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Eu não fui embora porque você me machucou. Porque você me deu menos do que tinha pra transbordar. Porque você usou incontáveis vezes contra mim, as minhas fraquezas. Porque você me deixou sozinha nos momentos em que eu mais precisei que ficasse. Porque você continuou desferindo sua indiferença mesmo quando em lágrimas eu te pedia pra parar. Eu não fui embora porque você não me amou. Nem por ter fingido me amar. Eu não fui embora porque você já via o fim desde o princípio. Nem porque você nunca enxergou em mim, o que enxergou em quem veio após. Eu não fui embora por nada disso. Eu fui embora porque eu te conheci. E depois de realmente te conhecer, eu não suportaria ficar.
Não é justo, não é justo que você tenha que segurar o mundo nas costas, não você. Divide comigo? Por favor, dói demais te ver assim, me deixa segurar teu fardo, nem que seja só por um momento. Eu sou incapaz de deixar você. Eu quero chorar por te ver chorando, eu não sei quais palavras usar para cessar sua dor, eu só quero que saiba que o que dói em você, dói em mim em proporções inimagináveis e que eu acho injusto, é injusto que você tenha que passar por isso, é injusto demais... Por que você é a pessoa mais bondosa, excepcional e linda que eu já conheci e quero que saiba, você não precisa mais carregar o fardo sozinha. Estou aqui por você, e não vou soltar sua mão.
Eu mantive meu celular no silencioso desde aquele dia em que tudo o que restou foi o nada. Havia muito em mim, mas quando me refiro a nada, é que não havia nada a resgatar. Nem nossos corpos em uma junção maior que o espaço sideral, nos traria de volta. Por três dias eu esperei uma mensagem em qualquer rede, um SMS, uma ligação, numa era em que tudo é pautado em mensagens instantâneas. E eu ainda acho que essa minha resistência nos finais, ainda vai me matar, é uma espécie de tortura que eu não conheci igual. Eu esperei, até que eu parei de desbloquear meu telefone pra ver se havia um sinal teu, três dias após. E de lá pra cá, eu venho entendendo que a gente não pode esperar por algo que ficou lá no passado. Quando o show acaba, não importa o quanto o público tenha admirado o espetáculo, não importa o quanto o público tenha aplaudido. Não importa. As cortinas simplesmente se fecham. É hora de levantar-se, e ir.
I stopped counting your absence.
Se eu pudesse voltar atrás eu não voltaria para você.
Voltaria para o dia que te conheci e não sairia de casa, só para não te encontrar.
quando eu te conheci não imaginava que você me causaria tanta dor.
t.
@21h50
enxerguei nos teus olhos marejados o nosso fim e você não sabe o quanto dói ir embora depois que laço se quebra. nadamos mares indomáveis, apagamos incêndios incontroláveis, e no final o que restou de nós? tentamos incansavelmente sair da areia movediça de braços dados quando no fim eramos nós dois que estávamos nos afundando. te dar a mão seria te ajudar a se afundar, literalmente. lutamos batalhas quando no fim a guerra sempre estava perdida. conheci o paraíso ao teu lado, decorei o som da tua risada e amei teus olhos, mas como Adão e Eva, fomos expulsos do paraíso. conhecemos juntos o inferno, dançamos com o diabo uma música que não nos pertencia e nada do nosso amor restou. te dar a mão agora seria abraçar um destino que vai nos partir, te dar a mão agora significaria ficar e esperar tudo desabar em nós. eu preciso sobreviver depois disso, e você também. e isso acaba aqui.
voarias
Você é como uma cidade que nunca conheci.
