O Blog da Liga existe como arquivo oficial da Liga dos Betas, com publicação de artigos, resenhas e escrita dos mais diversos tipos, contando com a participação de membros fixos e convidados de dentro e fora da Liga.
Olá, queridas abelhinhas leitoras deste blog e seguidoras da Liga dos Betas!
Faz alguns dias que a nossa equipe não aparece por aqui, né? Acontece que ficamos muito ocupadas, como as abelhas operárias que somos, no escritório da Liga.
Agora que está tudo resolvido, voltamos para compartilhar as notícias com vocês.
Por decisão do grupo de coordenação da Liga dos Betas, estamos encerrando nossas atividades oficialmente. Isso significa que nossos projetos (como a conta no Twitter, o Instagram, o YouTube e outros) e, principalmente, nossos serviços de betagem serão fechados. Contudo, este blog no domínio do Tumblr permanecerá disponível ao público, só não será mais atualizado!
A Liga prestou dez anos de serviços à comunidade de escritores de fanfics e originais. Muita gente passou pelos nossos cargos, tivemos muitas fases e conquistamos muitas coisas. É com pesar que fechamos nossas portas, mas também com a certeza de que demos o nosso melhor!
Até o final de março, todos os autores que estão com processos de betagem ativos serão notificados individualmente por seus autores.
Agradecemos pelo apoio até aqui!
Se surgir alguma dúvida, você pode entrar em contato com a equipe. Estaremos aqui até o final de março para ajeitar tudo.
Aqui, nos despedimos,
Beijos de mel!
Afinal, essa etapa é fundamental para criar leitores fiéis e alavancar as leituras de sua obra!
Afinal, o que é público-alvo?
Quando escrevemos um livro nossa intenção é fazê-lo alcançar mais pessoas, certo? Porém, é importante compreender quem são essas pessoas que irão ler e se interessar pela sua obra e escrita. É possível criar uma forte camada de leitores, se seu livro for alvo de um certo público.
Portanto, para isso acontecer, algumas coisas devem ser consideradas como pensar para quem sua escrita deve ser direcionada. Isso cria seu público-alvo e te ajuda na hora de escrever e desenvolver sua história, uma vez que você estrutura uma “persona” na hora de escrever. Contudo, essa persona não pode interferir na sua narrativa, ok? Estamos falando sobre a linguagem usada e o conteúdo!
Vamos de exemplos:
Se você estruturar que seu público-alvo são os young adults, você considera os jovens entre 18 a 25 anos, então, sua linguagem não pode ser ilustrações coloridas e frases sobre o alfabeto nem conteúdo sobre divórcios e relacionamentos maduros. E sabe o motivo? Porque eles não vão se interessar! E isso compromete na hora de divulgar e distribuir sua obra.
É importante estabelecer seu público-alvo, direcionando os possíveis leitores para que isso engaje melhor sua história. Ainda assim, isso não impede que pessoas fora dessa métrica consumam seu livro, mas te auxilia na hora de divulgar.
Como criar meu público?
Primeiramente, é essencial que você estruture sua história. Ou seja, deixe para pensar em seu público-alvo após escrever toda a obra. Dessa forma, você não corre o risco de ficar engessado(a) na comunicação escrita entre seu público e história. Pense em etapas para elaborar seu livro e a partir disso faça uma sintese para criar o público-alvo.
Além disso, a categoria de sua obra também pode interferir na hora de escolher para quem você quer escrever. Sendo assim, se você quer recorrer à estratégias mais profundas, recomendo a pesquisa de mercado! Apesar do trabalho mais chatinho, é assim que você consegue saber para qual público cada categoria agrega mais e assim, cria seu plano de divulgação.
Apesar de você ter um público-alvo já estruturado, pode conseguir migrá-lo de uma forma bem orgânica para outros públicos: Com os meios de comunicações diferentes.
Exemplo:
Você quer divulgar sua obra young adult para um público maduro. Basta inserir uma comunicação mais atrativa para eles!
“Um romance espetacular que recria a juventude com atos de coragem e rebeldia.”
“Rio de Janeiro. É lugar para onde Gustavo e Paula decidiram fugir após uma conversa sobre as responsabilidades da vida adulta.”
Notou que em ambos os casos a história ainda permanece a mesma? Agora pense em qual público-alvo cada chamada seria mais atrativa. Lembrando de seu público exponencial, não te limita em divulgar para outros públicos, mas é preciso cautela! Não queira vender seu romance romântico em uma categoria de pessoas que amam terror violento sem que não haja nada que envolva isso!
Por fim, para estruturar seu público-alvo, lembre-se de: Entender o mercado da sua categoria, compreender para quem você escreve e divulgar muito para esse público. Assim, você verá diferença na hora de publicar sua história com muito mais views e leitores fiéis!
Todo mundo já viu aquele filme da Disney e ficou dias com a cabeça fora de órbita, né? Com certeza muitos aqui tiveram sua infância marcada por algum filme de princesa ou um filme de aventura da Disney (confesso que eu via Rei Leão em looping rsrs).
No entanto, algumas animações simplesmente ficaram esquecidas no tempo... E se você está em busca daquele sentimento quentinho de aventura e inspiração... Bom, essa lista é para você! Aqui seguem alguns filmes da Disney que podem te ajudar a relaxar no sábado à noite ou te inspirar para escrever seu novo livro, ou ainda, quem sabe, te deixar obcecado por um universo completamente novo.
1. Atlantis – O Reino Perdido (2001)
Eis aqui uma das princesas mais esquecidas da Disney: a princesa Kida, de Atlantis! Por mais que o filme não tenha feito um grande sucesso de bilheteria, a animação é muito bem feita e as paisagens belíssimas do império perdido de Atlantis são de tirar o fôlego.
Além disso, o filme é narrado pelo aspirante a arqueólogo, Milo Thatch, esse cara magrinho e de óculos que é um nerd total! Milo passa boa parte de sua vida procurando por pistas da existência de Atlantis, até que um amigo muito rico de seu falecido avô resolve ajuda-lo e financia sua expedição para encontrar o reino perdido. E como você pode imaginar, Milo e a Princesa Kida acabam formando uma parceria icônica, simplesmente apaixonante para qualquer um que assista Atlantis!
2. Planeta do Tesouro (2002)
Outro filme que não fez um grande sucesso de bilheteria, mas cuja animação é muito bem feita e de tirar o fôlego! Planeta do Tesouro conta a história do jovem Jim Hawkins, um personagem apaixonante e com uma personalidade forte. Em um mundo de tecnologia extremamente avançada, em que até o espaço possui piratas, Jim navega em uma nave com formato de caravela junto com outros tripulantes, em busca de um tesouro misterioso.
Uma animação muito bem pensada e com elementos bem steampunks, mesclando o retrô ao futurismo. É o filme que vai te despertar aquela vontade de viver uma aventura!
3. A espada era lei (1963)
Aqui temos uma animação um pouquinho mais antiga, mas não menos interessante! Já esquecida pelo tempo e os vários sucessos atuais da Disney, A espada era lei conta as origens humildes do pequeno Arthur, que vem a ser o grande e fabuloso rei Arthur. Nesse filme, ele é apenas um garotinho que não acreditava muito em seu potencial, até um dia deparar-se com a cabana de Merlin, um mago muito engenhoso e estranho, que tenta convencê-lo de que seu destino é muito mais do que ele imagina.
4. A família do futuro (2007)
Esse filme acompanha Lewis em sua busca por uma de suas invenções que foi roubada. No entanto, tudo vira de cabeça para baixo quando Wilbur Robinson o convida para um passeio no futuro. Nisso, ambos acabam entrando em várias aventuras e conhecendo toda a família futurista dos Robinson.
Uma animação que sai um pouco do convencional 2D da Disney, muito interessante para se divertir com os personagens!
EXTRAS
Além desses filmes, há alguns outros clássicos da Disney que fizeram um grande sucesso de bilheteria e ganharam continuações, das quais algumas o público mal chegou a ver ou sabe da existência.
(Este texto foi originalmente publicado no Blog da Liga em 18/05/2016)
Por: Clara de Assis
Os Libertinos são os melhores!
Desde que o mundo é mundo (dentro da literatura), os canalhas, sedutores e charmosos libertinos são os personagens masculinos mais cobiçados. E sinto muito para quem está enrugando o nariz, mas há provas de que a temática “personagem canalha” vende muito livro e movimenta muito o mundo das fanfics. O motivo? Eles sempre falam as melhores sem-vergonhices e todos torcem para que, no final, estejam rastejando pela atenção do seu par (independentemente de ela(e) ser chata(o) ou sagaz).
Trecho: “Sobre Heróis e Tumbas” (1961), de Ernesto Sabato:
“Ocorre-me que ao ler a história de Norma Pugliese alguns de vocês pensarão que sou um canalha. Desde já lhes digo que acertaram. Considero-me um canalha e não tenho o menor respeito por minha pessoa. Sou um indivíduo que se aprofundou em sua própria consciência, e quem é que, tendo se afundado nos vincos de sua consciência, poderá respeitar-se?
Ao menos considero-me honesto, pois não me engano sobre mim mesmo nem tento enganar os demais. Vocês talvez me perguntem, então, como enganei sem o menor escrúpulo tantos infelizes e mulheres que cruzaram meu caminho. Mas acontece que há enganos e enganos, senhores. Esses enganos são pequenos, não têm importância.
Sou um investigador do Mal, e como se poderia investigar o Mal sem afundar-se até o pescoço na sujeira? Vocês me dirão que ao que tudo indica eu encontro um vivo prazer em fazê-lo, em vez da indignação ou do asco que deveria sentir um autêntico investigador que se vê forçado a fazê-lo por desagradável obrigação. Também está correto e eu o reconheço publicamente. Veem como sou honrado? Não disse em momento algum que sou boa pessoa: disse que sou um investigador do Mal, o que é muito diferente. E além disso reconheci que sou um canalha. ”
Livro traduzido para 21 idiomas (apenas).
Trecho: “O Vale das Bonecas” (1967), de Jacqueline Susann:
“Henry mergulhou na poltrona de couro. Tomou as duas mãos de Anne e disse:
— Ouça, Anne, se eu tivesse um filho, gostaria que ele fosse exatamente como Lyon. Mas, se eu tivesse uma filha, dir-lhe-ia para fugir dele como do diabo.
— Isso não faz muito sentido.
Henry sacudiu os ombros.
— É que conseguem tudo com muita facilidade. Allen consegue-o por causa do dinheiro, Lyon, porque é diabolicamente bonito. De certo modo, compreendo-os perfeitamente. Por que iriam eles fixar-se em uma única mulher, se podem tê-las todas? Basta escolher.”
