This is a fun fic, with plenty of JC and LWJ snarking.
@rosethornewrites
none lives forever, brother, and nothing lasts for long
by eena
M, 38k, Wangxian
Summary: (He’s my son, A-Cheng! Can’t you see? I birthed him of my own body.)
Jiang Cheng reached forward and lifted the boy up into his arms. He settled the boy’s head on his shoulder and pointedly ignored the gasp of relief that shuddered through his disciples.
OR
Jiang Cheng stumbles upon A-Yuan during the Siege of the Burial Mounds and as a result, Jiang Yuan, courtesy name Jiang Sizhui, the heir to Yunmeng Jiang sect is raised alongside his cousin Jin Ling, courtesy name Jin Rulan, the heir to the Lanling Jin sect at Lotus Pier.
Jiang Cheng is bad at feelings, but better at kids, and Lan Wangji is a fantastic bitch about Jiang Cheng's child-rearing and decides he is co-parenting whether anyone wants him to or not.
~*~
(Please REBLOG as a signal boost for this hard-working author if you like – or think others might like – this story.)
“Love is years of devotion, sacrifice, commitment, loyalty, trust, faith, and friendship all wrapped up as one. True love does more than cause your heart to flutter. It upholds your heart when the infatuation no longer makes it flutter.”
― Richelle E. Goodrich, Eena, The Return of a Queen
Repost: "Shingeki no Kyojin": a terceira perspectiva da história
(postado originalmente em 28 de março de 2021)
Por: Eena
Olá, caro leitor!
Gostaria de informar que haverão spoilers por aqui. Então, caso esteja fugindo disso, meu aviso está dado! Entretanto, juro que não contarei sobre o que está acontecendo no mangá nem muita coisa que passe dos acontecimentos da última temporada, certo?
Enfim...
Hoje, dia 28/04/2021, chegamos ao fim de mais um anime da temporada de inverno. Por ser um dos mais comentados e vistos atualmente em diversos lugares do mundo, o universo de guerra e destruição advindas por povos tão iguais, mas ao mesmo tempo diferentes, transmite uma sensação muito pesada de angústia e medo.
Com base nisso, tive a ideia de escrever essa resenha, embora seja mais uma análise, de um ponto que é muito recorrente em Shingeki no Kyojin: a questão dos vilões e dos “mocinhos”.
A obra Attack on Titan, de Hajime Isayama, ou Shingeki no Kyojin (進撃の巨人), é vista como grotesca, bizarra ou até mesmo ruim por quem não possui conhecimento do quão gigantesco é o enredo dessa história. Esta é desde 2009 publicada mensalmente na Bessatsu Shōnen Magazine e, posteriormente, compilada num volume que agrupa por volta de quatro a cinco capítulos e publicado pela Kodansha. O mangá é licenciado no Brasil e publicado pela Panini Comics desde 2013.
Informações técnicas não terão tanta relevância nesta resenha, mas saber que ela está há 12 anos praticamente no mercado é impressionante. Não pela questão do tempo, pois temos outras obras que são bem mais velhas — como é o caso de One Piece e Hajime no Ippo, por exemplo —, mas o fato de seu enredo ter sido deglutido sem nenhuma perspectiva positiva pelos leitores por tanto tempo. Isso é fantástico!
Falo por mim. Acompanho a história desde 2013, quando a primeira temporada foi lançada e deu muito o que falar. De primeira, achei um absurdo haver seres humanoides devorando pessoas descontroladamente, sem nenhuma esperança de um futuro diferente daquele.
Como seria possível eu, com meus 14 anos, ver tanta destruição sem propósito e ainda imaginar que todos se dariam bem um dia? Sentir a dor de Eren nos primeiros momentos da história ainda é presente em minhas memórias, mas muito além disso: pude sentir as dores dos personagens, tomá-las para mim e entendê-las.
Quando eu ainda estava na faculdade, cheguei no fatídico TCC. Odiado por 99,9% dos graduandos de qualquer área que exija, o tema inicial do meu foi uma questão muito importante na narrativa e história de Shingeki no Kyojin: existe mesmo um vilão? Se sim, quem seria?
