“Prisioneira do próprio corpo.”
Esse é o sentimento com o qual uma pessoa com fibromialgia é forçada a viver.
A fibromialgia é uma condição reumática crônica que afeta músculos, ligamentos, tendões e articulações, trazendo uma grande variedade de sintomas que podem atingir qualquer parte do corpo. Temos músculos da cabeça aos pés — até mesmo nos olhos. Agora imagine sentir dor em cada um deles. Não há espaço suficiente para descrever tudo.
A fibromialgia não é só dor. É exaustão profunda, sono que não restaura, tontura, mente confusa, alterações de humor e, muitas vezes, episódios de depressão. É um desgaste constante. E não há cura.
Uma pessoa com fibromialgia vive com uma quantidade mínima de energia. Como se tivesse apenas uma fração do que alguém saudável possui. Quando essa energia acaba, o corpo para. A mente falha. E a dor aumenta.
É querer viver, fazer planos, conquistar o mundo… mas estar presa em um corpo que limita tudo. É como estar trancada em um espaço pequeno e escuro, todos os dias.
Há dias em que se consegue fazer um pouco. Nunca tudo. Nunca como antes. E há dias em que até abrir os olhos é difícil. Todas as noites vêm acompanhadas da incerteza: como será amanhã?
A fibromialgia é invisível, silenciosa e incapacitante. Quem vive com ela enfrenta uma batalha diária dentro do próprio corpo.
E eu estou entre eles. 💜















