Alguém fez esse vídeo para mim, sobre “como recuperar sua ambição em sete minutos”.
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Alguém fez esse vídeo para mim, sobre “como recuperar sua ambição em sete minutos”.
De volta ao centro de treinamento
É muito difícil retornar à estaca zero depois de se avançar bastante em direção a um objetivo importante e ser barrado a uma etapa da vitória. Internamente, às vezes, penso que ter participado do concurso em que fui eliminado neste ano equivale a não ter feito concurso algum, porque nada aconteceu. Objetivamente, apesar disso, tenho várias lições sobre o que deu certo, sobre o que não deu certo e, talvez o mais importante, sobre como administrar o restante da minha vida que não envolve concursos, enquanto aguardo uma aprovação.
Em relação a esse último tema, preciso considerar o seguinte:
Acabou
Infelizmente, meus recursos contra o resultado da segunda fase do concurso da DPE-SP não foram providos.
Não tenho muito o que escrever neste momento, exceto o fato de que vou ter de tirar o fim de semana para reavaliar minha vida, porque estou muito longe do estado de coisas de que gostaria.
Espero que o tempo até que eu me levante seja mais curto desta vez.
O que aconteceu
07/01: Levei a sério a possibilidade de prestar o concurso da DPE-SP, o mesmo lugar de onde saí quase três anos antes, com o peso do mundo nas costas. 12/01: Considerando meu histórico de extrema dificuldade em provas objetivas (fiz 55/100 na DPE-PR em 2017 e fui eliminado no GIV no MPF), coletei o máximo de depoimentos de aprovados e pedi todas as dicas possíveis de quem está no extremo oposto - aprovado ou com uma série de vitórias nas primeiras fases dos concursos. 17/01: Decidi usar meu tempo e minha energia limitados apenas na realização de questões anteriores. Ganhei os dois volumes do Revisaço DPE da Editora JusPodivm. Comecei a fazer questões diariamente e a marcar no calendário revisões programadas de 24h, 7 dias e 1 mês. 26/02: Chego à conclusão de que três horas por dia fazendo questões é a coisa mais burra que já fiz na vida. Meus boletos atrasados calam minha boca.
A vida acontece enquanto fazemos outros planos
O mundo deu muitas voltas desde a última vez em que postei um texto neste blog. Como alguém por aqui suspeitou, antes de mim mesmo, tive depressão, que se alojava em mim algum tempo antes de eu me exonerar do meu cargo anterior. Vivi dois anos muito difíceis desde então e tive dificuldade em estabelecer padrões de desempenho adequados a uma pessoa que, por um tempo, ficou tão murcha que mal conseguia tirar o lixo de casa.
Em 2016 e 2017, antes mesmo de conseguir reunir forças para enxergar os problemas de uma forma mais saudável, eu estava me impondo uma pressão para reagir imediatamente aos reveses que me atingiram, o que só piorou as coisas. Não consegui estudar para concursos por mais de 20 dos 365 dias de 2017, pois havia uma série de conflitos internos com os quais eu ainda precisava lidar. Prestei dois concursos, o do MPF (em março) e o da DPE-PR (em abril); no primeiro, fui eliminado no GIV por cinco questões, e, no segundo, sequer atingi a pontuação global mínima. O segundo foi, até certo ponto, traumático, pois fui muito pior do que eu imaginava. Os meus conflitos internos precisavam ser identificados e superados.
Agora que eu tenho o dia livre...
...Posso ser um "profissional do estudo", e seguir a rotina que costumava pregar a amigos e colegas que pediam o meu auxílio para elaborar planos de estudo. Ter uma "jornada de trabalho" completa somente como estudante é algo está fora da minha realidade desde 2008, quando comecei a trabalhar como escrevente no TJ-BA, ainda no sexto semestre da faculdade.
Se, por um lado, fere o ego estar sem trabalho (ainda que voluntariamente), por outro, não posso deixar de ser grato por poder dedicar dias inteiros durante este ano a uma das tarefas que mais gosto de fazer na vida: ver Netflix, ops, digo, estudar. Mas, como já mencionei, o viés não é o do diletantismo: é hora de citar o meu comandante Muricy Ramalho, e dizer "aqui é trabalho"!
O teste de Olivia Pope
Se você assiste à série Scandal, já deve ter visto a protagonista Olivia Pope (Kerry Washington) dizer a outro personagem - quase sempre um cliente dos seus serviços de "limpar a barra" (nem sempre dentro dos limites da lei - a propósito, ela é, além de gestora de crises, advogada) -, quando alguém se envolve num escândalo, a seguinte frase, dita pausadamente, em alto e bom som: "What... do... you... want?". Na série, a interrogação tem um significado amplo, poderoso: para além do seu medo, da sua confusão mental, dos seus joguinhos ou do que você tem receio de revelar, que resultado você realmente quer alcançar procurando ajuda?