Agora, quem aqui estava vivo em 61? Talvez 67? Vejo poucos levantando a mão.... Será que da década de 60 para os tempos atuais algo mudou? Será que os leitores ficaram mais exigentes para com os mocinhos de moral ilibada? Vocês sabem que não. E, assim sendo, vamos dissecar esse tipo de personagem que atrai tantos leitores.
O que faz um personagem canalha, libertino, sem-vergonha, ser tão adorável? Quais os elementos para compor um personagem assim? Precisa ter olhos azuis e nariz grego? Tem de ser a cara do Henry Cavil? Precisa ser rico? Só funciona se ele for empresário?
Vamos ponto a ponto tentar cobrir o máximo de características para este personagem.
Enredo: Não importa se você vai adequar seu personagem no mundo real ou transformá-lo em um dos deuses do Olimpo, o importante aqui, tratando de enredo, é que o personagem deve estar confortável em sua época e seu entorno. Respeite o seu personagem, sempre. Dê a ele subsídios para desenvolver sua personalidade libertina: cafés, bares, danceterias, biblioteca ou até em templo religioso, não importa, seu personagem deve corromper outro(s) em benefício próprio, porém, isso não o transformará, necessariamente, em um vilão. Esse tipo de personagem fica na corda bamba entre o bem e o mal.
Características físicas: Lindo não precisa ser, acredite. Vide Loretta Chase com o Príncipe dos Canalhas, carinhosamente apelidado de Lorde Belzebu, que tinha um grande nariz adunco e o tinham como um homem feio.
Então, se não precisa ser bonitão, deverá ser rico?
Situação financeira: Bem.... Na vida de um personagem, as facilidades proporcionadas pelo dinheiro, ajudam, e muito, ao personagem. Pesquisei bastante e não consegui encontrar um libertino nascido e criado na pobreza absoluta. Porém, isso não significa que não possa desenhar um personagem sem muitos recursos que seja sedutor. Também encontrei alguns aristocratas falidos de galanteios mais elaborados, incluindo o bom e velho “você me deve esse favor” a fim de conseguir um quarto, um veículo, ou qualquer coisa que servisse de instrumento de sedução. (Encontrei bastantes personagens pobres e de moral incorruptível, e isso foi um bálsamo). Os canalhas, e senhores ricos, como Don Juan são mestres em seduzir boas e iludidas moçoilas. Já o Duque de Ainswood, Vere Mallory, em O último dos Canalhas, de Loretta Chase, se nega a receber o ducado, ele prefere viver como um simples aristocrata, viajando pelo mundo e colecionando conquistas. Ainda assim, é um personagem que tem boa situação financeira, ainda que sem o ducado.
Outro personagem com título e canalhice de sobra foi o Marquês de Sade. Esse... uau, não fazia distinção de gênero, o que fosse para prazer mútuo vinha de bom grado.
“...e que nada nem ninguém é mais importante do que nós próprios. E não devemos negar-nos nenhum prazer, nenhuma experiência, nenhuma satisfação, desculpando-nos com a moral, a religião ou os costumes.” ― Marquês de Sade
Eu me lembro de um que não era nada a não ser um boa-lábia, que abriu mão de estar ao lado daquela por quem seu coração batia mais forte, para ficar ao lado de quem fazia seu estômago roncar mais baixo, foi Fernando Seixas, em Senhora, de José de Alencar (Ah, eu sei! Sim, eu amo esse personagem e não poderia deixar de citá-lo). Fernando amava Aurélia, mas preferiu Adelaide, que era rica, já que ele era tão pobre quanto Aurélia e não acreditava em “um amor e uma cabana”. O relacionamento com Adelaide não foi adiante e Fernando se viu em maus lençóis, pois gastou todas as economias da família para se passar por um nobre rapaz, gostos caros e refinados, passeios, restaurantes... E quando foi preciso que buscasse o dinheiro para o casamento da irmã, bem, não tinha nada, certo? Foi aí que ele se casou com Aurélia, que herdou uma grana preta e comprou o marido, por vingança.
Personalidade: Personagens libertinos e canalhas não são, exatamente, mocinhos exatos ou vilões perversos, o que não extingue a possibilidade de um ou outro. Vejamos os canalhas, imorais e apaixonados.
Personagens contemporâneos que são destaque (não por mim, mas pelo número de venda de livros, traduções e prêmios):
“— Você não me conhece. Não sou tensa.
— Ah, por favor. Nunca vi uma pessoa precisar transar tanto como você. Não sei o que seu noivo está fazendo contigo. Mas o que ele estiver fazendo, não está fazendo direito.” — Atraído, Emma Chase
O canalha geralmente choca não só seu par, mas o leitor, seus pensamentos iniciais geralmente são egoístas.
“Ela ofereceu sua amizade, eu queria seu corpo. Ela ofereceu seu corpo, eu queria sequestrar seus pensamentos. Ela ofereceu seus pensamentos, eu queria seu coração.” — Livro: Playboy Irresistível, Christina Lauren.
Porém, não se esqueça do coração de alguns canalhas, em resumo, uma parte deles sempre esperam ser salvos, ou coisa parecida...
Belo Desastre – Jamie McGuire.
Apenas um adendo, os Irmãos Maddox, da série de Jamie MacGuire, não são ricos, ao contrário, trabalham bastante para conseguirem as coisas, mas, novamente é bom salientar, que eles não ficam sentados no sofá esperando que tudo caia do céu. Levar alguém para jantar é mais sedutor que pegar a fila do sopão, e esses personagens sabem disso. Não são mau-caráter, e sua canalhice reside na infidelidade, ou, no trato com seus pares, devidamente descartados. Afinal, eles estavam destinados a serem salvos pela personagem “certa” (personagem principal).
Pelo visto, para um personagem canalha estar bem embasado, é necessário que ele esteja confortável em seu ambiente, que possa transitar pelos núcleos com desenvoltura, é um personagem seguro e, muita das vezes, autossuficiente.
O dinheiro não é tudo para quem sabe vender seu peixe, mas é importante lembrar que as facilidades que o conforto material financia a fim de que o personagem possa exercer certo… charme. Ele é vaidoso, e gosta de saber que chama a atenção. Bons cortes de tecido. Belos calçados... Ajuda bastante.
Por fim, tenha em mente que eles precisam impactar com elegância. Cativar o leitor, que vai torcer para que esse personagem quebre a cara, abandonado ou apaixonado.
Repost: "Shingeki no Kyojin": a terceira perspectiva da história
(postado originalmente em 28 de março de 2021)
Por: Eena
Olá, caro leitor!
Gostaria de informar que haverão spoilers por aqui. Então, caso esteja fugindo disso, meu aviso está dado! Entretanto, juro que não contarei sobre o que está acontecendo no mangá nem muita coisa que passe dos acontecimentos da última temporada, certo?
Enfim…
Hoje, dia 28/04/2021, chegamos ao fim de mais um anime da temporada de inverno. Por ser um dos mais comentados e vistos atualmente em diversos lugares do mundo, o universo de guerra e destruição advindas por povos tão iguais, mas ao mesmo tempo diferentes, transmite uma sensação muito pesada de angústia e medo.
Com base nisso, tive a ideia de escrever essa resenha, embora seja mais uma análise, de um ponto que é muito recorrente em Shingeki no Kyojin: a questão dos vilões e dos “mocinhos”.
Como muitos de vocês devem saber, há um crescimento intenso daquilo que chamamos de onda Hallyu, ou seja, a popularização do entretenimento coreano pelo mundo. Desde Parasita até o mais recente sucesso, Squid Game, muita gente vem se interessando por dramaturgia desse lado do mundo. É claro que os famosos "doramas" não são novidade na vida daqueles que conviviam com apreciadores da cultura asiática (aka kpoppers e otakus), mas sem mais delongas: hoje trago para vocês uma resenha de um drama coreano, um dos meus favoritos: Chocolate!
E apesar do nome docinho, eu diria que a construção da trama é muito mais agridoce, um pouquinho mais agri, eu diria. Para situar a todos, vamos dar uma olhada na sinopse inicial: "Em Chocolate, Lee Kang é um neurocirurgião que sonhava em se tornar um chef. Quando criança, Moon Cha Young conheceu Lee Kang em um pequeno restaurante na cidade litorânea. Lá, Lee Kang cozinhou e fez uma refeição, o que em parte a inspirou a se tornar uma chef mundialmente famosa. Muitos anos depois, os dois se reencontram em uma enfermaria e juntos curam suas próprias cicatrizes emocionais preparando refeições para os pacientes de lá."
Como podemos ver, é um clássico drama com amigos de infância que se encontram depois de muito tempo, e eu confesso que pessoalmente não sou muito fã desse tipo de dinâmica, mas essa história é tão boa e bem construída que me fez encarar meus preconceitos. (Ou posso estar sendo parcial por ser tão apaixonada, mas cabe a vocês assistirem também e discordarem de mim aqui no blog 👀)
Ele também possui uma dinâmica interessante, como podemos ler na sinopse os dois trabalham em uma enfermaria, e o que é essa enfermaria? É um pequeno hospital de cuidados paliativos, ou seja, são pacientes que vão para lá viver seus últimos dias de vida. A cada dois episódios, mais ou menos, temos junto do desenvolvimento da história dos dois personagens principais, uma visão mais profunda da história de cada paciente dessa enfermaria. Essa é também uma dinâmica que eu não costumo gostar já que pode se tornar cansativa facilmente, mas é tão bem trabalhado e te envolve tanto nas histórias dos personagens que você acaba se apegando, além de cada trauma estar muito bem conectado com os traumas de outros personagens e dos próprios telespectadores, afinal morte e doença são fatos muito presentes na vida humana. Diversas facetas do luto são mostradas nesse drama, o que é bem legal de ver e entender.
Agora, sobre o casal principal: tem uma química surreal, pelo menos na minha visão. Ambos são maduros e eu gostei muito de ver como eles lidavam um com o outro, e mesmo os desentendimentos e brigas não te fazem pensar que tal personagem é insuportável ou incoerente, são conflitos reais que não estão ali apenas para prolongar a trama de forma desnecessária. De longe, um dos melhores casais que já vi.
E até mesmo os antagonistas tem o seu momento de redenção, o que eu pessoalmente acho incrível, já que eu não gosto de polaridades. Adiciona complexidade na trama e no personagem, ele não estará ali apenas para que você possa odiar ele ou ir contra o mocinho, mas está ali para que você perceba que ninguém é só uma pessoa ruim, todos tem seus motivos para serem como são e também tem sua chance de se redimir e melhorar como pessoa. Me julguem, mas amo um arco de redenção bem construído.
