Terra do Nunca
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Quero tanto dormir
Mas fechar meus olhos
Parece ser tão difícil ultimamente
Temo nunca mais abri-los
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A dor é como o mar
Chega de fininho
Em ondas pequeninas
Que se transformam em tsunamis
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Perdi a noção do tempo
De quem sou eu
Perdi a noção da vida
Do porquê da existência
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Cansada demais para tudo
Ainda assim, não quero incomodar ninguém
Se desejo tanto sorrir
Por que minha alma insiste em escorrer pelos meus poros?
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Por que nada parece ser suficiente?
Por que nada me faz alegre novamente?
Às vezes eu acho que nasci com defeito
É a única explicação para a forma como me sinto
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Se o futuro está tão distante quanto dizem
Por que devo me preocupar em alcançá-lo?
Deixe-me ficar parada no tempo
Estou exausta demais para me mexer
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Deixe-me deitar sobre a relva da Terra do Nunca
Deixe-me esquecer o presente
Enquanto ele me prende entre suas raízes
Até que me sufoque

