Pondo o cliente (ou amigo, no caso de Abby, que, já na Casa Branca, necessitou da ajuda de Olivia, ao se deparar com a possibilidade de rever frequentemente o seu ex-marido e agressor, em razão de ele poder se tornar o candidato ao Senado por Virgínia apoiado pelo presidente) contra a parede, Olivia, indiretamente, reforça: somente você pode enxergar seus propósitos, e, para isso, ninguém poderá lhe substituir; pode ser difícil encarar isso, mas, sem definir claramente o que você quer, a vida continuará lhe dando respostas ambíguas aos seus estímulos perante ela.
Entrando num gap
Quando tento me indagar sobre quais são as minhas motivações, quais são os meus talentos e o que me dá felicidade, não consigo ter respostas claras - às vezes, passo horas seguidas garimpando sinais, mas ainda não enxergo qualquer trilha clara por onde caminhar. Não considero que isso seja negativo, no entanto; talvez eu realmente esteja precisando de tempo para deixar a inspiração vir pela janela.
Outro dia, estava vendo uma palestra de Robert Greene (o autor de "As 48 Leis do Poder") num TEDx, de onde tirei conselhos providenciais:
O fracasso
Gosto de ser sincero neste espaço; às vezes, sinto mais compreensão por aqui do que na vida real, mas este post não é sobre desabafos desta vez.
Não é novidade o fato de eu estar insatisfeito profissionalmente, indeciso, deprimido, acuado, ou ainda, à beira de um ataque de nervos, por isso o que vem a seguir não causará espanto.
Coaching realmente vale a pena?
Fiquei um bom tempo sem acessar o Fórum CorreioWeb, até que, numa visita recente, percebi que uma nova "moda" havia se espalhado no "mercado de concursos públicos": o coaching específico para concurseiros. No entanto, nem tudo parece ser o que é, e muita gente acaba comprando gato por lebre, por não saber, exatamente, que serviço está adquirindo.
O que o coaching não é?
Uma simples apresentação de lista de tarefas diárias ou semanais;
Tutoria ou reforço de conteúdo de disciplinas;
Um calendário de mesa...
Uma fonte de fofocas ou de boatos internos da instituição na qual se pretende ingressar;
Mentoring (explicado adiante).
Um tapa na cara (de novo)
Ontem, quando estava, mais uma vez, acreditando ter me perdido no mundo, entre cliques e mais cliques no YouTube, eu me deparei com o canal de um sujeito chamado Thomas Frank, que criou um canal muito interessante sobre potencialização de estudos e de outros temas da vida acadêmica. Os vídeos são sempre muito diretos e com conteúdo baseado em uma razoável pesquisa anterior.
Pressão: até quando a gente aguenta?
Aos meus caros leitores e colegas de estudo eu sei que devo uma explicação pelo sumiço em que mergulhei, depois de iniciar um projeto de canal no YouTube e alardeá-lo por aqui. Acredito, contudo, que compreenderão o motivo por que isso aconteceu - pelo menos, entenderão aqueles que já leram os meus posts de desabafo acerca das inúmeras misérias institucionais com que já me deparei no meu caminho profissional.
Quando a internet nos poda
Estou tentando, desde a manhã de ontem, fazer o upload de um vídeo no canal do YouTube sobre estratégias de organização de estudos (inclusive com as minhas inúmeras falhas nesse aspecto), sem sucesso.
Por favor, não pensem que eu abandonei o projeto!
You leave home, you move on And you do the best you can I got lost in this whole world And forgot who I am
Miranda Lambert ("The House That Built Me")
Coleção Marinoni & Arenhart featuring Mitidiero: primeiras impressões
Hoje, depois de semanas de espera, recebi o pacote da RT com a minha coleção de livros de Processo Civil que elegi para uma reciclagem, diante do novo Código. Deixei de lado a de Fredie Didier, porque, a princípio, não pareceu ter sido reescrita, apenas adaptada (o que não é algo ruim, pois muita coisa nova do CPC é apenas incorporadora do que a doutrina já proclamava, ou simplesmente, repete a sistemática do texto anterior); não gostaria, portanto, de fazer releituras de capítulos inteiros.
Ajude-me a escolher uma carreira
Pessoal, acho que cansei do desgaste da minha vida (foram dois anos no cargo atual, vivendo somente para isso, perdendo amigos e momentos da vida, enquanto ainda tenho menos de trinta anos), e, neste ponto em que me encontro, sinto que estou apenas seguindo no piloto automático, sem me realizar enquanto pessoa, e sem contribuir, de verdade, para a humanidade (fazer um número expressivo de agravos e habeas corpus que jamais terão sucesso não me parece atraente).
Caso queiram me ajudar, escolham uma das opções que eu deveria seguir, justificando o voto nos comentários:
Por que eu não estou postando aqui
Caros colegas de estudo e demais leitores (será que sobrou algum?), infelizmente, não venho conseguindo gerar qualquer tipo de conteúdo para este velho blog (iniciado na época em que eu ainda advogava, frequentava bastante o Fórum CorreioWeb, e tinha os concursos como plano B). Não é por preguiça ou desinteresse, é por pressão mesmo.