Entretanto, acho bom deixar o aviso: você vai sofrer e chorar, pois no fim das contas é um melodrama daqueles, que fala de trauma, luto e amor. Mas tudo na medida certa.
Recomendo muito assistir, não é uma obra que eu vejo todos falando como as grandes e famosas, mas é uma que vale muito a pena assistir, até hoje é um dos meus comfort series.
É isso, betabees! Espero que tenham gostado da resenha e que tenham se sentido incentivados a assistir essa obra prima (ou terem se afastado dessa ideia, afinal, cada um com seu gosto hehe), até a próxima!
(Este texto foi originalmente publicado no Blog da Liga em 17/10/2016)
É muito comum que a vida de um escritor seja repleta de momentos aleatórios em que, de repente, temos uma ideia. Seja para algo novo ou para algo que ainda está sendo desenvolvido, diversas situações, palavras ou até mesmo outras obras implicam aquela movimentação nas “engrenagens” do cérebro. Entretanto, também passa pela mente de alguns a insegurança da tal ideia realmente é aplicável, isto é, se ela é boa ou ruim. Este artigo trará algumas dicas e exercícios que podem ajudar a reconhecer se essa ideia é ou não o esperado.
Primeiramente, reflita sobre a dimensão da ideia. É algo difícil de desmembrar? Tem muita quantidade de informação? Vejamos as situações mais comuns de quando a ideia é:
1. Muito complexa ou quantitativa: caso se trate de uma ideia nova, significa que é um bom caminho a seguir, afinal, enquanto construímos nossas ideias, é muito comum cortarmos muito material, como um processo de polimento. Entretanto, se for para uma ideia para algo em desenvolvimento, é necessário se policiar quanto a isso, porque quantidade em excesso, nesse caso, pode implicar num desvio da sua ideia original (a que já estava em desenvolvimento). Normalmente, quando temos ideias mais quantitativas, elas estão orientadas para algo novo.
2. Muito simples ou pequena: é evidente que para uma ideia nova, até mesmo para projetos pequenos (como, por exemplo, uma one-shot), é insuficiente; inclusive, a teimosia de seguir ideias assim costuma gerar bloqueio criativo. Já para projetos em andamento, já é possível uma reflexão sobre como aquilo pode contribuir, desde um detalhe importante sobre um personagem ou fato a até mesmo um pequeno acontecimento em um dos capítulos.
Outro ponto importante a ser trabalhado é a expectativa da ideia. Às vezes temos a falsa impressão de que uma ideia não funcionou por não ter parecido “tão legal” quando passada para o papel, mas as expectativas mudam de pessoa para pessoa, portanto, costumamos realizar aquele velho e bom ato de perguntar aos outros, pedir opiniões.
O terceiro ponto envolve o formato da ideia. Uma ideia pode assumir quatro formatos diferentes, que, por consequência, atuam de maneira distinta num projeto, e é elaborada conforme o seu tipo e cada tipo tem sua função própria no texto. São eles:
1. Formato lógico: A ideia perante um conceito, um significado. Basicamente é o formato que mais conhecemos (e costumamos dizer que apenas isso é “ideia”), é tudo aquilo que é concreto e possível de se passar para o papel. É a “coisa pronta”, podemos dizer.
2. Formato ontológico: A ideia perante a si mesmo, se o material é possível no real. Basicamente são conceitos que decidimos, conforme nossas próprias capacidades, se é utilizável ou não. Geralmente, quando a resposta é negativa, encaramos a ideia como algo absurdo.
3. Formato transcendental: A ideia acima do conceito de ideia, quando é algo que não se conhece e você ainda precisa alimentar o conhecimento por trás disso. Geralmente é assim quando experimentamos coisas novas ou entramos em contato com ideias ontológicas alheias.
4. Formato psicológico: A ideia perante informações subjetivas no nosso inconsciente, o formato em que se encontra a fonte das demais e que é alimentada pelas experiências da vida, também pode ser enxergada pelas inspirações ou o que nos inspira (embora não seja totalmente isso, já que este é um conceito mais perto da criatividade).
E como saber disso ajuda, afinal, a identificar uma ideia ruim? O primeiro passo é saber diferenciar esses conceitos para que não haja confusão. Muitas vezes achamos que uma ideia é ruim, por exemplo, por acharmos um absurdo; mas, na verdade, como foi visto, isso é simplesmente uma ideia ontológica, que só não se encaixa nas próprias capacidades; é um recurso que realizamos automaticamente e nos impede de trabalhar coisas que nunca estaria compatível conosco. Ou que a ideia ficou pequena demais e, portanto, necessariamente, é ruim; vimos que não é bem assim.
Contudo, o fato de reconhecer ideias ruins não se encontra nesses meios óbvios. O exercício disso deve ser justamente em situações aparentemente imperceptíveis, as quais achamos que tudo está perfeitamente aplicável, mas pode, na verdade, não estar. Juntamente com o conhecimento de saber separar esses conceitos de ideias, existem dois exercícios muito úteis para essa situação:
Situação 1
Você se encontra numa situação onde tudo se encaixa perfeitamente, sua ideia tem início, meio e fim, é só colocar em prática. É muito provável que você esteja se deparando com uma ideia ruim. Afinal, todo projeto passa por modificações, tanto pessoais quanto externas. Basta rever os formatos de ideia, ou seja, um projeto está fadado a passar por pelo menos aqueles quatro formatos, essa linearidade que você vê inicialmente na sua ideia vai ser quebrada cedo ou tarde.
Um ótimo jeito de contornar isso é, primeiramente, aceitando que por mais perfeita que a situação pareça ser, você pode estar lidando com uma ideia ruim. Tente mudar algumas situações, ver se fica melhor ou pior. Esse senso crítico que você estiver exercitando vai te ajudar não só a ver se o seu projeto realmente pode seguir outro caminho, mas também serve para olhar a ideia, antes totalmente perfeita, com uma visão mais crítica. Se você tiver dificuldades com senso crítico, pode sempre chamar um amigo ou um beta-reader. Ser crítico amplia horizontes e abre portas para uma ideia ter mais de um conceito.
Situação 2
Você está com uma ideia, porém se encontra totalmente em dúvida sobre valer a pena ou não; além disso, não quer arriscar colocar em prática só para descobrir que isso, futuramente, vai ser como você queria ou não. Realmente não dá para prever o futuro, mas essas quatro perguntas a seguir podem ajudar a ter um esclarecimento mental:
1. A ideia veio realmente de uma inspiração ou de um impulso temporário em ter visto algo maravilhoso?
2. O meu eu de x anos atrás planejaria algo assim?
3. Eu realmente faço ideia do que eu estou fazendo?
4. Eu seria capaz de ter essa ideia novamente?
Como muitas coisas na vida, fazer as coisas por impulso tendem a nos levar para o erro. Inspiração é algo que nos vem e permanece, admiração é algo que acontece enquanto estamos ali para admirar e, no processo criativo, isso nos instiga a querer “fazer parecido”; e esse desejo de fazer parecido nos leva a ideias ruins.
Se você se considera um ser em constante evolução, coisa que é comum entre os escritores, olhar para o passado pode ser uma ótima opção. Se a resposta para a pergunta “2” for sim, considerando que você se considera em constante evolução, esteja em mente que é muito provável que você esteja segurando uma ideia ruim. Desapega!
Essa vai para os ambiciosos de plantão, que se esforçam bastante para ter a ideia triunfal e mais bem trabalhada de todas. Antes que me joguem pedras, não tem nada de errado em se esforçar demais com isso, mesmo que seja extremamente trabalhoso. No entanto, a pergunta “3” pode ter pegado alguns desse tipo de surpresa. E se a resposta foi não... Ideia ruim.
O melhor artifício que um escritor pode ter é a mente e a criatividade que funcionam constantemente, por dias, abordando uma infinidade de assuntos. Mas escritores também são pessoas e pessoas são muito passageiras, assim como ideias. Uma ideia forte é aquela que não é tão passageira assim, algo bom para refletir. E a última pergunta foca justamente nisso: a ideia é algo passageiro assim como o meu eu naquele momento em que a tive ou é algo que com certeza eu pensaria hora ou outra? Se você não consegue enxergar aqui sempre como novo e intenso com o passar dos dias, a ideia ruim é uma possibilidade.
Enfim, o conceito de ideia ruim não fica preso a coisas inviáveis ou rejeições pessoais; com esse artigo, o que desejo é que vocês enxerguem como ruim aquilo que não é praticado, que pode se tornar um obstáculo e, futuramente, atrapalhar mais do que ajudar, ou simplesmente ser algo que não vai para frente, que não produz. Afinal, são ideias ruins.
Repost: "Shingeki no Kyojin": a terceira perspectiva da história
(postado originalmente em 28 de março de 2021)
Por: Eena
Olá, caro leitor!
Gostaria de informar que haverão spoilers por aqui. Então, caso esteja fugindo disso, meu aviso está dado! Entretanto, juro que não contarei sobre o que está acontecendo no mangá nem muita coisa que passe dos acontecimentos da última temporada, certo?
Enfim...
Hoje, dia 28/04/2021, chegamos ao fim de mais um anime da temporada de inverno. Por ser um dos mais comentados e vistos atualmente em diversos lugares do mundo, o universo de guerra e destruição advindas por povos tão iguais, mas ao mesmo tempo diferentes, transmite uma sensação muito pesada de angústia e medo.
Com base nisso, tive a ideia de escrever essa resenha, embora seja mais uma análise, de um ponto que é muito recorrente em Shingeki no Kyojin: a questão dos vilões e dos “mocinhos”.
A obra Attack on Titan, de Hajime Isayama, ou Shingeki no Kyojin (進撃の巨人), é vista como grotesca, bizarra ou até mesmo ruim por quem não possui conhecimento do quão gigantesco é o enredo dessa história. Esta é desde 2009 publicada mensalmente na Bessatsu Shōnen Magazine e, posteriormente, compilada num volume que agrupa por volta de quatro a cinco capítulos e publicado pela Kodansha. O mangá é licenciado no Brasil e publicado pela Panini Comics desde 2013.
Informações técnicas não terão tanta relevância nesta resenha, mas saber que ela está há 12 anos praticamente no mercado é impressionante. Não pela questão do tempo, pois temos outras obras que são bem mais velhas — como é o caso de One Piece e Hajime no Ippo, por exemplo —, mas o fato de seu enredo ter sido deglutido sem nenhuma perspectiva positiva pelos leitores por tanto tempo. Isso é fantástico!
