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Love Begins
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Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ

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stirling, f.
A resposta dela fora evasiva e, de certa forma, não o pegará completamente de surpresa. Ele sorriu, quase riu, balançando positivamente com a cabeça. Ele a observou discretamente e ao julgar pelos traços delicados, a postura altiva, roupas e joias, ela definitivamente era alguém que pertencia à corte. Uma nobre talvez? Ou quem sabe até mesmo a irmã mais velha da princesa que ele deveria ser babá. Sabia que o rei tinha três filhos, o príncipe herdeiro e duas meninas. Deixou seus devaneios de lado quando ouviu a voz dela novamente. Frederik assumiu a postura de general assim que ouviu seu sobrenome saindo dos lábios dela. — Sim, senhorita! - Ele acenou com a cabeça educadamente enquanto mantinha ambas as mãos atrás de seu corpo. — Mas ainda não sei seu nome. - Ele sorriu de canto. Não lhe passou despercebido que ela ignorou seu sútil pedido de saber-lhe o nome dela. Aquela moça, quem quer que fosse, estava se demonstrando muito misteriosa, e ele não gostava disso. Não gostava dos rodeios. Observou-a tirar as luvas, ao mesmo tempo que dizia que a princesa não queria ser encontrada. Frederik quase riu e contou que também não queria encontrá-la mas era parte de seu trabalho, ele não tinha escapatória e, pelo visto, nem a princesa. Estava prestes a compartilhar aquilo quando ela lhe estendeu a mão e se apresentei como, ninguém mais, ninguém menos, que a princesa Eadlin, a princesa que ele procurava. Quanto mais ele pensava sobre o assunto, mais lhe fazia sentido. Ninguém, em momento algum, lhe falou que a princesa era uma criança, ele que assumirá aquilo e não fora atrás de informações. Ficara tão irritado com o trabalho que lhe fora designado que não fizera perguntas. — Você é a princesa Eadlin? - Ele falou quando finalmente encontrou a própria voz. Forçou-se a se mexer, segurou a mão dela, sentindo a macies de sua pele, e então se curvou para depositar um beijo nas costas da mão. — Queira perdoar minha surpresa alteza. - Ele falou um pouco contrariado. Não gostava de ser pego de surpresa. — Sendo sincero. - Porque ele acreditava que a sinceridade era sempre o melhor caminho a se seguir. — Não imaginava que a princesa a qual o rei me pediu para cuidar fosse uma mulher. Imaginei uma criança. - Ele sabia que estava alfinetando-a, assim como sabia que não deveria estar fazendo ou falando aquilo, mas diante da fala dela, não havia como ele se conter. — Sim, sim, é claro. Não acredito que seja um prazer me conhecer.
Ele parecia incrédulo. Eadlin gostava de pensar que em seu lugar também estaria. Provavelmente estaria irritada com seu rei, porque aquele não era um trabalho para um general condecorado. Ela não era nem a princesa herdeira, não aquele era Ethan. Depois Evelyn, ela ainda era a terceira na linha de sucessão, isso se seus irmãos não deixassem herdeiros. Aquele zelo desregulado era surreal. Addy reconhecia que foi um pouco perigoso da sua parte escapulir aquele dia, mas ela não queria morrer uma morte dolorosa. Ela só queria se divertir um pouco mais que aquela vida cheia de regras! Será que era pedir muito? Porém, se para ela seria ruim ser vigiada algumas vezes (pois ela com certeza acharia formas de despistá-lo), ela só poderia imaginar quão ruim seria para um general ser reduzido à uma babá glorificada. Deixou que ele segurasse-lhe a mão e levasse aos lábios, ato que já era tão comum na sua vida que ela quase não ligava mais. Ao menos sua mão não estava cheia de terra. “Pois meu pai ainda me trata como uma criança, uma vez que não sou tão boa em seguir as regras quanto minha irmã,” ela admitiu, sem se ofender ─ afinal, o problema não era ela, mas o título que colocava limites em tudo que fazia. Eadlin tinha que agradecer pelas oportunidades que ser princesa havia lhe dado, mas certamente o lado negativo aparecia em letras neon em sua frente. Ela imaginava uma vida sem liberdades para si, o general Stirling deveria entender isso.
Addy pegou um regador e se aproximou dos canteiros, ponderando o que deveria falar para ele. A verdade é que ainda não sabia o que ele iria achar. Ele provavelmente não estaria do seu lado, afinal, seu trabalho ali era impedi-la de fazer tudo que quisesse (basicamente). E não era que ela desgostava dele, só não podia confiar. “Ao menos você é sincero, sir Stirling. Então eu lhe pergunto, o que você acha dessa ideia esdrúxula de meu pai? Prometo que o rei nunca saberá,” disse cruzando os dedos sobre os lábios e beijando-os em promessa, antes de começar a aguar as plantas e esperando para ver se ele iria dizer algo. Eadlin não esperava que ele fosse se abrir, afinal, não devia falar mal das escolhas do rei, mas ela adoraria saber que estava certa e não era a única que achava aquilo idiota, pois por vezes acreditava que até seus irmãos (sua própria irmã!) poderiam concordar com papai. “Meu pai deveria ensinar-me a defender ao invés de colocar uma babá── sem ofensas.”
hastings, e.
