão do poder, abrir mão daquele momento e Haddock nunca foi muito bom nisso, tampouco tinha consciência para fazê-lo. Manteve-se pregado ao objeto, alimentando-o de energia, enquanto um embate interno começava em seu ser, a consciência de Arkyn falava baixo como um sussurro, fazendo-se mais forte e presente a cada nova palavra, dizendo-lhe para deixar ir, do contrário morreria ali. Isso era o último que desejava e por isso, soltou a barra quando foi ordenado. A liberação do objeto, desligou os poderes, fazendo Arkyn cair sobre o chão recém fechado, fraco e levemente atordoado. Ouvia a voz de Maekar distante, mesmo que estivesse tão perto, era o sinal de sua fraqueza aumentando. "acho que sim.", comentou quase sem forças, "conseguimos??"
Shadow caminhava sem um rumo certo pelas ruas de Norvina, buscando algo que pudesse entretê-lo enquanto tentava evitar a Floresta dos Espíritos, fosse pela ideia de realmente haverem espíritos vagando pelo local ou pela ideia de outros problemas que seria obrigado a resolver se visitasse o local. Com o olhar atento aos lugares por onde passava, não deixou de notar uma outra figura, conhecida, que se aproximava. "E aí, sumido. Não te vejo desde aquele dia..." E com 'aquele dia', se referia ao dia em que escaparam do confinamento compulsório de Tremerra e se aventuraram pelo portal. "Espero que não tenha te dado problemas..."
Arkyn respirava profundamente o ar do centro da cidade, o cheiro era de liberdade, de um dia de folga depois de semanas em regime rigoroso de vigilância e disciplina. Era ótimo estar do lado de fora, até o clima parecia mais agradável, o que lhe era estranho, visto que estava sempre completamente coberto pelas vestes longas, escuras e quentes. Vagava pela cidade, desatento e sem rumo, quando avistou outrem de longe e decidiu aproximar-se com um largo sorriso nos lábios. Felizmente, sua presença não parecia estar atrapalhando nada, visto que também foi bem recebido. "Aah sim! Acho que teve sorte de não esbarrar comigo nas rondas.", comentou com um risinho de canto. Certamente não atribuiria punições ao outro, mas tinha que manter as aparências. "voltamos a tempo, não foi? Ninguém comentou nada, então imagino que não sentiram nossa falta tanto assim.", respondeu ao dar brevemente de ombros. "escapar foi bom, mas confesso que estar livre outra vez é bem melhor. Veio aproveitar a liberdade também?"
Apesar da confusão que instalava na academia Lector era bom em fingir que tudo estava bem, que estava sob controle e nada o preocupava, mas não era burro de não saber que tempos sombrios já tinham chegado e talvez aqueles dias pudessem ser os últimos da calmaria. Então por que não aproveitar para ficar um pouco com os amigos? "Ri mesmo senhor mela cuecas, pelo menos eu tenho uma atrás de mim e tu tá fugindo de quem tu gosta" resmungou um tanto irritado afinal aquela mulher estava dando nos nervos e ele não fazia ideia de como se livrar daquele encosto. Só que por fim deu uma risada da própria desgraça aceitando o baseado e dando uma tragada longa antes de deitar a cabeça na pedra atrás de si "Pior que não duvido nada que eles fazem de propósito para desviarmos. Sabe minha vontade? Me fingir de besta e sair atravessando geral. Se algum conseguir me tocar vai é bater aqui" ele deu um tapinha no peito com aquele ar orgulhoso, até porque era um puta peitoral. Seu olhar foi para longe na janela vendo algumas almas atormentadas. No fundo ele tinha uma certa esperança de encontrar o pai naquele meio, mas era uma ideia infantil e sem muito fundamento "Será que tem um jeito de mandar eles de volta? Sei lá! Os filhotes de Hades deviam ser capazes de resolver, exorcizar um a um de volta para o raio que o parta... Tem um maluco que só berra. Literalmente, abre o berreiro se você chega a uns 2 passos dele. Morrer para virar isso?"
Arkyn suspirou cansado com as palavras alheias, negando ao sacodir a cabeça para os lados. "eu estava fugindo, por algum tempo, mas agora não mais.", e dizia isso com tanta naturalidade, que nem parecia que fugiu algum dia. Lhe era interessante perceber como tinha mudado, como antes o que negava e evitava com todas as suas forças, agora era algo que se encaixava tão bem com ele, era tudo que queria. O olhar voltou-se para o amigo, o riso divertido tomando conta de seus lábios ao que o ouvia continuar a falar. "seria realmente uma boa, mas nem tudo é tão simples no nosso mundo, não é mesmo?", nem mesmo os fantasmas, visto que conseguiam deixar a floresta e agora estavam ali entre eles. "acredito que seja desconfortável atravessa-los, mas se fizer, me diga depois.", ele certamente gostaria de saber, mas odiaria ser a cobaia daquele teste, fantasmas estavam além do que ele conseguia tolerar. "não sei, mas poderíamos perguntar para eles depois. Se é que Gothel já não considerou o mesmo.", o que seria um pena, uma vez que conversassem com a mulher, existia a grande chance de simplesmente não ajudarem. Ela não era a melhor influenciadora ali dentro, sempre usando as piores táticas para convencê-los de algo. "deve ser um verdadeiro pesadelo. Acho que tem que morrer de uma forma muito merda, pra acabar preso na floresta e desse jeito. Meu conselho é que use tampões de ouvido, meu amigo.".