Acredito que para alguém te amar de verdade, essa pessoa tem que conhecer seu lado mais escuro e ainda sim querer ficar.
— Samara.
Jules of Nature
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Misplaced Lens Cap
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
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I'd rather be in outer space 🛸
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@chiefherollamarebel
Acredito que para alguém te amar de verdade, essa pessoa tem que conhecer seu lado mais escuro e ainda sim querer ficar.
— Samara.
Ficar em silêncio pode valer mais a pena do que tentar explicar o que sente.
Com ardor, John
Eu queria desaparecer esta noite e só voltar quando tudo estivesse bem.
The Nites
“Existem momentos em que o maior castigo é ser prisioneiro das próprias memórias.”
@cafe-frio-e-respostas-quentes
Não sei muito da vida, confesso. Aliás, quanto mais tento entender, mais ela me escapa, feito areia por entre os dedos. Imagino que a caminhada seja mesmo individual, apesar de, às vezes, o mundo gritar pedindo empatia, pedindo algum fio de solidariedade que ainda nos resta — se é que resta.
É madrugada de novo e, adivinha? Não consegui dormir. A cabeça parece uma feira livre: vozes, pensamentos, questionamentos, memórias e aquele velho barulho que insiste em não cessar. E eu, como quem tenta negociar com o próprio caos, acendo mais um cigarro. Não sei se fumo pra pensar melhor, pra me anestesiar ou só pra ter a ilusão de que estou preenchendo algum vazio que não sei nomear. Achismos.
O tempo tem tentado, sem muito sucesso, me ensinar a ficar mais quieto, ou melhor, a ter mais paciência. Engraçado, eu já era quieto. Agora sou quase silêncio encarnado. Ando aprendendo, na marra, a domar meus próprios instintos — esses mesmos que me jogam, volta e meia, em ciclos que sei exatamente onde começam, mas nunca onde terminam. Na teoria, parece fácil: respira fundo, foca, medita. Na prática, o buraco é sempre mais fundo.
Será inferno astral? Vai saber. Só sei que tenho buscado entender esse desconforto que cresce no peito, esse cansaço que não é físico, essa exaustão de existir. Meu social, hoje, se resume ao trabalho — aquele teatro diário onde todos vestimos a roupa de funcionalidade e fingimos que está tudo bem. Fora isso, sobra o peso dos karmas familiares, esse roteiro confuso que ninguém ensina como decorar.
E pensar… pensar me mata um pouco todo dia. Porque, se é verdade que nada sei da vida, o pouco que sei já me é suficiente pra me irritar, pra me perturbar, pra me deixar com a estranha sensação de que estamos todos, de alguma maneira, meio perdidos, meio à deriva, meio quebrados. Basta abrir os noticiários e ver a quantidade de almas soltas, vagando no vento, gente que já nem sabe mais se sente, se vive, se sobrevive.
Acho que está todo mundo meio assim. Perturbado. Cansado. Confuso. Fingindo controle, enquanto segura os pedaços com fita crepe por dentro.
Mas, claro, são só achismos. Achismos individuais.
eu era tão apaixonado que engolia cada erro dela, só pra não ter que perdê-la pra sempre.
Por vezes precisamos tomar uma decisão sobre nossas feridas, ou arrancamos o curativo de uma vez, ou aguardamos que elas se curem. -@cafe-frio-e-respostas-quentes
Conexão com alguém é algo inexplicável. Quando perto, os pensamentos se encontram; quando longe, até a dor se compartilha. -@cafe-frio-e-respostas-quentes
A vida é uma montanha-russa: entre os altos que nos encantam e os baixos que nos desafiam, o que realmente conta é como enfrentamos cada curva. -@cafe-frio-e-respostas-quentes
Tem algo nela que me toca fundo no jeito suave e livre com que ela solta o cabelo, naquele olhar sereno que transmite um refúgio, no vestido que parece tecido para envolver sua alma inteira. Ela guarda um fragmento de tranquilidade, uma calma quase sagrada no peito, que me puxa como um ímã. Por um instante, tudo que eu desejo é mergulhar nesse silêncio, habitar esse aconchego, me perder na essência pura que ela carrega.
