Eu e a Chuva
Agora tenho a chuva, As águas que escorrem sobre mim. Fecho o guarda-chuva, Deixo a loucura invadir assim. Feche os olhos e sinta, O céu começa a escurecer. Trovões vêm com o vento, Enquanto ela insiste em desaparecer.
Cada gota se desfaz em mim, Apenas chove, apenas chove. Sem mais nada além de mim, Só eu e a chuva — não há ninguém.
Agora sou eu e a chuva, Sonhos que vêm e se vão. Deixo minha liberdade fluir, Até que lágrimas caem no chão.
E nessa espera, vejo a neblina, Fria e calma, ela me fascina. E então eu sonho, e persisto, Pois a chuva passa... eu resisto.

















