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“Look at me—just breathe, okay?”
Caterina andava de um lado a outro do Salão Escarlate, olhando com decepção para o pergaminho que tinha em mãos e, em seguida, o amassou. O rosto de Catie estava vermelho e suas feições, emburradas. Naquele momento, ela sentia-se a pessoa mais burra daquela escola e a vontade que tinha era de simplesmente largar tudo e ir para casa, a Salazar definitivamente precisava de férias. "Me diz, como eu consegui tirar um aceitável nessa droga de prova? Um fucking aceitável!" Caterina olhou mais uma vez para a bolinha de papel que sua prova teórica de Transfiguração havia se tornado e a jogou no chão. "Não me pede para respirar, Vio! Isso é o fim do mundo, nunca foi conseguir me tornar ministra da magia com essas notas ridículas. Argh, que ódio dessa matéria, desse trasgo que chamamos de professor, de tudo!"
reaction to: ☁ = being caught in the middle a storm with them .
Naquela manhã de domingo, Caterina havia decidido que iria passar o dia estudando para as suas provas que estavam próximas e, por esse motivo, ela acordara pouco antes das seis da manhã e fora para a biblioteca da academia. Algumas horas depois, Catie foi interrompida de seus estudos pela melhor amiga, que queria fazer uma trilha pelos arredores da escola. A Salazar relutou, porém revirando os olhos saiu do local e as duas foram até o lado de fora da escola. “Desembucha, o que você quer conversar?” disse de forma séria após alguns minutos de caminhada e em seguida sorriu. Entretanto, seu sorriso logo se desfez quando sentiu os primeiros pingos de chuva caírem em seus ombros desprotegidos, já que usava uma regata. Não tiveram nem tempo para reagir, pois a chuva se intensificou rapidamente e uma tempestade se iniciou. “Mas que merda! Claire, estamos muito longe da escola. Argh! Por que eu concordei em fazer isso?“
[ text ]: Does today require people clothes or can I just wear my pyjamas?
[ text ] se você quiser ir pra aula de pijama...
[ text ] be my guest
[ text ] mas amanhã teriam fotos tuas de pijama espalhadas pela escola inteira
fmk
“Por que vocês me mandam essas coisas? Eu tô tão confusa que não sei de mais nada, como ainda vou saber com quem quero casar? Eu poderia dizer o Staff nos três, mas casamento é muito precipitado… Aí eu poderia dizer o Bay pra casar, já que ele é o meu melhor amigo, mas a nossa situação tá meio complicada. E eu ainda tô brava com ele, huh. Aí tem a Claire, mas eu não quero um casamento a três com ela e o Nate. E o Alek também, mas hoje somos mais amigos do que outra coisa então seria estranho.”
@staffsupreme @clairelamartine @rouxnate @kenperguntou @aleklvandamme
Do you have any regrets this past week?
“Sim e não. Eu me arrependo te ter bebido tanto naquela festa porque depois passei um tempão com a maior dor de cabeça que eu já tive, mas fiz coisas que não teria coragem de fazer em um dia normal e sei lá, quem arrisca não petisca, não é mesmo?”
How is your love life going?
“Hum, como eu poderia dizer? Complicada, no mínimo. Só nesse último ano, terminei meu namoro, comecei a gostar de novo do meu melhor amigo, disse isso pra ele, quebrei a cara e agora as coisas tão começando a melhorar de novo… Eu acho.”
“Mais cinco minutos mamãe…Por favor” Murmurou a morena, levantando a cabeça por segundos e voltando a abaixar “Por favor…”
Caterina estava lendo um livro para suas aulas no Salão Escarlate quando viu Clemence adormecida no sofá ao lado do seu. A Salazar sorriu com a cena, porém já estava anoitecendo e a mais nova perderia o jantar se não acordasse. Por isso, Catie sentou-se ao seu lado e a cutucou levemente. "Clem, acorda." Não conseguiu conter a risada e gargalhou após ser chamada de 'mamãe' pela Roux. "Sei que você gostaria de estar em casa, eu também, mas ainda estamos aqui. Vem, levanta que vamos perder o jantar."
