Você e a Luz que ilumina minha vida
A cor mais forte e radiante do meu arco-íris
A nota mais bela e singela da minha música favorita
Minha música favorita diz: "as cores lá fora me disseram pra continuar...."
E como você traz cor para meu mundo, então vc me diz e me da forças pra continuar
Na história da minha vida vc foi o verso mais lindo ja escrito
Que de verso você se torne uma estrofe inteira, e assim permaneça até meu The End
Mas saiba que mesmo após o meu fim eu sempre irei ser sua amiga
Você e como uma chuva boa que vem em um dia muito quente pra aliviar o calor
E isso que você faz me alivia, alivia minhas dores, acalma minha alma
E sempre, sempre seguirei perdida nesse teu sorriso e nesse mar de brilhantes que são seus olhos
Me sinto privilegiada em ter encontrado um Universo de coisas boas em uma só pessoa, tantas emoções, sentimentos, desejos, ministérios.....
Exatamente isso que me faz ficar cada dia amar vc sua amzd trouxe um colorido novo em minha vida
Pq vc desperta em mim um Universo de Sensaçãos
Estávamos voltando pra casa, eu estava triste por várias razões. Aquela pessoa estava lá também — aquela cujo nome não posso dizer em voz alta devido à minha tristeza. Meu coração doía, mas eu não sentia. Meu andar era nostálgico, pois já havia feito aquela caminhada em dias felizes, mas é aquela coisa: em feridas abertas até carinho dói.
Olhei para o céu e os planetas começaram a aparecer, se alinhando e expondo uma beleza única. Por um momento, vi a própria Terra no céu, vi Marte e, logo em seguida, Netuno. Seus contornos azuis e gelados eram como se a felicidade sumisse do mundo. Ao contemplá-lo, fui tomado por uma grande melancolia. A gente se olha em silêncio como árvores mortas, e eu sabia que ali era o fim.
E então ele explodiu.
Fiquei ali parado esperando a morte. A única coisa que passou na minha cabeça naquele momento foi: será que fui feliz? As rochas adentraram a camada de ozônio e todos ao meu redor começaram a gritar. Tudo fazia barulho — as pessoas, os planetas, o chão explodindo — mas o que me incomodava mesmo era o meu silêncio.
Estávamos voltando pra casa, eu estava triste por várias razões. Aquela pessoa estava lá também — aquela cujo nome não posso dizer em voz alta devido à minha tristeza. Meu coração doía, mas eu não sentia. Meu andar era nostálgico, pois já havia feito aquela caminhada em dias felizes, mas é aquela coisa: em feridas abertas até carinho dói.
Olhei para o céu e os planetas começaram a aparecer, se alinhando e expondo uma beleza única. Por um momento, vi a própria Terra no céu, vi Marte e, logo em seguida, Netuno. Seus contornos azuis e gelados eram como se a felicidade sumisse do mundo. Ao contemplá-lo, fui tomado por uma grande melancolia. A gente se olha em silêncio como árvores mortas, e eu sabia que ali era o fim.
E então ele explodiu.
Fiquei ali parado esperando a morte. A única coisa que passou na minha cabeça naquele momento foi: será que fui feliz? As rochas adentraram a camada de ozônio e todos ao meu redor começaram a gritar. Tudo fazia barulho — as pessoas, os planetas, o chão explodindo — mas o que me incomodava mesmo era o meu silêncio.
Querido Tumblr,
A pessoa que eu gostava parou de responder minhas mensagens, e agora ela me atormenta em meus sonhos.
Acordo com o coração acelerado, como se estivesse imerso em um pesadelo sem fim. Estou tentando me manter firme, mas há momentos em que parece impossível segurar as pontas.
A dor é esmagadora e a sensação de desamparo é quase insuportável. Cada dia é um esforço doloroso para encontrar um fio de paz e seguir em frente, mesmo quando tudo ao redor parece desmoronar.
Não sou feito de barulho.
Sou feito de névoa.
Daquela que encobre a manhã e engole os contornos do mundo,
mas que, ainda assim, insiste em existir.
Sou sombra que fala baixo.
E quando escrevo, não é pra ensinar.
É pra sobreviver.
Pra lembrar que, sim, alguém esteve aqui —
mesmo que ninguém tenha notado.
Chamo-me Dandelion, mas às vezes esqueço.
Outras vezes, ninguém me chama.
E é por isso que escrevo.
Porque o silêncio me lê primeiro,
antes de qualquer pessoa.