Fora praticamente impossível não gargalhar ao ver o noivo beber o conteúdo de sua taça em um só gole e tossir logo após. Mas Evelyn não podia agir feito uma criança, não, agiria como adulta. Ou quase isso. — Sente-se bem? Se precisar se retirar tenho certeza que todos entenderiam. - Ela sorriu com uma falsa compaixão. Notou que ele pegou outra taça, claro, agora seria obrigada a se casar com um alcoólatra. Era preciso um grande esforço para que ela não revisse os olhos, mas quando ele falou que a festa de noivado era dele, Evelyn acabou mandando todo seu auto-controle pro espaço. — Sua? SUA? - Ela perguntou descrente. — Você está conseguindo ser mais ridículo do que eu pensei que fosse. - Ela o alfinetou. Negou com a cabeça e então levou a própria taça ao lábios, sorvendo um grande gole. Talvez ela devesse seguir o exemplo do alcoólatra com que se casaria e tornar-se uma, afinal só assim ela aguentaria aquilo.
Olhava ao redor deles como se procurássemos suas damas de companhia que estavam falhando miseravelmente na missão que ela lhes dera. Evelyn pedirá que não a deixasse na presença do noivo por mais de cinco minutos e lá estava ela, sentindo como se estivesse ao lado dele por anos. Voltou seu olhar pra ele, desta vez chocada. — Só porque ficamos noivos isso não lhe dá o direito de me chamar pelo primeiro nome, Cassian. - Seu tom era carregado de desdém, principalmente quando pronunciava o nome dele. — Ótimo, então sejamos honestos um com o outro, já que dizem que comunicação e honestidade é a base de um casamento feliz… - Ela se virou completamente na direção dele, ficando de frente para ele, aproximando-se mais e mais, apenas para cutuca-lo no ombro enquanto falava. — Eu não gosto de você e não quero me casar com você. - Ela falava baixo, afinal estavam numa festa, haviam pessoas em volta e Evie era correta demais para fazer um escândalo, por mais irritada que estivesse. — Mas estamos presos um com o outro, a menos que você queira desistir. - Não havia como esconder a esperança em seu olhar quando encarava tão profundamente os olhos dele. Quando ouviu ele novamente, seus ombros e sua postura perfeita caíram. Ele não desistiria. — Regras - Seu tom era descrente, mas surpreso. — Ótimo, vá em frente. - Pois ela era toda ouvidos. Evelyn era muito certinha, sempre fora fã das regras, a ajudavam a controlar sua ansiedade, por isso nunca havia quebrado uma. No entanto ela duvidava, e ate mesmo apostaria se fosse preciso, que ele não era fa de regras. Apostaria ate mesmo que ele seria o primeiro a quebrar uma das próprias regras e era por isso que ela cruzou os braços e ofereceu um sorriso presunçoso.
Não que Cassian não fosse acostumado a beber, ou beber coisas mais fortes que aquele champagne, mas a rapidez com que jogou a cabeça para trás fez com que o álcool subisse rápido e não como usualmente. Coisa que provavelmente Evelyn desconhecia. Se continuasse a imagem dela só pelo que falavam, a princesa deveria ser a pessoa mais chata do mundo. Garotas boazinhas demais fazem boas esposas ─ isto é, quando elas não detestam seus futuros maridos. Honestamente, Cassian não sabia o que tinha feito para merecer o desgosto da princesa. Mal trocaram muitas palavras enquanto cresciam. Poderia imaginar que ela tivera uma queda não correspondida por ele na adolescência, mas quem não tinha tido? Revirou os olhos, já exausto daquela interação. Não era segredo que a nobreza costumava ter relacionamentos... complicados. Tendo que se casar com Evelyn, Cassian entendia porque tantos homens optavam por ter amantes. “Você está fazendo muita questão que eu diga nossa para alguém que não se importa...” Ele apontou com sorriso de desdém. Seu objetivo era deixá-la com um pouco de raiva, mas um pouco não era nada complicado aparentemente. “Então quer dizer que você pensa em mim,” ele apontou pela fala dela, mesmo que a intenção tivesse sido insultá-lo.
Levantou uma das sobrancelhas, “──você realmente acha que eu me importo se você me chamar pelo primeiro nome, Evie?” Dessa vez ele usou um apelido só para provocá-la. Evelyn estaria insana se ele fosse chamar a noiva pelo sobrenome ou Alteza. Eles poderiam não ser próximos, até mesmo se detestarem, mas as coisas já eram insuportáveis demais para que ele mantivesse aquele nível de formalidade. Sem contar que irritá-la era um bônus. Em seguida, ele respondeu com um sorriso amarelo. Eles poderiam ser honestos e comunicativos o quanto fosse, mas Cassian não via nenhuma possibilidade de final feliz, literalmente e metaforicamente. “Parabéns── eu também não quero me casar com você, mas até esse noivado você era meio... insignificante. Sua imagem de menina boazinha é meio irritante, mas não tinha nada a ver comigo.” Deu de ombros. Quando ela falou em desistir, Cassian soltou um suspiro pesaroso, “──entre eu e você, você quem realmente pode desistir.” Quem dizia não ao rei? Certamente não a família Doherty. “Primeira regra é que não precisamos dar satisfação um ao outro, desde que não influencie nas nossas figuras públicas,” ele tinha quase certeza que ela não iria se aguentar de tentar meter o dedo na vida dele e “consertá-lo”, mas não custava tentar. “Podemos fazer o que quiser, com quem quiser, quando quisermos,” e ele esperava que aquilo também estivesse claro para Evelyn, porque se ele não teria sorte naquele casamento, fisicamente falando, ele iria conseguir em outro lugar. Era claro que em algum momento eles precisariam achar uma forma de ter um filho, mas Evelyn provavelmente encontraria uma forma que o envolvesse o menos possível no processo. “Também não precisamos nos ver muito, tirando eventos sociais... Ou, e você tem que gostar do Orion.” Ela poderia detestá-lo, mas ele não iria admitir nada contra o seu cachorro.
delperier, f.
