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@chaoticgood-self
@freyagx:
“Não pensei que fosse.” Sorriu minimamente, repuxando o cantinho da boca. Como se respondesse às orientações dele, tirou o isqueiro e o cigarro solitário do bolso e, uma vez do lado de fora depois de sair pelos fundos, acendeu o objeto entre os lábios. Esse gesto é bastante natural para a ruiva de modo que sabia que diminuiria o aspecto tenso que ela estava carregando até então. Devagar expeliu a fumaça na direção contrária do rapaz. “Você deveria me dizer seu nome, então. Para que eu me sinta mais à vontade. O meu é Freya.”
Acompanhou-a para fora, um pouco curioso sobre a presença da garota ruiva. Era do tipo que fazia trocas rápidas, porém estava com um tempo livre e outro cliente recorrente não faria mal. Porém, bastou os poucos minutos para saber que ela não tinha tanta certeza assim se desejava comprar. Aqueles realmente sedentos preferiam um momento mais rápido, sem nomes. “Meu nome é Max. Creio que é tudo que precisa saber.”
@freyagx:
Ainda não se sentia segura. A pergunta fez a moça rir sem muito humor e remexer o isqueiro que segurava dentro de um dos bolsos do moletom. A peça de roupa nada combinava com o restante do visual, vestido curto, meia calça e saltos finos e altos. “Geralmente não sou eu que faço isso… alguém… faz para mim.” Engoliu em seco. “Você… me acompanharia até meu carro? Está nos fundos.” Desta forma, Freya pensou que ganharia tempo pensando naquela decisão.
Maxwell ponderou por um momento; paranoico do jeito que era, imaginou milhares de possíveis situações em poucos minutos, mas deixou-se levar pelo fato de estar com pouco dinheiro nos últimos dias; as vendas haviam decaído consideravelmente. “Não se preocupe, não sou nenhum bicho papão.” Comentou, enquanto erguia a postura. Sorriu de leve, um pouco falso, mas com o intuito de acalma-la. Ergueu uma das mãos em direção a porta dos fundos, esperando que a garota fizesse o caminho primeiro. “Só.. tente não parecer tão nervosa... vai chamar atenção.”
@freyagx:
O capuz da blusa de moletom cobria sua cabeça. Fez questão de ter os cabelos ruivos totalmente escondidos, temendo ser reconhecida por quem quer que fosse, andando por aqueles lados, conversando com aquele tipo de pessoa. Há muito não ficava frente-a-frente com um deles. Desde a reabilitação. A menor visão da forma com que ele contava as notas e o olhar desconfiado que dirigia a ela eram praticamente um trigger. Mas mesmo assim Freya ficou firme no lugar, as duas mãos nos bolsos do moletom. “Yeah, na verdade, pode.” Olhou de um lado a outro, voltou a encarar o rapaz. “É seguro aqui?”
Observou a garota por um longo momento, um pouco pensativo se deveria realmente confiar e seguir adiante, mas analisando abertamente, ela parecia extremamente com qualquer um de seus outros clientes; um pouco assustados demais na primeira compra. Olhando em volta discretamente, acenou a cabeça positivamente. Apoiou-se no balcão, observando-a atentamente, apesar de ainda bastante desconfiado. “No que posso ser útil?”
@tcssw:
“Acho que já percebi isso há um tempo.” meneou com a cabeça de forma rápida em afirmativa, o leve tom de deboche impregnado na voz. Não tinha problemas em não ver os amigos ou ser menos participativa, mas uma vez ou outra sempre vinha a calhar com a rotina, por pura distração ou apenas para não perder o contato de forma definitiva. “Está ótimo para mim, mas não precisa se preocupar muito. Não tenho nada de novo para contar… O inverno está tirando todo o lado bom da praia que consiste em ouvir conversa alheia sem querer já que ela está vazia.” deu de ombros.
Virando-se de costas para a garota, começou a preparar o drink, bastante despreocupado. Ouvia-a, apesar de não prestar tanta atenção quando deveria. Quando virou-se minutos depois, com o drink em mãos, comprimiu os lábios, um pouco inquieto. “Nunca vou entender essa sua vontade de ouvir fofoca alheia, sério. Só se você pensa em dedurar todo mundo em The O.P pelas suas profanidades, ai eu entendo e até apoio... maior parte.”
