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A Morte Te Dá Parabéns – Crítica
Happy Death Day trás uma proposta um pouco diferente dos filmes de terror convencionais ao introduzir o elemento “loop do tempo”. Apesar de esse tema não ser novo, ele é revigorado com o artificio “medo”. Há boas referencias ao filme O Feitiço do Tempo e temos um bom feeling com o clima de suspense divertido.
No filme, somos apresentados à protagonista Tree (Jessica Rothe) que no dia de seu aniversário se depara com um assassino misterioso. Ela acorda “no dia seguinte” acreditando que tudo não passou de um sonho e que está tendo um deja-vú, mas logo percebe que está presa em loop temporal com um assassino que continua repetidamente a matando. Tree, então, embarca na missão de descobrir quem é o assassino e como acabar com o loop.
O filme brinca muito bem com os vários aspectos do dia, conseguimos, junto com a protagonista, descobrir os segredos dos personagens secundários e acompanhar todas as coisas que aconteceram naquelas 24 horas. As mortes também são bem elaboradas, o diretor soube faze-las de modo não apelativo e não excessivamente violentas, tornando alguma delas até cômicas.
O desenvolvimento da personagem Tree é muito bem trabalho. No começo, ela é a típica Mean Girl, não mantem contato com o pai, é egoísta e faz tudo pensando em suas próprias vantagens, porém, ao decorrer do filme, vemos a mesma se tornar altruísta. A atuação de Jessica Rothe está ótima, o que nos ajuda a perceber as mudanças da personagem.
Happy Death Day é um filme divertido, sarcástico com sua própria categoria e contem terror e humor na medida certa. É, sem duvida, um filme de terror para assistir quando estiver procurando por alguma opção mais leve e eficiente em prender a atenção.
Ficha Técnica
Título: A Morte Te Dá Parabéns (Happy Death Day)
Lançamento: 12 de outubro de 2017
Direção: Christopher B. Landon
Classificação: 14 anos
Gênero: Terror, suspense
Duração: 94 min.
Filth - Crítica
Apesar de ser um filme relativamente velho (de 2013), não pude deixar de trazer uma critica do filme Filth, longa escocês, estrelado por James McAvoy e dirigido por Jon S. Baird.
Assisti ao filme recentemente e, de inicio, pensei que se tratava de mais um que apela para a temática adulta de maneira exagerada, porém, com o decorrer do filme, percebi se tratar de algo muito além disso e que esses elementos faziam parte do filme não para atrair a atenção de um público, mas sim para dar tom e sentido ao personagem principal.
Bom, para que não conhece, Filth conta a história de Bruce Robertson, homem viciado em cocaína, misantropo, bipolar e ninfomaníaco. Ele é um policial que está encarregado de investigar um assassinato brutal e deseja, com isso, conseguir uma promoção para, deste modo, conquistar sua ex-esposa e sua filha novamente. O longa é uma adaptação do livro de mesmo nome escrito por Irvine Welsh, escritor de Trainspotting.
No começo, como tenho a tendência de não gostar de filmes com temáticas tão pesadas como abuso de drogas, fiquei um pouco apreensiva esperando aquele sentimento que senti ao assistir Trainspotting, porém esse sentimento que defino como um misto de agonia e inquietude foi logo substituído por curiosidade, apreensão e até mesmo pena dos personagens.
O filme definitivamente não é destinado para todos os públicos. Nos deparamos diversas vezes com os dilemas morais do protagonista e com suas escolhas que em muitos, se não todos, momentos são erradas e controversas.
Porém, com toda a imoralidade, ganancia e egoísmo apresentado por Bruce, não pude deixar de sentir empatia por ele. Dou o mérito disso à James McAvoy, que com seu desempenho impecável conseguiu transparecer todo o sofrimento e loucura do personagem, ao ponto em que conseguimos compreender o porquê de algumas de suas atitudes.
O roteiro segue em um bom ritmo. Apesar de a história ser narrada por Bruce, os personagens foram apresentados de maneira que conseguimos entender um pouco de suas histórias e a atuação dos personagens secundários também não deixa a desejar e eu, particularmente, adorei a fotografia.
Filfh é um filme que não é apenas o que aparenta ser. Politicamente incorreto? Sim. Mas cumpre o seu papel em ser um drama perturbador e tragicamente cômico.