Se antes havia parado de prestar atenção nos quatro, agora estava muito atenta, principalmente quando ouviu as palavras de Henry sendo dirigidas a ela. Era claro que era um jogo inglês e era claro que ele sabia como jogar. Como havia sido tão estupida ao pensar o contrário. Queria que o chão se abrisse e a engolisse naquele momento, tamanha era sua vergonha, mordeu o cantinho do lábio inferior em um ato nervoso enquanto deixava um sorriso tímido estampar seu semblante enquanto abaixava o olhar para o bule que ainda segurava. — Claro que é! - Ela sussurrou. Colocou o bule sobre a mesa enquanto todos se levantavam. Com a comoção ela não notou quando Henry parou atrás dela, falando baixo, próximo ao seu ouvido de forma que só ela podia ouvir. Teve um leve sobressalto surpresa com a proximidade dele, e então sentiu um arrepio percorrer sua espinha, um arrepio que lhe trazia lembranças, lembrança que ela se quer deveria ter. Olhou minimamente por sobre os ombros para ter um pequeno vislumbre do loiro, ele estava perigosamente perto. — E qual seria o pretexto para sairmos daqui? - Perguntou num misto de curiosidade e ansiedade.
Ela sabia que não deveria sentir aquilo, sabia que não deveria ficar sozinha com ele. Mas uma parte de si, uma grande e estupida parte, a parte que a estava movendo a fez virar-se para ele por completo, após notar que as moças haviam se afastado, dando-lhes um pouco de privacidade. Frannie apoiou ambas as mãos no encosto de metal da cadeira, enquanto mordia o lábio incerta. — Não entendo. Não quer jogar ou o que? - Ela tinha medo de perguntar se ele queria ficar a sós com ela. Era verdade que a dama de companhia ainda se ressentia pelo que acontecerá, mas desde e tão ela vinha tentando colocar em sua mente que não podia ficar com raiva dele pelo ocorrido. Ele era o herdeiro da Inglaterra, era lindo, charmoso, podia ter qualquer mulher que bem entendesse. Ficar com ela fora apenas um passatempo, e chamá-la pelo nome da ex, bom, deveria ser normal, ele deveria amá-la. Henry não tinha culpa de nada. Ela era a única culpada por ter se deixado envolver, por ter fantasiado algo que não existia. Estava mais do que na hora de crescer e agir naturalmente. — Certo. Sair daqui. Mas você lida com elas. - Ela disse em meio a rodeios e pequenos sorrisos.
“Qualquer──” ele poderia dizer que tinha um compromisso o qual havia esquecido, estava cansado demais, não queria ficar ali, ou, e aquele era o seu preferido, ele simplesmente poderia dizer que não estava a fim de participar daquela atividade quase cômica. Todos ali sabiam que Henry havia nascido sério demais. Ela não podia ver direito, mas ele deu de ombros para acompanhar sua fala. Ele não se importava de jogar, isso era um fato, mas ele sabia que Louise só estava fazendo aquilo para que os dois ficassem no mesmo time e eles não teriam a possiblidade de conversar de verdade se ficassem entretidos no jogo. Ele preferia ter a oportunidade de conversar do que perder tempo. Afinal, ele queria encontrar um tempo que pudesse falar com Francesca ─ precisaria consertar as coisas ─ mas aquilo sempre iria depender dela. Ele não poderia força-la a ficar junto dele ou conversar com ele se não quisesse. E a última coisa que queria era piorar as coisas, quando as coisas tinha ido mal por uma tolice dele ─ e ele nem amava apaixonadamente Audrey. Não tinha nem ao menos uma boa razão além da boa e velha familiaridade, ou talvez não devesse ter se envolvido com ninguém enquanto estava entre relacionamentos. O fato é que ele havia pisado na bola e certamente levaria mais tempo que uma única conversa para que consertasse.
Mesmo que não visse, ele assentiu, antes de falar mais alto, voltado ao resto das mulheres dessa vez, “──creio que não será dessa vez que irei derrotar vocês.” Falou, observando-as pararem de conversar para olhar-lhe curiosamente. “Francesca irá passar comigo o cronograma da semana ─ se não se importar, claro, Lou...” e ele esperava que ela não fizesse nenhuma objeção já que ela queria que eles passassem tempo juntos, não? “Tudo bem, Francesa?” Ele perguntou, apenas para reafirmar que ela estava certa da decisão e ofereceu-lhe o braço para que pudessem ir, antes que sua irmã fosse a pessoa que tivesse alguma objeção apenas para irritá-lo.
hastings, e.