@zckane:
A pergunta era bastante justa, também o fez lembrar vez ou outra quando contavam para ele como havia sido prender alguém enquanto estavam disfarçados. A maioria fazia aquele tipo de pergunta ou saia correndo pois, os policiais deixavam bem claro que estavam ali para prendê-los. Mas, Kane não carregava esse olhar, muito menos um distintivo. Suas mãos se encontravam nos bolsos, mas não significava que ia retirar um e gritar para não se mexer. “Não sou um policial.” Respondeu, dando de ombros. “E você, quem é?”
Deu uma breve risada da maneira como o homem se mostrou misterioso; com certeza não o culpava e também se viu um pouco no lugar dele. Mas é claro, não poderia mostrar fraqueza de qualquer forma, alguém daquele tipo certamente não era confiável. “Só um trabalhador, senhor.” Comentou, um sorriso falso em lábios.
hod rewatch ✿ 1.14
You deserve better, you know. […] Well, thank you, uh, but you’re drunk. I am. But drunk or not, Wade, I know you.
(@chaoticgood-self and someone talking about the past)
☽ FLASHBACK ☾ He looked in the wrong place for redemption. @criminality-killjoy:
Todo o caminho até aquela casa havia sido tranquilo, mas Ethan só se sentiu repentinamente ciente do presente quando escutou o som da sua própia mão contra a porta. E então sentiu a gravidade o puxar de volta para a terra quando ela se abriu, depois do que pra ele, parecia tempo até demais. Por mais que fosse muito mais fácil fingir que não, era claro que pelo menos algum momento Ethan perdeu a linha de pensamento. O rosto de Max se contorceu em algo que ele não havia esperado, talvez estivesse fantasiando demais com sorrisos e abraços, o que era sua própria culpa; Afinal, já fazia muito tempo para saudações calorosas serem parte da rotina. “Maxwell?” Disse no mesmo tom, exagerando uma surpresa. Não perdeu tempo algum: “Ora, mas que conveniente, estava procurando uma lata de lixo pra colocar todo esse líquido duvidoso e claramente não álcoolico. Posso usar a sua?” Olhou para baixo, fazendo um gesto para a sacola plástica que segurava dezenas de latas. Falava com um sorriso bobo praticamente estampado no rosto, a confiança quase cobria todo o cheiro de nervosismo. De uma forma estranha, foi a primeira vez em muito tempo em qual não se sentia confortável na própria pele, por um segundo voltou a avaliar o que Max significava, o que significou um dia. O porquê dele está parado ali dando uma de gostoso, como se nada estivesse errado, como se ambos não tivessem centenas de coisas a discutir. Expirou, quase um suspiro. Seria uma longa noite.
Seu olhar foi da face do outro homem para as garrafas por algumas vezes seguidas, até o cérebro processar tudo com clareza. Não via Ethan faziam pelo menos uns dois anos; as poucas conversas nesse meio tempo foram extremamente curtas. Nunca poderia imaginar que ele comparecia, então não havia dado o trabalho de convida-lo, porém estava feliz; Ethan de uma forma ou de outra era importante, mesmo com as casualidades da vida se metendo no caminho. Com aquela pequena conversa, também tinha certeza que a personalidade era a mesma. “Claro... cara, entra ai!” Exclamou alguns segundos depois, com a voz até aguda demais com a excitação. Deu espaço para que o garoto pudesse entrar na casa, dando um tapinha forte no ombro deste assim que ele passou. Fez seu caminho para dentro também, fechando a porta atrás de si. “Julian, tira a cerveja do sofá. É só o Ethan.” Completou, até com certa casualidade; apesar de ouvir um grito agudo do outro lado da casa exclamando um “Ethan:!”. Parecia bastante calmo, mas a presença dele ali lhe deixava tenso; como se precisasse agir de maneira mais "madura” ao redor dele. Sempre fora assim.
@xmnhttnx:
✧ *・゚⛧ Não podia dizer que tinha um relacionamento consolidado com o mais alto, mas acreditava que mais alguns negócios juntos e ela poderia chama-lo de “seu traficante local”. Buscava a familiaridade por segurança, enquanto não seus apelos não fossem ouvidos comprar erva continuaria sendo ilegal, sendo assim era necessário confiança. Vi cada um dos planos indo por água a baixo enquanto se aproximava, já que teria que dizer ao outro que não podia comprar nada hoje. “Não precisa se preocupar com isso, o tempo livre me deu a chance de tirar minha sorte.” Não sabia se o outro a conhecia do jornal ou mesmo se pessoas noturnas como ele aparentava ser, tinham o habito de ler as noticias impressas. Erguera os orbes de esmeralda para o outro em busca de algum sinal em sua face sobre continuar ou não por aquele caminho.