Não busco palco, nem plateia.
Mas se alguém tropeçar nas minhas palavras,
e por um segundo sentir que
“eu também me sinto assim” —
então valeu a pena.
Porque minhas palavras não são gritos.
São cicatrizes que brilham fraco no escuro.
São bilhetes deixados embaixo da porta da realidade,
escritos com a ponta dos dedos tremendo,
mas ainda firmes.
Frajola não estava na abertura.
E eu também não.
Mas estou aqui agora.
Escrevendo com o corpo.
Com a dor.
Com a beleza que sobra depois que tudo falha.
Sou poeta do silêncio.
E o silêncio, ao contrário do que dizem,
grita muito mais alto do que se imagina.
Dandelion14/07/2025.
Sou eternamente grato por tudo que vocês fizeram por mim, por terem me criado e me amado.
Esta é a minha última carta. Se algum dia vocês nascerem de novo, e se, na próxima vida, também se casarem um com o outro, eu gostaria, por favor, que me tivessem novamente como filho.
Eu não queria que tudo terminasse assim. Eu só queria encontrar a felicidade e que vocês pudessem me ver feliz — esse era o meu sonho, o nosso plano.
Por isso, estou rezando para que, na próxima vida, eu possa ser novamente seu filho. Por favor, me tenham de volta.
Há um pedaço de mentira
alojado no meu paladar.
Sabor de palavras mastigadas
e engolidas antes do tempo,
como remédio amargo
que não cura, apenas
adianta o sono.
Às vezes, na madrugada,
sinto ela se mexer
sobre os dentes,
pesada de verdades
que apodreceram
antes de nascerem.
Tento vomitá-las -
saem apenas
sílabas tortas
e um cheiro
de leite azedo.
Os médicos dizem
que é normal.
Que todo mundo carrega
algum adeus não dito
na garganta.
Mas eu sei a verdade:
não é normal
sentir os ossos da face
tremerem toda vez
que alguém diz
"te amo".
Nem é comum
acordar com gosto
de epitáfio
na boca.
Dandelion 02/06/2025
Hoje, pela primeira vez desde que meu pai partiu, ouvi essa linda canção. Era a música favorita dele. Lembro de quando a ouvimos juntos pela primeira vez, quando eu tinha apenas 5 anos — a memória mais distante que tenho. Desde então, ela sempre esteve presente nos momentos especiais: no aniversário dele, no Dia dos Pais, no Natal, no Ano Novo. E até quando saíamos para beber, eu pedia para tocar a música, seja em um bar ou na casa de algum amigo.
A última vez que cantamos essa canção juntos, meu pai chorou. Eu segurei as lágrimas, o abracei e disse o quanto o amava.
Meu pai faleceu no dia 24 de março de 2025. E a última vez que ouvimos essa música foi no seu enterro.
Pai, sou eternamente grato por tudo o que me ensinou e por tudo o que fez por mim. Esta é a minha última carta para o senhor. Se eu pudesse pedir um desejo, seria que, caso o senhor nascesse novamente e se casasse novamente, eu tivesse a sorte de renascer como seu filho.
O senhor foi o melhor pai que eu poderia ter. Jamais esquecerei o que o senhor me ensinou e o amor que me deu. Te amo, pai. Vá em paz e até que nos encontremos novamente.
Dandelion 16/ 04/ 2025
Você aí, que me empresta essa carne cansada:
Quando eu quebrar seus copos de ilusão,
quando eu arranhar suas paredes de orgulho
com unhas que você não sabe ter crescido,
— não me condene.
Eu só quero provar que ainda respiro
até mesmo quando você prende o ar.
Você diz que sou seu,
mas quem é dono de quem
nesse apartamento de ossos
onde a luz falha
e os vizinhos (alma, coração, vísceras)
reclamam do barulho que eu não faço?
Às noites, você me vira de costas
e dorme como se eu não existisse.
Mas eu existo.
Eu sou o rascunho que você não queima,
o verso que sangra mesmo sem caneta.
Amanhã, quando você se olhar no espelho
e não reconhecer o rosto que o olha de volta,
lembre-se:
eu também estou assustado.
Dandelion 15/04/ 2025
Eu sei que você está em algum lugar distante, perdido nas vastidões do céu. Em cada noite, meu olhar busca você nas estrelas, na esperança de encontrar um caminho que me leve de volta a você. Eu anseio por sua presença, desejo que você retorne e preencha o vazio que ficou.
