pelos deuses! Aquele ali passeando na praia é DÉDALO? Ah, não, é só GENARO MESQUITA, um PROFESSOR DE YOGA nos agraciando com sua beleza nos halls do Aletheia Hotel. As moiras avisaram: mesmo com os 39 anos nesse novo corpo, segue tão PACIENTE e NARCISISTA quanto na antiguidade. a maldição levou tudo, menos sua beleza. que prazer tê-lo como FUNCIONÁRIO do nosso hotel!
𝙵𝙸𝙲𝙷𝙰 𝚃𝙴́𝙲𝙽𝙸𝙲𝙰
Nᴏᴍᴇ ᴄᴏᴍᴘʟᴇᴛᴏ: Genaro Mesquita
Iᴅᴀᴅᴇ: 39 anos
Oʀɪɢᴇᴍ: Brasil
Pʀᴏғɪssᴀ̃ᴏ: Psicólogo (de férias); professor substituto (de férias); professor de administração (de férias); eletricista (de férias); fotógrafo; atleta; formado em administração; cursando segurança do trabalho. Pegou um freelance como professor de Yoga no hotel durante as férias.
Rᴇᴇɴᴄᴀʀɴᴀᴅᴏ: Dédalo
Cᴏʀᴘᴏ: 1,78m, bigode de pai, cabeça raspada. Se veste como um feministo, mas ele é realmente bissexual.
A calmaria de Genaro não reflete a sua natureza caótica. Sabe aquela pessoa que transmite uma paz, um ar de chuva de fim de tarde numa casa de campo, mas quando você vai ver, é a pessoa mais rodada do mundo? Genaro possui uma faculdade, está no caminho de concluir outra, trabalha como professor em curso, psicólogo nas horas vagas… enquanto isso, seus stories compõem uma foto do almoço vegano ao som de Bee Gees e um filtro preto e branco com os dizeres "PRATIQUE OS 3 R: Resiliência, Respeito e Reciprocidade".
Nunca foi muito adepto a números, e isso ficou ainda mais complicado quando tinha 14 anos e já tinha reprovado 2 vezes o 8 ano do ensino fundamental. Estudou por fora, usou o ENEM pra concluir os estudos e com 20 anos foi viver um período sabático na Indonésia (sua família era boa de grana). E foi lá que sua carreira como golpista deslanchou. Se envolveu com as pessoas erradas, aprendeu a arte do disfarce, o poder da manipulação, e então voltou pro Brasil com o único intuito de aplicar seus aprendizados.
Alatheia foi um destino de férias. Depois de um ano trabalhando nos mais diversos serviços, decidiu tirar um tempo de descanso… até ver dinheiro fácil. Professor de Yoga por um mês? É fácil demais tirar dinheiro de otário.
"Se fosse cardiaco, tinha o assustado há mais tempo para ter ido com Deus." Brincou com ele, enquanto se sentava na cadeira. Patricia pegou num menu e começou a ver o que poderia saborear naquele café da manhã, nenhuma diferença do que pedia para quando estava no seu quarto "Reunião familiar não... Já chega no Brasil pessoas nos associarem, não quero que nos associem aqui como familiares.... Que tal um café da manhã romantico? Deixo você ter esse prazer da sua vida." Ela riu, fazendo um gesto para o empregado para fazer o seu pedido "O que está fazendo com notebook?" Questionou apontando com a cabeça. Curiosa como Patricia era, ela notava tudo e claro queria saber o que este estava fazendo.
_ Ei! - advertiu e usou um dos pãezinhos como arma mortal, arremessando sem força na amiga. - Péssima escolha, eu sou um homem bastante emocionado. - sorriu, mas dessa vez era diferente. Não tinha nenhum ar travesso ou maléfico. Se fosse em outro contexto, dava sim pra dizer que Genaro estava apaixonado por aquela mulher, ainda quando seus dedos foram de encontro ao braço dela com uma carícia suave. - O prazer vai ser todo seu. Ah... são contratos de trabalho. Três escolas me chamaram pra dar aula. Não sei ainda se devo aceitar. - franziu os lábios e fechou o notebook sem muita cerimônia. - Quer falar sobre o que está acontecendo ou fingir que não tem um acopapalípse... apoco... acopolí... fim do mundo.