Falo por mim. Acompanho a história desde 2013, quando a primeira temporada foi lançada e deu muito o que falar. De primeira, achei um absurdo haver seres humanoides devorando pessoas descontroladamente, sem nenhuma esperança de um futuro diferente daquele.
Como seria possível eu, com meus 14 anos, ver tanta destruição sem propósito e ainda imaginar que todos se dariam bem um dia? Sentir a dor de Eren nos primeiros momentos da história ainda é presente em minhas memórias, mas muito além disso: pude sentir as dores dos personagens, tomá-las para mim e entendê-las.
Quando eu ainda estava na faculdade, cheguei no fatídico TCC. Odiado por 99,9% dos graduandos de qualquer área que exija, o tema inicial do meu foi uma questão muito importante na narrativa e história de Shingeki no Kyojin: existe mesmo um vilão? Se sim, quem seria?
Essa ideia surgiu durante muitas discussões em 2018 com uma professora que adorava qualquer novidade. Ela queria saber as ideias da turma para o TCC, e eu não tinha nada em mente, pois havia virado a noite lendo os capítulos que havia deixado acumular de Shingeki no Kyojin.
Foi aí que eu notei o fato de não conseguir definir quem seria o lado certo e o lado errado. Se era Paradis ou Marley. Se era Eren ou Reiner. Este ou aquele?
De fato passei muito tempo direcionando todo o rancor causado pela obra em Marley. Como poderiam ser tão malditos a ponto de usar crianças para atacar o povo inimigo?
O problema desse meu ponto de vista começou quando Marley foi apresentado. Aquele lugar, que para mim guardava os maiores demônios da Terra, apenas possuía pessoas com vontade de viver, assim como era em Paradis.
Então, ao vê-los com outro olhar, consegui mudar minha concepção de serem os vilões da história.
Mas calma, quero voltar para dentro das muralhas e mostrar um ponto que, acredito eu, tenha sido o principal fator para haver o favoritismo voltado para o lado dos Eldianos de Paradis.
Durante grande parte da história, apenas um ponto de vista era mostrado: o de Eren e seus companheiros da tropa de exploração. Era como se a história fosse narrada em primeira pessoa, trazendo somente uma determinada visão de um fator muito mais amplo e de escala mundial.
Sem sombra de dúvidas esse foi o objetivo de Isayama. Senão, desde o início teríamos um contato mais direto com o pessoal de Marley sem que fosse na perspectiva dos Eldianos — tanto os de Paradis quanto os do guetos. O principal sempre foi Eren Yeager, os pensamentos sempre foram os de Eren Yeager, as conclusões sempre foram as de Eren Yeager.
Essa forma de contar a história continua até o ponto em que Eren ataca Marley — que foi o relatado nessa última temporada. Nesse ataque, temos contato com Falco, Gabi e outros personagens que faziam parte dos eldianos de Marley.
Para não deixar somente jogado no ar, vou resumir os “eldianos em Marley”. Mas, antes, há uma questão muito importante para compreender a história: a origem dos titãs.
Quando descobri o segredo da origem dos titãs de fora das muralhas, foi angustiante. Era algo que nunca havia passado pela minha cabeça, por mais que houvesse motivos para tal, uma vez que beirava o absurdo. Sim, o absurdo.
Foi inadmissível perceber que todo o trabalho da tropa de exploração foi para matar seu próprio povo.
Os titãs de fora da muralha eram eldianos transformados em titãs pelo exército de Marley. E os de Paradis matavam todos sem nem ao menos ter conhecimento sobre, lutando contra eles mesmos durante anos e mais anos.
Percebe como isso é triste e transmite, automaticamente, a culpa para o sofrimento dos eldianos para Marley? Sendo que, no passado, as guerras entre titãs e marleyanos começaram quando Ymir adquiriu o poder de titã — dito como algo demoníaco no território de Marley — e lutou a favor de seu reino.
Tudo o que os personagens de Shingeki no Kyojin passam “hoje” é decorrente do passado. Um passado tão cheio de sangue e dor quanto o que é visto na narrativa do anime até então.
Haver eldianos em Marley é por uma causa tão podre que, quando descobri, deixou-me completamente fissurada em como Isayama apresenta os seres humanos como pessoas podres e egoístas. Gabi, Falco e qualquer outro Eldiano que está nos guetos de Marley estão lá com um propósito: ser uma arma para o exército.
Como descendentes de Ymir, eles podem se tornar “marleyanos hororários” caso ofereçam suas vidas para o exército para adquirir o poder dos titãs originais que estão em posse de Marley.
O pai de Eren era um desses eldianos em Marley. Só que, diferente da forma que a Gabi pensa, ele não suportava a ideia de privado de sua liverdade. Inclusive se tornou uma pessoa completamente consumida pelo seu desejo a ponto de usar uma criança indefesa para alcançar seus objetivos.
Eren herdou muita coisa de seu pai, juntamente a anos de estudos, ensinamentos e memórias. Inclusive ter herdado o titã de Ataque do pai justifica alguns de seus ideais.
Esses titãs, tidos como originais, somam o total de nove. Cada um possui uma particularidade, sendo ele o de Ataque, Colossal, Encouraçado, Cargueiro, Mandíbula, Fêmea, Fundador, Martelo de Guerra e o Bestial.
O “Fundador” é o primeiro que surgiu a partir de Ymir Fritz. Ele tem o poder da coordenada, a qual tem a capacidade de controlar todos os descendentes de Ymir. Os demais titãs também possuem poderes assim, mas não falarei aqui, afinal, o que quero fazer é instigá-lo a ler/assistir.
Posso adiantar que o Fundador sofreu bastante quando seu primeiro portador morreu. Inclusive sofreu a vida inteira.
Não vou entrar neste mérito, afinal, não é o meu objetivo, mas devo dizer que esse fato contribuiu muito para que eu pudesse chegar ao pensamento de que Shingeki no Kyojin aborda como a humanidade é podre e como viver é dolorido.
Bom, voltando!
Quando entramos na realidade de Marley, é dito que os que estão em sua posse são o Encouraçado, Mandíbula, Bestial e o “Martelo de Guerra” — os demais estão na posse de Paradis. Estes são passados de um portador para outro a cada 13 anos, sempre com o pensamento de “destruir Paradis” por serem uma constante ameaça.
Com isso, crianças são ensinadas a odiar Paradis como se a causa de todo mal fosse eles. Como se a extinção dos descendentes de Ymir fora do território de Marley fossem demônios isolados da “realidade” por puro egoísmo.
Usando como exemplo claro desse pensamento, podemos usar Reiner. Ele, como filho de marleyano com eldiana, acreditava que se candidatar para ser do exército, faria seu pai o reconhecer e voltar para casa. Quando ele consegue, corre até seu pai, mas sofre a decepção de ser tratado como um monstro por ele.
Mesmo sendo um “marleyano honorário”, seu sonho não poderia ser realizado, uma vez que ele ainda possuía o sangue eldiano em suas veias.
Um esquema parecido segue com Gabi, que por sinal é prima de Reiner, porém de forma muito mais forte. Pode-se dizer, inclusive, que ela é a versão feminina de Eren em Marley, pois o único desejo dela é acabar com seu próprio sofrimento arrancando o mal pela raiz — matando os “demônios” de Paradis.
Enquanto Marley pregava o pensamento de “a ilha de Paradis manter os demônios separados da humanidade”, Eldianos de Paradis acreditaram por muito tempo que eram os únicos humanos vivos diante da ameaça dos titãs. Ao passo que um pregava um discurso de ódio com fundamentos — todo o ataque que sofreu por titãs —, o outro era tão vítima desse sistema de opressão quanto eles, pois quem mais deveria protegê-los — o Rei de Paradis —, condicionou cada um a acreditar que eram os últimos seres humanos da Terra para viverem isolados.
O que eu quero dizer de forma clara é:
Nós não podemos dizer que um é o vilão dentro de Shingeki no Kyojin enquanto o outro é a vítima por conta de um fato extremamente importante: a narrativa. Ela não permite que escolhamos um lado, pois não há ninguém agindo da maneira certa ou errada.
Não existe certo ou errado quando lidamos com pessoas — exceto ao entrar no mérito de leis e relacionados, pois já fica mais relacionado ao convívio em sociedade. Como não é desse ponto que quero tratar, vamos ignorar, certo? —, pois cada um possui sua verdade de acordo com seu ponto de vista.
A realidade não é a mesma para todos. A representação de sua realidade exige muitas releituras, afinal, como seria possível enquadrar a pluralidade de cada sujeito numa única representação? Cada indivíduo possui sua história, sua crença e seus valores, e isso é o que define o “ser”.
Não podemos enquadrar Reiner como errado quando o tempo todo ele foi condicionado a pensar que o melhor e único caminho para sua vida seria entregar seus últimos 13 anos de vida para Marley e dar uma condição de vida melhor para sua mãe. Ele não teve escolha.
Isso é muito justificável quando é possível ver como ele sofreu enquanto esteve em Paradis. Ele notou que os eldianos de lá não eram ruins, inclusive lutavam pelo mesmo propósito que ele: ter uma vida. Reiner se apoiou numa personalidade que não era dele nesse meio tempo, afinal, precisava estar lá, precisava cumprir seu objetivo como “soldado marleyano”.
Logo na cena que Eren, que se passa por Kruger, reencontra Reiner em Marley, fica claro o arrependimento dele por ter feito o que fez para Paradis. Cenas antes ele é mostrado com uma arma dentro da boca, tentando se matar para não precisar lidar com todo o conflito dentro de seu psicológico.
Reiner matou e lutou ao lado do povo que ele jurou exterminar enquanto criava afeição e até mesmo esquecia de sua própria personalidade e objetivo em alguns momentos.
Inclusive, ainda na cena de Reiner e Eren em Marley, Eren diz que eles são iguais. Ambos somente gostariam de cumprir seus respectivos objetivos, e seria isso que ele faria: destruiria seus inimigos. Aqui, em específico, vemos a importância do contraste entre ambos, pois ao mesmo tempo que são diferentes, eles são iguais.
Iguais no desejo de viver, na vontade de cumprir seus objetivos para alcançarem a liberdade e em serem humanos. Compartilham semelhanças enquanto combatem entre si sobre suas diferenças tão parecidas.
