Estar mentalmente cansado me trouxe aqui novamente. Tive uma recaída que me tragou de volta a essa região obscura dos meus pensamentos.
Após quase beirar os limites do medo, fui resgatado do vale da melancolia e abrigado à sombra do sol. Atingi um pico sem precedentes, provei dos mais doces sabores, e senti os mais refrescantes hálitos da vida, sabendo, contudo, que não estava blindado contra o mal, e ele logo bateria à porta da minha caverna.
Estar no topo foi fantástico, eu sabia que seria. Mas fui tragado na direção das profundezas novamente: aos poucos senti a terra ceder sob meus pés a ponto de não mais ver o sol.
Lá em cima adquiri boas defesas, e as coisas que antes me machucavam já não causam moléstia alguma. Entretanto, se adquiri defesas para as coisas antigas, estou despreparado para as coisas novas.
Todas as alegrias têm as suas tristezas.
De tristeza eu já conhecia bem, e precisava apenas conhecer as alegrias, o que aconteceu. Logo, então, essas alegrias me apresentaram as felicidades - as quais eu não conhecia.
O problema é que todas as felicidades têm infortúnios.
Não estou sabendo lidar com esses infortúnios, pois são novos. E o curioso é que mesmo sendo eles mais devastadores que as tristezas, estar no alto me deixou forte.
Não atingi o fosso de melancolia do qual parti, mas estabeleci uma proximidade involuntária ameaçadora.
Luto a guerra já me entregando em algumas batalhas, mas procuro me sustentar na forte mão que me elevou. Esta mão ontem durante a confissão me disse para pedir a graça de assemelhar-me ao seu Sacratíssimo Coração.
Oh quão grande habismo que nos separa. Se conheço alegrias e felicidades, vós me reservais bonanças que me escapam a imaginação.
Estou triste, abatido, melancólico e cansado (exausto). O meu desejo é o fim da guerra, mas o meu consolo é saber que sou guiado individualmente por aquele que me trouxe ao campo de batalha.