Meu amigo...
Queria te pedir que fosse mais seletivo quando for escolher as palavras para usar comigo. Queria te pedir que pensasse antes de dizer tudo o que tens entalado na tua garganta sobre minhas escolhas, atitudes ou sobre por quem me apaixonei. Quando os lados estão invertidos e sou eu quem precisa te confortar, te deixo calmo, te ouço, te digo as coisas que precisas ouvir do jeito mais amoroso possível. Eu só queria que tu conseguisse fazer o mesmo. Queria que tu pelo menos tentasse.
Ontem fui te contar sobre o menino que estou afim, e por mais que tu ache que eu seja imaturo, idiota e precipitado, eu não preciso que tu me digas isso. Não preciso que tu seja o cara que vai olhar na minha cara e dizer: EU TE AVISEI. Eu tô cansado cara, por que eu sou tão legal contigo. Semana passada teu namoro acabou e eu saí do trabalho e fui pra tua casa, tu precisava chorar com alguém, e eu estava lá. Eu te ouvi, a gente conversou, e no fim tu me agradeceu por ser teu melhor amigo. Hoje quando eu precisei do teu apoio, tu chegou com cinco pedras nas mãos já dizendo que a culpa era toda minha por ter afastado o garoto, por eu ser inseguro, fraco, ciumento, infantil... e todas as outras coisas horríveis que tu me disse.
Eu tenho lidado tanto com os problemas dos outros que tenho esquecido dos meus aqui dentro, mas eles parecem começar a transbordar. Eu sei que não posso te chamar pra conversar por que tu tem um jeito nada delicado de levar a nossa amizade. As vezes penso que tu é o meu “melhor amigo” simplesmente por que eu não tenho outros amigos. Quando eu preciso conversar e desabafar, eu transformo tudo em lágrima e desabo chorando. E olha, é melhor assim do que ter que ouvir palavras rudes de quem eu só queria que me disse algo que me acalmasse, me fizesse ficar bem de novo. Amigo, “amigo”. Que tipo de amigo que fui arrumar hein...