Eren, por outro lado, é apresentado como um simples vingador. Por mais que cresça, ele não se arrepende do que já fez, pois, como ele mesmo diz, foi em prol de seu objetivo. Ele iniciou outra guerra, conquistou outra peça importante para seu plano e seguiu em frente, passando por cima de tudo e todos que estavam contra.
Por mais que esse comportamento não seja tão agradável, mostra como o Eren mudou ao descobrir muitos fatos passados e futuros — isso já é um spoiler, mas espero que não tão claro quanto seja para mim —, eu entendo. Consigo entender que é pelas dores dele que ele faz o que faz. Consigo me colocar no lugar dele e sentir a dor que é pensar ser um dos últimos humanos lutando contra a vida, mas, de repente, ver que não é a “verdade”.
Não se trata de compaixão com os personagens, longe de mim ser assim. Todos em Shingeki no Kyojin foram criminosos e vítimas ao mesmo tempo de um mesmo fator. Um mesmo fator que, embora não esteja claro, acredito ser plausível estar relacionado à humanidade.
O ser humano e todas suas complexidades é o motivo dos acontecimentos nessa história. É o vilão, é a vítima. É “quem” traz tanto sofrimento para os personagens nessa narrativa.
Tentar escolher um lado como certo e colocar o outro como errado em Shingeki no Kyojin, na minha opinião, é o mesmo que desconsiderar a subjetividade dos sujeitos dentro da história. Cada um é único, seja sem seus pensamentos ou ações. Armin, por exemplo, carrega uma culpa gigantesca, mas procura sempre pensar antes de agir.
Para mim, Shingeki no Kyojin não é só uma obra sobre guerras, mas sim uma que busca ensinar sobre olhar para outras perspectivas além da nossa. Não consigo encontrar outra obra que carregue toda a carga que SNK tem para mim, então é difícil de dar explicações além disso.
Ao meu ver, a terceira perspectiva da história de Shingeki no Kyojin é a do leitor. Aquele que pode ver os dois lados de uma mesma história, mas que não sabe quem é que está mais certo ou menos errado, uma vez que é impossível medir a dor de alguém.
Diante desse cenário de destruição que My War trouxe para a quarta temporada de Shingeki no Kyojin, eu me despeço, por enquanto, com muito carinho dessa temporada que tanto esperei para assistir.
Ainda tem chão pela frente para contar esse universo criado por Isayama, e é nisso que me apoio. Na curiosidade de ver tantas cenas do mangá animadas, na ansiedade de novos episódios com uma nova abertura para fechar com chave de ouro o que começou já pisando em tapetes vermelhos de excelência.
Eu poderia falar para você ler o mangá, mas, sabe.. é muito mais divertido dizer que esperar o anime não vale tão a pena se nós temos a história bem debaixo do nosso nariz prontinha para surpreender. Ver a adaptação animada torna a história muito mais cativante e única.
Mas se você não quiser, deixo esse spoiler aqui: a Mikasa é horripilante.
PS: Por favor, vamos exaltar essa cena: Ohayo, Poko!~
Aliás, a segunda parte da temporada final
já foi anunciada, mas teremos que esperar mais um pouquinho para surtar um pouquinho até lá…
PROCESSO SELETIVO - LIGA DOS BETAS: BETA READER E CRIADOR DE CONTEÚDO
Por: queijo e uvas passas
Olá, leitores do Blog da Liga! Quem vos fala é a coordenadora do Apadrinhamento da Liga e venho trazer uma notícia muito boa para aqueles que têm interesse em fazer parte desse lindo projeto.
Estamos com dois processos seletivos abertos: para ser beta e para ser criador de conteúdo. Vou explicar como os dois funcionam para que não haja dúvidas.
Para o processo de beta, é necessário preencher este formulário e, no campo solicitado, anexar o teste betado. O teste que disponibilizamos é este aqui: https://bityli.com/jxPvV. Basta criar uma cópia no seu Google Drive ou baixar para usar no Word, visto que a versão que compartilhamos com vocês não permite edições.
O teste será avaliado por betas e os candidatos que forem aprovados passarão para a próxima fase: o Apadrinhamento. Durante o Apad, como carinhosamente falamos dentro da Liga, os candidatos recebem instruções de betas mais experientes que auxiliam no crescimento e desenvolvimento dos conhecimentos de betagem.
O processo de criador de conteúdo começa com a inscrição nesse formulário e é solicitada a criação de algum conteúdo que se encaixe no perfil da Liga dos Betas. Pode ser um vídeo para o YouTube, uma thread do Twitter, um reels ou post carrossel para o Instagram, um artigo ou resenha para o Tumblr… O formato que você mais dominar e se sentir confortável com.
Os posts serão avaliados por uma banca interna da Liga e os aprovados serão chamados para integrar a equipe da rede social que mais se identificaram.
Lembrando a todos que tudo que os candidatos enviam permanece sigiloso e interno ao nosso projeto, nada será divulgado e os testes enviados serão avaliados apenas por algumas pessoas da Liga.
O prazo para a inscrição é até dia 26/03. Os candidatos aprovados terão seu retorno entre os dias 27/03 a 02/04. Vocês podem se inscrever em ambos os processos ou apenas em um, sem restrições quanto a isso.
Aguardo vocês no Apadrinhamento e produzindo conteúdo. Boa sorte a todos!
Quer fazer parte da Liga como beta reader ou ajudar a gente a criar conteúdo (inclusive aqui no Blogão)? Só vem! As inscrições estão abertas até 26/03!
Após mais de uma década do último capítulo lançado, Fullmetal Alchemist permanece como um dos grandes favoritos entre os fãs do gênero Shounen.
A história acompanha a trajetória dos irmãos Edward e Alphonse Elric em busca do catalisador lendário conhecido como “pedra filosofal”, que lhes permitirá restaurar seus corpos.
Ao longo da história, vários personagens são apresentados. Alguns possuem relevância durante toda a jornada, outros são importantes de maneira mais imediata. Ainda assim, cada personagem possui, de maneira individual, personalidade, desejos, ambições e senso de propósito. Os personagens existem por conta própria e não dependem da existência dos irmãos Elric. Essa é, provavelmente, a coisa mais interessante sobre o conjunto da obra.
A versão animada segue dois caminhos distintos.
Em Fullmetal Alchemist, a história foi adaptada para uma sequência de 51 episódios que acompanham o original de maneira parcial. O anime foi finalizado com o mangá ainda em estágio de publicação, por isso não há relação entre os últimos episódios do anime e o final do mangá. Essa primeira versão animada foi capaz de adaptar apenas 17 dos 27 volumes do mangá.
Fullmetal Alchemist: Brotherhood, por outro lado, é uma adaptação mais fiel do mangá. A animação possui 64 episódios e foi capaz de adaptar todos os 27 volumes do mangá. De maneira geral, é a versão preferida dos fãs — ou, mais precisamente, desta fã.
A história — de Edward e Alphonse Elric — parece ter sido planejada com cuidado. Diferente de outros representantes do gênero, Fullmetal Alchemist possui começo, meio e fim. E, para além da qualidade de conteúdo, a obra apresenta qualidade estética considerável.
O destaque, porém, se dá pela capacidade da autora de desenvolver suas personagens femininas em um gênero que parece majoritariamente dominado pela preguiça masculina.
A personagem Winry Rockbell, amiga de infância dos irmãos Elric, evolui ao longo da obra. Winry é talentosa, determinada, forte. A cada capítulo, sua importância parece aumentar e ela se torna mais e mais presente. Em certo ponto, somos incapazes de imaginar como a dupla sobreviveria sem Winry. Mas, ainda assim, a personagem existe de maneira independente e não está de forma alguma presa a Ed e Al.
Riza Hawkeye é tenente do exército, atiradora de elite e braço-direito do coronel Roy Mustang. É uma mulher inteligente, disciplinada, que leva o trabalho muito a sério. Em vários momentos, Riza recebe destaque na obra pela sua habilidade e conhecimento sobre armas.
Izumi Curtis é apresentada como “Apenas uma dona de casa de passagem!” durante toda a obra. Apesar disso, foi quem ensinou a alquimia para os irmãos Elric e é uma alquimista extremamente habilidosa. Em diversos momentos, a autora retrata a real habilidade de Izumi, tanto quanto alquimista e lutadora de artes marciais, quanto como uma dona de casa que deseja viver tranquilamente.
May Chang, a princesa da nação de Xing, é apenas uma criança e possui grande talento para alquimia de cura e energia. Apesar de ter aparência infantil, é uma oponente muito habilidosa e é também muito corajosa.
Olivier Armstrong é uma general do exército e comanda o Forte de Briggs. É forte, decidida e muito respeitada. Não tolera fraqueza, nem ignorância e exala confiança. Os seus subordinados confiam na sua liderança na mesma proporção em que Olivier confia neles.
Em diferentes posições e com diferentes papéis, as mulheres de Fullmetal Alchemist são apresentadas como independentes. O desenvolvimento permite que as personagens evoluam e que não implorem por ajuda, já que a única ajuda de que precisam já está ali. E são elas.
5 Quadrinhos e Comics brasileiras que você precisa ler neste Carnaval
Por: Birus
Olá, abelhinha desta colmeia, como vai?
O que vai fazer neste feriado de Carnaval? Ficar em casa, sem nada o que fazer? Então, que tal aproveitar para descansar e ler alguns quadrinhos e comics brasileiras? Vem comigo, que neste post irei te apresentar e indicar 5 quadrinhos e comics brasileiras que você precisa ler!
Mas antes, você sabe o que é a famosa HQ, tirinha ou comic? São histórias contadas graficamente, com a presença de balões de falas e onomatopeias — palavras que imitam sons — e fazem sucesso no Brasil, e no mundo, pela qualidade temática e artística que as obras tem, que nos fazem rir da situação ou chorar por causa de algum acontecimento trágico, e nos levam a conhecer mundos e universos brilhantes e/ou sombrios tão graficamente bem ilustrados. E essas obras são lançadas em mídias físicas ou plataformas digitais como o TAPAS, WEBTOON, LENZIN, ou até mesmo o próprio Twitter, para o nosso conforto e comodidade. Se antes precisávamos encontrar tirinhas no jornal ou comprar uma HQ na banca, hoje podemos ler essas histórias pelo baixo — senão nulo— custo, nestas plataformas.
E no Brasil, esses gêneros vem crescendo em quantidade e em qualidade, com autores que conquistam legiões com suas histórias incríveis e envolventes. Agora, chega de enrolação; abaixo listarei histórias que me conquistaram não só pela qualidade gráfica, mas também pela premissa, enredo e muito mais. E espero que essas histórias te conquistem também.