staffsupreme:
{FLASHBACK}
A Essência de Demiguise tinha supostamente como efeito abrir as portas do mundo metafísico, até aí Staffan tinha compreendido, afinal, fora uma das sensações que experimentara durante boa parte da noite. O que não havia percebido, pelo menos não até o momento, era que para isso precisava intensificar também as percepções do mundo físico. Por isso, ao sentir o hálito quente da Salazar tão próximo a sua pele, bom como ouvir o sussurrar dela, foi como se suas terminações nervosas sofressem um pequeno choque, provocando arrepios nas regiões mais sensíveis do irlandês, como na nuca. “Hum..era algo sobre não está bêbada o suficiente. Agora eu acredito.“ Disse de modo irônico para encobrir que agradecia mentalmente por se encontrar de olhos fechados, pois sabia que os teria revirado com tamanha a sensibilidade provocada pela morena. Sendo a calça tomada pela mais velha, ele conseguiu tempo suficiente para se recompor, controlando a vontade que tinha de bater no próprio rosto para ter a certeza de que aquilo não era um sonho ou um alucinação gerada pela bebida. “Mas que tipo de herói eu seria se tirasse proveito disso? Quero dizer…Os heróis tem que ser exemplos de ética e respeito, não?“ Mas que merda você está falando, seu imbecil? Pensou consigo mesmo, se arrependendo do que falara no mesmo segundo que fechou a boca. Maxon nunca chegava a travar quando flertava ou tinha interesse em alguém, contudo aquela era uma situação bem adversa. Quem estava ali era Catie, sua amiga, por tanto não era certo sentir aquilo com relação a ela…ou era?
A portuguesa parecia querer menos ainda dar voz aos pensamentos conflitantes, forçando assim o encontro entre as iris safira e avelã. “Acho que ‘não tão feia’ não seria o termo que eu usaria para descrever você…Com certeza perfeição se adéqua um pouco mais.” Foi automático então descer os olhos para os lábios dela, antes de tornar a buscar pelas iris castanhas. Umedeceu os lábios, deixando que um sorriso ladino tomasse conta destes e dizendo adeus ao restinho do seu autocontrole. “Agora é a minha vez de provar o meu ponto de vista. Você pode me parar se não quiser…” Avisou com a voz arrastada ao passar o braço envolta da cintura da mesma e ir aproximando mais do corpo feminino, levando o tronco em direção ao alheio para que as bocas se encontrassem. A outra palma, por sua vez, subiu até o rosto dela, encaixando-se ao maxilar da estudante e guiando-a até os próprios lábios.
Caterina, até aquele momento, já havia provado grande parte das bebidas que lhe ofereceram na festa e sentia o efeito de cada uma delas atravessando seu organismo, dando-lhe uma percepção diferente do seu redor. Ela sentia tudo com intensidade e, naquele instante, cada centímetro de seu corpo arrepiava-se com a aproximação que tinha com Staffan. Catie o observava com avidez, seus olhos âmbar percebiam cada movimento do garoto e, a cada segundo que passava, o seu anseio por ele ficava ainda maior. Mesmo que de forma involuntária, o álcool dava-lhe mais segurança em suas ações e, portanto, lentamente Caterina aproximava-se mais do moreno. Um sorriso se formou nos lábios rosados de Catie quando ela, já próxima o suficiente, percebera o efeito que provocava em Staff. "E não estou. Eu estou exatamente do jeito e no lugar que eu queria estar." Deu uma risada pelo comentário irônico de Staffan e, assim que pegou a peça de roupa das mãos dele, colocou-a de volta rapidamente. "Seria um herói humano e mil vezes melhor do que um normal... Mas não precisa ser o herói de todos, só o meu já basta. E eu não ligo pra isso." Sorriu de lado, questionando-se por um segundo se aquele comentário tinha sido exagerado. Talvez sim e se arrependeria no futuro, porém Caterina estava tão absorta no momento que não pensava mais em suas palavras, apenas as dizia.
Catie o encarou com surpresa quando ouviu sua confissão e não conseguiu conter o sorriso que já estava há alguns instantes querendo estampar seu rosto. "É você que já está bêbado o suficiente, Staff." A Salazar mordeu os lábios enquanto seguia o olhar do garoto e voltou a observá-lo diretamente nos olhos. Escutou-o com atenção e logo um sentimento de conforto foi sentido por Catie, enquanto ela colocava seus braços delicadamente na nuca de Staff. "Nunca..." disse já em um sussurro, olhando-o pela última vez antes de selarem seus lábios. Naquele instante, a música alta que tocava ao fundo ficava cada vez mais distante, assim como os murmúrios dos outros que estavam no local. Logo Caterina pediu passagem com sua língua com um certo desespero, enquanto arranhava a nuca de Staffan. Nada mais importava para Catie, no momento, além deles e todos os sentimentos ruins que guardara durante a noite desfaziam-se a medida que seus lábios movimentavam-se com sincronia e Caterina, pela primeira vez na noite, sentia-se feliz.
