𝐁𝐀𝐒𝐈𝐂 𝐈𝐍𝐅𝐎.
nome: invidia ‘vidia’ soul
idade: 22.
módulo: um
habilidade: prehensilia - consegue manipular seu cabelo como se tivesse vida, moldando da forma que achar necessária. também influencia seu comprimento e força. ainda não desenvolveu a capacidade de controlar os cabelos de outras pessoas.
orientação sexual: bissexual
ocupação: estagiária nas indústrias marvolo
inspirações: jinx (arcane & league of legends), catra e entrapta (she-ra and the princesses of power), harley quinn (dc comics), azula (the last airbender)
𝐂𝐎𝐍𝐍𝐄𝐂𝐓𝐈𝐎𝐍𝐒 ● 𝐏𝐈𝐍𝐓𝐄𝐑𝐄𝐒𝐓
Em um mundo que utiliza conceitos como bem e mal para justificar as diferenças sociais, alguns questionamentos começam bem cedo. Embora não fosse uma criança muito hiperativa e extrovertida, de certo modo, desde que começara a tomar consciência do ambiente ao seu redor, Invidia bombardeara Úrsula com perguntas de porquê as coisas eram como eram. Por que não podia brincar com as crianças do lado de cima? Por que eles tinham sol, estrelas e uma lua enquanto tudo o que restava ao Castigo eram fumaças de poluição que obscureciam tudo em seu caminho? Sua mãe era mestre em desviar do tópico quando queria, mantendo-se apenas em explicações superficiais e a afirmação de que iria entender quando fosse mais velha.
Ao contrário de seus irmãos, que se juntaram à família mais velhos, em grande parte, Vidia tivera o privilégio — dependendo do ponto de vista — de desfrutar do momento em que Úrsula e Malévola ficavam cada vez mais próximas. O fato de estar na mesma faixa etária da única filha da fada também contribuía para que fossem criadas juntas e compartilhassem diversos momentos, brinquedos e experiências. Não demorou para que a fundadora das Indústrias Marvolo se tornasse uma figura também materna em sua vida, alguém em quem buscaria se espelhar cada vez mais à medida em que crescia. Não sabia explicar o que lhe fascinava tanto, mas era possível vê-la imitando a forma que a fada falava e andava desde nova, sempre atenta a qualquer novo detalhe que pudesse lhe oferecer.
Foi assim que começou a brincar com substâncias químicas muito antes do que deveria, longe do olhar preocupado de Úrsula, é claro. Dizem as más línguas que a fada sabia, no entanto, seu olhar sempre pairando sobre os objetos de seu interesse. Se é verdade ou não, não importa realmente. O fato era que Invidia passou a ter curiosidade sobre substâncias, mesmo sem saber nada sobre elas, e um intuito natural em misturá-las. Mais de uma vez, sua mãe tivera de intervir antes que uma grande catástrofe acontecesse, sua expressão decepcionada se tornando uma marca na mente da garota.
No entanto, talvez seu destino já estivesse escrito de uma forma que nem a grande Bruxa dos Mares conseguiria impedir de se concretizar: por volta de seus doze anos de idade, na mesma época que pensamentos revoltosos borbulhavam na comunidade castigada, Vidia decidiu que seria uma boa ideia tentar criar uma forma de defender a si e sua família. Uma espécie de arma, algo que fizesse por eles o que não tinha condições de fazer sozinha ainda. Foi com esse pensamento que convenceu Mylo, um amigo seu do orfanato, a invadir o laboratório das Indústrias Marvolo. Não era bem uma invasão, na verdade; Malévola tinha plena consciência de que estava ali, afinal, como não saberia? Só não parecia inclinada a lhe impedir de fazer o que quer que tivesse em mente, talvez por curiosidade no resultado ou puro desinteresse. Uma vez dentro, Vidia começou a colocar seus limitados conhecimentos químicos em prática com a certeza de que seu plano daria certo.
Não se considerava uma pessoa ingênua, mas toda criança é inocente no que diz respeito à sua mortalidade e limitações. O que aconteceu em seguida se tornaria um borrão em sua mente: Uma explosão, tão rápida e intensa que sequer percebera que Mylo havia lhe empurrado para o lado, tornando-se o principal alvo da substância. Suas lembranças se limitavam ao olhar de sua mãe ao lhe encontrar, para sempre cravado em sua mente, e como fora Malévola — de todas as pessoas — que lhe consolara. A fada, que deveria estar profundamente irritada por sua intrusão e as consequências sofridas por seu laboratório, fora quem lhe convencera de que estava tudo bem. Não era sua culpa, um acidente nascido de seu egoísmo e imprudência como Úrsula a fizera acreditar.
A prisão da Bruxa dos Mares, algum tempo depois, fora o que faltava para que fosse posta diretamente embaixo da influência de Malévola, o que não achava ruim. Quer dizer, a mulher sempre cuidara de si e pareceria lhe entender melhor do que ninguém! Havia um desejo crescente em seu interior que Vidia não sabia nomear ou dominar, mas a fada sim. Sabia transformar em algo útil, não só para si, como para todo o Castigo. Não importava quem se machucasse no caminho, eram apenas efeitos colaterais, igual Mylo o fora para seu experimento.