Não fora absolutamente nenhuma surpresa quando seus pais lhe informaram que em breve Evelyn iria se casar. Como ela era a mais velha das gêmeas, eles haviam lhe arrumado um noivo primeiro, Eadlin viria a seguir e por serem princesas, bom, era um pouco óbvio que teriam que se casar com quem quer que seu pai escolhesse. Claro que ela não gostava da ideia, claro que achava injusto. Mas precisava admitir que estava conformada com seu destino, sabia que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde, a única coisa que pedirá aos pais era que não lhe arrumassem um velho para ser seu marido. Seria demais e ela não suportaria. No entanto, se soubesse quem eles iriam escolher, se soubesse que teria que se casar com o futuro Duque, Cassian Doherty, ela teria implorado por algum velho desdentado. Qualquer um menos ele teria sido proveitoso e tudo porque o duque tinha uma fama terrível na opinião dela. Segundo o que tinham lhe contado, ele havia distraído a reputação de várias moças não só da corte, mas de todo o reino, além é claro de, na opinião dela, ser super arrogante.
E era exatamente por isso que Evelyn, a doce princesa, a que sempre aceitava tudo o que os pais colocavam em sua frente havia, pela primeira vez na vida, feito o maior escândalo quando soubera quem era seu noivo. Obviamente, ninguém além de sua família soubera de sua revolta. E lá estava ela vestindo um maravilhoso vestido de baile que ela sabia que daria o que falar por causa da cor, um penteado adornado por uma tiara, dando sorrisos gentis a todos que vinham lhe parabenizar por aquele noivado, que na opinião dela era muito idiota. Acenava com a cabeça e sorria para o Conde Lhorn e sua esposa quando ouviu a voz do homem dirigir-se a si. Nunca trocará mais do que três palavras com o noivo, mas sabia que era ele após a primeira palavra. Virou-se lentamente para ele, mantinha o sorriso nos lábios, mas agora era completamente forçado. Tombou a cabeça levemente para o lado, será que ele sabia que ela o desprezava? — Que indelicado de minha parte. Queira me perdoar, é ótimo vê-lo. - Seu tom era doce, mas carregado de sarcasmo. Prometera aos pais que se comportaria, maldita hora. Esticou a mão para ele, para que se cumprimentassem. — Divertindo-se? - Perguntou, pois era isso ou ignorá-lo completamente.
Até a voz dela era irritante ─ isso ou o óbvio sarcasmo que ela não fazia questão de esconder irritava-o profundamente. O que ela achava? Que ele estava feliz com isso? Cassian gostaria que ele pudesse recusar o arranjo. Ele poderia explicar para o rei que estava lisonjeado, mas que não acreditava que eles dariam certo, mas quando alguém se importou com aquilo? Nenhum casamento arranjado era baseado em felicidade e Cassian não era alguém que acreditava que o casamento era o formula do mesmo. Ele desceu o conteúdo do sua nova taça tão rápido que se sentiu levemente tonto e tossiu. Quantas daquela ele já tinha tomado? Havia perdido a conta. Novamente, deixou a taça no primeiro garçom que passava e puxou mais uma taça. Ele não pretendia continuar sóbrio se tivesse que manter aquela conversa amigável. “Como não podia estar me divertindo?” Ele perguntou copiando o tom jocoso dela. “É minha festa de noivado afinal.” Fez questão de falar como se ela não estivesse envolvida naquilo também. E, honestamente, ele achava que ela realmente não estava envolvida. Ela parecia querer aquilo tanto quanto ele ─ algo próximo de zero ou negativo.
A cor do vestido dela não passou despercebido para ele, mas Cassian não podia ligar menos. Ela poderia fazer coisas piores para transformar a vida dele um inferno do que expressar sua infelicidade na cor de um vestido. A pior delas sendo não consumar o casamento, afinal, já não bastava o novo cinto de castidade que agora estava no seu anelar. “Agora você pode parar de fingir, Evelyn, afinal o seu tom diz tudo──” ele falou sem ressalvas quando parecia que não tinha mais ninguém por perto, mas forçando um sorriso ou outro quando alguém passava junto. “Você não precisa me convencer o quão feliz você está...” Ele sempre diria que ele quem se deu mal nesse arranjo, afinal, quem iria querer se casar com uma princesa mimadinha? “Ao menos vamos estabelecer regras se queremos sobreviver a esse... a isso.”
Girls like her were born in a storm. Lightning in their souls, thunder in their hearts and chaos in their bones.
stirling, f.
w. @mesmerizingtales
Hastings, Eadlin:
Fora informado, muito cedo naquele dia, que o rei gostaria de conversar com ele em uma hora, o que lhe dava tempo suficiente para se arrumar, tomar um rápido café preto, já que nunca tomava café da manha, passar no quarto ao lado, o quarto da filha, dar-lhe um beijinho de bom dia e seguir para o encontro com o rei. E foi o que ele fez. Cinquenta minutos depois de receber o comunicado, Frederik encontrava-se no escritório do rei, sentado a sua frente. O monarca lhe explicava o que queria dele, começará lhe contando sobre as últimas atrocidades que a filha mais nova havia feito, reclamava que ela o tirava do sério e que estava verdadeiramente preocupado com sua segurança. Enquanto o rei falava, o Stirling só conseguia pensar que o rei estava exagerando, a filha deve deveria ser apenas uma criança, era normal que crianças dessem trabalho. Não que Olívia fosse uma péssima filha, muito pelo contrário, mas sabia que quando ela chegasse na adolescência as coisas mudariam. Frederik quis dizer que o rei deveria ter paciência com a princesa, mas não abriu a boca, afinal não era sua filha, não era sua responsabilidade. Até aquele momento.
