MADELAINE PETSCH – Por Glinda e sua varinha mágica! Olha só se não é CALITHEA NIGHTINGALE caminhando pelos corredores da TORRES DOS PESADELOS. Por ser filha de MALÉVOLA, é previsto que ela deseje seguir caminhos parecidos com o dos pais. Ao menos, é o que se espera de alguém com VINTE E SEIS ANOS, mas primeiro ela precisará concluir o MÓDULO II DOS MOCINHOS , para depois se assemelhar como um conto de fadas
NOVO CONTO: Vsna — Caçada Mortal.
RESUMO: Malévola sempre contou que a filha nasceu de uma flor-monstro e jamais revelou o pai da criança. As fadas Fauna, Flora e Primavera, ao saberem do nascimento de uma cria de Malévola, decidiram se vingar de sua inimiga e abençoaram a criança assim como fizeram com Aurora. Calithea, a filha da vilã, fora abençoada com gentileza, bondade e graciosidade. Além disso, cresceria com uma intensidade de sentimentos dignos de uma princesa. Um belo pôr do sol? Cali suspira emocionada, com lágrimas nos olhos! Filhotes fofinhos? A verdadeira fraqueza dela! Isso abalou bastante a relação mãe e filha e ao entrar na adolescência, Callie fingiu que um dos milhares de feitiços da mãe deu certo e que a benção das fadas fora quebrada. Mentira, claro! É trabalhoso ostentar uma cara de desprezo por aí, mas ela consegue.
Segundo Malévola, Callie nasceu de uma flor-monstro que plantou em uma noite de lua cheia. Jogou um feitiço em uma planta gigante e pronto, alguns meses depois, ao invés de flor abrir e exalar o típico cheiro de carne podre, suas pétalas enormes entregaram uma criança de cabelos vermelhos. Essa é a história contada por Malévola, mas Calithea nunca levou muito a sério. Porque tinha umbigo, então? Agarrava-se a isso para acreditar que tinha nascido de sua mãe, embora isso significasse que seu pai era uma incógnita. Bem, não parecia ser Diaval. O pássaro nunca pareceu grande fã de Calithea e Malévola nunca se referiu a ele como pai de sua filha. Ora, preferia acreditar que não era ele. Havia outras coisas com as quais se preocupar.
Como sua benção.
Sim, isso mesmo.
Quando Fauna, Flora e Primavera souberam que Malévola havia tido um bebê, espreitaram por portais e foram parar nas florestas da Terra do Nunca, onde a fada do mal e sua criança habitavam. Fauna, Flora e Primavera fizeram então como um dia haviam feito com Aurora: abençoaram a filha de Malévola com as coisas que poderiam ser consideradas as piores entre os vilões. Calithea seria boa. Calithea teria emoções. Mas não emoções quaisquer, emoções intensas que a afogariam em bons sentimentos. Calithea seria puro coração. Bonita, bondosa, talentosa… Uma verdadeira princesa. Ou quase isso. Tudo aquilo que Malévola odiava em Aurora, todo o oposto do que tinha desejado para a outra princesa em seu batismo. Era o castigo que as fadas entregaram para Malévola: que sua filha fosse tudo aquilo que detestasse. Malévola não conseguiu dizimar as fadas a tempo, porque elas fugiram rápido demais e porque sua filha estava chorando. Um som belo, como o cantar de um pássaro que lhe rendeu a alcunha de Nightingale. Se era parte da bênção ou uma habilidade herdada de sua própria espécie, os dark fey. De qualquer forma, Malévola ficou desesperada e se dedicou a quebrar a benção da filha.
A benção das fadas acabou por afastar mãe e filha, porque Malévola não suportava ver Calithea crescendo cheia de graça e bondade. Não era para ser assim! Todas as suas poções e feitiços não davam resultado. Infelizmente, Callie percebia isso. Até que um dia, aos nove anos, fingiu que tinha dado certo. Fingiu que estava diferente, que não sentia mais nada, que a magia da mãe a havia transformado. Tudo mentira, óbvio. Mas Malévola, que já estava sem esperanças, acreditou. Callie chorou a noite toda, devastada por ter que mentir para a mãe. Pedrinhas coloridas permearam seu quarto.
Ela sustentou a mentira por um tempo, fingindo maldade, fingindo que não tinha sentimentos bons, escondendo suas lágrimas. Mas ela é boa e para a filha de uma vilã, esse é o maior defeito. Não basta ter sido designada como a mocinha com um final trágico em um conto, para a grande decepção de sua mãe, Callie é boa. Sensível. Emotiva.
Mas é claro que ninguém jamais desconfiaria. A benção das fadas é um segredo e Calithea tenta disfarçar isso a todo custo. Graça natural? Não mesmo, as vestes escuras e os coturnos disfarçam qualquer traço de princesa elegante. Emoções? Não mesmo, ela se tornou uma expert em resting bitch face. A jovem conseguiu construir cuidadosamente sua persona de filha de vilã enquanto guarda seus segredos a sete chaves. Ninguém sabe que se emociona com o pôr do sol. Ou com as flores. Ou com filhotinhos fofinhos. Às vezes é impossível resistir e alguns diamantes e esmeraldas rolam de seus olhos sem que perceba… Bem, nem tudo é perfeito e Calithea sabe disso.