Rei de lata
(fonte: twitter PandaDeCapa)
Redes sociais
Arte e roteiro: @PandaDeCapa
O quadrinho brilhantemente escrito por Jeff (@PandaDeCapa) conta a histórias de crianças que enfrentam diariamente, com as suas individualidades, as consequências dos atos mesquinhos dos adultos que, ao invés de os protegerem, tentam assassiná-los. É uma história que conquista pelo carinho, pelos detalhes e, é claro, pela arte maravilhosa do Jeff. O quadrinho, atualmente, está sendo lançado pela editora NewPOP e está no seu segundo volume físico, porém também está disponível no TAPAS.
Sinopse: Em um mundo, que após várias guerras, teve seu pior desastre, foi lançada uma arma biológica que praticamente causou a extinção de todo um país. O que não esperavam é que, após o ataque, toda criança nascida era propícia a ter uma espécie de anormalidade no organismo e eventualmente manifestar algum tipo de poder gerado por seu instinto de sobrevivência, trauma ou situação extrema. Por serem os únicos imunes ao ar, passam a ser odiados e temidos por muitos adultos. As super crianças então, tem que lutar pela sobrevivência em um país pós-guerra.
Para comprar: https://www.lojanewpop.com.br/re-de-lata-01
Para ler online: https://tapas.io/series/Rei-de-la/info
Lampião
(fonte: twitter Heitoramatsuart)
Redes sociais
Arte e roteiro: @Heitoramatsuart.
Roteiro: @Colorblindraws
Lançado primeiramente no Twitter do Heitor Amatsu (@Heitoramatsuart), o quadrinho ganhou fama ao reinventar a história de Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião, de uma maneira criativa e, de certa forma, sombria. Com o roteiro de Carlo e Heitor, a história segue o cangaceiro que tem uma segunda chance de viver e a usa para buscar vingança para ir atrás daqueles que tiraram tudo dele. Atualmente, Lampião agora está com financiamento no Catarse para a pré-venda do seu segundo volume, mas se tiverem interesse em ler um pouco da história, o primeiro capítulo está disponível no twitter do Heitor.
Sinopse: Um homem que nasceu nas terras semi áridas de Pernambuco, temido por muitos, adorado por um tanto, Lampião é uma lenda. Através dos anos a bandidagem e o cangaço fizeram seu nome se espalhar pelo Brasil afora. Poucos conheceram a verdade sobre o homem; menos ainda acompanharam as histórias da real bravura de seus atos.
Pois quando uma traição termina por ceifar a maior lenda que todo o cangaço já viu, é aí que a história de Lampião se alumia ainda mais.
Ajudado por uma entidade para lá de esfomeada e debochada, Lampião tem um novo motivo pra viver. Dessa vez ele não vai ser mais traído: ele vai atrás daqueles que tiraram tudo dele. É justiça e chumbo agora!
Para apoiar a pré-venda do 2° vol.: https://www.catarse.me/rampiao2
Para ler o primeiro capitulo: https://twitter.com/Heitoramatsuart/status/1397371086895996928?cxt=HHwWgICz3bLmuuQmAAAA
HQ de Briga
(fonte: twitter silvazuao)
Redes socais: @silvazuao
Arte e roteiro: @silvazuao
Em HQ de Briga, Silva João conta a jornada do protagonista em busca de vingança, e para tal participa de um torneio de artes maciais. Vingança de quem? E por que? Descubra lendo essa incrível jornada. Parodiando histórias de lutas, onde o protagonista é guiado seja por vingança, redenção ou autoconhecimento, a história brinca com as nossas expectativas e com os estereótipos que conhecemos de animes, mangás e quadrinhos para construir uma comic engraçada e leve. Recomendo demais a leitura, se você quiser rir de chorar. Além de ter seus dois volumes postados no Twitter, a mídia física do mangá está esgotada na loja, mas vale a pena ficar de olho para uma possível reposição do estoque, se tiver interesse em obter a obra.
Para ler completo online: https://twitter.com/silvazuao/status/1302990170594082818?cxt=HHwWhICwgYOqk5UkAAAA
Sinopse: Um homem busca vingança num torneio de artes marciais.
Para comprar online: https://loja.silvajoao.com.br/
Lebre e coelho
(fonte: amazon)
Redes sociais
Arte e roteiro: @alelecleclec
Uma das únicas histórias finalizadas da lista, a comic Lebre e Coelho conta a história de Leon e Franz e sua jornada descobrindo como o amor pode ser complicado. Como uma da primeiras comics brasileiras que li, Lebre e Coelho tem um lugar de afeto no meu coração. Com uma qualidade de arte fantástica e um roteiro incrível, Alec retrata de uma maneira divertida os perrengues dos personagens — que se destacam pela personalidade e carisma. Vale muito a pena ler e se encantar por essa história que está disponível tanto em mídia física, pela Amazon, quanto pelo TAPAS.
Sinopse: Leon acaba de achar seu verdadeiro amor, mas como sua falta de noção não o leva pra lugar nenhum, sobra pro seu amigo, Franz, lidar com os pepinos. Parecia o plano ideal, porém, algo dá errado nesse processo... Conseguirá a lebre frenética conquistar aquele coelho tímido? Ou será que o jogo vai ficar na mão dos predadores? Rápido, Larry! Feche a porta e traga o machado!
Para comprar online: https://www.amazon.com.br/Lebre-Coelho-01-Full-Color/dp/6586799899/ref=cm_cr_arp_d_pl_foot_top?ie=UTF8
Para ler online:
https://tapas.io/series/Lebre-e-Coelho/info
Atnomen
(fonte: twitter CoinToMonster)
Arte e roteiro: @CoinToMonster
“...Not everything is black and white” (cap. 1, Atnomen)
Sendo a única da lista lançada em inglês, Atnomen conta a história de Lena e seu anjo, sua única esperança no meio do caos que é a sua vida. Com uma arte em preto e branco, a trama e o romance vão se desenvolver em meio a muitas dificuldades e desafios, que deixam a obra mais emocionante e cativante. A comic está sendo lançada pelo TAPAS e WEBTOON, mas se quiser ter acesso antecipado a história, visite o Patraon Ilustrariane e considere apoiar essa história, vale muito a pena!
Sinopse: Trapped in a betrothal to a cruel man and a religion that hates her kind, Lena goes searching for an angel... and finds salvation in the arms of a Monster...
Para apoiar: https://www.patreon.com/ilustrariane
Para ler completo online: https://www.webtoons.com/en/challenge/atnomen/list?title_no=483806&page=1
Toda vez que você termina uma história, quer seja ela original, para publicação oficial ou mesmo uma fanfic, o processo de reescrita sempre é algo recomendado. É a partir da reescrita que você pode lapidar seu enredo, sua narrativa, retirar coisas que ficaram mal elaboradas ou mesmo acrescentar coisas que passaram despercebidas no momento do primeiro manuscrito. Entretanto, essa tarefa acaba sendo muitas vezes regada a choro e ranger de dentes, seja pela falta de experiência do escritor iniciante, ou simplesmente porque esse processo todo é bastante trabalhoso e necessita de bastante tempo e atenção. Por esses motivos, o post de hoje traz algumas dicas básicas, mas essenciais, para que você consiga passar por esse processo de uma maneira mais organizada e menos sofrida. Então, pegue seu bloquinho e anote aí:
1. Tenha em mente que não adianta nada terminar uma história e querer reescrevê-la logo em seguida.
Simplesmente não vai rolar, acredite. Assim que terminamos de escrever um texto, nossa mente ainda estará bastante conectada com tudo aquilo que produzimos, e com isto, não estará apta para perceber partes do enredo que não estão bem desenvolvidas, bem como as coisas desnecessárias que podem ser retiradas pois não acrescentam informação útil ao leitor. Muitas vezes, pela pressa de querermos terminar logo, ou publicar logo, acabamos fazendo tudo de maneira desleixada, prejudicando, dessa forma, a qualidade final da história. É por esse motivo que é recomendado que você deixe o seu primeiro rascunho “de molho” por algum um tempo. Deixe-o descansando, lá no fundo da gaveta do seu armário (ou no fundo de alguma pasta perdida do seu computador, provavelmente). Espere passar algum período, vá trabalhando em outros projetos, e só depois volte a pegar no seu manuscrito empoeirado. Não existe um tempo padrão para isso, mas ele deve ser o suficiente para que sua mente espaireça e desacostume com os meses que ela passou focada naquele contexto. Pode levar dois meses, seis meses, até mesmo um ano, mas o segredo nessa fase primordial é desapegar.
2. Releia todo o livro antes de começar com os trabalhos.
A releitura completa da sua história após tê-la deixada de molho é importante para que, a partir daí, você tenha uma noção geral de como está a sua primeira escrita. Você perceberá que, durante esse processo de leitura, irá se deparar com coisas e cenas que sequer lembrava de ter feito, e as reações e críticas que disso surgirem irão nortear o processo que virá depois. Não queira começar a reescrever enquanto relê, isso poderá acarretar sérios problemas de continuidade caso você não se lembre de tudo que acontece nos capítulos subsequentes detalhadamente. O melhor a se fazer nesse momento é ir tomando nota de coisas que te incomodam durante a leitura atual, para que, quando terminada essa fase, você já tenha uma noção das coisas que irão necessitar de mudanças.
3. Selecione os pontos dentro da história que você deseja mudar e trace um plano de como irá trabalhar para realizar essas mudanças.
Com as anotações tomadas das impressões de sua releitura, agora é chegado o momento de colocar a mão na massa. Selecione cada cena, situações, ou mesmo cenário da história que necessita de alteração e desenvolva um planejamento detalhado sobre as mudanças que terão de ocorrer. Lembre-se de que muitos subenredos da trama podem ocorrer por diversos capítulos, e que uma mudança em determinado capítulo acarretará automaticamente em alguma mudança em algo mais à frente. Tome nota de todas essas conexões para não se perder quando estiver, finalmente, reescrevendo a história. Se necessário, grife, destaque com marca-texto as seleções que você deseja deletar ou alterar. Seja lá como for, é importante que você mantenha o máximo de organização para não se perder.
4. Não tenha receio de mudar capítulos inteiros caso seja necessário.
O último tópico vem com um conselho que envolve coragem. Se você perceber que algo do primeiro manuscrito realmente não funcionou e que irá necessitar de uma mudança radical em determinadas cenas, mesmo em capítulos inteiros, não tenha medo de realizar tais mudanças e, muito menos, preguiça. Às vezes nem sequer uma frase conseguirá ser reaproveitada e não há problema nenhum nisso. Respire fundo e vá à luta (mesmo que isso acarrete algumas crises de choro ou desânimo no meio do caminho, hehehe). Ao final do trabalho, você verá o quanto se sentirá satisfeito com a evolução da sua própria escrita, com o seu amadurecimento pessoal, e isso irá motivá-lo a continuar com ainda mais diligência.