Essa ideia surgiu durante muitas discussões em 2018 com uma professora que adorava qualquer novidade. Ela queria saber as ideias da turma para o TCC, e eu não tinha nada em mente, pois havia virado a noite lendo os capítulos que havia deixado acumular de Shingeki no Kyojin.
Foi aí que eu notei o fato de não conseguir definir quem seria o lado certo e o lado errado. Se era Paradis ou Marley. Se era Eren ou Reiner. Este ou aquele?
De fato passei muito tempo direcionando todo o rancor causado pela obra em Marley. Como poderiam ser tão malditos a ponto de usar crianças para atacar o povo inimigo?
O problema desse meu ponto de vista começou quando Marley foi apresentado. Aquele lugar, que para mim guardava os maiores demônios da Terra, apenas possuía pessoas com vontade de viver, assim como era em Paradis.
Então, ao vê-los com outro olhar, consegui mudar minha concepção de serem os vilões da história.
Mas calma, quero voltar para dentro das muralhas e mostrar um ponto que, acredito eu, tenha sido o principal fator para haver o favoritismo voltado para o lado dos Eldianos de Paradis.
Durante grande parte da história, apenas um ponto de vista era mostrado: o de Eren e seus companheiros da tropa de exploração. Era como se a história fosse narrada em primeira pessoa, trazendo somente uma determinada visão de um fator muito mais amplo e de escala mundial.
Sem sombra de dúvidas esse foi o objetivo de Isayama. Senão, desde o início teríamos um contato mais direto com o pessoal de Marley sem que fosse na perspectiva dos Eldianos — tanto os de Paradis quanto os do guetos. O principal sempre foi Eren Yeager, os pensamentos sempre foram os de Eren Yeager, as conclusões sempre foram as de Eren Yeager.
Essa forma de contar a história continua até o ponto em que Eren ataca Marley — que foi o relatado nessa última temporada. Nesse ataque, temos contato com Falco, Gabi e outros personagens que faziam parte dos eldianos de Marley.
Para não deixar somente jogado no ar, vou resumir os “eldianos em Marley”. Mas, antes, há uma questão muito importante para compreender a história: a origem dos titãs.
Quando descobri o segredo da origem dos titãs de fora das muralhas, foi angustiante. Era algo que nunca havia passado pela minha cabeça, por mais que houvesse motivos para tal, uma vez que beirava o absurdo. Sim, o absurdo.
Foi inadmissível perceber que todo o trabalho da tropa de exploração foi para matar seu próprio povo.
Os titãs de fora da muralha eram eldianos transformados em titãs pelo exército de Marley. E os de Paradis matavam todos sem nem ao menos ter conhecimento sobre, lutando contra eles mesmos durante anos e mais anos.
Percebe como isso é triste e transmite, automaticamente, a culpa para o sofrimento dos eldianos para Marley? Sendo que, no passado, as guerras entre titãs e marleyanos começaram quando Ymir adquiriu o poder de titã — dito como algo demoníaco no território de Marley — e lutou a favor de seu reino.
Tudo o que os personagens de Shingeki no Kyojin passam “hoje” é decorrente do passado. Um passado tão cheio de sangue e dor quanto o que é visto na narrativa do anime até então.
Haver eldianos em Marley é por uma causa tão podre que, quando descobri, deixou-me completamente fissurada em como Isayama apresenta os seres humanos como pessoas podres e egoístas. Gabi, Falco e qualquer outro Eldiano que está nos guetos de Marley estão lá com um propósito: ser uma arma para o exército.
Como descendentes de Ymir, eles podem se tornar “marleyanos hororários” caso ofereçam suas vidas para o exército para adquirir o poder dos titãs originais que estão em posse de Marley.
O pai de Eren era um desses eldianos em Marley. Só que, diferente da forma que a Gabi pensa, ele não suportava a ideia de privado de sua liverdade. Inclusive se tornou uma pessoa completamente consumida pelo seu desejo a ponto de usar uma criança indefesa para alcançar seus objetivos.