Os animais a adoram. Há um magnetismo que atrai as formas de vida ao seu redor, o que faz com que ela tente ser a mais antipática e desprezível possível. Não é uma tarefa fácil. Porém, livros antigos parecem apontar um caminho tortuoso para quebrar sua benção e Callie fará de tudo o possível, porque tudo o que deseja no mundo é dar um pouco de orgulho para a sua velha.
Poder: Produção e manipulação de minerais. O corpo de Calithea produz pedras precisas, as quais ela pode expelir no formado que quiser. Em um nível mais avançado, pode transformar a si mesma e tudo o que tocar no mineral de sua escolha.
Daemon: de um ovo rosa nasceu um dragão rosa, ao qual Callie deu o nome de Apophis. Quando entrou na academia, ficou encantada com a possibilidade de haver uma criatura com a qual não tivesse segredos. Mas ele demorou a eclodir e por muitas noites Callie chorou achando que seu dragão jamais nasceria… Mas em certa manhã, o animal nasceu com suas escamas rosas pink e extremidades em um tom mais claro. Os chifres e garras pretos. Apophis não cresceu muito, mas o suficiente para ser montado. Comparado aos dragões de outros descendentes, é pequeno, do tamanho de um cavalo e pouca e pouca envergadura nas asas. É um animal muito quieto e obediente, que gosta de longas horas de carinho e da companhia de outras pessoas e dragões, sendo muito amigável, apesar de um tanto reservado e cauteloso. Apophis não é muito forte, mas daria sua vida por Calithea se necessário. Sua maior qualidade está em sua velocidade e lealdade. É um dos dragões mais rápidos, o que sempre garante a posição de atacante de Callie. Costuma ter medo dos poderes dos descendentes e de barulhos altos, mas jamais foge por conta de sua lealdade e obediência. Não é nada agressivo ou competitivo. Seus momentos de maior ferocidade é quando sente que Calithea possa estar em perigo ou quando alguém a desrespeita e intimida. Quando não está na companhia de sua descendente ou nos treinos de dragonball, Apophis pode ser encontrado dormindo. Talvez seja o dragão mais dócil na Academia.
evangeline encarava o interior da bolsa que o professor de herbologia havia ofertado há alguns minutos dividida entre usar o pequeno recipiente de vidro para arremessar na cabeça de alguém ou derramar o líquido estranho na goela da diretora. ocupava-se em pensar naquele dilema até ser interrompida pela presença repentina de calithea. ⸻ se for pra enterrar alguém, tenho que pensar a respeito. mas se esse alguém tiver prendido a mãe da luna em uma torre há algumas décadas atrás, eu com certeza estou dentro. ⸻ sorriu amarga. claro que sabia que gothel não era o mal do mundo comparando a tríade das vacas malignas, mas alguém precisava ser alvo de sua raiva naquele momento. ⸻ lágrima de jacaré? pra que você quer isso? ⸻ aquele era um material raro. evangeline nem conheceria se não fosse por mama odie e seu estoque de quinquilharias, bizarrices e outros elixires de origem duvidosa que ela mantinha em seu acervo no bayou. ⸻ é normalmente utilizados para feitiços de amarração. quer prender alguém amorosamente? ⸻ olhou desconfiada para a amiga, puramente implicante. ⸻ estou muito curiosa sobre o que você fará com essa informação.
— Nada de enterrar ou prender pessoas, não faremos nada nessa vida. Eu espero... Vamos deixar essas esquisitices para a outra existência, hm? — Não considerava que sua próxima... reencarnação, Vsna, teria uma vida esquisita demais. Bem, ser presa por um demônio em uma adaga era o suficiente, mas sabia bem que alguns de seus colegas enfrentariam coisas que poderiam ser consideradas piores ou mais complicadas. — Eu quero isso para... — Um vulto atrás de uma árvore chamou a atenção rapidamente de Callie, mas sabia que a floresta estava cada vez mais estranha e cheia de perigos, portanto voltou-se totalmente para Eva de novo. — É apenas para um experimento. Estou sempre brincando com poções! — Defendeu-se, surpresa com a ideia dela. — Nunca pensei em fazer algo assim, nem pata mim mesma ou para tentar vender para os outros. — Deu de ombros. Por sorte, estava tudo bem com sua vida romântica e mesmo se não estivesse, não tinha vontade de recorrer a métodos menos ortodoxos. — Não farei nada com essa informação, não preciso. — Mas os olhos estavam curiosos em direção a filha de Tiana e Naveen. — Mas e você? O que você já fez com essa informação? — Gostaria de saber também da informação e possivelmente das aventuras da amiga. Achava ela curiosa e impulsiva o bastante para fazer algo assim, embora não soubesse se suas suposições estavam corretas.