A bolsa transversal de couro negro pesava uma tonelada, talvez estivesse lá não apenas seus pertences, mas a culpa que sentia, esta que não a deixara falar assim que estacou na frente do outro. Deveria ter vindo de carro, diria e não precisaria sair correndo, poderia arrancar com o carro e não veria a expressão dele depois. Deviam ter se passado alguns segundos de silencio, o suficiente para começar a ser constrangedor. “Sabe… Quais as chances de eu te falar que a lua não está propicia para esse tipo de transação e você levar numa boa e dizer ‘te vejo amanhã’?” Cada palavra saíra com uma descontração tamanha que somente Manhattan possuidora de uma aura tão - por falta de palavra melhor - maluca poderia entona-las. “Eu tirei uma carta péssima quando li minha sorte e é um sinal claro que se a gente fizer isso hoje, vai dar ruim. Acredite em mim!”
Max não era do tipo de pessoa mais próxima de qualquer religião que fosse, e toda aquela conversa sobre cartas e sorte nunca fora realmente sua praia; porém, claro, respeitava o suficiente para que a garota não se incomodasse, para que por fim, não procurasse outra pessoa. Mas toda aquela conversa fez com que surgisse uma face de total reprovação; não conseguiu se segurar por muito tempo. “Você tá falando sério?” Exclamou, mais como uma pergunta retórica, porque realmente não acreditava que havia feito todo o caminho até ali para não fechar negócio; e não por falta de dinheiro ou casualidades, mas simplesmente porque as cartas disseram que não era uma boa ideia. “Eu tive que andar até aqui... pra você me falar isso? Manhattan...”
@zckane:
Kane coçou o nariz discretamente enquanto aproximava-se, o vendo guardar o bolo de dinheiro finalmente, respirando fundo. Se ainda fosse um detetive, já o teria apreendido naquele instante, desconfiando que estivesse envolvido em algum esquema de drogas, mas naquele momento, suas intenções eram exatamente contrárias. A justiça só se aplicava naqueles que não tinham dinheiro o suficiente para pagar um advogado caro, o que tornava tudo muito mais injusto do que gostaria. “É melhor você ser mais discreto da próxima vez. Policiais costumam passar por aqui disfarçados.” Comentou casualmente, não querendo chamar a atenção de ninguém próximo. “Ou ladrões.” Complementou, já que ladrão poderia roubar pessoas como ele facilmente, se quisessem.
Um pouco apreensivo, virou-se completamente para o homem, os braços se cruzando em frente a ele para mostrar um pouco mais de seriedade, apesar de estar bem claro quem era o mais forte dos dois. Percebeu que havia algo diferente sobre aquele ele, já que a maioria não faria associação nenhuma ou, pelo menos, não iriam tão longe. “E você, quem seria?” Perguntou, verdadeiramente mais curioso do que agressivo. Ignorou totalmente a última sentença do homem; nenhum ladrão iria tentar rouba-lo tão facilmente. Não com a fama que tinha por ali. Mas de qualquer forma, se o outro fosse alguém mais “importante” já estaria ferrado aquela altura, mas não aparentou que ele iria se mover para mais perto, deixando Max um pouco mais relaxado.
@cwrmen:
Carmen deu de ombros ao ser pega bisbilhotando a vida alheia, desta vez a de um rapaz que parecia estar escrevendo algo em um papel, como sempre fazia quando estava entediada. No entanto, não demonstrou remorso ou constrangimento para com a pergunta rude vinda dele. Uma lufada de ar escapando dos lábios em forma de um suspiro entediado ao dizer: ❛ — No, not really. Você já cortou o meu entretenimento mesmo, agora vou ficar entediada pra sempre. ❜
“Seu entretenimento é ficar me olhando? fetiche estranho esse o seu.” Comentou, apesar de não estar realmente irritado, já que percebeu que ela não fazia a minima ideia do que realmente estava fazendo. Dando uma última olhada no celular para checar os horários com os próximos clientes, logo sua atenção voltou-se estritamente para a garota.“Agora a pergunta que não quer calar é.. está interessada em mim ou no que eu estou fazendo?”
@sydncq
aproximou-se lentamente do mais novo, o silêncio sendo mantido de forma que, não queria assustá-lo e tampouco, fazê-lo perder-se no trabalho que estava realizando. aguardou que sua presença fosse notada e quando o fizera, sorrira minimamente diante do questionamento alheio. os olhos correram da extensão alheia, enquanto mostrava-se pensativa quando ao que pediria a ele. “ ┄ hm, talvez. assentiu brevemente, ainda apegando-se ao seu interesse. “ ┄ algumas coisas na cidade mudaram, sabe se ainda tem um cafeteria próximo daqui? não quero perder tempo, tsc.
