and I wake with your memory over me... that's a real fucking legacy to leave.
Quem é aquela CIRURGIÃ CARDIOVASCULAR correndo por ali? Para estar com pressa assim, tenho certeza de que é PARAMÉDICA na 19º ESTAÇÃO DE SEATTLE. Olhando assim, bem que parece MARTINA DI PALMA, sabe quem é? Dizem que é bastante CARINHOSA e DEDICADA, mas as más línguas dos corredores adoram dizer que é ESTRESSADA e CONTROLADORA. Enfim, pode ser só fofoca, não é? Igual aquela que contavam sobre se parecer muito com STEFANIA SPAMPINATO. Seja como for, espero que tenha um ótimo plantão!
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nome completo: martina di palma — idade: 40 anos — data de nascimento: 03/09/1984 — naturalidade: italiana — altura: 1.73 m — orientação: bissexual — estado civil: solteira — profissão: médica especializada em cirurgias cardíacas.
— biography
Martina di Palma é, sem dúvidas, uma figura que chama a atenção. Seja por seu tom de voz mais alto, jeito extrovertido e expansivo ou expressões dramáticas no rosto. Não é preciso ouvir seu sotaque para perceber que a médica pode ser tudo, menos estadunidense.
A italiana, que acaba de entrar na fase do “enta”, costuma dizer que a vida pode ser contada pelos altos ou baixos que se passa, mas que ela, gosta de contar a vida dela por risadas. E se tem algo que Martina adora fazer é rir em alto e bom som.
Suas risadas altas sempre ecoavam na fazenda de sua família, em Nápoles, mesmo muito pequena. Irmã mais velha de outros dois meninos, seu pai queria um menino como primogênito e ganhou uma bela menininha de olhos castanhos, nariz fino e pintas espalhadas pelo corpo. Martina seria Martim, mas o nome permaneceu como um lembrete de quem ela poderia ser e de quem ela é.
Seu amor pela medicina nasceu ao adoecer de sua nonna. A matriarca dos Di Palma teve não só um, como três infartos seguidos, até falecer no último deles como Pedro negou Deus. A curiosidade da menina de treze anos não somente floresceu, como se tornou motor para que dedicasse toda sua vida para aquilo. Ela queria ser médica, ela queria saber o que sua avó teve, ela queria poder curar outros para que seus corações não parassem.
Dedicada, esforçada e divertida, não foi surpresa para seus pais quando abandonou a Itália, juntou suas coisas e se mudou para os Estados Unidos. Teve grandes dificuldades no início para se adaptar a nova realidade. Não falava inglês, achava uma língua tão arrogante e sem graça. Mas com esforço como só ela, se inscreveu em uma universidade comunitária em pré medicina, simultaneamente recebendo aulas de inglês com sua vizinha. A inteligência dela passou a se destacar a medida em que seus professores conseguiam a entender e, realmente, não foi surpresa quando conseguiu referências e cartas de recomendação para Harvard.
Com a faculdade veio seu eterno casamento com o Juramento de Hipócrates. A medicina entrou em suas veias como nunca, suas notas mostravam sua paixão e não foi outra surpresa quando conseguiu terminar com louvor e se inscrever no programa de residência em cirurgia cardiovascular no famoso hospital Grey-Sloan.
Se antes já havia uma curiosidade, tudo se intensificou ao segurar um coração pela primeira vez em suas mãos. Era isso, nada abalaria a doutora Di Palma. Era isso, não era?
Corações são engraçados. São músculos que bombeiam sangue, deveriam ser formados apenas por válvulas, artérias, tecido muscular, sangue. Não, corações são engraçados porque também são responsáveis por transportar substâncias tóxicas, como amor, por entre as veias de uma pessoa.
Há cinco anos, foi-se o tempo da residente Martina, ela já era a Cirurgiã Cardiovascular Di Palma quando seu próprio coração errou uma batida e não foi arritmia. O tempo, os sorrisos trocados nos corredores, a convivência forçada de colegas de trabalho transformou um conhecido em um parceiro, em um amor. Ok, Martina não romantizará dessa forma nunca, mas não pode negar o quão envolvida e entregue ela se tornou.
Cinco anos e uma relação amorosa se tornou um noivado, se tornou um vestido de noiva e uma data. Mas tudo desmoronou em um passe de mágica, como um infarto fulminante. Seu noivo resolveu que não queria mais uma relação, queria explorar a vida, queria qualquer outra coisa que não fosse ela.
Aos quarenta anos, de coração partido sem nenhuma forma de intervenção cirúrgica para uma cura, Martina resolveu agir. A licença no hospital veio de forma natural, todos esperavam que ela se afastasse depois do baque, principalmente para evitar cruzar com o ex-noivo pelos corredores. Mas ninguém esperava que a médica se inscrevesse como paramédica voluntária na 19ª Estação de Bombeiros. Tão perto e tão longe, Martina frequenta os mesmos lugares, é chamada constantemente ao hospital para tratar de pacientes antigos ou emergências cardíacas, mas agora, ser a primeira pessoa a tentar salvar uma vida se tornou a adrenalina que ela precisava para seguir em frente.
— headcanons
— Martina é ex-chefe do Departamento de Cardiologia. Ao pedir sua licença, acabou perdendo o posto. No fundo, ela encarou essa perda como menos um peso nas costas.
— Mudou-se para seu antigo apartamento dos tempos de residência levando apenas suas roupas, livros e cachorro.
— Seu melhor amigo pet se chama Sole, significando sol em italiano.
— Apesar de ter vivido por anos nos Estados Unidos, seu sotaque ainda é notável, principalmente quando está irritada, quando mistura italiano e o dialeto napolitano. É comum ouvi-la xingando em italiano pelos cantos.
— Sua condição financeira pode ser considerável confortável. Martina não costuma falar sobre sua família na Itália, mas tudo que se sabe é que cresceu em uma fazenda anexa à uma vinícula.
— Jogou fora seu anel de noivado depois de um longo dia dramático em que se enfiou em uma barca e atravessou o lago, apenas para se sentir uma protagonista de romcom triste.
— Drama, expressões faciais cômicas e expressão corporal são um grande forte da italiana. Seus pacientes sempre se divertem com seu jeito tão expansivo e nada envergonhado.
━━━━━━━━━━━━━━━━ 𝑑𝑟𝑎𝑚𝑎𝑡𝑖𝑧𝑒𝑑 𝑏𝑦 𝑎𝑛𝑑𝑖𝑒.