Starter para @calitheas
Local: Floresta dos espíritos
Gothel parecia ter feito aquilo para ser um castigo para todos os estudantes, um suplício só pelo seu bel prazer e para facilitar o trabalho que ela teria para resolver por si só. Okay que para alguns seres aquela tarefa estava sendo praticamente uma brincadeira, gostavam do que faziam e isso com toda certeza era algo que Lector não entendia. Ao ponto dele estar com uma cara de bunda atrás de Calithea só estendendo para ela o que pedia "Sinceramente, eu voto da gente explodir toda a floresta. A gente acha o resto dos corpos e leva para outro lugar. Pronto, problema dos fantasmas resolvido" resmungou ao ver o gritão fazer um escândalo a uns metros de onde eles estavam. De todos ele desgostava muito mais daquele infeliz do que daqueles que davam sustos "Eu juro, se um dia esse lugar tiver paz pode ter certeza que o apocalipse tá vindo"
Calithea costumava gostar da floresta... Até alguns dias atrás. Quando ouviu sobre os espíritos, a principio achou normal. Ora, era um mundo cheio de magia mesmo! Uns fantasmas não eram nada. Porém ao perceber que as aparições não pareciam tão amigáveis e possuíam um teor sombrio, ela se assustou um pouco. Ainda assim, aceitou ir na floresta com Lector, porque queria saber como estavam os animais e confiava no amigo, além de que tinha a tarefa de Gothel pra cumprir. — Não acho que tenha como encontrar corpos tão facilmente... — O kit dado pela diretora parecia básico demais. — Teria como fazer um feitiço de localização, mas seria interessante ter algo pessoal do falecido. Não sou muito bom com feitiços também, poções são mais a minha área. — Quase encolheu os ombros, sentindo-se meio inútil. — Você acha que os animais está bem, Lector? Essa floresta parece mais sombria e silenciosa do que de costume.
Não julgava as pessoas por nunca terem cogitado as desvantagens de sua telepatia, principalmente aquelas que não a conheciam com muita intimidade, pois acreditava que já deveria ter desenvolvido maior controle sobre ela depois de tantos anos estudando para aprimorá-la. Era uma frustração que a assombrava diariamente. Interessou-se pela sugestão dada pela ruiva, pois lhe parecia extremamente efetiva, contudo, reagiu com uma careta de desprazer ao imaginar o cenário citado. ── Animais e plantas?! Por Merlin, eu já teria perdido a cabeça se meu poder fosse abrangente assim. Os humanos já me cansam o suficiente. ── O riso soprado denotava alívio pela realidade não ser tão aflitiva quanto poderia. ── Você queria escutar qual dos dois? ── Perguntou por curiosidade, interessada em descobrir o motivo para a tal inveja. Certamente seria interessante poder se comunicar com aquelas criaturas. Levando o canudo até os lábios para um novo gole de seu milkshake, depois de sua oferta ser recusada, Rider contemplou a possibilidade de se refugiar na floresta quando julgasse necessário. ── Mas essa ideia de me isolar por um tempinho seria interessante, pra recarregar as energias e tal. ── Assentiu, sorrindo para a outra. ── Você costuma fazer isso? Aceito sugestões e dicas.
A pergunta era difícil para Callie. — Acho que não consigo escolher. Converso com animais e plantas como se fossem capazes de responder, então gostaria de saber se tem algo a dizer. Ou se, sei lá, não passa muita coisa na cabeça deles. — Riu com a ideia da mente de alguns animas ser apenas um deserto com um monte de bolas de feno rolando. — Sei que tem alguns que falam, plantas e animais em Neverland e Moors, mas eles não são agradáveis. — Acreditava que eram criaturas desagradáveis afetadas pela magia vilanesca, portanto... mal educados, em sua maioria. — Eu faço muito isso! — Animou-se ao falar. — Sempre que dá e é permitido sair de Tremerra, pelo menos. — Quase suspirou, lembrando de como os dias presa tinham sido um tormento. — Gosto de fazer trilhas, caminhadas longas para lugares que considero interessantes. Tem um lago com um monstro, ele não sai de lá, então é só não entrar na água. A visão é bonita, a água é bem azul. E uma caverna de cristais, que dizem que no fundo há uma passagem direto para o inferno. Existe a montanha mais alta de Norvina, que parece tocar as estrelas e é bem bonito no topo pela noite, longe das luzes da cidade e perigos metropolitanos. — Disse, sentindo falta de se aventurar pela cidade. — Podemos ir juntas um dia, prometo que minha mente costuma ser silenciosa. — Gostava de meditar, ou pelo menos tentar, então não seria um problema silenciar seu mente. — Depois de você ir sozinha e experimentar um pouco de paz, claro.