Ao ouvir o questionamento, o olhar se manteve distante por um momento, enquanto tentava recordar de alguma cafeteria nos arredores, porém, como era normalmente uma pessoa da noite, não andava tanto assim pela cidade, então nunca notava muito bem os lugares, já que nunca estavam realmente abertos. “Bom... não sei se posso te ajudar.” Murmurou de começo, mas logo um “clique” veio, e voltou a dizer. “Ah, na verdade tem sim uma cafeteria próxima. the ol’ café. Sempre esteve no mesmo lugar faz anos, so...”
@tcssw:
Passou um bom tempo xeretando Maxwell com o olhar até que o moreno percebeu a sua presença. Tessa não era muito fã de fazer visitas em trabalho, mas o dia pedia uma bebida e tinha que admitir que sentia falta do amigo que, há tempos, não lhe dava notícias. “Se conseguir me trazer uma bebida gelada e um relatório sobre o que fez nas últimas semanas, talvez possa.” deu de ombros, apoiando um dos braços sobre o balcão. “Ou tanto faz, quem sabe só a bebida?”
“Você sabe. Apenas trabalho, em cima de trabalho, em cima de trabalho.” Suspirou, a medida que relaxava um pouco a posição. Estava extremamente estressado pela falta de sono e aquilo provavelmente continuaria por um longo tempo. Talvez tivesse que pedir alguma coisa tarja preta para finalmente cair de sono. “Um cospomolitan está bom? antes de você começar a me atacar com milhares de novidades?” Brincou, forçando um pequeno sorriso. Era verdade que não procurava Tessa com muita frequência, mas ela era realmente uma amiga boa, apesar de não saber metade das coisas pelo quais Max passava; preferia assim, de alguma forma. Tornava a relação entre eles mais leve.
@vincrsandrs:
Assentiu com a fala do outro rapaz, novamente em silêncio. Seu olhar prontamente viajou para a garrafa que era balançada a sua frente. Sabia muito bem que deveria evitar o álcool quando estava tão emocionalmente instável, afinal, era fácil perder o controle que tão trabalhava para ter. Soltando um suspiro, sentou-se no banco. “É, não seria uma má ideia.” disse encarando o copo vazio. “Eu estou só preocupado. Não vejo meu irmão há dias.”
Apesar de estar um pouco preocupado, acabou derramando um pouco do líquido no copo; colocou o suficiente para que ele conseguisse dar alguns goles, mas não o suficiente para que sentisse totalmente o gosto da bebida ou a queimação na garganta. Fechando a garrafa, guardou-a novamente, deixando explícito que não existiria uma segunda dose. Observou a expressão do garoto por mais alguns segundos, e logo suspirou, franzindo o cenho. “Posso tentar descobrir onde ele está... tenho bastante olhos pela cidade, você sabe.”
@flzkvc:
Estranhou a forma que o outro rondou sua figura após guardar algo no bolso, e Felix até teve curiosidade em saber do que se tratava, mas pelo questionamento um tanto grosseiro, sabia que não iria obter resposta. Então apenas deu de ombros e mostrou a câmera que carregava nas mãos. “ — Na verdade sim, eu ia tirar foto da parede atrás de você, parece que alguém escreveu uma mensagem de protesto interessante nela, mas você está na frente, só ia pedir licença.”
Ficou por um momento parado, imóvel, tentando assimilar o que havia lhe sido dito. Depois de alguns momentos, virou-se para olhar a parede, procurando alguma coisa especial nada; logo percebeu a mensagem escrita ali, em letras grandes e negras. “Oh... entendo.” Murmurou, dando espaço então para que o outro garoto pudesse fotografar. “Sinto muito, não tinha visto isso... você tira fotos para algum lugar específico?”