E lembre-se: você não precisa passar por todo esse processo sozinho. A ajuda de um leitor beta ou mesmo mais de um pode aliviar bastante a carga de estresse que uma reescrita coloca sobre as costas do escritor. Portanto, caso esteja precisando de ajuda, não hesite em nos chamar!
Na cultura pop, muitos vilões já se consagraram queridinhos dos fãs há tempos e continuam ganhando mais e mais espaço na produção de mídias (vide a série dedicada ao Loki ou o filme do Coringa, por exemplo). Esses personagens incorporam o grande ponto de adversidade dos enredos e, assim como seus rivais, aparecem com diferentes motivações, métodos vilanescos e carismas. Mas como todo bolo bonito e gostoso, os vilões também têm uma receita de base (elementos essenciais para a construção de um oponente consistente e dinâmico) e é sobre isso que vamos falar neste artigo.
NO CERNE DA MALDADE – O QUE FAZ O MONSTRO SER UM MONSTRO?
Se você se perguntar o que é um vilão, respostas como “alguém mau” e “quem faz coisas condenáveis” vão surgir com certeza. É fácil encontrar exemplos padrões tanto na vida real quanto na ficção para ilustrar essa categoria de personalidade. Também é simples compreender que o vilão, o “monstro”, representa ameaça, um conjunto de coisas que não achamos certas e/ou das quais temos medo.
Talvez você já tenha ouvido falar da obra “A Jornada do Herói”, de Joseph Campbell. Ele destrinchou os ciclos que os heróis costumam percorrer em diferentes narrativas, elencando pontos-chaves na estruturação de um bom enredo. Porém, a história dos mocinhos não é do nosso interesse no momento, por isso vamos pular para Christopher Vloger. Baseando-se no guia de Campbell, Vloger publicou “A Jornada do Escritor”, que contempla um leque de aspectos da psicologia e os correlaciona a arquétipos de personagens.
Um dos arquétipos descritos por Vloger é o da Sombra, caracterizado pelo lado obscuro da personalidade. Na psicologia analítica de Carl Jung, esse arquétipo é definido como maligno, os “desejos e experiências que devem ser rejeitados pela mente consciente do indivíduo por ser incompatível com os padrões morais”¹. Soa bastante vilanesco, não é? Aí está a sementinha do mal.
O vilão é um personagem que está, basicamente, do lado errado, na contramão do que prega a moral vigente no enredo. A partir disso, pode seguir um viés de alívio cômico ou ser a ruindade em carne e osso, depende do que sua história pede. O importante é adicionar o tempero: pensamentos e/ou comportamentos que moldem o carisma do vilão de maneira a aproximá-lo dos leitores. Assim como os heróis não são inteiramente puros, os oponentes não são inteiramente ruins. E para falar a verdade, os vilões veem as coisas de modo distorcido: “Do ponto de vista do vilão, ele é o herói do seu próprio mito”, nos lembra Christopher Vloger. Aqui fazemos um gancho para a concepção de ego inflado de Jung, que versa sobre a busca pelos interesses pessoais acima de tudo, competição, individualismo e possessividade.
Partindo dessas descrições, podemos untar nossa forma vilanesca. O vilão:
● agirá segundo uma moral própria;
● colocará seus interesses pessoais acima de tudo e todos, não medindo esforços para alcançá-los;
● tomará a si mesmo como o “lado certo”.
O COMBUSTÍVEL DO MAL – A MOTIVAÇÃO E O OBJETIVO
Hora de separar os elementos da massa do bolo. Pense em um vilão que você gosta e tente se lembrar nas primeiras aparições dele no universo em que está inserido. De cara, o enredo costuma esclarecer ao menos os objetivos desse personagem e, eventualmente, suas motivações. Esses ingredientes são primordiais, uma vez que as ações e relações do vilão serão construídas segundo suas motivações para atingir seus objetivos.
O seu vilão pode ter o simples objetivo de causar dor aos outros por gostar ver sofrimento? Pode! Mas isso precisa ficar claro. Justificativas são importantes, fazem muita diferença e devem aparecer em algum momento. Mesmo que você não tenha inclinações de fazer seus leitores gostarem do vilão, esse personagem precisa ser compreendido – lembrando que compreensão não significa concordância.
Pensando nisso, a massa do bolo vilanesco precisa perpassar por levantamentos básicos:
● qual é o objetivo final e o objetivo secundário do vilão?
● o que motiva as ações do vilão?
● por que o vilão acredita que seus objetivos são importantes e o que faz é certo/necessário?
RESPEITO, PODER, BANANA! – AS FERRAMENTAS PERFEITAS
Se você não pegou a referência, sinto muito, mas não vamos ser amigos.
Com a massa pronta, vamos aos ingredientes que vão dar gosto ao bolo. O vilão precisa atingir seus objetivos e, é claro, os fins justificam os meios. Que meios são esses? Tudo depende da história do seu vilão, por exemplo: se o personagem tem influência e dinheiro, pode se valer disso. Os objetivos vão dizer quais são as ferramentas necessárias e então o recheio vai depender se o vilão já as tem ou não. Assim:
● se o vilão ainda não tem as ferramentas/os meios de que necessita, o que fará para consegui-los?
● como as ferramentas são manipuladas?
● ele tem aliados/subordinados? Como esses personagens se encaixam na arquitetação do plano maligno?
SE RENDER OU CAIR ATIRANDO?
Alguns vilões se arrependem e mudam, alguns fingem arrependimento por um tempo e outros nem se dão ao trabalho. Isso é mais um toque no recheio do bolo. Às vezes os objetivos e as prioridades do personagem podem mudar, ele pode ser demovido de suas inclinações por uma infinidade de motivos, pode ter derrotas e vitórias parciais e etc. Independente da jornada do vilão, o trajeto precisa fazer sentido e estar de acordo com suas experiências e sentimentos.
Se o vilão vai ter um arco de rendição depois de ter aprontado horrores, isso não pode acontecer do mais remoto nada (senão o bolo desanda!). Os motivos que fizeram ele ser o que é não podem ser ignorados de uma hora outra, é preciso justificar. A considerar:
● rendição ou redenção?
● o vilão está satisfeito em ser mau?
● os motivos para as mudanças do vilão são suficientemente fortes?
● como o vilão encara as chances para mudar?
COBERTURA DE VENENO
Você prefere um veneno doce que não parece nada perigoso ou um veneno ligeiramente letal? Esse é o toque final do nosso bolo: a cobertura! A aparência e a personalidade do seu vilão são características de introdução e mesmo para personagens fictícios, a primeira impressão é a que fica. Desse modo, é essencial que você pense nas reações que deseja provocar no leitor nos primeiros contatos (diretos e indiretos) com o vilão.
Apostar em características sedutoras ou engraçadas é um modo de conquistar os leitores. Aparências mais assustadoras ou atitudes insensíveis é um modo de provocar rejeição. É claro que a reação dos leitores pode ser influenciada ao longo do enredo, mas a aparência de um bolo que você ainda não experimentou é o que vai te fazer querer um pedaço ou não.
Calcule como o vestuário, o vocabulário e os gestos do personagem conversam com sua personalidade. O conjunto faz sentido para conquistar as reações que você deseja?
De maneira geral, é interessante tomar a jornada do herói como uma base paralela para construir a história do vilão. Porém, se esse personagem não integra o núcleo de protagonistas, é melhor adotar outro caminho. Mantenha em mente que é preciso apontar as mudanças que o trajeto causa no vilão e mantê-lo coerente com a construção de seu caráter. Muitas vezes, o contexto vai ser o suficiente para fazer os leitores compreenderem o personagem, porque, afinal de contas, todos temos o arquétipo da Sombra (mesmo que seja custoso admitir).
RECOMENDAÇÕES DE VILÕES
Orochimaru – Naruto, Masashi Kishimoto
Bertrand Zobrist – Inferno, Dan Brown
Cersei Lannister – As Crônicas de Gelo e Fogo, George R. R. Martin
Hannibal Lecter e Bufallo Bill – O Silêncio dos Inocentes, Thomas Harris
Rainha Vermelha – Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll
Drácula – Drácula, Bram Stoker
Megamente – Megamente, Alan J. Schoolcraft & Brent Simon
REFERÊNCIAS
¹A jornada do vilão. Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/a-jornada-do-vilao/
Arquétipos e Sombras. Disponível em: Arquétipos e Sombras - Projeto Arquétipos (projetoarquetipos.com.br)
A Filosofia de Vader e Voldemort: A Jornada do Vilão. Disponível em: A Filosofia de Vader e Voldemort: A Jornada do Vilão
PROCESSO SELETIVO - LIGA DOS BETAS: BETA READER E CRIADOR DE CONTEÚDO
Por: queijo e uvas passas
Olá, leitores do Blog da Liga! Quem vos fala é a coordenadora do Apadrinhamento da Liga e venho trazer uma notícia muito boa para aqueles que têm interesse em fazer parte desse lindo projeto.
Estamos com dois processos seletivos abertos: para ser beta e para ser criador de conteúdo. Vou explicar como os dois funcionam para que não haja dúvidas.
Para o processo de beta, é necessário preencher este formulário e, no campo solicitado, anexar o teste betado. O teste que disponibilizamos é este aqui: https://bityli.com/jxPvV. Basta criar uma cópia no seu Google Drive ou baixar para usar no Word, visto que a versão que compartilhamos com vocês não permite edições.
O teste será avaliado por betas e os candidatos que forem aprovados passarão para a próxima fase: o Apadrinhamento. Durante o Apad, como carinhosamente falamos dentro da Liga, os candidatos recebem instruções de betas mais experientes que auxiliam no crescimento e desenvolvimento dos conhecimentos de betagem.
O processo de criador de conteúdo começa com a inscrição nesse formulário e é solicitada a criação de algum conteúdo que se encaixe no perfil da Liga dos Betas. Pode ser um vídeo para o YouTube, uma thread do Twitter, um reels ou post carrossel para o Instagram, um artigo ou resenha para o Tumblr… O formato que você mais dominar e se sentir confortável com.
Os posts serão avaliados por uma banca interna da Liga e os aprovados serão chamados para integrar a equipe da rede social que mais se identificaram.