𝖆𝖚 𝖆𝖚 │ ━ tudo bem, eu não vou te julgar. ━ ergueu as mãos em redenção entre um sorriso, estava feliz de ver calithea bem. ━ não sou seu medico. ━ sussurrou entre uma piscadela cumplice. ━ como você tá se sentindo? ━ perguntou um tantinho preocupado com a amiga. ━ queria algo mais forte... será que dá pra fazer um milkshake com álcool? ━ estivera pensativo sobre, parecia uma boa combinação, seria doce e o faria esquecer os problemas um pouco.
— Como estou me sentindo? — Repetiu a pergunta, deixando o milkshake de lado para refletir brevemente. — Eu estou bem, mas estou com raiva, um pouco ansiosa e assustada. É um mix estranho, certo? Mas é impressionante o leque de emoções que podem ser sentidas ao mesmo tempo. — Disse, levando de volta o canudo para a boca. Após a quebra de sua benção, tudo parecia demais e ao mesmo tempo. Tudo intenso demais, as emoções quase vibrando. — Eu não tenho certeza, mas você pode tentar pedir. Deve ficar bom, certo? Não é todo mundo que gosta de vodka ou whisky. — Fez um sinal para uma garçonete, para saber se o pedido do amigo era possível.
Mesmo com o esforço de Calithea em animá-la, Hazal já percebia que naquela venda também não encontraria nada sequer parecido com um grimório. Lembraria-se de reclamar com Jabez por ter colocado aquela ideia em sua cabeça. Quando Calithea mencionou o quarteirão de bruxaria, Hazal ergueu o olhar, seus olhos encontrando os de sua amiga. Uma mistura de dúvida e esperança refletia nos olhos de Charming enquanto ela processava a ideia. Fazia sentido que fosse a melhor opção para encontrar o objeto, mas seria aceita no lugar? Não achava que sua família era querida pelo grupo. "Eu ia falar que estava receosa de ir, mas sabe de uma coisa? Vou arriscar! Pelas fofocas do Pinóquio, eu sou uma terrível cúmplice do meu pai morto, então entre os mocinhos eu também já não sou querida. Que seja então!" Tomou a mão da amiga e juntas, avançaram pela rua movimentada em direção ao tal quarteirão de bruxaria mencionado. O ambiente estava carregado com a mistura de aromas de especiarias e poções mágicas, além de uma nevoa esquisita que também envolvia o ambiente. De fato, parecia que estavam em meio a um filme de bruxas. "É, Callie... Você tinha razão. Se não encontrarmos o grimório aqui, não adianta procurar em mais lugar nenhum."
No era o momento ideal, mas Callie gostava da determinação de Hazal e da força impregnada em suas palavras. Parte de si, no entanto, pensou em como as sentenças da outra pareciam significar que estava sem um lugar no mundo. Não queria falar mais de coisas tristes. — Posso contar várias pessoas para quem você é querida, ok? — Cedeu ao sentimento de tentar confortar ela de alguma forma, agarrando o braço da outra para levá-la consigo até o local indicado. Era uma parte mais afastada do mercado, sombrio e obscuro, mas com os cheiros das ervas e algumas especiarias das quais Calithea tanto gostava. Não se importava que a luz do sol parecesse não chegar até ali, porque algo no ambiente também fazia com que se sentisse em casa. — Nós vamos encontrar. — Garantiu, observando ao redor em busca de uma loja onde já tinha comprado algumas coisas para suas poções experimentais. Tinha uma fechada de ferro, em nada semelhante ao aesthetic de bruxa. — Minha loja preferida. — Disse, com afeição na voz. Determinadas vezes se considerava mais como uma fada, afeiçoada a magia para as boas causas, mas tinha sido criada por Malévola, não conseguia evitar. — Aqui, adoro esse lugar. — Proferiu ao abrir a porta, o ambiente escuro as recebendo com uma névoa esverdeada. — Não se preocupe, não é tóxica, embora seja incômoda.
— Seja honesto, você acha que os fantasmas fizeram algo com isso? — Apontou para o quadro, que parecia um pouco diferente da última vez no qual tinha visto. Calithea, no entanto, não conseguia apontar exatamente o que. — Não sabia que eles gostavam de arte! — Resmungou, porque também não era a melhor, mas cada vez mais encontrava prazer em tentar retratar a realidade. Ou quase isso. Era interessante pensar que algum feito seu ficaria para sempre naquele mundo quando fosse para a outra realidade, portanto não gostava da ideia dos fantasmas mexendo com aquilo. — Eu preciso procurar algum feitiço para afastá-los. — Comentou com um pouco de raiva, voltando-se para o amigo. — Já teve alguma experiência ruim com eles? Porque eu felizmente não vi nenhum, mas sinto que eles estão por perto, sempre prontos para tornar a vida um pouco mais difícil e assustadora. — Não tinha tanto medo assim, mas tinha curiosidade e irritação.