Beatrice olhou para Genaro e viu o arranhão na bochecha imediatamente. Estreitou os olhos, naquela expressão preocupada que surgia sempre que alguém que ela se importava estava claramente em apuros. — Gen. O que diabos aconteceu dessa vez? — Aproximou-se, virando o rosto dele gentilmente para examinar o arranhão melhor, e suspirou longamente. — Certo… Vamos sair daqui. — Concordou, já pegando a bolsa. — Mas você vai me contar tudo. E dependendo da história, eu vou decidir se te dou bronca ou se rio com você. — Puxou-o pelo braço. — E depois a gente vai colocar algo nesse arranhão antes que infeccione. Porque eu sei que você não limpou direito.
_ Ah, você sabe como são as garotas... - sorriu ainda mais travesso porque sabia que aquela frase sempre era mal interpretada pela maioria das pessoas. Envolveu seu braço e fez o caminho pra cafeteria do hotel, ignorando qualquer obstáculo que surgisse ali. - Eu tenho certeza de que você vai fazer os dois e já preparei a outra face pro seu tapa. - quando já estavam lá dentro, seus olhos passaram em busca de algum funcionário, que claramente não estava lá, e como Genaro tinha trabalhado no hotel nas últimas férias, se dava a liberdade de passar pela porta que quisesse. Não tinha, mas se dava. E com porta, temos um salto sobre o balcão. Retornou com 2 picolés: um de morango e um de milho. - Você sabia que eles fazer gelato de tapioca? Tem de queijo também. Esses europeus são todos ablublé. - falou como se nada quando sentou na cadeira. - Como você tá?
📲: Manda Diana pra puta que pariu! O que ela já te fez de bom? Te coloca igual um cachorro adestrado cheiro o rabo dela! Não, meu irmãozinho! Você foi feito pra ter o rabo cheirado 🤌
📲: Porque é bom! A gente não tá falando de qualquer pessoa, a gente tá falando de James Hunt, um diretor incrível que eu não posso chegar perto por questões judiciais.
📲: Você já assistiu aquela série da Netflix, Sens7? Ele dirigiu e roteirizou 5 episódios quando as pessoas ainda tinham liberdade pra criar na Netflix
📲: Me disseram que ele tá montando um filme sobre a Ilíada e precisa de um Aquiles. Tá na fase de pré filmagem, ou seja, qualquer coisa pode acontecer agora......
📲: Tipo o Aquiles que ele tinha escolhido quebrar a perna em 18 partes diferentes.
📲: Primeiramente, não vamos falar de Diana desse jeito! Ela me deu um emprego, e ela é maravilhosa.
📲: Quer dizer... o livro dela vai virar um filme. Estou ganhando muitos contatos por ela. É isso.
📲: Por que você não pode chegar perto dele? E não diga que é divórcio. Eu quero confiar em você, então preciso de detalhes.
📲: Aquiles também não é um papel ruim...
📲: Meio estranho o cara quebrar a perna, não? O calcanhar está intacto pelo menos?
📲: Divórcio é muito forte. Ele tá me processando por falsidade ideológica, desvio de verba e estelionato.
📲: Brincadeira! Eu trabalhei em uma produtora que faliu antes de realizar os pagamentos. Em minha defesa, eu também fui vítima! To sem meu dinheiro até hoje. Mas ele é meio ranzinza, então eu prefiro manter a distância.
📲: Você não precisa de muito pra confiar em mim, é a minha palavra, ele tá aqui e eu te dei todas aa instruções.
📲: Agora vai lá, você tem 8 minutos pra chegar no horário que eu te falei. Usa descrição que eu te mandei. Peguei no GPT, deve servir. Depois conversamos sobre essa coincidência da minha moto ter caído em cima da perta dele 9 vezes.
📲: Não dá pra inventar hora, garoto! Pelo menos 2 vezes por dia você pode comprovar que 12h34 existe
📲: Essa hora é garantia de que ele vai estar tomando café. Ele sempre toma café 12h30, então 12h34 o café vai ficar pronto. Já tá tudo esquematizado. você pode ir pela parte fácil ou pela parte legal
📲: A fácil é aparecer lá 12h34 e falar sobre Piranhaconda
📲: A legal envolve colocar o uniforme de funcionário. Isso te daria pontos por atuação. Eu sempre voto nessa parte
📲: Falando nisso, seu Letterboxd é péssimo. Musical de Mean Girls com nota positiva?????? Não me surpreende pq não dá certo. Olha suas referências de atuação!!!
📲: A história gira em torno de uma criatura híbrida — meio piranha, meio anaconda — que ataca uma equipe de filmagem de baixo orçamento que estava gravando um filme slasher na selva do Havaí 1. O ataque acontece quando um cientista ganancioso chamado Lovegrove (interpretado por Michael Madsen) rouba um ovo pertencente ao casal de piranhacondasas 1. Os pais monstros começam a caçar todos na ilha, incluindo a equipe de cinema e um grupo de mercenários, transformando o local em um banho de sangue 1. Os sobreviventes precisam fugir e matar a criatura mortal, além de parar o cientista maluco, antes de se tornarem o jantar do monstro 2.