Desde que chegara de volta no seu dormitório após a festa, Caterina estava preocupada com Indigo e com o estado que ela voltaria à academia. A morena era observadora o suficiente para saber que a amiga escondia algo por trás de drogas e bebidas e, por esse motivo, passara o dia perguntando para si mesma se a ruiva estava bem. Quando chegara no Salão Principal para o almoço, Catie viu @teindigo e caminhou até ela, sentando-se ao seu lado. "Você voltou bem ontem, Ind?" disse com o cenho franzido, pegando um pedaço de pão em uma cesta que tinha na sua frente. "Fiquei preocupada, você estava... mal. Não sabia que você ainda fazia essas coisas." sussurrou com medo de que alguém lhe ouvisse. "Você sabe que pode falar comigo sempre..."
Caterina tinha passado boa parte da tarde com o seu irmão, que conseguira se meter em uma briga mais cedo, e decidiu que o mais novo estava precisando de algo, ou melhor, alguém para parar de se meter em confusões. Após o jantar, Catie estava indo para o seu dormitório quando parou em frente ao do sexto ano e decidiu bater na porta, procurando por @guinsclair. Antes que alguém pudesse responder, a Salazar abriu a porta e jogou-se em uma das camas que tinham no quarto. Caterina conhecia os truques que a amiga, metade veela, possuía e, portanto, gostaria da sua ajuda. "Guins, você precisa me ajudar com uma coisa!" disse com uma expressão séria, voltando-se para a loira, e prosseguiu. "Meu irmão é um caso perdido e eu preciso de alguém pra arrumar a figura. Meus pais já tentaram, eu já tentei mas nada adianta... E como você tem os truques de veela, me ajuda, por Merlin! Enfim, como eu consigo uma namorada pro Eddie?"
Desde que ficara sabendo sobre a declaração de Claire para Nate, Caterina tentava encontrar o garoto para entender melhor a história. Ela já tinha falado com a melhor amiga sobre o assunto, porém queria saber o que @rouxnate pensava sobre aquilo. Catie torcia demais para que os amigos ficassem juntos, afinal sabia o quanto eles se amavam. Assim que avistou o Roux em um dos corredores da escola, a Salazar saiu correndo até o seu encontro e, sem perceber que o piso do local estava molhado, a garota caiu com tudo no chão. "Ai! Quem foi o trasgo que molhou o corredor? Vou jogar uma azaração nessa pessoa." disse com raiva e revirou os olhos. "Pode me dar uma ajudinha, Nate? Quero saber o que se passa nesse coraçãozinho." Caterina falou apontando para o peito do moreno e riu. "E por que eu tô falando no diminutivo? Por Merlin, credo."
Já quase não haviam mais indícios de que o Sol esteve presente naquele dia e Caterina, por sua vez, não tinha de fato percebido a presença do astro. Com uma prova difícil de Feitiços na semana seguinte, ela teve que estudar muito o dia inteiro, começando logo após o café da manhã. Principalmente para compensar o dia da festa e o seguinte, que ela nem conseguira pensar no assunto da prova. Levantou-se por um momento de sua cadeira no Salão xx, espreguiçando-se, e percebeu que @helgx entrava no lugar. Acenou para a amiga, sorrindo, e se aproximou. "Faz tempo que a gente não fala sobre livros, você anda lendo alguma coisa, Hel? Eu não tô conseguindo ler muito, a cada ano os professores encontram mais jeitos de fazer a gente ter que passar todo o dia estudando. Eu até gosto, mas cansa."
clairelamartine:
O sorriso que estampava sua face até então fora diminuindo ao longo que era atualizada das novidades. Ou melhor, não havia novidade nenhuma. Staffan havia sido lerdo e não a beijou. “Nada? Nem um selinho ou um abraço mais longo com outras intenções?” Questionou tentando se segurar naquelas possibilidades. “Como te defender Staffan?!” Exclamou para si mesma, bufando. “Devia você ter beijado então.” Disse passando as mãos no cabelo frustrada. Estava esperando por um convite para o casamento, no mínimo. “E você não precisa ficar com vergonha, não fez nada demais.” Deu de ombros, sem deixar de notar as bochechas coradas da melhor amiga. “Tudo bem que tirar as calças assim não é muito normal, né? Mas já passou.” Garantiu tentando achar uma frma de fazer a amiga se sentir mais confortável. “Ninguém mais lembra além de mim, Staffan, Alek, Violétte, Nate, Helga, Icarus, Felippo, Kennedy… É todo mundo lembra.” Afirmou fazendo uma careta. Forçou sua mente a procurar mais alguma coisa que pudesse ajudar. “Ah, já teve uma festa que tirei a blusa também e me ofereci para o Nate, então somos todas iguais.” Abriu um sorriso largo. “Mas ele já era meu namorado a um bom tempo na época…” Recordou-se voltando a murchar seu sorriso. Realmente a situação da amiga não era das melhores. “Olha, ninguém se importa Catie! Temos que colocar a cara pra bater mesmo.” Deu de ombros. “E Staffan quer ficar com você sim, vai rolar a qualquer momento. Se quer saber, ele ficou te encarando a festa inteira, se não estivesse tão bêbada na hora ele teria tomado alguma atitude.” Imaginava que aquele não era nenhum segredo do amigo, então não via problemas em contar a Catie. Era até melhor ela saber, para que pudesse facilitar as coisas.