— Evangeline, preciso da sua ajuda! — Calithea aproximou-se da amiga assim que viu a figura conhecida, parando-a de repente e torcendo para que não estivesse sendo incômoda demais, porém realmente precisava de ajuda. — Não sei se vai conseguir, mas estou tentando fazer uma poção que precisa de... — Voltou a olhar o celular com curiosidade, passando pelas centenas de abas abertas até conseguir encontrar sua receita. — Achei! Hm, lágrimas de jacaré. Céus, tem alguma ideia de onde encontrar essa coisa? — Sabia que os pais dela em algum momento tiveram amizade com um... crocodilo? Jacaré? Não sabia ao certo, mas imaginava que Eva pudesse ser de alguma ajuda em sua procura. — Mas o mais importante, você sabe como essas lágrimas são extraídas? — Como defensora dos animais, era importante saber se estes não eram machucados ou entristecidos no processo de retirada das lágrimas.
Lamentavelmente, a doçura na voz de Calithea não conseguiu dissolver a inquietude profunda que corria nas veias de Korak. Cada vez que o assunto voltava à tona, suas lembranças dolorosas pareciam ressurgir do abismo sombrio em que se escondiam. O relato de seus ataques contra a amiga – ou melhor, suas brutalidades – ainda assombrava sua mente. Recordava-se vividamente dos momentos de agressão, um predador feroz lutando para subjugar sua presa. A imagem de suas unhas, mais afiadas do que garras de um leopardo, cravejadas no corpo dela, sem espaço para que escapasse, atormentava seus pensamentos. Porém, diante daquele cenário perturbador, ela emergiu, de alguma forma, uma sobrevivente resiliente. "Fico feliz que não seja tão fácil te derrubar", expressou, tentando aliviar o peso da culpa em sua consciência. Apesar de aparentemente sã e salva, Korak vasculhava com olhos inquietos o corpo da amiga em busca de marcas indeléveis deixadas por suas mãos impiedosas. "Parecei que acordei com uma ressaca daquelas", murmurou, compreendendo que uma parte da dor podia ser atribuída às torturas mentais infligidas por Hazal e, outra parte, de seu total descontrole. "Demorou para resgatar boa parte das lembranças do que se passou após a queda de Jhonathan", confessou, perdido entre flashes desconexos de sua mente. "Mas algumas coisas retornaram, especialmente do que fiz a você." Uma mistura de desconforto e pesar inundou seu semblante, carregando o olhar de Korak de arrependimento e tristeza. "Eu... eu posso ver o machucado?"
As sobrancelhas se uniam em preocupação ao ouvir os relatos de Korak. Também tinha uma leve dor na cabeça, semelhante a uma ressaca e as memórias pareciam um pouco embaçadas; recordava-se nitidamente da dor, da dificuldade de respirar, o torso e a cabeça doendo. Alguém ajudando... Ainda não sabia quem. E o acordar meio desesperado, dolorido, o preocupar com seus amigos. Felizmente, todos estavam bem. — Acho que é normal uma dor de cabeça após um evento traumático. Acho que todos os estudantes dessa academia a essa altura devem ter algum tipo de dor crônica. — Poderia dar uma risadinha, mas sabia que o ato poderia causar alguma dor. — Você não precisa se preocupar. Não é culpa sua. — Convencia a s mesma também. Não sentia raiva do amigo, embora agora o olhasse de forma diferente, sabendo de toda a capacidade que se escondia após a expressa camada de gentileza. — Ver não vai fazer com que se sinta pior? — Indagou, mas ainda assim respirou fundo o máximo que podia, erguendo sua blusa. Parte do seu sutiã exposto, mas Korak era como um primo adorável, não sentia esse tipo de vergonha próximo a ele, mesmo que já tivessem trocado provocações. Os hematomas se espalhava, pelas costelas e parte da barriga, as manchas roxas escuras, com bordas verdes, que doíam só de Callie imaginar tocá-las. Felizmente, interessada na arte da cura, sabia as poções certas para tomar para ficar bem novamente e com o auxílio dos especialistas, logo estaria inteira de novo. — Está tudo bem, Korak. — Garantiu. — Na verdade, acho que isso aqui foi até um pouco de culpa minha. — Brincou, abrindo um sorriso. — Consigo me transformar em pedra, sabia? Estaria ferrado se eu tivesse me tornado um diamante. Acho que é um sinal para eu dar mais atenção aos meus poderes. E você aos seus, porque é impressionante o que consegue fazer.