Eren herdou muita coisa de seu pai, juntamente a anos de estudos, ensinamentos e memórias. Inclusive ter herdado o titã de Ataque do pai justifica alguns de seus ideais.
Esses titãs, tidos como originais, somam o total de nove. Cada um possui uma particularidade, sendo ele o de Ataque, Colossal, Encouraçado, Cargueiro, Mandíbula, Fêmea, Fundador, Martelo de Guerra e o Bestial.
O “Fundador” é o primeiro que surgiu a partir de Ymir Fritz. Ele tem o poder da coordenada, a qual tem a capacidade de controlar todos os descendentes de Ymir. Os demais titãs também possuem poderes assim, mas não falarei aqui, afinal, o que quero fazer é instigá-lo a ler/assistir.
Posso adiantar que o Fundador sofreu bastante quando seu primeiro portador morreu. Inclusive sofreu a vida inteira.
Não vou entrar neste mérito, afinal, não é o meu objetivo, mas devo dizer que esse fato contribuiu muito para que eu pudesse chegar ao pensamento de que Shingeki no Kyojin aborda como a humanidade é podre e como viver é dolorido.
Bom, voltando!
Quando entramos na realidade de Marley, é dito que os que estão em sua posse são o Encouraçado, Mandíbula, Bestial e o “Martelo de Guerra” — os demais estão na posse de Paradis. Estes são passados de um portador para outro a cada 13 anos, sempre com o pensamento de “destruir Paradis” por serem uma constante ameaça.
Com isso, crianças são ensinadas a odiar Paradis como se a causa de todo mal fosse eles. Como se a extinção dos descendentes de Ymir fora do território de Marley fossem demônios isolados da “realidade” por puro egoísmo.
Usando como exemplo claro desse pensamento, podemos usar Reiner. Ele, como filho de marleyano com eldiana, acreditava que se candidatar para ser do exército, faria seu pai o reconhecer e voltar para casa. Quando ele consegue, corre até seu pai, mas sofre a decepção de ser tratado como um monstro por ele.
Mesmo sendo um “marleyano honorário”, seu sonho não poderia ser realizado, uma vez que ele ainda possuía o sangue eldiano em suas veias.
Um esquema parecido segue com Gabi, que por sinal é prima de Reiner, porém de forma muito mais forte. Pode-se dizer, inclusive, que ela é a versão feminina de Eren em Marley, pois o único desejo dela é acabar com seu próprio sofrimento arrancando o mal pela raiz — matando os “demônios” de Paradis.
Enquanto Marley pregava o pensamento de “a ilha de Paradis manter os demônios separados da humanidade”, Eldianos de Paradis acreditaram por muito tempo que eram os únicos humanos vivos diante da ameaça dos titãs. Ao passo que um pregava um discurso de ódio com fundamentos — todo o ataque que sofreu por titãs —, o outro era tão vítima desse sistema de opressão quanto eles, pois quem mais deveria protegê-los — o Rei de Paradis —, condicionou cada um a acreditar que eram os últimos seres humanos da Terra para viverem isolados.
O que eu quero dizer de forma clara é:
Nós não podemos dizer que um é o vilão dentro de Shingeki no Kyojin enquanto o outro é a vítima por conta de um fato extremamente importante: a narrativa. Ela não permite que escolhamos um lado, pois não há ninguém agindo da maneira certa ou errada.
Não existe certo ou errado quando lidamos com pessoas — exceto ao entrar no mérito de leis e relacionados, pois já fica mais relacionado ao convívio em sociedade. Como não é desse ponto que quero tratar, vamos ignorar, certo? —, pois cada um possui sua verdade de acordo com seu ponto de vista.
A realidade não é a mesma para todos. A representação de sua realidade exige muitas releituras, afinal, como seria possível enquadrar a pluralidade de cada sujeito numa única representação? Cada indivíduo possui sua história, sua crença e seus valores, e isso é o que define o “ser”.