📲: Eu não quis dizer que não existe. Estou dizendo que você inventou um horário qualquer pra ser a dessa reunião.
📲: E é claro que eu dei nota boa para Mean Girls musical. Eu estou nesse filme, você pode me ver em algum momento no fundo da cena onde ela é atingida por um ônibus.
📲: E também no baile, mas estou de costas.
📲: Olha... surpreendentemente, você é uma das pessoas que menos está me estressando nesse hotel, e é por isso que estou escutando o que tem a dizer.
📲: Mas não sei muito sobre essa ideia de me vestir de funcionário. Não quero que Diana ache ruim, já que estou aqui para trabalhar pra ela.
📲: Tá... lembrei. Mas esse filme é terrível, como posso confiar que esse projeto novo é bom?
📲: Manda Diana pra puta que pariu! O que ela já te fez de bom? Te coloca igual um cachorro adestrado cheiro o rabo dela! Não, meu irmãozinho! Você foi feito pra ter o rabo cheirado 🤌
📲: Porque é bom! A gente não tá falando de qualquer pessoa, a gente tá falando de James Hunt, um diretor incrível que eu não posso chegar perto por questões judiciais.
📲: Você já assistiu aquela série da Netflix, Sens7? Ele dirigiu e roteirizou 5 episódios quando as pessoas ainda tinham liberdade pra criar na Netflix
📲: Me disseram que ele tá montando um filme sobre a Ilíada e precisa de um Aquiles. Tá na fase de pré filmagem, ou seja, qualquer coisa pode acontecer agora......
📲: Tipo o Aquiles que ele tinha escolhido quebrar a perna em 18 partes diferentes.
Clemence se limitou a encará-lo por alguns instantes, surpresa com a falta de noção e consideração de Genaro. Talvez a sua eu de 23 anos comprasse aquele discurso esfarrapado de que ele também sofrera com a separação, mas agora sabia que tudo não passava de uma grande encenação. Lembrou-se do quanto foi zombada e menosprezada pela própria família ao descobrirem o rombo monetário que sofreram graças aos presentinhos que Clem dava ao namoradinho. "Como alguém poderia amar você?" Foi o que lhe disseram na época. Uma única lágrima deixou os seus olhos e ela foi rápida em limpá-la, torcendo para que ele sequer tivesse notado. Estava triste, sim, mas acima de tudo, enfurecida. Como nunca antes estivera. Cravou as unhas na palma das mãos, buscando na memória os livros que leu sobre direito penal. Quantos anos de prisão ela pegaria por agressão grave? — Não se preocupe, querido. Estou prestes a te dar todas as respostas que você gostaria. — Murmurou com falsa doçura antes de se aproximar para agarrar com força os fios do cabelo alheio sempre irritantemente alinhados, os puxando sem dó. Não tinha qualquer experiência com aquilo, mas ansiava por se vingar e causar dor ao outro. — Seu maldito... Mentiroso! — Exclamou, ignorando o fato de que provavelmente a pequena cena chamava atenção dos outros hóspedes e funcionários do hotel. Tudo o que ela não queria. Empenhou mais força aos puxões, deixando uma mão livre para desferir alguns tapas contra o corpo alheio de maneira deveras desajeitada. — Eu... Odeio... Você! Por que você não me deixa em paz? — Finalmente o soltou, as bochechas coradas pelo esforço físico. Ao encará-lo, notou com certo desapontamento que o dano causado foi baixo. Nada além de um cabelo bagunçado e uma multidão curiosa. Escondeu o rosto entre suas mãos, ponderando sobre os recentes acontecimentos. E embora estivesse envergonhada, sentia-se estranhamente aliviada. — O que você acha de um sorvete de morango agora? — Ofereceu ao voltar a encará-lo, desta vez com um sorrisinho cínico como o dele.