Existia uma lado bom de ter aquela relação com Calithea, assim ele poderia ouvir e entender um pouco mais do outro lado da história, não que a sua mãe ou o seu pai tenham contado uma versão única deles em que a Malévola era apenas uma mulher sem coração, na verdade, Stefan entendia nas histórias que eles contavam, de que entendiam o coração amargurado da rainha das fadas, por isso que facilmente complementavam de que Stefan não deveria alimentar sentimentos negativos por ela. “De…?” Sussurrou como se a incentivasse a continuar, mas quando a frase seguinte não parecia com a anterior, ele entendeu que ela não estava confortável em falar sobre aquilo, sorriu e assentiu de leve. “Consequência do que? Você foi afetada pelo o que aconteceu?” Ainda que o rapaz não soubesse ao certo o que houve, ele entendeu que muitas pessoas saíram machucadas, seja com sangramentos no ouvido ou consequência do descontrole de seus poderes. E então os olhos caíram até a sua mão machucada, suspirando enquanto erguia para que ela pudesse ver melhor. “Isso não foi consequência daquela noite… quer dizer… eu fui afetado e tudo mais, mas… isso aqui…” Engoliu em seco, olhando a sua volta de maneira discreta, suspirando em alívio ao perceber que estavam sozinhos. Ele retirou a faixa do curativo, percebendo mais uma vez que o corte estava maior, fazendo um tipo risco que parecia com a silhueta marcada em seu dedo anelar naquele sonho esquisito que teve antes. “Cada dia que passa, fica maior… acho que foi a sua mãe que me fez isso e… eu acho que vamos ter que conversar sobre isso, Callie”
— Eu fiz uma coisa que poderiam ter consequências. Sabia do risco e aceitei, estou enfrentando isso agora. — Era mais simples do que contar a história de seu nascimento caótico, de como tinha sido abençoada e como havia reunido coragem para quebrar aquilo. — Eu fui afetada, mas não tanto assim. — Tinha ficado com dor de cabeça no momento e uma maior depois ainda, mas sabia ser resultado do ataque de Korak. Ela observou com atenção cada ação e palavra de Stefan, deixando o arco de lado, desistindo as flechas por enquanto, principalmente quando ele falou de Malévola. Certo, ela era uma vilã. Nunca tinha sido um exemplo de pessoa ou mãe, mas ainda assim sentiu um incômodo, uma onda de irritação varrer o corpo quando Stefan a citou. Malévola tinha ganhado, pronto. O que iria querer com o filho de Aurora? O pensamento dela dedicando qualquer tipo de atenção era amargo, fazendo com que Calithea o olhasse com certa desconfiança. — Por que acha que foi ela? — Sem querer, as palavras saíram na defensiva. — E porque temos que conversar? Eu... não sou minha mãe. — Tentava não ser, pelo menos. — Não tenho muito a ver com o que ela faz. Escolhi um caminho diferente. — Proferiu, tirando os olhos do ferimento dele, para que não percebesse o quanto o assunto a irritava.
៹ 𓏲࣪ “ ━━━ espero que sim." ao menos o dragão talvez não se afastasse de si como as pessoas em sua vida tendiam a fazer. tudo parecia voltar seus pensamentos para isso, era um pouco irritante ao seu ver. entrando na sala espaçosa e cheia de equipamentos, jabez franziu o cenho pois agora começava a parte esquisita: colocar luvas por cima de suas luvas. por sorte, as suas se adaptava às necessidades e agora se transformavam rapidamente em um tecido mais fino, era o suficiente para que colocasse as de látex por cima delas. a máscara foi colocada em seguida e puxou um jaleco também para proteger as roupas de qualquer substância que pudesse respingar em si, fosse veneno do animal ou algo que usassem. no momento, jabez se aproximou da criatura morta e ergueu as sobrancelhas, ele parecia extremamente conservado. “ ━━━ definitivamente funciona diferente. eu sei que coloquei muito formol mas nem aquilo ia ser o suficiente pra preservar assim." comentou com curiosidade e interesse. “ ━━━ vamos. mas vamos fazer uso da câmera?" questionou, apontando para o item no teto bem em cima da mesa focando o monstro, antes de começar a separar as ferramentas que iriam precisar para o experimento.
Distraiu-se o suficiente com as luvas tecnológicas do amigo para esquecer do jaleco, mas o colocou assim que o viu fazendo também. Parte de si estava super animada, sentindo como se finalmente pertencesse a um lugar onde sempre quisera estar. A curiosidade seria sanada, poderia ajudar seus colegas a como combater monstros com mais eficácia e pensava também, que se houvesse algum veneno, poderia ser usado em antídotos e remédios. — Ah, sim. Claro, podemos usar a câmera. É importante documentar. — Proferiu, aproximando-se novamente. Dessa vez Calithea puxou a maca com mais força, parando-a mais perto de ambos, tirando totalmente o tecido que cobria a criatura. Pegou um bisturi na bandeja separada pela amigo. — Desculpe, vou rasgar sua barriga. — Disse à criatura, mesmo que não houvesse ali mais vestígios de vida. O rosto parecia sereno, quase humano, o que tornava as coisas meio desconfortáveis. Calithea passou o equipamento pelo monstro, cortando as penas e camadas de pele. Um ar fétido pareceu deixar o monstro, o que fez com que a ruiva retorcesse o rosto. — O processo de decomposição parece semelhante ao humano, hm? Gases se acumulam no corpo após a morte? — Era apenas uma teoria, portanto voltou-se para o amigo.
