ドル — ( @colossalwarrior ).
Com uma das mãos no bolso, e a outra segurando o celular na orelha, o informante terminava uma conversa de negócios — ou quase isso, ao menos. “… nesse caso é só criarmos um rebuliço.”, disse com naturalidade a quem quer que fosse do outro lado da linha. Fazer esse tipo de coisa já faz parte do cotidiano do rapaz.
Enquanto fingia ouvir o falatório no celular, Izaya parou de andar, ficando bem no centro de uma multidão. Deu uma olhada rápida ao redor, levando então a mão livre até o bolso e, tirando de lá, um papel contendo um nome e uma foto; esse seria fácil encontrar, apesar de ter passado a semana inteira pesquisando sobre o procurado, e encontrado menos informação do que gostaria. Suspirou, passando os olhos mais uma vez sobre as pessoas, até fixar em uma— bingo. “Interessante, eu te ligo depois.”, encerrou a conversa antes mesmo da outra pessoa terminar de falar, desligando a chamada na cara dela.
Guardou a imagem de volta no bolso, e pôs-se imediatamente a caminhar em direção ao ‘desconhecido’, sorrindo amigavelmente. “Olá!”, cumprimentou acenando de longe.
“Você é Bertolt Hoover?”, perguntou, tomando a total liberdade de apertar a mão alheia ao chegar perto.
Bertolt certamente não era o tipo de pessoa qual possuía um histórico incluindo várias saídas de sua residência; Preferia optar pelo velho lar, e este sempre era o seu companheiro favorito para ter um dia aquecido. Em tais, especificamente, enrolava-se em um edredom macio e permanecia boa parte dos momentos tão solitários observando o mundo passar através da janela. No entanto, o Hoover decidiu que por hoje, faria algo diferente para contrastar em sua rotina que era nada interessante — tomaria um ar, e aproveitaria para comprar algum tipo de guloseima. Para ser mais específico, bolo de morango e creme, um doce tanto distinto em resposta para quem deduzia baseando-se pelo rosto do moreno. As aparências realmente enganam e isso era mais que um clichê comum, no final.
Dessa forma, já tendo concluído o seu pequeno serviço, o rapaz abandonava a agradável e simples padaria que encontrava-se bem próxima de casa, com uma expressão razoavelmente relaxada estampada no rosto, tamanha a sua alegria em ter algo para ocupar-se. Muitos podiam achar que era alguém ‘’ruim’’ ou até mesmo dependente de outros para respirar, entretanto, não passava de um ser ordinário e gentil. Fato claramente comprovado em sua simplicidade.
❝ Obrigado..! ❞, despediu-se calmamente da pessoa que o atendeu, desejando um bom dia para encerrar a pequena conversação que, como esperado, estava limitada dentro da modesta relação entre cliente-mercador, e porém, superficial. Consequentemente, começou a dar passos lentos pela rua, enquanto segurava uma frágil sacola de tom branco entre os dedos. O mais breve possível, Bertolt estaria de volta.. Caso, até então, não tivesse sido surpreendido.
❝ O.. Olá? ❞, perguntou sem entender muito bem o motivo da abordagem tão repentina daquele desconhecido, sentindo um pingo de tensão pender na tez como forma de suor. Era realmente incomum, em seu ponto de vista, alguém que não conhecia, saber sobre seu nome.❝ É... Eu sou Bertolt.❞ , agora, ele finalmente conseguiu responder claramente, retribuindo a saudação alheia enquanto os olhos claros tentavam não se arregalar — estava analisando-o.



