Ficha Técnica
Título: Filth
Lançamento: 27 de setembro de 2013
Direção: Jon S. Baird
Classificação: 18 anos
Gênero: Drama, suspense
Duração: 1h 37min
Bright - Crítica
A essência de Bright se da pela construção de um cenário fantástico que apresenta as mesmas questões e discussões sociais da atualidade de forma que não busca, em nenhum momento, disfarçar tais questionamentos perante assuntos como racismo, preconceito e violência.
Ambientada em uma Los Angeles insólita e habitada por diferentes espécies como fadas, orcs, elfos e humanos, a obra acompanha o policial humano Scott Ward (Will Smith) e seu parceiro orc Nick Jakoby (Joel Edgerton). Ward, após se recuperar de um tiro recebido por um orc, é designado a uma nova operação com seu parceiro. A dupla, então, acaba encontrando a elfa Tikka (Lucy Fry) e tomando conhecimento do artefato mágico, a varinha. Os policiais, então, se veem responsáveis por proteger a elfa e impedir que a varinha caia em mãos erradas.
O filme possui todos os elementos de um bom e velho conto mágico: O escolhido, o objeto sagrado, a profecia e etc. A história, apesar de não conseguir prender a atenção em todos os momentos, possui o bastante para cativar e instigar a imaginação. Apesar de algumas coisas estarem obvias desde o começo, me peguei imaginando o que aconteceria em seguir.
O filme é visualmente lindo. Os efeitos especiais e maquiagem são impecáveis. Os cenários também não ficam para trás, representando muito bem, em minha opinião, uma Los Angeles mágica.
A única coisa que me incomodou foi o uso exagerado de palavrões, o que em alguns momentos se apresentou desnecessário.
No geral, achei Bright um filme divertido, com uma excelente produção. Claro que possui seus defeitos, mas nenhum que tirasse a graça e diversão de assisti-lo.
Ficha Técnica
Título: Bright
Lançamento: 22 de dezembro de 2017
Direção: David Ayer
Classificação: 14 anos
Gênero: Suspense, fantasia, ação
Duração: 1h 57min
Jumanji – Bem-Vindo à Selva | Crítica
Tendo Jumanji (1995) como um dos meus filmes favoritos, não é de se duvidar que ficasse realmente animada com o anúncio de sua suposta sequencia. Devo confessar que junto da animação, também fiquei um pouco apreensiva com o rumo que a nova obra teria.
Seria uma sequencia direta do clássico dos anos 90? Creio que uma continuação seria desnecessária. Ou talvez um remake? Fico feliz em dizer que não. Jumanji Bem-Vindo à Selva me surpreendeu de forma positiva.
Além de não apelar para a nostalgia do bom e velho Jumanji, Bem-Vindo à Selva inova com seu roteiro voltado para os dias atuais, englobando a tecnologia na nova versão do jogo de forma divertida e cheia de referencias aos “clichês” de jogos eletrônicos atuais ao nos apresentar, desta vez, um jogo de vídeo-game.
Os personagens principais são apresentados de forma rápida, porém eficiente logo no início, como adolescentes comuns americanos, com seus estereótipos e tudo. Temos a presença do atleta, da popular, do “esquisito” e da nerd. Os quatro são mandados para a detenção e é lá que encontram o jogo de Jumanji e são mandados para a dimensão do mesmo. Este momento inicial de interação entre os personagens me lembrou Clube dos Cinco.
Os quatro então, ao serem tele transportados para dentro do jogo, se transformam em seus avatares que em nada se parecem consigo mesmos. Achei interessante como o novo núcleo conseguiu manter as características adolescentes e até mesmo inocentes de seus personagens, é engraçado ver The Rock se surpreender com o tamanho de seus músculos ou Jack Black julgar a si mesmo como “o tiozinho barrigudinho”.
Entretanto, algumas das piadas feitas no filme são repetidas em mais de uma ocasião, o que acaba, em certo ponto, perdendo a graça e as tornando cansativas. Algo que também me chamou atenção foi a forma como pequenos detalhes do enredo ou até mesmo a motivação dos personagens são repetidas diversas vezes ao público, seria como uma forma de reforçar qual é a missão ou para constantemente nos lembrar do que os personagens estão fazendo em Jumanji?
No geral, o filme se mostrou despretensioso, possivelmente sem a intenção real de se tornar um clássico como o original, porém divertido e leve. Um clássico da sessão da tarde, eu diria.
Ficha Técnica
Título: Jumanji: Bem-vindo à Selva (Jumanji: Welcome to the Jungle)
Lançamento: 04 de Janeiro de 2018 (Brasil)
Direção: Jake Kasdan
Classificação: 12 anos
Gênero: Ação, fantasia, comédia
Duração: 119 minutos
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