Não podemos enquadrar Reiner como errado quando o tempo todo ele foi condicionado a pensar que o melhor e único caminho para sua vida seria entregar seus últimos 13 anos de vida para Marley e dar uma condição de vida melhor para sua mãe. Ele não teve escolha.
Isso é muito justificável quando é possível ver como ele sofreu enquanto esteve em Paradis. Ele notou que os eldianos de lá não eram ruins, inclusive lutavam pelo mesmo propósito que ele: ter uma vida. Reiner se apoiou numa personalidade que não era dele nesse meio tempo, afinal, precisava estar lá, precisava cumprir seu objetivo como “soldado marleyano”.
Logo na cena que Eren, que se passa por Kruger, reencontra Reiner em Marley, fica claro o arrependimento dele por ter feito o que fez para Paradis. Cenas antes ele é mostrado com uma arma dentro da boca, tentando se matar para não precisar lidar com todo o conflito dentro de seu psicológico.
Reiner matou e lutou ao lado do povo que ele jurou exterminar enquanto criava afeição e até mesmo esquecia de sua própria personalidade e objetivo em alguns momentos.
Inclusive, ainda na cena de Reiner e Eren em Marley, Eren diz que eles são iguais. Ambos somente gostariam de cumprir seus respectivos objetivos, e seria isso que ele faria: destruiria seus inimigos. Aqui, em específico, vemos a importância do contraste entre ambos, pois ao mesmo tempo que são diferentes, eles são iguais.
Iguais no desejo de viver, na vontade de cumprir seus objetivos para alcançarem a liberdade e em serem humanos. Compartilham semelhanças enquanto combatem entre si sobre suas diferenças tão parecidas.
Eren, por outro lado, é apresentado como um simples vingador. Por mais que cresça, ele não se arrepende do que já fez, pois, como ele mesmo diz, foi em prol de seu objetivo. Ele iniciou outra guerra, conquistou outra peça importante para seu plano e seguiu em frente, passando por cima de tudo e todos que estavam contra.
Por mais que esse comportamento não seja tão agradável, mostra como o Eren mudou ao descobrir muitos fatos passados e futuros — isso já é um spoiler, mas espero que não tão claro quanto seja para mim —, eu entendo. Consigo entender que é pelas dores dele que ele faz o que faz. Consigo me colocar no lugar dele e sentir a dor que é pensar ser um dos últimos humanos lutando contra a vida, mas, de repente, ver que não é a “verdade”.
Não se trata de compaixão com os personagens, longe de mim ser assim. Todos em Shingeki no Kyojin foram criminosos e vítimas ao mesmo tempo de um mesmo fator. Um mesmo fator que, embora não esteja claro, acredito ser plausível estar relacionado à humanidade.
O ser humano e todas suas complexidades é o motivo dos acontecimentos nessa história. É o vilão, é a vítima. É “quem” traz tanto sofrimento para os personagens nessa narrativa.
Tentar escolher um lado como certo e colocar o outro como errado em Shingeki no Kyojin, na minha opinião, é o mesmo que desconsiderar a subjetividade dos sujeitos dentro da história. Cada um é único, seja sem seus pensamentos ou ações. Armin, por exemplo, carrega uma culpa gigantesca, mas procura sempre pensar antes de agir.
Para mim, Shingeki no Kyojin não é só uma obra sobre guerras, mas sim uma que busca ensinar sobre olhar para outras perspectivas além da nossa. Não consigo encontrar outra obra que carregue toda a carga que SNK tem para mim, então é difícil de dar explicações além disso.
Ao meu ver, a terceira perspectiva da história de Shingeki no Kyojin é a do leitor. Aquele que pode ver os dois lados de uma mesma história, mas que não sabe quem é que está mais certo ou menos errado, uma vez que é impossível medir a dor de alguém.
Diante desse cenário de destruição que My War trouxe para a quarta temporada de Shingeki no Kyojin, eu me despeço, por enquanto, com muito carinho dessa temporada que tanto esperei para assistir.