Eu preciso de música alta para calar a boca dos meus sentimentos.
Desconhecido.
É que tem horas que a gente para e pensa: eu cansei, não quero mais brincar disso...
tem gente que só entende o que perdeu quando já não tem mais onde procurar.
Todo mundo tem uma bagagem, uns carregam em mochilas discretas, quase invisíveis aos olhos dos outros. Outros arrastam malas barulhentas, que fazem eco por onde passam. E ainda existem aqueles que juram que não carregam nada, mas basta um tropeço da vida para tudo cair no chão e se espalhar. Ao contrário do que muita gente pensa, não dá para simplesmente largar essa bagagem em qualquer lugar e seguir em frente como se nada tivesse acontecido, não funciona assim. A dor tem memória e a memória tem caminhos secretos por onde reaparece, como naqueles desenhos antigos, em que o personagem tenta se livrar de um objeto, joga longe, mas ele surge de novo atrás dele, como se tivesse vida própria. É assim com o que a gente não digere, com os silêncios engolidos a seco, com as mágoas camufladas de sorrisos, com as perdas que empurramos para o fundo da mente achando ou desejando que o tempo se encarregue de apagar. Mas o tempo não apaga o que não é olhado e enfrentado de frente, ele só empilha, até que tudo desabe. A bagagem mal resolvida não desaparece: ela muda de forma. Reaparece em medos que não conseguimos explicar, em raivas fora de hora, em decisões que sabotam os nossos passos, em relações que se repetem com rostos diferentes, mas usando o mesmo roteiro de sempre. E a gente se pergunta por que tudo parece dar errado, quando, na verdade, estamos apenas andando em círculos dentro do que nunca foi resolvido. A única forma de seguir mais leve é parar, abrir a mala com coragem e olhar, sem julgamento, o que tem dentro. Identificar o que ainda pesa, o que é seu e o que colocaram lá sem o seu consentimento. Entender o que já venceu o prazo e o que não cabe mais na versão de você que está nascendo agora. Só então, com consciência e presença, decidir o que vale a pena levar e o que já não faz parte de quem você está se tornando. É um processo. Dói. Às vezes a gente se recusa a olhar, às vezes tentamos fechar a mala de novo, com pressa de seguir. Mas há uma verdade silenciosa que sempre retorna: continuar carregando tudo, sem questionar nada, é bem mais difícil do que encarar o que machuca. Se reerguer não é esquecer o que passou, é acolher o caos, é se acolher em um todo. É compreender que certas cicatrizes não precisam mais sangrar para nos lembrar de onde viemos. E que toda bagagem, por mais pesada que tenha sido, pode se transformar em sabedoria se a gente tiver a coragem de desembrulhar as dores e aprender com elas. Porque o caminho da superação começa no momento em que paramos de correr da bagagem e começamos, finalmente, a escutá-la.
— Diego e Lais em Encontro de poetas.
Tem dias que eu acordo pedido pra Deus me ajudar, cai tão profundamente, que o peso da cruz que carrego não deixa eu me reerguer, continuo afundando todas às vezes que tento me levantar, parei de tentar ser alguém que não sou, admiti pra mim mesmo minhas falhas, assumi meus erros, e sei que não sou tão bom assim, nunca busquei por perfeição, mas sei que existe uma ordem onde as peças se encaixam perfeitamente, mas parece que meu quebra-cabeça veio faltando algumas peças, outras eu já estraguei tentando encaixar onde elas não cabiam. Tem tardes que eu pergunto pra Deus, onde é que eu me encaixo, minha alma está sobrecarregada, meu coração está cansado de ficar estilhaçado, minha mente está confusa. Tem noites antes de dormir que eu questiono Deus, se tem uma luz no final do túnel pra mim, igual as luzes que iluminam as ruas mais escuras dessa cidade, mas em todas essas conversas estranhas e sem respostas, sempre existiu uma força estrondosa em meio aos silêncios, a coragem de continuar mais um dia.
Psionicos.