“Olha lá, lá vai ela, louca, incontrolável, alguém segura essa menina pelo amor de Deus? Já vai pedir desculpas pelo o que não fez, mandar mensagem pra quem desapareceu, alguém me explica pelo amor de deus o que essa garota tem na cabeça? Titica de galinha né? Só pode. Eu não estou acreditando que essa monga acreditou nessa história e perdoou aquele babaca? ALGUÉM FAZ ELA SOFRER? SÉRIO, EU ACHO QUE ELA GOSTA DISSO. Lá vai a louca, parece que gosta de levar tapa na cara, chorar, não adianta dar conselho, deixa ela ir.
Depois ela volta e diz ‘Nossa, como eu sou trouxa’, pois é minha querida, talvez você seja uma trouxa mesmo, mas e daí? Vai me dizer que a partir de agora vai começar a calcular cada passo que dá? Não, claro que não, isso não faz parte de você, se joga e depois chora, a gente sabe que amanhã você está de pé de novo. A gente sabe que essa sua ‘trouxisse’ é temporária, claro que pode durar até seus 50 anos, mas é temporária porque uma hora você vai aprender e se não aprender estampa na testa e no RG "Sou trouxa, não nego, choro sempre que der".
Sinceramente? Se quer ser trouxa, seja, não existe nenhum monstro de sete cabeças nisso, o único problema é que você sempre volta chorando, mas é mulher guerreira sabe que no outro dia, no outro mês, já vai estar de pé de novo. Quer saber? Que se foda, liga mesmo, manda mensagem, vai atrás, perdoa, porque essa aí é você e não tem santo que te mude, porque você insiste, perdoa, liga, vai atrás, mas quando cansa é pra colocar um fim mesmo, sem reticências, só um ponto final.
Talvez você seja trouxa, mas quem é quem pra falar de alguém? Vai viver, seja você, às vezes nem é questão de ser trouxa é questão de dizer ‘Eu quero, eu vou.’, ‘Eu estou sentindo, então vou falar.’ e se você realmente for a trouxa que diz ser, cedo ou tarde vai ter que aprender.“