O tom dela foi estranho até mesmo pra ele, não porque não esperava aquela doçura, e sim porque contrastava com o comportamento anterior. Também não teve muito tempo pra pensar. Quando sentiu seus fios serem puxados, até conseguiu soltar mais um sorriso daqueles carregados de planos e imprudência. - Assim em públic... AI! AI! AI! - seu tom saindo do maldoso pro estridente em imediato. Nem doía. Ok, doía um pouco, mas não para aqueles gritos propositais pra chamar a atenção. - Eu te deixei em paz. Lembra? Quatro anos! - quando foi solto, ergueu o corpo rapidamente e retomou a pose quase inafetado enquanto ajeitava o cabelo. - Pelos deuses, Clem! Você deveria ter me batido assim antes. - foi recuperando a respiração, observando a mais nova e resistindo ao impulso de tocá-la. Poderia apanhar outra vez. Não que fizesse diferença. Engoliu a saliva e esperou ela se retomar até ser atacado por aquele sorriso. Tinha que admitir, ela só tinha ficado mais linda, e se não fosse pelos seus problemas, tanto os antigos quanto os atuais, talvez existisse alguma chance de se apaixonar. Não estava disposto a descobrir. - Pra combinar com o vermelho da sua mão no meu rosto? Não, vem cá, você tem que fazer isso melhor. - É que não seria o primeiro tapa, mas os planos de Genaro ali eram muito mais complicados do que pareciam. Estendeu o rosto pra ela, novamente com os brilhantes olhos verdes em ação. - Aqui, ó. Na parte macia da bochecha. É aqui que você tem que bater, porque se for mais em cima ou mais em baixo vai te machucar e eu saio ileso. E você também vai bater com a parte entre os dedos e a palma pra um melhor impacto. Polegar pra cima, ok? Quer fazer aqui ou no meu quarto?
A sequência de tapas recebidos mais cedo resultou, no máximo, em um arranhãozinho na bochecha. Isso não impediria o brasileiro a fazer daquilo um mousse, então quando avistou a amiga ao longe, o sorriso característico de que Genaro tinha passado por um momento que não deveria se orgulhar desenhou em seu rosto jovial. - Ah, finalmente te achei! - queria rir, e sabia que ela riria, o que era positivo porque era só o que buscava naquele momento. - Vamos sair daqui e eu te conto as minhas aventuras dessa manhã. Sem repórteres e o único psicólogo aqui sendo eu.
— Vai... Vai se... Vai se foder, Genaro! — Clem se surpreendeu com o palavrão que acabara de deixar os seus lábios e isso era visível pela mudança da expressão que tentava controlar até o momento. Não costumava xingar ninguém assim. — Isso se o seu nome for realmente esse. — Murmurou, retomando o controle de suas emoções ainda que seu coração palpitasse forte dentro do peito em um misto de raiva e principalmente, vergonha. Vergonha por ter acreditado que foi amada por aquele homem de sorriso cínico, apesar de todas as suas excentricidades e defeitos. Fechou os olhos por alguns instantes, se esforçando para bloquear as memórias dolorosas que insistiam em retornar à sua mente. Ao abrí-los novamente, se aproximou do outro e segurou o seu braço de forma firme, arrastando-o para um canto do restaurante em que estariam longe dos outros hóspedes e funcionários. Se recusava a ser vista com ele. — Depois de ter sumido com o meu dinheiro você realmente acredita que pode me proporcionar algum tipo de conforto? Quanta autoestima... — Murmurou entredentes. — Eu... Eu tenho nojo de você! Nojo do quão vulnerável eu me permiti ser com você. — A sua voz ficou embargada e Clem se condenou por permitir que esse assunto ainda a afetasse tanto, mesmo tendo se passado 4 anos. — Só me deixa em paz, ok? Se... O seu objetivo é tirar mais dinheiro de mim, sinto muito em decepcionar, não vai acontecer. Eu não sou mais a garotinha idiota que você um dia conheceu. —
Aquele xingamento o tirou imediatamente do personagem, saindo de sua confiança inconfundível para uma confusão verdadeira. Quase deu um passo pra trás. Deveria estar acostumado a ser xingado, não seria a primeira vez, mas Clemence xingando? Ah não... aquilo era... sexy. A informaria sobre isso se não tivesse sido arrastado antes de as palavras alcançarem sua boca. - Opa, opa! Pera lá. Eu não sumi com seu dinheiro, eu peguei empre... - se calou. Aquelas palavras eram piores que qualquer xingamento. Rápido! Pensa! Ela não pode te afetar desse jeito. Você precisa se prender a algo fácil de distorcer e sair por cima e... - E você acha que foi fácil pra mim? - tentou parecer afetado, deixando os lábios tremerem e a respiração descompassar enquanto esperava a reação dela pra saber como continuar. - Você acha que foi fácil pra mim fugir? Você acha que é fácil pra mim amar alguém sabendo que eu vou ter que deixar essa pessoa em algum momento? - o verde de seus olhos estavam intensos como um bosque no verão pós chuva: claros, intensos e prestes a pingar. - Ou que essa pessoa vai me deixar? Desculpa ter te magoado, Clem, de verdade, mas... - mordeu o lábio inferior, deixando os olhos verdes escurecerem ao focar no chão. - Não to pelo dinheiro. - sua voz ficou mais grave, mais abafada. - Eu to tão perdido quanto você. Quero respostas também.