Ainda tem chão pela frente para contar esse universo criado por Isayama, e é nisso que me apoio. Na curiosidade de ver tantas cenas do mangá animadas, na ansiedade de novos episódios com uma nova abertura para fechar com chave de ouro o que começou já pisando em tapetes vermelhos de excelência.
Eu poderia falar para você ler o mangá, mas, sabe.. é muito mais divertido dizer que esperar o anime não vale tão a pena se nós temos a história bem debaixo do nosso nariz prontinha para surpreender. Ver a adaptação animada torna a história muito mais cativante e única.
Mas se você não quiser, deixo esse spoiler aqui: a Mikasa é horripilante.
PS: Por favor, vamos exaltar essa cena: Ohayo, Poko!~
Aliás, a segunda parte da temporada final
já foi anunciada, mas teremos que esperar mais um pouquinho para surtar um pouquinho até lá…
The yellow side, described "Uneasy" takes the voice of Anna Brisbin (GGST A.B.A). Pink side, described as "Madcap" takes the voice of CJ Pawlikowski (Shadow Milk Cookie)
“Don’t ever give up.
Don’t ever give in.
Don’t ever stop trying.
Don’t ever sell out.
And if you find yourself succumbing to one of the above for a brief moment, pick yourself up, brush yourself off, whisper a prayer, and start where you left off.
But never, ever, ever give up.”
Repost: Deixar a Escrita e a Leitura Menos Cansativa
Por: Eena
Este texto foi postado originalmente no Blog da Liga dos Betas no Blogger, em 2020
Oi, gente! Eu sou a Ana Heloisa, a Eena no Nyah!. Vim aqui hoje para dar algumas dicas, que serviram e continuam servindo para mim, para que a leitura, por mais extensa que seja, não fique cansativa. Vale lembrar que esse texto foi escrito com base nas minhas experiências, mas fique tranquilo que serei bem didática.
Sabe aquela famosa frase dita pelo Fogaça do Masterchef “menos é mais”? É ela que vou pregar aqui, afinal quanto menos informação “desnecessária”, melhor, certo?
Antes de começar o texto propriamente dito, acredito que contar uma situação corriqueira para você seja essencial, pois o pensamento de que “a arte de escrever é um dom” está muito presente no nosso cotidiano.
Escrever nunca foi e jamais será um dom. É um trabalho cansativo e muitas vezes frustrante, porém, ao chegar no produto final, também é gratificante. Nós aprendemos a escrever estudando, praticando e principalmente errando. Se você acha impossível conseguir alcançar seus leitores por não acreditar em si mesmo, tire essa ideia imediatamente de sua cabeça.
Quando comecei nesse universo das fanfictions, lá para os meus 11/12 anos, descobri que escrever era algo que fazia eu me sentir extremamente bem. Só que esse “sentir bem” muitas vezes não era refletido nos leitores das minhas histórias, pois eu não conseguia passar totalmente minhas intenções para eles.
Tive dificuldade em escrever diálogos, manter os personagens de acordo com suas personalidades e muitos outros, mas principalmente em ter uma escrita que não fosse cansativa.
Sabendo disso, chegamos ao ponto crucial deste post: deixar a escrita e a leitura menos cansativa.
Enfim, primeiramente, precisamos lembrar: para que público estamos escrevendo?
A nossa sociedade está em constante comunicação por conta das tecnologias que facilitam o nosso dia a dia. Logo escrevemos para quem está acostumado com tudo isso. Então, boa parte do que foge da realidade rápida se torna cansativo. É como ler um clássico do romantismo brasileiro, como Senhora de José de Alencar, enquanto estamos mais acostumados com Percy Jackson. Considerando o parágrafo acima, seguimos para alguns tópicos que, como disse no ínicio, ajudaram e continuam ajudando muito no meu processo de escrita.
Desenvolvimento dos parágrafos: na medida certa
O desenvolvimento dos parágrafos das nossas histórias é o que define um bom entendimento do texto num geral, como também o ritmo dos acontecimentos. Podemos enumerar os detalhes — não no sentido literal, mas colocando os fatos numa ordem, cronológica por exemplo —, fazer um confronto de ideias, explicar sobre o assunto, como também realizar comparações, justificativas, exemplos, citações…
Há várias maneiras, mas todas buscam o mesmo: alcançar a compreensão do leitor de forma clara.