@audreysmx:
A fala do rapaz fazia certo sentido, mas aquilo não excluía o fato de haver lhe ajudado. Audrey estava escolhendo por ignorar os negócios alheios e focar-se apenas no que fizera de importante para ela. Era tudo que lhe bastava para acreditar na empatia alheia. Levou o comentário alheio na brincadeira, soltando uma risada fraca e assentindo com a cabeça. “I know…” Mordeu o canto do lábio inferior. “Imagino que esteja pensando que sou louca ou algo do tipo mas eu realmente me sinto em dívida com você.” Explicou, ainda incerta de que ele entenderia aquilo. Não importava, de fato. Audrey queria apenas poder lhe agradecer devidamente. Era claro que não apoiaria a profissão do rapaz e se ele lhe desse a oportunidade, iria querer tirá-lo daquele meio, que provavelmente entrara por não ter outras chances, mas não estava ali para julgar ou passar a informação adiante. Queria conquistar a confiança do outro, assim como ele havia feito com a sua em pouco segundos. Quebrou o contato visual que fazia com o mais alto quando este tocou sua mão direita. Ela desceu os olhos para as mãos juntas e sentiu o leve aperto que o outro fazia. Para alguém que sofrera um quase assalto, Audrey sentia-se bastante segura naquele contato. Não havia nada no rapaz a sua frente que lhe causasse medo ou receio. Ao contrário, Audrey sentia-se segura e curiosa para mais informações e mais contato. “Qualquer coisa.” Assentiu com a cabeça, respondendo-o com sinceridade. Era certo, porém, que não tratava-se de qualquer coisa no sentido literal da palavra. Audrey esperava por algum pedido honesto e que não a desrespeitasse ou algo do tipo. O sorriso alheio deveria trazê-la alguma aflição, afinal era provocativo e intenso, mas algo dizia a morena que não havia motivos para tal. Ela não sabia o que era, mas apenas esperou pelo pedido com paciência. Este não veio e apenas a quebra do contato pudera ser sentida, fazendo com que a Hudson não se sentisse completa novamente. A fala do outro a fizera assentir com a cabeça, demonstrando certo descontentamento com a forma em que fora negada. Talvez o rapaz não quisesse conhecê-la e não quisesse sua ajuda, mas não era fácil para Audrey apenas aceitar aquilo. “Ok.” Murmurou baixo, ajeitando a bolsa no ombro novamente para poder se despedir. Não o fizera de princípio e passou um tempo encarando-o com receio de deixá-lo. Parecia nervoso e ansioso. “Are you ok?” Questionou com preocupação pelo mais novo em sua voz. Balançou a cabeça em confirmação após a fala alheia, mas sem a certeza se deveria dar-se por vencida ou não. “Well, você sabe onde eu trabalho.” Disse, encolhendo os ombros. Era uma sugestão para que ele pudesse lhe pedir alguma coisa em outro momento, se quisesse. Após seu ato de ajuda, Audrey tornava-se disposta a fazer algo por ele. Não importava quando. “Goodnight and thank you, again…”Sorriu sem mostrar os dentes e deu alguns passos em direção ao seu apartamento, quando algo lhe veio em mente e a morena virou o rosto para o rapaz uma outra vez. “Tem aonde dormir?” Perguntou com genuína preocupação uma vez que estar aquela hora da noite nas ruas não indicava algo muito bom. Novamente Audrey deixava sua gentileza tomar conta de seu corpo para tentar conseguir alguma informação útil para ajudá-lo.
Sentiu-se um pouco mais calmo com a reação da garota. Ali conseguiu perceber que ela apenas era extremamente ingênua e provavelmente não se importava muito com o perigo que Max indicava naquela situação. Sentiu até mesmo um pouco de culpa; lembrava-lhe muito ele mesmo, quando era um pouco mais novo. Costumava acreditar muito nas palavras dos outros e provavelmente agiria da mesma forma se tivesse ali por seus quatorze ou quinze anos. Mas bem... aquilo parecia mais como uma criança, disposta a lutar por qualquer um que tratasse-a um pouco melhor. Relaxando as mãos, apenas assentiu positivamente, já percebendo que conseguia contornar o começo da ansiedade ali. Estava prestes a continuar seu caminho sem responder, esquecer um pouco da situação, mas aquela última fala fez com que seu estômago revirasse por um momento, um pouco ofendido. Mas a graça da situação fez com que tivesse uma reação contrária, rindo um pouco alto demais da reação da garota. “Não sou um sem teto, sabe.” Comentou, balançando a cabeça de leve. Aproximou-se, erguendo a mão para a menina. Encarou-a profundamente, da mesma maneira que havia feito anteriormente, porém com expressões mais calmas; estava tentando ser um pouco sincero. “Desculpe pelo meu comportamento. Você é apenas um pouco... peculiar.” Balançou a cabeça de leve, jogando o medo do lado e tomando um pouco de coragem para as palavras que iria dizer a seguir. “Sou Maxwell Levy. Trabalho no sin city... não muito longe dessas bandas. É um prazer.”
☽ FLASHBACK ☾ He looked in the wrong place for redemption. @criminality-killjoy