EU AUMENTO, MAS NÃO INVENTO!
Minhas linguinhas curiosas, tudo bem com vocês? Espero que sim!
Tivemos mais uma semana repleta de notícias bombásticas. E, para não perder os buchichos mais comentados, tratei de aguçar meus ouvidos e coloquei minhas lentes de aumento a postos para enxergar tudinho. Não deixei escapar nadinha. Todos os detalhes explícitos e os implícitos foram devidamente vasculhados e trago-os para vocês, caso não tenham conseguido acompanhar os últimos acontecimentos.
É um tal de Lampião dos tempos modernos metendo medo no centro-oeste brasileiro. É o registro da triste marca de 500 mil brasileiros vítimas de um vírus infeliz e de um governo miserável. E, para espantos de muitos, até pé na bunda um famoso apresentador dominical levou da Vênus Platinada. Oh, louco meu! Quem diria?
Mas o que eu amei mesmo foi o dueto da cantora sergipana Antônia Amorosa com o Rei do Baião, no último sábado à noite, no programa São João do Nordeste, exibido pela TV Sergipe. Calma aí. Não fiquei louca! Sei bem que Luís Gonzaga morreu há mais de três décadas. No entanto, a apresentação só foi possível graças aos avanços tecnológicos que permitiram o uso de uma aplicação da Realidade Aumentada. Um holograma do Velho Lula ao lado da cantora sergipana deu emoção ao evento. Foi lindo! O holograma é mais um desses recursos típicos do universo da Realidade Aumentada. Como é? Você não sabe o que isto é? Nunca ouviu falar em RA? Então senta que lá vai história.
Para Azuma (1997, p.2), a Realidade Aumentada (RA) é uma variação do ambiente virtual, ou realidade virtual como é mais conhecida. O fato é que a Realidade Aumentada (RA) é a integração de elementos ou informações virtuais a visualizações do mundo real através de uma câmera e com o uso de sensores de movimento como giroscópio e acelerômetro. Você já deve ter se deparado com um típico exemplo da RA: o Pokémon GO! Era um jogo que mostrava os monstrinhos pulando na tela, como se estivessem ali, bem na nossa frente.
Lemos (2013) nos lembra ainda que a RA pode ser classificada como uma mídia locativa que utiliza serviços e tecnologias baseadas em localização (redes GPS, Wi-Fi, 3G, telefones, tablets, laptops).
O fato é que a Realidade Aumentada (RA) está cada vez mais presente na sociedade, em todas as áreas e na Educação não é diferente. O fato de um número cada vez maior de estudantes com smartphones em sala de aula deve ser observado como um elemento facilitador na utilização de estratégias de ensino, com claro objetivo de melhorar o desempenho dos alunos, introduzindo inclusive ferramentas e artefatos capazes de atrair a atenção dessa geração já acostumada com as maravilhas da cibercultura.
É necessário, portanto, estar preparado para a construção de novas narrativas, haja vista que as noções de espaço, tempo, sujeitos, interações, informações ganham novas dimensões e as exigências do mundo moderno, digital, tecnológico leva cada um de nós a pensar e agir constantemente, refletindo nossos passos, alcances, limites e intencionalidades.
Nessa mistureba de elementos, dados e casos, o dito e o não dito têm alcances maiores e as possibilidades de invencionices são infinitas. Manter-se fiel aos fatos continua sendo uma escolha individual. Apesar das críticas, sou fiel a meus princípios. Eu ouço, vejo, investigo, falo e espalho mesmo, mas nada de acrescentar inverdades! Não sou Joana D´Arc! Não quero ser incinerada. Não preciso me queimar com o público. Aliás, atualmente nem lenha deve virar fogueira. Em tempos de pandemia, todo cuidado consigo e com os outros é necessário!
Dado o recado, finalizo por aqui. Afinal tenho pressa. Preciso ficar de olho nas realidades aumentadas e diminuídas dos bastidores dos forrobodós. Beijinhos sabor arroz doce para ocês, tudinho, minhas linguinhas afiadas!
Até próxima semana! Anarriê!
P.S. Divirtam-se com a piada da semana (aba ‘Só sabemos que foi assim”) e depois podem ariar a fivela ao som do vídeo abaixo. É mais um exemplo de RA.
https://www.facebook.com/xGoodBrains/videos/299827724524887/.
Referência - Semana 5
AZUMA, R. T. (1997). A Survey of Augmented Reality., In Presence: Teleoperators and Virtual Environments 6, 4 (August), 355-385. Disponível em <encurtador.com.br/eV049>.
LEMOS, A. Realidad aumentada Narrativa y médios de georreferencia. Versão em português do artigo. In Sánchez, Amaranta (org). Móbile. Reflexión y experimentatión en torno a los médios locativos en el arte contemporâneo en México., Consejo Nacional para La Cultura y lãs Artes / Centro Multimedia – CENART, México, DF, 2013., ISBN: 978-607-516-022-1, p. 85-103. Disponível em: <encurtador.com.br/bcrMZ>.