Trinta minutos depois, o general deixava o escritório do rei bufando furioso, liberando toda a frustração que havia segurado dia te do rei, ou teria lhe desferido um soco e provavelmente seria preso e depois esforçado por tal ato. Num passe de mágica ele havia passado de general a babá. Como aquilo fora acontecer? Sim, ele tinha uma filha mas nem mesmo ele cuidava de sua própria filha, será que o rei não via isso? Agora teria que ficar correndo atrás de uma pirralha mimada para baixo e para cima? Claro que tentará fazer o rei ver a razão do porque ele não podia aceitar aquele trabalho, como poderia tomar conta dos soldados e prepará-los para uma guerra se estava trocando fraudas? Deus do céu, será que ela ainda usava fraudas? Ele sacudiu o cabeça horrorizado com o pensamento. Ficaria tudo bem, o próprio rei lhe garantirá que era apenas temporário, até que o próprio Stirling arrumasse um guarda a quem confiasse sua vida para ocupar seu trabalho. Rangeu os dentes, marchando irritado de encontro a princesinha mimada. O rei havia dito que ela estaria à espera dele na varanda que dava para os jardins do fundo o que, agora pensando melhor, lhe soava estranho. Crianças geralmente não faziam as refeições na frente dos adultos, sempre em uma sala de jantar reservada para as crianças. Sabia disso por causa de Olívia. Respirou pesadamente e então saiu para os jardins e em poucos passos estava na varanda e no entanto, ela não estava lá. Avistou uma jovem andar vagarosamente próxima as flores e então decidiu se aproximar, talvez ela tivesse visto a princesa que claramente ou estava atrasada ou havia fugido e ele havia começado muito mal o seu trabalho. Aproximou-se dela e a cada passo que dava podia ver mais de seus traços e foi só quando estava finalmente de frente para ela que ele notou. Ela era linda! — Bom dia senhorita. - Ele começou assim que pigarreou, livrando-se do desconcertante olhar dela. — Poderia me dizer se viu a princesa Eadlin por aqui?
Eadlin entendia porque o pai havia tomado aquela decisão, porém não queria dizer que ela gostava da mesma ou ao menos a aceitava. Não! Era ultrajante que aos vinte-cinco anos ela precisasse de uma babá. O rei poderia enfeitar o quanto quisesse os títulos do sargento (ou era general?), mas, para ela, ele tinha virado uma babá glorificada ─ e ela tinha sido reduzido à uma criança mimada. Nem quando era pequena tinha sido cercada por seguranças. Tudo bem que sua vida tinha sido arriscada e ela quase foi sequestrada, mas que tipo de família real eles seriam se aquilo não tivesse acontecido com um deles? Ao menos significava que ela tinha ido próximo suficiente do povo e não ficado trancafiada naquele castelo, diferente do resto da sua família. Ela só queria uma noite normal, mas não podia porque tinha nascido uma Hastings. Ela sabia que tinha um papel e obrigações, mas ser uma princesa deveria também lhe dar privilégios que outras pessoas não tinham, certo? Eadlin ainda precisava conhecê-los.
Ao acordar, ainda de manhã cedo, não havia aceitado o fato que fora dito para ela na noite anterior e, por mais que seu pai tivesse dito para que ela esperasse na varanda, ela bufou o ar pesarosamente enquanto vestia roupas mais casuais e ignorou completamente a ordem de seu pai, indo diretamente para o jardim. Quais outras consequências para suas ações ele poderia impor? Já tinha colocado um general para segui-la para cima e para baixo, só poderia ficar pior se jogasse-a nas masmorras. O jardim seria seu lugar seguro. Ao menos cuidando do jardim ela poderia ser enganar o suficiente de quem sua vida não era tão diferente assim ─ pelo menos por alguns minutos. Addy mantinha o passo rápido para o canteiro de rosas mais distantes quando quase se viu bater de frente com alguém. O barulho chamou-lhe atenção fazendo com que ela olhasse levemente para cima. De uma coisa Eadlin tinha certeza, ela nunca tinha visto aquele homem na corte até o momento. “Depende de quem gostaria,” talvez não fosse ser tão ruim assim ter um segurança, pensou, imaginando que aquele deveria ser o novo general. Normalmente, ela e sua família tinha um bom conhecimento de todos que estavam na corte, então cada pessoa nova era recebida com uma dose saudável de curiosidade. “És o general Stirling?” Eadlin perguntou, quase retoricamente, retirando as luvas de jardinagem e colocando-as embaixo do braço. “Não acho que a princesa queira ser encontrada, mas deve ser seu dia de sorte,” ofereceu uma de suas mãos para ele, “──princesa Eadlin.” Pensou em como sua irmã provavelmente teria feito uma reverência; bom, na verdade sua irmã não estaria naquela situação, mas provavelmente a reverência é o que deveria ter feito, mas era tarde demais. “Eu diria que é um prazer conhecê-lo, mas dado as circunstâncias...” Não é que ela quisesse fazer a vida dele difícil, mas o que mais poderia ser esperado dela?
w/ @bloossom1x1
Podia ser pior. Eadlin poderia ter ido a escolhida para ser sua esposa. Ao menos, ele tinha ouvido dizer, que Evelyn tinha potencial como esposa ─ educada, cortês, adorada pelo povo. Ela daria uma boa duquesa. E não era nada mal ser o futuro príncipe consorte caso algo acontecesse com Ethan. O lado ruim, entretanto, era que Cassian não estava pronto para abrir mão da sua liberdade, se casar, e ainda ter que lidar com a mimada princesinha do rei. Ele definitivamente não tinha paciência suficiente para isso.