Os murmúrios do mundo ao meu redor parecem distantes e desinteressados, ignorando a dor que carrego. Cada sorriso forçado, cada conversa superficial, me lembra da imensidão do meu próprio luto. Ninguém parece perceber o peso da perda que sinto; para eles, é apenas uma tristeza passageira, enquanto para mim, é a ausência de toda a luz que eu conheci.
E assim, eu continuo a falar com a lua, buscando consolo em um universo que parece não ouvir minha súplica. A distância entre nós é um eco incessante, e eu permaneço aqui, aguardando o momento em que a solidão se dissipará e você retornará para preencher o vazio de minha existência.
Baby Looney Tunes permanece como uma das fontes de “trauma de infância” para mim.
Assistia religiosamente todos os dias, buscando nele minha única fuga para um mundo de fantasia e brincadeiras.
No entanto, paradoxalmente, essa escapada muitas vezes desencadeava em mim uma profunda crise existencial.
Meu personagem favorito era o Frajola, e, para minha decepção, os criadores não se deram ao trabalho de incluir o nome dele na abertura.
Isso me entristecia profundamente, como se eu próprio fosse uma nota perdida na abertura desse desenho animado, que é a metáfora da minha existência.
Assim como o Frajola, meu nome não encontrava lugar, e essa ausência ecoava minha sensação de insignificância.
Ao assistir, via-me refletido na tela como uma sombra, ansiando por reconhecimento que nunca chegava.
Essa experiência, curiosamente, moldava-se em um retrato simbólico da minha vida, onde meu nome, assim como o do Frajola, não tinha destaque.
Na abertura do meu próprio enredo, eu era uma nota solitária, perdida na sinfonia da existência, buscando um lugar que parecia sempre fugir de mim.
Era uma noite úmida e silenciosa, como se o próprio tempo tivesse parado para contemplar a fragilidade da existência. Eu estava no hospital, ao lado de meu pai adormecido, quando decidi deixar o quarto em busca de um respiro. A atmosfera pesada do local parecia sufocar até mesmo o ar que eu tentava inspirar. Sentei-me na calçada, próximo a um pequeno jardim que teimava em sobreviver no centro daquele lugar de dor e despedidas.
A chuva começou a cair, suave e persistente, como lágrimas do céu. As gotas batiam nas folhas das plantas, e o cheiro úmido da terra molhada enchia o ar. Mas algo estava errado. Um gosto metálico, como ferro, invadiu minha boca, e o cheiro de sangue e morte pairou ao meu redor. A chuva, que até então parecia pura, agora caía pesada, como se fosse um líquido espesso e escuro, reminiscente de extrato de tomate derramado sobre o chão. O som era grotesco, quase orgânico, e o ar carregado de putrefação e medicamentos me envolvia como um manto sombrio.
Não demorou muito para que duas enfermeiras surgissem na minha frente, carregando uma maca com um corpo inerte. O silêncio foi quebrado pelo som seco da maca batendo em um buraco no chão. O braço do cadáver balançou para fora do lençol, pálido e sem vida, confirmando o que eu já suspeitava. As enfermeiras murmuraram algo sobre falência renal, como se a morte fosse apenas mais uma rotina em seus dias. Seguiram adiante, deixando para trás o silêncio ensurdecedor de suas palavras e o peso da mortalidade.
Fiquei ali, imóvel, enquanto a chuva continuava a cair. Meus pensamentos vagavam por cenários sombrios e perguntas sem resposta. O que é a vida, senão um breve suspiro entre o nascimento e o fim? Por que a morte parece tão banal para alguns, enquanto para outros é um abismo insondável? As enfermeiras voltaram, rindo e conversando como se nada tivesse acontecido. A normalidade delas contrastava com a tempestade dentro de mim.
Olhei para o lado e vi uma placa: "Proibido fumar". Um sorriso amargo surgiu em meus lábios. Naquele momento, o que eu mais desejava era acender um cigarro e deixar que a fumaça levasse consigo um pouco daquela angústia. Mas a placa estava lá, firme e autoritária, como um lembrete de que até mesmo os pequenos confortos nos são negados em momentos de desespero.
E assim, fiquei ali, sob a chuva, contemplando a efemeridade da vida e a inevitabilidade da morte. O jardim, as enfermeiras, o cadáver, a placa... Tudo parecia parte de um grande teatro macabro, onde eu era apenas um espectador, tentando entender o enredo de uma peça que talvez nunca faça sentido.