Seu olhar permanecia atento as sinais e expressões de Calithea, notando o pequeno rubor que surgia em suas maçãs, a risada que lhe deixou escapar e aquele ar diferente, confiante e até mesmo ousado com o qual se portava e falava. O sorriso se alargou em seus lábios ao ouvir pela primeira vez o apelido proferido por outrem. Gostava de como tinha soado, parecendo certo que fosse assim. "Sim? E quais seriam essas muitas outras?", perguntou genuinamente curioso, enquanto corpo se arrastava para mais perto do dela, ansiando pela proximidade como sempre fazia. Sua garganta pareceu secar outra vez diante o olhar e o comentário que se seguiu, fazendo-o engolir seco ao que sentia o corpo ser atingido novamente por uma onda de calor, que se acumulava no baixo-ventre. No impulso elevou uma das mãos até a lateral do rosto alheio, os dedos arrastando-se na pele, afundando na curva do pescoço antes de se enroscarem nos fios vermelhos ali presentes, afastando-os para dar espaço aos lábios, que logo roçavam sobre a pele agora exposta do pescoço. "quer dizer assim?", provocou em um sussurro, subindo os lábios de encontro ao ouvido da ruiva, sustentando a proximidade mesmo que dissera o que lhe era amargo, pois com isso ele também concordava, odiava ir embora, por isso não se afastou. O risinho divertido saindo de seus lábios ao final das últimas palavras ouvidas, antecederam o mordiscar no lóbulo da mais nova, dentes se arrastando na pele, antes de soltar-lhe e voltar o rosto para frente do dela, buscando pelas orbes claras. "tem razão, é realmente doce.".
— Vai me fazer falar todas essas coisas doces? — Perguntou, quase soltando uma risada, tomada pela vergonha. Não conseguia sequer flertar sem ficar com muito vermelha, mas gostava da sensação quente, principalmente quando os dedos de Arkyn passeavam pela sua pele a cabelos. Melhor ainda quando eram os lábios dele. Sabia que estavam em público e a notícia do momento poderia chegar à Malévola, mas Calithea não se importava porque queria, acima de tudo, ficar com Arkyn e aceitá-lo por inteiro, mesmo as partes sombrias que poderiam ser difíceis de amar. Callie queria amá-lo por inteiro, seu corpo ansiando pela presença dele, sempre por mais beijos e toques. — Sim, isso é muito doce. — Quase suspiro, as palavras envolvidas em uma carícia, o que acontecia apenas quando eram dedicadas à Arkyn Haddock. Parecia que estava sem ar, o coração batendo forte, seus membros quentes. Arkyn a desconectava da realidade, tirava seus pés do chão e era sempre fácil deixar-se levar por tudo o que sentia quando ele a olhava daquela forma. Parecia ser capaz de derreter nos braços dele. — É torturante o que está fazendo comigo, sabia? Me beijando e me olhando dessa forma... — Tomou um gole de milkshake, buscando aplacar o calor. — Quando não posso fazer muito com você aqui. You know, sou uma moça bem comportada. Não posso te mostrar todas as outras coisas doces. — Era bom brincar e provocar, porque havia uma parte de Calithea que Arkyn não conhecia, a qual ela queria mostrar para ele; uma parte que gostava muito de flertar e colocar, que gostava de usar o corpo que sabia ser bonito e apreciado. — Olha, o seu pedido está chegando! — Desviou do assunto rapidamente ao mostrar a garçonete com o pedido de Arkyn.
Os olhos da Westergaard arregalaram-se surpresos com a revelação feita pela ruiva. Claro, já tinha considerado algumas vezes que ela poderia quebrar a benção, mas nunca ousou perguntar sobre ou dar a sugestão que, aparentemente, já circulava a mente de Calithea. "estou chocada!", foi o que conseguiu dizer de imediato, enquanto ainda assimilava as informações, "juro, eu sempre me perguntei se era possível, mas acho que nunca tive coragem de perguntar, mas ei, ainda bem que fez e está bem.", era o que mais importava, pois temia que outrem pudesse acabar explodindo, literalmente, ao tentar desfazer-se daquilo, só as fadas sabiam como sua magia era forte. O suspiro fraco correu dos lábios da loira, "também acho, por isso desisti de procurá-la.", retrucou dando de ombros, e era mais simples assim, não estar apegada a ninguém quando decidisse fugir realmente daquele inferno que vivia. Um pequeno riso se fez presente nos lábios, "obrigada, eu sou incrível mesmo.", concordou em tom presunçoso. "tudo bem, pode tentar outro momento e depois me diga se foi bem sucedida.", completou, também abandonando o arco ao lado do corpo, visto que agora ficaria algum tempo na companhia da amiga. "jura? eu achava que se sentia mais humana antes, mas talvez seja todo o conceito de bondade que conhecemos, não significa que era bom ou saudável.", a pensar que Callie se sensibilizava com tudo, até com as coisas que normalmente não deveriam afetá-la tanto assim. Talvez a falta de controle de situações assim, passasse a sensação de ausência de humanidade. "é tentador, sabia? As vezes sinto que sou capaz de fazer pra valer, noutras me parece muito extremo. No fim do dia ele ainda é meu pai.", e era esse pensamento que a impedia de cortar laços com ele. "Malévola está certa, é obsoleto, mas também concordo que tenha seu valor.".