Lembrando a todos que tudo que os candidatos enviam permanece sigiloso e interno ao nosso projeto, nada será divulgado e os testes enviados serão avaliados apenas por algumas pessoas da Liga.
O prazo para a inscrição é até dia 26/03. Os candidatos aprovados terão seu retorno entre os dias 27/03 a 02/04. Vocês podem se inscrever em ambos os processos ou apenas em um, sem restrições quanto a isso.
Aguardo vocês no Apadrinhamento e produzindo conteúdo. Boa sorte a todos!
Aqui segue uma lista de 5 filmes cults inspirados em livros, para você se divertir e se inspirar como quiser! Afinal de contas, ver um bom filminho às vezes é tudo o que precisamos para nos ajudar a escrever uma parte do enredo ou uma cena em específico da nossa história. Por isso, faça bom uso das indicações.
1. “Me chame pelo seu nome” de Luca Guadagnino, baseado no romance homônimo de André Aciman
“Me chame pelo seu nome” é casual, tenro e fustigante. Um dos papéis que elevou Timothée Chalamet como ícone indie e grande ator, dada a maturidade de sua atuação mesmo sendo tão jovem. Nessa obra, Elio é um jovem garoto que está passando o verão no interior da Itália com sua família, o que ele não esperava era a presença de Oliver, um assistente temporário de seu pai, por quem Elio começa a desenvolver sentimentos amorosos.
Com paisagens um tanto intimistas, aconchegantes e belas, o romance mostra o descobrimento da orientação sexual de um jovem garoto e também o relacionamento que se estabelece entre ele e um homem um pouco mais velho. “Me chame pelo seu nome” traz um sentimento estranho para o peito, com cenas que às vezes são apenas closes reflexivos sobre a situação das personagens.
Para aqueles que estão a desenvolver romances homoafetivos, essa com certeza é a inspiração certa. Além disso, a construção das personagens é extremamente perfeita quando se trata de Oliver e Elio!
2. “Little Women” de Greta Gerwig, baseado no romance homônimo de Louisa May Alcott
Mais uma indicação com o rei do indie! No entanto, dessa vez o palco realmente brilha com a personagem de Saoirse Ronan, Jo March, uma incrível e sonhadora garota que almeja ser uma grande escritora um dia, indo contra a máxima de se casar como único futuro possível para uma mulher, algo típico de sua época. “Little Women” mostra a adolescência e o começo da vida adulta para Jo March e suas irmãs, esmiuçando situações que até mesmo várias de nós passamos: o amor, as responsabilidades, as normas sociais subjugadas às mulheres e o futuro...
“Little Women” é simplesmente intrigante, cada irmã March possui sua própria mentalidade e sonhos, suas dificuldades e conquistas. Ao mesmo tempo, há também o personagem de Timothée Chalamet, Laurie, neto de um homem rico que mora quase ao lado da família March. Laurie acaba participando da vida das meninas e até se apaixona perdidamente pelo jeito espontâneo de Jo, mesmo que ela não o retribua em seu amor. É nele que podemos comparar a forma como a sociedade lida com jovens garotas e jovens garotos, os quais se casar é apenas mais uma opção.
Em “Little Women”, vemos da melhor forma o que é irmandade e também nos apercebemos das variadas situações que surgem em nossas vidas a partir da adolescência. É uma obra maravilhosa e de época, a inspiração mais do que necessária para os escritores que pretendem escrever sobre o universo feminino em uma sociedade mais tradicional.
3. “Little Women” de Greta Gerwig, baseado no romance homônimo de Louisa May Alcott
Um romance extremamente cálido e gentil, que te faz refletir sobre a vida e o amor. Francesca é uma esposa e mãe dedicada, vivendo uma vida pacata em Iowa. No entanto, quando seu marido e filhos viajam, suas pequenas “férias” se tornam intrigantes, ao conhecer Robert, um fotógrafo que precisa de ajuda para conhecer a região e tirar suas fotos.
Com isso, Francesca acaba sendo tirada de sua rotina ordinária, e ambos passam a redescobrir o amor, de forma madura, vagarosa e com várias tensões. Trata-se de uma obra, tanto o livro quanto o filme, que esmiúça os sentimentos avassaladores e as problemáticas da realidade, ótima para inspirar romances reais ou até mesmo clichês. Afinal de contas, nem sempre ficamos ao lado de nossas almas gêmeas, mesmo que o amor seja belo.
4. “O Poderoso Chefão” de Francis Ford Coppola, baseado no livro homônimo de Mario Puzo
Um clássico do cinema! E talvez um filme que todos deveriam ver. “O Poderoso Chefão” conta as complexidades da família Corleone, em especial de Don Vito, o patriarca da família, o qual possui uma aura de autoridade e poder ao seu redor. Com direito a romances, mortes, assassinatos, crimes... Coppola monta o cenário perfeito para mostrar a máfia italiana.
Embora muitos acreditem que o filme superou o livro, a escrita de Mario Puzo fornece narrativas muito interessantes e mais detalhes sobre as personagens da obra. Porém, para aqueles que pretendem escrever um bom romance de máfia, mesmo que com uma narrativa mais clichê, “O Poderoso Chefão” é o filme mais do que certo para adentrar nesse clima e se aperceber das dificuldades que é estar no poder ou os empecilhos de ser amada/amar um mafioso.
5. “Apocalypse Now” de Francis Ford Coppola, inspirado no livro “Heart of Darkness” de Joseph Conrad
Quem vê essa foto com a cara do Charlie Sheen nem imagina o que aconteceu nas gravações desse filme! “Apocalypse Now” foi gravado no Sudeste Asiático apenas um ano depois da Guerra do Vietnã, sendo um filme de guerra sobre as consequências desse conflito e também sobre os males da colonização.
Inspirado no livro “Heart of Darkness”, ambas as obras contam a história de Marlow (Charlie Sheen), um capitão que está em busca de um homem misterioso chamado General Kurtz, o qual se rebelou e foi viver em uma comunidade indígena no meio da selva, em que o aclamavam como um deus. No meio de sua jornada, Marlow vê o horror da selva, da morte e da maldade humana. Ambas as obras são perfeitas para alguém que quer fazer uma narrativa sobre guerra ou algo mais simbólico, explorando o lado podre da condição humana.
Além disso, o livro de Conrad foi inspirado nas próprias vivências traumáticas dele pela costa africana. E “Apocalypse Now” não ficou para trás. Durante as filmagens, um furacão destruiu o set de filmagem, Charlie Sheen teve um ataque cardíaco e muitas pessoas da produção desistiram das filmagens por problemas de saúde mental, pois não suportavam mais o clima quente, úmido e cheio de mosquitos do Sudeste Asiático.
Boa noite. Como faço para ver a lista de betas? Eu entrei hoje pela primeira vez pelo site, mas agora não consigo mais. Toda vez que clico para entrar, abre o mesmo post.
Olá! Boa noite, tudo bem? Espero que sim!
Então, está ocorrendo um bug ao tentar entrar nos classificados pelo aplicativo do tumblr no celular. Tente entrar nos classificados pelo o navegador do seu celular (Chrome ou Safari), ou então pelo pc caso seja possível.
Os romances não são fáceis de se escrever, principalmente quando há muita chance da obra cair no clichê água com açúcar. Mas afinal, como se inspirar para escrever romances arrebatadores de corações?
O principal ingrediente para um bom romance é saber conduzir seu personagem para um arco sólido e colocar personalidade nele. Construir um romance requer um pensamento além das cenas românticas e fofas, é preciso organizar uma trama em que se desenvolva um tema, que você autor irá propor. A partir desse tema você estrutura os conflitos e desenvolve a história com pontos interessantes ao seu leitor, fugindo das cenas melosas que somente vão servir para encher de palavras o livro.
Contudo, para conseguir criar os conflitos, você precisará de inspiração, certo? E é aproveitando o clima de Valentine’s Day que vamos te mostrar algumas ideias para sair do bloqueio e criar o seu romance!
Além do clássico “leia histórias de romances”, uma boa opção para fermentar a cabeça com ideias é ler letras de músicas que falam sobre amor (ou sofrimento por ele). Dessa forma, você vai além do “ouvir” e percebe os conflitos descritos na letra, dando aquela luz de ideias! Ah, também vale pesquisar sobre como o cantor(a) criou a música, pois há tantos arcos que podem ser desenvolvidos através desses relacionamentos de famosos. Temos exemplos de Seether e Evanescence, Justin Timberlake e Britney, Camila Cabello e Shawn Mendes, etc…Porém, lembre-se de que é para se inspirar, a não ser que você queira criar uma fanfic, mas para fins comerciais, nem pense em colocar a história desses famosos como parte da narrativa!
Outra forma de buscar inspiração é ler sobre histórias reais! Sim, lembra daquela história de amor de seus avós? Ou da amiga que contou como superou o ex? Tudo é válido para ter ideias! Por isso, ouvir as histórias com atenção é tão importante quanto começar a compreender alguns sentimentos dos envolvidos. Isso cria verossimilhança e sua história fica mais real e concreta, além de te dar camadas profundas de sentimentos dos personagens. Portanto, da próxima vez que ouvir histórias das pessoas, ouça com clareza, desenvolva a atenção plena e vá criando (e anotando) todos os pontos que você captou. É bem provável que nos primeiros rascunhos, você anote mais sobre a história do que nesses detalhes, mas conforme for fazendo esse exercício, mais fácil será captar outros sentidos e sentimentos das pessoas.
Não podemos deixar para trás o audiovisual! O cinema está cheio de fontes de inspiração, principalmente nos romances. Vale muito a pena fazer maratonas daquelas histórias que combinem com a categoria e gênero da qual você quer escrever. Tendo uma visão mais nítida do romance, talvez te ajude a se inspirar em cenas, os atos de enredo e até mesmo nos personagens.
Por fim, não tem como deixar os livros de lado. Sim, leia muito sobre romances para conseguir escrever de forma mais fluída. Contudo, cada escritor tem sua personalidade na escrita, então, crie a sua!
Mesmo que você se inspire naquele autor(a), lembre-se que seu livro é uma obra 100% sua, precisando ter sua personalidade na escrita ali, as inspirações valem para expandir a mente, misturar arcos e tramas, desenvolver personagens, mas o mais importante é escrever de acordo com seu estilo.
Por fim, vamos de desafio? Crie um rascunho de ideias para uma história de romance a partir de uma música! Pode ser qualquer uma. Depois, conte para gente aqui quais foram as ideias que você teve! Aproveitem e compartilhem as ideias nessa semana de Valentine’s Day.