Bloody Secrets ⛵ T² {flashback}
“A verdade é que..” Caminhou devagar em direção à Ertrunken com as mãos a frente do vestido, onde se encontrava fios dourados que o prendiam na cintura, prestes a puxar. “Eu não sou uma moça direita”.
Fora de encontro a tudo o que aprendera junto aos nobres e sua família a partir do momento que alimentava um romance fora dos muros do palácio, e não tivera a intenção de parar em nenhum momento. Era a primeira vez que tinha liberdade para fazer algo que quisesse, e de fato, queria. Mal o conhecia, era verdade, mas da última vez que nutrira afeição por algum homem o resultado não foi positivo, talvez fosse melhor possuir relações com alguém que não sabia absolutamente nada.
Deixou que suas mãos tirassem cuidadosamente o casaco que Ertrunken estava vestindo, em seguida o colete até chegar a camisa. Contudo, em vez de tira-la como havia feito com as outras, ergueu o olhar para este, deslizando as mãos pelo seu torso até chegar a nuca, pressionando seus lábios contra os dele. Beija-lo lhe trouxe uma emoção diferente de que havia sentido antes, não era paixão nem amor, não havia nem tempo para senti-lo, estava mais para desejo, ardente, porém não deixou que isto lhe tomasse por completa, apenas o bastante para provoca-lo.
Suas mãos por sua vez não puderam ser contidas e após o beijo se intensificar ainda mais, pressionou seu corpo contra o dele sem nenhum esforço até se afastar por alguns segundos e olhar em seus olhos, sem evitar morder o lábio inferior em seguida, ansiosa por mais do que apenas um beijo.
Os olhos correram até as mãos da nobre, segurando a única coisa que mantinha o vestido incólume em seu corpo. O olhar de Ertrunken se mantinha sereno, apenas uma sombra de sorriso no canto de seus lábios -- apenas um pequeno riso solto quando disse-lhe que não era uma moça direita. Aquela mulher havia se mostrado uma caixinha de surpresas. Primeiro, descobrira que ela era uma nobre, e agora, que ela tinha... um certo fogo que desejava liberar. Diante daquelas surpresas, o capitão se excitava sim, mas nada de especial. A via como uma maneira de descansar daquele dia exaustivo de navegação, e bem, já que ela estava ali, por que não?
Respirava fundo, olhando-a calmamente enquanto ela retirava seu casaco. Os olhos mostravam-se imperturbáveis olhando os dela, profundamente azuis. Analisava cada centímetro de seu rosto para buscar qualquer informação que lha passara despercebida. o queixo pontiagudo, o nariz fino, os lábios ligeiramente curvados em um bico, projetados para o beijo, o chamando. Sentiu a segunda peça de roupa cair ao chão, ficando agora apenas de camisa. Deixava-se ser manipulado, ser a marionete de Teresa. E então os olhos dela encontraram os seus, o hipnotizando ao mesmo tempo que sentia aos mãos dela deslizando por seu peito, fazendo com que ele reagisse por inflá-lo. O corpo foi se projetando lentamente para frente, os olhos mirando seus lábios, até os seus próprios encontrá-los. As mãos deslizaram por sua cintura, segurando-a enquanto a beijava. Apenas a provava naquele momento. Ficou satisfeito com seu gosto. Teve de fechar mais os braços por sobre seu corpo quando o beijo se intensificara-se, até a morena se afastar. A olhou nos olhos penetrantemente, até descê-los até sua boca, e por mimetismo mordê-los igual ao que ela fizera.
Tirou as mãos dela de seu pescoço de uma vez só, mas não permitiu que ela se afastasse -- pelo contrário, manteve-a rente ao seu corpo, segurando as mãos dela atrás do corpo, a olhando de cima. Uma mão fora suficiente para segurar ambos os pulsos, enquanto a outra, em puxão desfez aquele vestido, caindo ao chão junto com as roupas do capitão. Soltou por fim. Apenas para erguê-la em seu colo, as mãos fortes segurando suas coxas, enquanto a beijava ferozmente, da maneira que ela queria, a levando para a cama da grande cabine.