O que seus pais tinham na cabeça de achar que aquele acordo daria certo?
Porém, não parecia do feitio de nenhum deles questionar as decisões feitas pelos seus pais e, por isso, Cassian estava tentando sorrir para as pessoas que passavam o parabenizando pelo noivado, pois eram para isso que estavam ali ── sua festa de noivado. O baile havia sido preparado sem que ele desse nenhum tipo de palpite (bom, apenas no fato de que tinha que ter muito vinho, pois ele não seria obrigado a sobreviver aquela festa sóbrio). Não que fosse esperado dele ─ sempre foi mais uma obrigação social feminina se envolver nos preparativos da festa, mas Cassian esperava ter ao menos sido reapresentado a princesa antes do evento. Eles tinham se encontrado em algumas ocasiões, talvez trocado meia dúzia de palavras, mas Cassian não conseguia se lembrar se tinha tido ao menos uma conversa com a princesa (aquilo por si só deveria ser um indicativo que não tiveram). Ele não era tolo e sempre soube que iria acabar sendo arranjado com alguém de mesma instância social que ele, ou maior, mas ele esperava ter algum tipo de escolha ─ estava enganado.
Observou a futura esposa do outro lado do salão, distinguindo-se da sua gêmea pela cor do vestido. Cassian também sabia que as personalidades eram distintas, mas nunca tinha sido próximo suficiente de nenhuma delas para saber de verdade. De longe, grunhiu baixo antes de forçar um sorriso para mais alguém que o desejava felicidades e terminar uma taça de champanhe para trocar por outra cheia com um garçom que passava. Então, ele cruzou o salão para se aproximar de Evelyn a parou ao seu lado. “Você vai ao menos cumprimentar o seu noivo ou será que teremos que esperar até o altar para isso?” Ele não sabia se não tinham se visto antes por um pedido dela, por alguma ideia estúpida de seus pais, ou se foi simplesmente o acaso, mas se Cassian conseguia arrumar tempo em sua agenda para conhecer a futura esposa (mesmo a contragosto), ela também deveria achar um tempo para isso ─ afinal, ele não iria se casar sozinho.
meet CASSIAN DOHERTY.
nome completo: cassian edmund doherty aka: cass idade: 30 years old gênero: homem cis pronomes: ele/dele sexualidade: heterossexual raça: humano face claim: chace crawford
history
cassian sempre foi o duque charmoso, de sorriso fácil, que encantava todas as mulheres por onde passava, e isso rapidamente subiu a sua cabeça.
é filho único de um casal mais idoso, e ser o herdeiro único também fez com que seu ego aumentasse.
tem um labrador enorme chamado orion.
sempre foi o filho querido da mamãe e não se envergonha nem um pouco de fazer o que quer que a mãe queira.
fica completamente dengoso quando está doente.
apesar de ser inteligente e bem educado, toda atenção que recebia das mulheres obviamente era uma massagem em seu ego e ele passou a ficar com uma após a outra, sem se relacionar com nenhuma delas.
sempre gostou de se relacionar com as pessoas da corte e logo fez com que o rei o visse com bons olhos, apesar dos boatos com seu nome.
boatos esses que muitas vezes são verdadeiros.
é um excelente nadador e cavaleiro, e também um bom cozinheiro, mas poucas pessoas sabem desse último. também é versado em boas maneiras, obviamente.
pode ser bem manipulador, quando necessário, para atingir os seus objetivos. gosta de mistérios e quebra-cabeças.
sua bebida favorita é vinho cabernet sauvignon.
é muito bom em carpinteira ─ começou aprender como um hobby para se distrair, mas acabou ficando muito bom em trabalhos manuais.
apesar de adorar a vida na corte, quer construir uma casa sozinho que seja algo que ele fez por ele mesmo e também velejar para algum lugar longe.
não está nada feliz em noivar com a princesinha mimada e saltitante.
meet EADLIN HASTINGS.
nome completo: eadlin alys hastings aka: addy, ead, eddie, lys, hastings idade: 25 years old gênero: cis-female pronomes: she/her sexualidade: pansexual raça: fada face claim: hande erçel
history
pragmática, cética e teimosa seriam alguns dos adjetivos que podem ser usados para definir eadlin. a princesa tem um bom coração, mas prefere não deixar que os outros o veja porque acreditam que podem tirar proveito disso ─ e já tem uma hastings que é bondosa demais.
acha que seu dever é proteger a irmã, que também é sua melhor amiga. dentre a sua família, é a pessoa de quem é mais próxima, principalmente por serem gêmeas. seu relacionamento com os seus pais sempre possuiu algum atrito por não querer se encaixar nos moldes.
para o grande desespero do rei e da rainha, eadlin sempre se meteu em encrencas e confusões.