Andando por aí, a sua fama não passou despercebida por ser tão interessante quanto sedutor. Me encantei pelas histórias, pelas fábulas e pelo sotaque característico que só tua voz sabia entonar. Alguns poderiam chamar de ilusão, porém, eu não. Gosto de chamar de fantasia. Você me contou dos caminhos, das madrugadas e das taças brindando, eu te contei dos meus céus cinzentos, noites sem lua e falta de mar. Éramos como um oposto complementar, morando em corações de signos gêmeos. Era de grande sutileza nosso desencontro, pois enquanto minha verdade era fixa e racional, a sua sempre foi vaidosa. Te mimei e envaideci para criar raízes na terra, mas só te impulsionei a voar cada vez mais longe. Meu amor te inflou até cruzar mais quilômetros do que os que já separavam nossos caminhos. Nada disso foi suficiente para que não me prendesse em suas narrativas mirabolantes, cheias de vilões e vilãs, mas nenhum jamais seria você. Sempre foi o príncipe das próprias histórias, eu sempre fui vilã das minhas, éramos uma dupla sintomática irrecuperável. O problema é que sua prepotência não previu o momento em que o sintoma não me bastaria mais, em que meu lugar de vilã seria questionado e, por consequência, você também. Me distanciei da sua certeza esmagadora e percebi que meus prédios eram de areia, minhas ruas eram de brisa e as histórias eram apenas versões, não verdades. Foi então que te percebi como uma cidade que nunca conheci. Uma cidade que sempre ouvi falar dos bares, das ruas e das luzes, mas nunca pude tocar com os meus pés e respirar o ar com meus pulmões. A distância era mais que física, era total. Você não me deu dicas sobre como me encontrar diante de suas encruzilhadas, ainda que me convencesse que sim. Foi pensando nisso que pisei em sua cidade, caminhei pelas suas areias, senti tua maresia. Foi lembrando de nós que contemplei o belo horizonte pela janela, sorrindo melancólica da ironia de estar no mesmo lugar que sua vaidade pela primeira vez em tanto tempo, porém sem a chance de te olhar no olho. Olhei pelas janelas da sua capital, tão longe da minha, pensando em como nosso mundo ruiu a ponto do nosso possível momento mágico ter se tornado a sepultura de tudo que construímos e destruímos ao longo dos anos. Nossa ligação é uma cidade fantasma que em nada reflete sua metrópole litorânea, destruída lenta e apressadamente até não restar nada além de pedras soltas, onde antes havia fortaleza, hoje existem apenas destroços.
Por favor, me deixa em paz. Eu demorei muito tempo pra me acostumar a ficar sem você, pra não chorar toda vez que te encontro por aí. E eu não passei por tudo isso pra você voltar quando bem entender. Por favor, me deixa em paz. Você quis ir embora, então fica pra lá mesmo. Não me procura - especialmente se estiver bêbado, e muito menos fala de mim para os seus amigos. A gente finge que nunca se conheceu, que nunca se amou, que somos ninguém um para o outro, o que você acha? Pra mim, tá ótimo. Eu não me importo de fazer isso. Afinal, eu nem sei se algum dia te conheci de verdade. Então, me deixa te esquecer mas não esquece de, por favor, me deixar em paz.
Cadê seu Romeu, Julieta?
Você foi a pessoa mais interessante que eu já conheci em toda minha vida. Cada vez que te encontrava, eu sentia que se passasse pelo menos uma semana ao seu lado, eu me apaixonaria completamente. Acontece que eu sempre fui o "comum", o "mais do mesmo", talvez não fosse um fato, mas sim, o jeito como eu sempre me vi. Na minha cabeça a pergunta que sempre se fazia presente era: "como uma pessoa tão extraordinária se interessaria por alguém tão "normal"? E talvez eu nunca tenha a resposta pra esse questionamento.
tauc.
eu não fui embora porque você me machucou
ou porque me deu menos do que tinha pra transbordar, ou usou incontáveis vezes as minhas fraquezas contra mim. eu não fui embora porque você me deixou sozinho nos momentos em que eu mais precisei de ti, ou porque você continuou indiferente quando meu coração implorava que você ficasse. eu não fui embora porque você não me amou, ou fingiu me amar. eu não fui embora mesmo sabendo que você já havia predestinado um fim desde o princípio. eu só fui embora porque eu sabia que continuar, iria dilacerar o que restou do meu coração. eu fui embora porque quando eu te conheci, depois de realmente te conhecer, eu não suportaria ficar. céu de júpiter e desabou em: eu não fui embora por você, eu fui embora porque eu tive que me escolher
“Você me vê de um jeito que ninguém nunca viu, com calma, de um jeito bonito, com cuidado. Não preciso parecer forte o tempo todo e isso é muito reconfortante.”
—
Pietro
desculpa, mas eu não sei mais te olhar sem desejo.
— subestimar
“- Ainda o ama? - Não consigo imaginar o dia que não o amaria. - Por que não volta? - Porque ele já não está me esperando.”
— Amor com a letra R.
você me olhava como se eu fosse alguma espécie de monumento inabalável e isso me dava tanto medo porque eu desmorono todos os dias dentro de mim.
“Mas não estou triste, e tampouco alegre, não estou sentindo nada. Pode jogar água fervendo no meu peito, eu não vou gritar.”
— Martha Medeiros.