Calithea balançou a cabeça com animação ao contar para Verena. — É possível, doloroso, mas possível! Eu fiquei com medo de nunca ser capaz de viver a plenitude dos meus sentimentos antes de virar Vsna, mas acho que finalmente vou conseguir! Não apenas as coisas boas, mas ruins também. — Era sempre complexo com os sentimentos ruins, porque os sentia com animação e então deixava que fosse dominada por eles. Sentia-se como se estivesse transbordando. — Acho que essas coisas acontecem quando você menos espera. Quero dizer, sempre fui um pouco romântica, os filmes de Shadowland chegavam até mim e fui infectada com isso. — Brincou, fazendo aspas no ar. — Mas sempre acreditei, porque também vivemos isso. Aurora acordou com um beijo de amor verdadeiro, por exemplo. — Contou, parte de seu mal humor se esvaindo ao comentar de um assunto que gostava. — Aparece quando você menos esperar. — Callie, de fato, havia encontrado a pessoa que fazia seu coração bater mais forte onde menos esperava. — É, ele é seu pai que não merece a filha que tem. Na verdade, sua família não te merece. Quando quiser dar alguma lição nele, qualquer uma, estou a disposição. — Sentia orgulho em finalmente poder falar algo assim e sentir que era capaz de realizar qualquer coisa. — Quanto a mim, acho que eu vivia meio limitada, mas agora sou completa. Acho que sou boa porque quero ser e sou assim, não porque fui compelida pela magia. Isso sim é terrível. — Bufou, imaginando que se as fadas eram capazes de fazer algo assim, também não eram tão boazinhas. — Acho que gosto das coisas obsoletas. Não consigo me imaginar com uma arma. Na realidade, não gosto nem de chegar perto. — Poderia tremer apenas com a lembrança. — Prefere a modernidade ou coisas obsoletas assim, Vee? — Mudou de assunto, curiosa.
៹ 𓏲࣪ uma análise do corpo do monstro seria o suficiente para o distrair tinha certeza disso. jabez andava com a mente turbulenta, uma agonia constante e o peito pesado, apesar da sensação de vazio estar sempre presente. qualquer coisa que tirasse sua atenção disso e fizesse-o focar em outra coisa, tinha sua preferência. por sorte callie parecia compartilhar mesmo daquela sua curiosidade para com os monstros. “ ━━━ ótimo então." murmurou, oferecendo-lhe um sorriso ainda meio tenso ao aceitar a ajuda para levantar. os corredores fora da estufa eram claustrofóbicos para si ultimamente, apesar de largos e espaçosos, não aguentava mais ficar ali todos os dias. apesar da liberação dos estudantes, jazz não tinha muito ânimo para ir até norvina no dia de hoje. “ ━━━ pra mim que ainda sequer tenho um seria muito útil saber quais os pontos fracos de todas as criaturas." revirou os olhos, a falta de estudos sobre isso sempre lhe irritou. “ ━━━ tudo isso foi antes de charming, mas pelo estado dele presumo que tenha sido entre um a dois dias antes da gente o encontrar." murmurou em um tom baixo para que apenas a ruiva ouvisse. atingindo a porta do laboratório, olhou para os lados antes de a abrir para que pudessem entrar. não queria olhares curiosos sobre ambos, não quando o que estavam fazendo ali era tão incomum. “ ━━━ pelo menos é o que acho, baseio um pouco sobre comparações com animais, então não dá pra ter tanta certeza. elas podem ter um processo de decomposição bem diferente disso."
Assentiu para o amigo, a cabeça concordando com todas as coisas proferidas. Callie estava animada, escutando-o com atenção e curiosidade. — Logo você vai conseguir o seu, tenho certeza. — Por um tempo Calithea tinha sido contra a ideia dos alunos domarem dragões selvagens, acreditando que não tinham capacidade para a convivência com um animal selvagem, no entanto, ser amiga de Raven fizera com que aos poucos mudasse de ideia. Considerava que o amigo era corajoso e determinado, além de amável e merecia, mais do que qualquer pessoa, ter um amigo de escamas. — Sim, a decomposição pode ser diferente, vamos descobrir. — Proferiu ao entrar no ambiente, sendo atingida pelo cheiro de formol e todos os outros produtos químicos do lugar. Balançou a cabeça devagar, indo em direção a bancada mais próxima, onde por sorte uma caixa com luvas e máscaras estava disposta. Calithea não tinha problemas com monstros vivos, mas não sabia se os mortos também tinham a capacidade de liberar alguma toxina. Com luvas em mãos e uma máscara no rosto, se aproximou do volume tapado com um tecido branco. Desconfio ser mágico pela energia que emanava, mas ainda assim se aproximou e ergueu um pouco com desconfiança, apenas para observar um pouco. — Wow, impressionante. — Disse para Raven, colocando novamente o tecido sob o rosto da criatura. — Vamos dissecar? Precisamos de alguns equipamentos, tipo bisturi. — Os olhos dispararam para os lados, procurando pelo que era necessário.