teve uma amiga imaginária que era um dragão-dourado chamado nuri.
aos dez anos, ela já tinha quebrado os dois braços e as duas pernas, e adorava brincar de qualquer coisa que envolvesse se sujar muito.
apesar do espírito livre, sempre foi muito disciplinada com suas atividades e competitiva, se destacando no seu domínio do xadrez, retórica e equitação.
sempre foi muito vocal sobre os problemas do reino, classes sociais, suas opiniões, mas sempre detestou falar sobre sentimentos ─ por isso passou a escrevê-los. mantem um diário que morreria se alguém lesse.
por isso, ela costuma se retrair em si mesma para pensar e refletir quando as coisas estão confusas.
gosta de flertar com as pessoas, mas nunca vai tão longe porque, no fundo, é romântica.
cozinha quando está estressada, fazendo com que o palácio fique cheio de biscoitos ou bolos extras.
costuma passar muito tempo ao ar-livre e adora botânica, então também pode ser encontrada bastante na estufa.
sua estação favorita é o inverno, principalmente quando neva e tudo fica branquinho.
desafiá-la é a forma mais fácil de fazer com que ela faça algo, mesmo que ela não queira fazer ─ eadlin não resiste ser desafiada.
não muito antes de fazer vinte-cinco, decidiu ir numa festa na aldeia sozinha contra os avisos do seu pai e quase acabou sendo levada por mercenários quando voltava ao palácio. um guarda estava fazendo uma ronda fora da rota e conseguiu resgatá-la, mas aquilo levou com que o rei colocasse uma escolta particular em eadlin (o que ela detesta).
Happy 32nd Birthday Chace Crawford (July 18, 1985)
delperier, f.
Não havia nenhum motivo se quer para que Francesca fosse rude ou ignorar Audrey. A duquesa nunca havia lhe tratado mal ou com hostilidade, muito pelo contrário, sempre fora polida, educada e sorridente. Mas no entanto, a dama de companhia de Louise tinha seu pé atrás com a nobre. Talvez fosse pelo fato de não a conhecer muito bem, assim como poderia ser o fato de que a duquesa era ex do príncipe, o qual Francesca havia se envolvido. Ou mais precisamente, o fato de que Henry havia trocado o nome da dama de companhia pelo nome da ex em uma situação muito comprometedora. Entretanto, fosse o motivo que fosse, Francesca deveria tratar a outra de forma polida e gentil, assim como o sorriso que oferecia a ela.
Uma vez nos jardins, Louise insistia na aposta. Charlotte parecia empolgada, já Henry e Audrey pareciam receosos, Frannie se quer podia culpá-los, afinal a mente de Louise trabalhava de formas maquiavélicas. “Que tal se: o time que perder fará exatamente o que o time que ganhar mandar?” - Era isso, Francesca não podia se segurar nem mais um minuto, aquela era a gota d’água para si, e era por isso que a ruiva rolava os olhos para a princesa da França e a xingava em pensamento. Após o que pareceu ser uma longa pausa, Francesca que estava quieta, agora servindo os chás para eles, ouviu Audrey se pronunciar, aceitando o desafio com a condição de que ela escolherias os times. A dama de companhia havia praticamente desligado seus ouvidos, deixando de prestar atenção na conversa, afinal não dizia mais a respeito de si. No entanto, sua atenção voltou aos quatro que agora lhe encaravam, levando alguns segundo para endireitar a postura e puxar o bule de chá para si, a fim de não derramar uma gota se quer do líquido. “É então?” - Louise perguntou calmamente a encorajando a falar. — Então o que? - A ruiva piscou algumas vezes sem entender nada, olhou para a mesa, estava tudo certo, como deveria estar, o que havia feito de errado? Arregalou os olhos na direção da princesa da França, como se pedisse por auxílio. “Você e He eu serão uma dupla, já que eu, Lottie e Audrey seremos a outra.” - Louise falava com um imenso sorriso no rosto, praticamente pulando em sua cadeira, tamanha era sua animação. Aquele era seu plano o tempo todo, não era? Droga! Francesca franziu o cenho, abaixou o bule e então olhou cautelosamente para o príncipe. — Essa é literalmente a sua única chance de intervir pois a menos que seja excelente neste jogo, você irá perder. - Seu pânico era tanto que ela deixou de lado os pronome de tratamento. Ele havia aceito a aposta? Rolou os olhos, sabia que se tentasse recusar, Louise a forçaria jogar, ela sempre conseguia tudo o que queria.
Henry encarou Louise com olhar de obviedade ─ ela nem conseguia fingir. Nenhuma daquelas mulheres tinha um pingo de sutileza, a menos que o desinteresse de Charlotte na situação contasse como sutileza. Para uma duquesa e uma princesa, as duas só faltavam mandar que ele arrumasse um quarto ─ o que certamente ele não faria tão cedo visto que era onde toda a situação havia começado. Ele rolou os olhos e deu de ombros, antes de falar, “essas duas ai não fazem o que eu mando e eu sou literalmente o rei delas,” apontou acusadoramente para Audrey e Charlotte. Apesar de Audrey ter começado a sentir-se menos receosa, ou talvez quisesse agradar a princesa da França, Henry não podia demonstrar menos interesse. Será que nenhuma delas o conhecia para saber que ele não gostava de perder? Ele jogava apenas coisas que podia vencer. Henry se distraiu pegando um scone de mirtilo e brincando com ele entre as mãos quando ouviu-a falar com ele. “Você está se esquecendo que esse é um jogo inglês né?” Tudo bem que no outro time haviam duas inglesas, mas não era como se as mulheres fossem forçadas a serem boas nos jogos tanto quantos os homens. Henry literalmente cresceu sendo obrigado a jogar todos aqueles jogos no internato ─ e não pegava nada bem quanto o príncipe era ruim naquilo, mesmo criança.