Caterina não conseguiu conter a risada quando viu a expressão de felicidade se desfazer do rosto da melhor amiga. Ela endireitou-se melhor no sofá em que estava e sua expressão mudou de repente. Ela lembrava-se da noite anterior com um pouco mais de clareza, porém não sabia se tinha contado o que acontecera a seguir do evento da sua calça para Claire. O que sentiu assim que seus lábios se tocaram era algo que gostaria de guardar para si por um tempo, no entanto sentia que estava traíndo a amiga, que a olhava com expectativas. "Hoje... Hoje foi meio estranho. E eu não ia beijar ele no meio do corredor, Claire!" confessou, sorrindo em seguida. Aquilo era muito novo para ela, tinha finalmente falado para Bayard dos seus sentimentos e, não sendo correspondida, acabou permitindo que se abrisse mais. E até o momento, ela gostara dessa pequena mudança. "É claro que foi demais, não precisa ficar tentando fazer que eu me sinta melhor. Todos eles sabem?! Claire!" Caterina jogou uma almofada em direção à amiga. Ela tinha apenas contado sobre o ocorrido para Claire, Gwen e Helga. Ou será que não? Catie arregalou os olhos com a possibilidade de ter saído por aí falando sobre o ocorrido. "Eu lembro dessa festa, tive que passar o resto da noite cuidando de você depois disso... De nada." Piscou para a amiga e balançou a cabeça em negativa. "Pois é, eu ia falar isso! Você não deixa de ter razão..." Caterina respirou fundo e fechou os olhos por um instante, pensando na reação que Claire teria quando ela contasse sobre o momento que tiveram. "Claire, tenho que te contar uma coisa... Nós nos beijamos. Ontem. E foi... bom. Muito." confessou, olhando para baixo, só esperando o que viria a seguir. "E o Nate? Fiquei sabendo de umas coisas que falou pra ele ontem."
salazarprince:
“Bom, não seria a primeira hoje”, fala despreocupado, mesmo que se sentisse um pouco culpado por preocupar a irmã, ainda estava um pouco irritado. “Eu disse que queria ficar sozinho e ele insistiu em vir atrás de mim”, revirou os olhos, inflando as bochechas e respirando fundo, esperando uma dor insuportável.
"Quando isso vai parar, Eddie? Não vale a pena entrar em brigas, te falo isso praticamente toda semana. Mesmo que ganhe, sempre vai sair machucado de uma forma ou outra... Você pegou quanto tempo de detenção? Dependendo, eu posso te livrar dessa." Caterina sorriu de lado, analisando o olho inchado do irmão. Algumas vezes, Catie conseguia convencer seus professores a diminuírem a punição do mais novo. A Salazar mais velha era bastante respeitada na academia, principalmente por suas boas notas e histórico (quase) perfeito. Entretanto, ela sabia que utilizar aquilo como desculpa para ajudar Edmond era errado, porém ele era seu irmão e ela não se importava com o que precisava fazer para vê-lo bem. "Bom, eu não estava lá para ver quem começou, se você diz eu acredito. E não faz essa cara pra mim, eu vou te ajudar, bobão." Pressionou a tolha delicadamente no rosto de Eddie, percebendo que o inchaço, pelo menos, diminuía com ajuda da poção. "Vê se na próxima vez desvia do soco, isso vai ficar roxo por uns dois dias."
Starter call
Hey amorzinhos, curtam para um starter da Catie pós-festa (ou aleatório mesmo)!
- Você pode me ajudar com isso aqui? Tá dolorido e inchado. - franziu o cenho, encarando a pessoa com um olhar pidão. - Eu sei que não devia ter feito isso, mas…
“Eu deveria é te dar um soco pra ver se aprende, isso sim. Viro pra um lado, tem uma com a perna quebrada, viro para o outro e me aparece a Manon com alergia. E agora você, Eddie.” resmungou com um suspiro, começando a prender seus cabelos para que pudesse ficar mais à vontade. Em seguida, pegou sua varinha e, com um Accio, um pequeno frasco foi de encontro as suas mãos. “Você tem que parar de me preocupar, já está bem grandinho pra isso. O que houve dessa vez?!” Caterina pegou uma toalha que tinha em suas coisas e respingou um pouco da poção no local, colocando-o na face do irmão. “Vai arder um pouco…”