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@bryancarvalho
A Verdade é uma fotografia.
Que o reconhecimento do valor das coisas não tire de você o direito de reclamar.
O sol que vibra as cores é o mesmo que as desbota.
Nesse natal eu quero apenas um nível saudável de indiferença, pra sempre, amém.
Falar é materializar. Falar reafirma uma existência. Falar pra alguém é autorizar um acesso, e acessar alguém.
Autorizar um acesso. Falar é remover a contenção que diz 'Não fale'. Portanto, falar descansa esses músculos que mantém o silêncio.
As coisas só são o que são na hora que acontecem, pouco ou muito tempo depois podem não mais ser.
Manter acontecendo implica em emprego de energia, insistente emprego de energia. Esquecer é quando você deixa de repetir na memória. E quando algo importa, você topa o cansaço.
Viajar supõe ao menos três momentos: um antes; um durante; um depois, que poderia também ser dito como: o que imaginamos; o que lá vivemos; o que lembramos. Chegar a um lugar pela primeira vez é estar contaminado por tudo aquilo que habita a nossa imaginação, junto a expectativas, medos, fantasias. Tudo o que lemos, o que nos contaram, o que vimos em imagens, o que atribuímos ao lugar por mera especulação. E, ao voltar a uma cidade já conhecida, o que imaginamos agora é borrado pela lembrança da vez anterior, das tantas camadas da nossa própria história que já habita o lugar. (Carolina Junkeira)
Eu diria que pessoas são viagens.
Beautiful things don't ask for attention - James Thurber
A travessia bem sucedida do luto, implica em, diversas vezes esquecer inclusive o bem que te fizeram.
Sobre o mentiroso
Vi um psicanalista falando sobre a complexidade do mentir, como é uma habilidade do ponto de vista do desenvolvimento do aprendizado, como função abstrata...algo nesse sentido.
Vejo de outro ponto de vista. Penso que a mentira é um facilitador, justamente pra quem e quando se acovarda diante de uma situação que pede a verdade. Aquele que mente, mente justamente por se recusar fazer algo mais difícil, assumir alguma consequência, ou o risco dela. O mentiroso é alguém fraco, fraco por natureza, cuja defesa consiste em fingir algo que não é, quase como na natureza mesmo (mimetismo) só que pior, a pessoa finge ser sincera, leal, honesta, fiel, transparente...e usa o pior de si pra obter o melhor do outro. Alguém cuja vida e manutenção pra existirem, parasitam a confiança alheia.
O mentiroso é como um câncer, que silencioso faz soar parte saudável do corpo que habita, às vezes por anos, até que a soma dos padrões revele a morte e sofrimento que sua existência proporciona.
A tristeza às vezes é o que dá pra fazer. A comunicação muitas vezes não alcança as intenções do outro, a tristeza também não, embora às vezes possa produzir empatia em que é capaz de senti la.
A tristeza em quem sente, silencia.
É de alguma forma a expressão da ausência de palavras, diante de algo que não dá mais vontade de tentar entender ou convencer...
A tristeza aparece como uma aceitação cética.
Às vezes a última sensação antes de entender que o outro é puro outro, que no final das contas sempre vai fazer o que realmente quer.
Não há decepção com o outro, a decepção é sua. Seu mundo imaginário tem falhas e você é incapaz de atualiza lo conforme a realidade se apresenta.
A tristeza é substituta da vontade.
A tristeza substitui a "fé".
É um conforto pesado que te faz andar devagar.
É um clima que se adapta com a sua temperatura, e torna a morte agradável.
Discurso da Servidão Voluntária - Étienne de La Boétie
Corujinha - 02/11/2020 Vandalismo com rolê fotográfico com hidro com céu perfeito com goiaba com pizza calábria com retrato perfeito
Ás vezes não se trata da verdade, mas de uma resposta que aquieta.
Saber é um caminho sem volta. Uma vez que se sabe, não dá mais pra dar o próximo passo sem considerar o que se sabe sobre o lugar onde se vai colocar os pés. As passadas automáticas viram passadas pensadas. Em cada passo mede se as consequências, avalia se se o passo deve ser um pouco mais á esquerda ou á direita, ou um pouco a frente, ou sequer se o passo deveria ser dado, se deveria haver intensidade ou delicadeza no passo. A caminhada demora mais. A pressa passa a fazer cada vez menos sentido nesse contexto. Ao acelerar as passadas assume se a consciência do risco e das consequências, e o automatismo chama se negligência, falta de empatia, irresponsabilidade. Quem te ver caminhar devagar, esteja longe ou perto, não verá em você nada além de alguém que fica pra trás. Alguém que parece não saber o caminho ou sequer andar. De fato, pode ser que tanta cautela te coloque em conflito, ou precavido demais em cada passo, e você pode acabar por muito tempo parado. Nesse caso, quando a decisão for muito difícil, pode ser que você opte por ser irresponsável, e dar o próximo passo sem antes estar certo de como ou se esse passo deveria ser dado.