Evite, também, exagerar nas formas de desenvolver os parágrafos, como explicar demais ou colocar exemplos o tempo todo, pois a mesmice cansa em todos os âmbitos.
Não se esqueça que: o que vai definir o desenvolvimento é o tema proposto em cada história/capítulo, então tenha sempre essas quatro letrinhas em sua mente.
Articulando os parágrafos: todos fazem parte de um mesmo corpo
Você já tentou escrever em conjunto? Se não, sugiro que tente.
Quando praticamos o exercício de escrever com alguém, sabemos que a forma de articular as ideias é diferente, pois ninguém pensa, desenvolve e faz a da mesma maneira que o outro. Ao juntar as partes feitas por indivíduos diferentes, percebemos como nem sempre as partes formam o todo, pois não há articulação entre os parágrafos.
Ao escrever diversos parágrafos, é indispensável ter em mente que todos as partes estão sendo escritas por você mesmo, portanto precisam fazer sentido entre si, estando ligados de uma forma ou outra.
Imagina se nossos dedos não funcionassem para digitar nossas ideias no arquivo do word. Não seria estranho? Não conseguiríamos de jeito nenhum tornar nossas ideias coerentes no papel, pois haveria a carência de uma parte essencial desse processo: tudo funcionando junto.
Há partículas articuladoras que são indispensáveis para ‘unir” nosso parágrafos, então use-as: um texto bem articulado é um texto que faz nosso leitor ficar preso na narrativa, procurando sedento por mais informações sobre o tema.
Descrevendo: sem exagero, por gentileza
Descrições em demasia em pontos que não tenham tanta importância para a narrativa somente cansam o leitor, pois não há a necessidade de descrever um móvel, por exemplo, se ele só está de enfeite no cômodo que haverá uma briga entre os personagens.
Definir uma finalidade, um objetivo, ao descrever é essencial, uma vez que, se a intenção for causar algum impacto — positivo ou negativo —, a descrição precisa estar na medida certa: informação de menos é ruim, assim como de mais, também. Uma comida com pouco tempero não é boa, assim como extremamente temperada.
Quando for realizar a descrição de algo — seja uma pessoa, um objeto ou um ambiente —, pesquise. Pesquise muito, pois é um bom observador que realiza uma boa descrição.
Seja claro e objetivo: lembre que você está escrevendo para alguém ler
Sabe quando estamos conversando com alguém? Podemos pedir para repetir uma ideia caso não entendamos, mas na escrita não é da mesma forma. O que escrevemos é o que o leitor terá para entender, então trabalhar com clareza e objetividade é indispensável.
O leitor precisa entender o que queremos passar, senão a escrita perde o seu valor. Imagina só se sua intenção é fazer uma cena dolorosa, mas o leitor não consegue entender que a personagem está passando por um momento difícil. É um dos maiores terrores, cruzes!
Lembre sempre: você está escrevendo para alguém ler. Coloque-se no lugar de leitor e tente encontrar suas intenções dentro de seu texto.
Desenvolver, articular, descrever e ser claro e objetivo são os pontos cruciais para que a gente não canse o leitor. O processo de escrita é feito de muita leitura, estudo e prática, então nunca se deixe desistir por conta das dificuldades. Se tudo funcionar, o texto será tudo, menos cansativo.
Durante todo meu texto, procurei aplicar as ditas. Tente o mesmo também! Garanto que chegará num determinado ponto que elas estarão enraizadas na mente de vocês.
Bem, é isso! Espero, de coração, que vocês tenham gostado.
Usei um livro como material de apoio, ele é cheio de dicas de “como escrever bem”, então achei que seria interessante adaptá-lo com o tema. O nome dele é “Superdicas para escrever bem diferentes tipos de texto”, da Edna M. Barian Perrotti.