Subi seu olhar então para Francesca, antes de se levantar da cadeira e parar atrás dela para dizer em voz baixa, num tom que só ela ouvisse, “─bom, você tem duas opções── ou jogamos o jogo, ou teremos que sair daqui,” ele ofereceu a única alternativa que Louise acharia plausível. Claro que o Henry sempre poderia falar que ele estava cansado demais da viagem, se retirar sozinho, mas já que Louise estava fazendo o possível para que eles dois ficassem juntos, porque não ajudá-la. Ele não iria obrigá-la a passar tempo com ele se ela não quisesse. Se decidisse sair dali, ele deixaria que ela fosse para onde quisesse, mas ao menos havia dado uma outra opção.
delperier, f.
O som da voz de Henry dizendo seu sobrenome trazia a tona sentimentos que Francesca jurara ter enterrado, no entanto, lá estavam eles, provando para ela que novamente ela havia feito um péssimo trabalho. Mordera o lábio inferior quase que imperceptivelmente, sem deixar de notar que a ex-noiva de Henry havia lhe dado um beliscão, o que resultara no príncipe herdeiro do trono Ingles, chamar a dama de companhia da herdeira do trono Frances pelo primeiro nome. — Muito bem, obrigada por perguntar. - Ela, de propósito deixou qualquer nome ou pronomes de tratamento de fora, deveria tratá-lo como alteza e no entanto sabia que teria o mesmo destino e receberia o mesmo beliscão se o fizesse. — Espero que tenham feito uma boa viagem. - Falou educadamente num pequeno sorriso que ela lançou mais precisamente para as moças, evitava encarar o príncipe e quando o fazia, não o olhava nos olhos.
Fora puxada levemente por uma criada que lhe passava algumas informações, Francesca assentiu e viu a mulher se afastar, voltando sua atenção para a princesa Louise. — O chá será servido nos jardins, está tudo preparado como foi pedido. - Louise havia planejado uma tarde com chás, biscoitos, bolos e aperitivos, assim como champanhe, além de alguns jogos como cricket para entreter os convidados naquela tarde, antes do jantar. E sendo assim, todos caminharam para a outra extremidade do palácio, saindo para os jardins do fundo. Uma mesa para cinco havia sido posta para eles, assim como o jogo estava lhes aguardando. “Deveriamos fazer apostas, não concorda Henry.” - A ruiva ouviu sua princesa propor, fazendo com que Frannie risse e rolasse os olhos para cima. “Frannie?” - A ruiva levantou ambas as mãos para cima em um ato defensivo. — Me deixa de fora disso Lou, você sempre me coloca em enrascadas quando quer apostar.
Apesar dela não ter tratado-o com tanta formalidade, soava distante. Mal parecia que se conheciam. Ele havia sido tolo de acreditar que só o tempo iria fazer o episódio desaparecer de suas mentes e tudo voltaria a ser como era antes. Não, ele precisaria ativamente consertar o seu erro, mesmo que involuntário. Chegava a ser engraçado, porque ele tinha quase certeza que os seu sentimentos pela pessoa que havia dito o nome eram uma farsa ─ sentimentos em relação à uma imagem que ele mesmo criou. O que ele teve com Francesca era real e ele deixou confundir com a fantasia.
Típico dele.
Ela ainda evitava olha-lo, o que deixava-o levemente irritado, mas de nada adiantaria exigir que ela olhasse para ele, só se quisesse perdê-la de vez. Encolheu os ombros, resignado, sabendo que a lição de Audrey viria mais tarde. Ela tinha mais palpites sobre a vida amorosa dele do quê qualquer ex jamais deveria ter ─ mas ao menos é porque queria seu bem. Ela era quase uma consciência para ele. “Obrigada, senhorita Delperier,” ela agradeceu e quase fez o Henry emburrar ─ por que ela podia usar o sobrenome e ele não?
Henry continuou seguindo o grupo de mulheres, finalmente notando que era o único homem na equação. Precisava de mais amigos homens, pensou consigo deixando que a princesa e a duquesa conversassem rapidamente em francês, até que ouviu palavras que eram direcionadas a ele. levantou a sobrancelha ─ ele nunca foi um homem de apostas e Louise sabia disso. Henry gostava de jogos em que sabia que ele iria vencer, apostas eram baseadas em sorte. Charlotte foi a primeira a concordar, aceitando qualquer coisa que deixasse aquela monotonia de chá da tarde mais interessante. Audrey tinha uma expressão meio apreensiva ─ sendo alguém que sempre precisava agradar os outros, ela não sabia se ficava do lado de Henry ou de Louise. “Quem tipo de aposta?” Henry quebrou o silêncio, tentando facilitar para a duquesa, mas sabiam que ele provavelmente aceitaria o que Louise quisesse.