͏ ͏ ͏ ͏⠀ ͏ ͏ ͏ ͏⠀ ͏ ͏͏ ͏ ͏ ͏⠀ ͏ ͏ ͏ ͏⠀ ͏ ͏͏ ͏ ͏⠀ ͏ ͏connections, musings, development
nome: Eileen Bradbury (née Park) apelido: Lee idade: Trinta e quatro anos data de nascimento: 24/08/1990 cidade natal: Nova Iorque, NY cargo: Cirurgiã pediátrica tempo no grey-sloan: Cinco meses
+ bondosa, diligente, boa ouvinte, responsável - controladora, melancólica, emotiva, insegura
𝑖. 𝑏𝑎𝑐𝑘𝑔𝑟𝑜𝑢𝑛𝑑
Eileen sempre foi o orgulho do Sr. e da Sra. Park. Uma aluna excelente, dedicada em tudo que se propunha a fazer; uma filha atenciosa, que às vezes cuidava mais dos pais do que de si própria; e uma irmã mais velha exemplar, que ajudava os mais novos a fazerem o dever de casa e os lembrava da hora de dormir toda noite. Nem um único passo era dado sem ser milimetricamente ponderado e planejado, e assim o movimento de sua vida desencadeou-se como um efeito dominó perfeito: oradora da turma na formatura do ensino médio, graduação com honras na universidade, melhores notas da turma de Medicina e a residente mais promissora do programa de Cirurgia Geral. Quando ingressou no programa de Cirurgia Pediátrica, logo depois, toda a equipe da ala pediátrica sabia que estaria recebendo a menina dos olhos do chefe de cirurgia, um talento pelo qual inúmeros hospitais-escola na cidade de Nova Iorque lutariam. Seu primeiro tropeço foi no primeiro ano daquela residência. Conhecera Adam Bradbury, um cirurgião cardiovascular recém transferido do Kansas e um homem com uma lábia inegável. Eileen tinha plena consciência de que relacionar-se com colegas de trabalho era, dos erros, um dos mais grotescos, mas não deixara de cometê-lo — com poucos meses estavam namorando, com meio ano passaram a dividir um estúdio e, antes de dois anos, estavam casados. O Park no bordado do jaleco foi substituído por Bradbury, o estúdio transformou-se em um apartamento com dois quartos e os planos para o fim da residência se tornaram planos envolvendo berços, mamadeiras e fraldas. O segundo tropeço não levou mais que dois meses. Uma pequena espiada nas conversas do celular do marido — uma olhadinha inocente, ou a busca por uma prova que justificasse a sensação terrível em seu peito, a paranoia que sussurrava em seu ouvido toda vez que ele chegava mais tarde em casa ou sumia pelos corredores do hospital. Eileen encontrara exatamente o que estava procurando, e instantaneamente desejara nunca tê-lo feito. A briga quase os destruiu, mas terminou em pedidos de desculpas e promessas de que não aconteceria de novo. Embora fosse uma mulher esperta demais para acreditar, seu erro foi querer mesmo assim. Então, um mês depois, ao sair mais cedo do que o esperado de uma cirurgia, flagrou o marido e sua própria supervisora em sua cama. O processo de divórcio já estava aberto quando Eileen concluiu a residência, juntou tudo o que tinha em suas malas e deixou Nova Iorque — e Adam — para trás. A proposta do Grey-Sloan Memorial Hospital veio na hora perfeita e era praticamente irresistível, ainda mais sendo um dos hospitais-escola mais renomados do país. Pela primeira vez em trinta e quatro anos, porém, ela se via não só sem rumo como sem perspectiva. No fim, de nada adiantara dar tantos passos planejados: tudo que sua vida perfeita lhe rendera foi o aluguel de um apartamento meia-boca em Seattle, um anel de noivado guardado em uma caixa debaixo de sua cama e um sobrenome que agora desprezava, mas que não tinha coragem de remover do jaleco.
𝑖𝑖. 𝑡𝑟𝑖𝑣𝑖𝑎
✴ Eileen é filha de imigrantes sul-coreanos, nascida e crescida na cidade de Nova Iorque. Seu coreano não é dos mais refinados, mas os irmãos e ela foram criados falando a língua em casa;
✴ Os pais escolheram o nome Eileen por conta da música Come On Eileen, dos Dexys Midnight Runners;
✴ Embora não se importe com horóscopo, ela sabe que é do signo de Virgem;
✴ Eileen gosta de comprar decorações de casa e objetos diversos em bazares e lojas de antiguidade, como um Discman ainda funcional que ela carrega para cima e para baixo. Por conta dele, também gosta de comprar álbuns físicos;
✴ Sempre de jaleco ou scrubs, suas tatuagens são conhecidas por poucos, mas as costas são cobertas por flores e as costelas marcadas por letras cursivas;
✴ Além da afinidade natural com seus jovens pacientes, Eileen ganhou fama entre a equipe do sexto andar por sua maestria em lidar com, talvez, a parte mais complicada da pediatria: os pais deles;
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