Era hora do almoço, Patricia ainda sentia-se confusa dos sonhos e de como foi parar no hotel de forma automatica. Porém, ela ainda necessitava comer e estar no quarto durante alguns dias a estavam deixar maluca. Ir até ao restaurante pareceu uma boa ideia, até não ter uma mesa sozinha.... Foi então que viu Genaro e decidiu ter a refeição com ele "Desculpa interromper o seu silêncio... Não tinham mais mesas sozinhas então disse que estava com você. Tudo bem?"
A mesa de Genaro consistia em duas coisas: um prato enorme de café da manhã e um notebook. Seus dedos corriam pelo teclado, os olhos atentos na tela, o que explicou o susto quando ouviu a voz de Patrícia. - Por Deus, garota! Não aparece assim não. Eu sou cardíaco! - mas conseguiu rir, fazendo menção pra que ela sentasse. - Pode ficar, mas só com uma condição. A gente tem que fingir alguma coisa. Estamos em um encontro, reunião familiar, reunião de escritório...? Você escolhe.
Genaro estava escolhendo o próximo alvo. Seus olhos pulavam de cabeça em cabeça entre a multidão até encontrar a garota sentada, de costas pra si. O sorriso abriu logo de cara assim que percebeu se tratar de sua ex. Não por um sentimento reprimido, nunca teve sentimentos por Clemence, mas porque Genaro era um homem inconveniente e ele sabia disso. Sentou a sua frente com atitude séria. - Boa tarde, meu nome é Genaro Rodrigues e eu serei seu psicólogo hoje pra... Clem? - franziu o cenho como se em grande surpresa por vê-la. - Como veio parar aqui?
Clemence ergueu os olhos devagar, como quem já sabia exatamente o que iria encontrar antes mesmo de confirmar. O rosto dela não mudou de imediato, não houve sobressalto, nem surpresa visível, apenas um leve enrijecer do maxilar, um silêncio que se estendeu um segundo a mais do que o confortável. — Não. — disse, antes mesmo de qualquer explicação, a voz baixa e firme. Endireitou-se na cadeira e cruzou as mãos sobre a mesa, os dedos pressionando um ao outro com força suficiente para denunciar o desconforto que não deixaria transparecer no rosto. — Você não tem esse direito — continuou, agora olhando-o diretamente nos olhos, fria. Houve uma pausa curta. O nome dele parecia pesado demais para ser dito em voz alta, então ela não disse. — E não importa como eu vim parar aqui. — acrescentou, desviando o olhar por um instante apenas para respirar, antes de voltar a encará-lo. — O que importa é que você também não deveria estar. — Clemence se levantou devagar, pegando suas coisas com cuidado excessivo, como se cada gesto fosse uma forma de manter o controle. — Se você ainda tem o mínimo de bom senso — disse por fim, a voz mais baixa, quase contida demais — Vai levantar agora e fingir que nunca me viu. —
Suprimiu um sorriso e jogou o corpo pra trás, assistindo à reação da mais nova como quem assistia uma criança fazer um show de mágica. Deixou que ela falasse, deixou que ela se expressasse, colocasse todo o seu sentimento pra fora. Ele ainda era um psicólogo e ainda estava ali como tal. Mas foi ali que ela errou. Se tinha uma coisa que Clemence já deveria saber em... meses? De relacionamento, era que Genaro não tinha um pingo de bom senso. Óbvio que ele iria atrás dela, óbvio que ele queria escutar o que ela tinha a dizer, óbvio que ele não ia se poupar daquele belo rosto. - Eu posso me levantar, mas não posso mentir. - e o fez, respeitando a distância, mas não a história, usando da mesma intensidade ao olhá-la que na época em que estavam juntos. - Tem repórteres, conspiracionistas, religiosos e curiosos espalhados por aí. Nenhum deles vai te trazer qualquer paz agora que as coisas estão confusas. Eu sou o conforto que você precisa. Então deixa as intrigas de lado e vamos tomar um sorvete de morango?
📲: Por que 12h34?
📲: Parece que você inventou esse horário agora.
📲: E eu não vou falar bem desse filme, eu deixei uma estrela no Letterboxd.
📲: Você deveria saber, porque me segue até lá.
📲: E nem me lembro da história desse filme. Faz um resumo aí.
📲: CASO eu vá te dar ouvidos e realmente vá à cafeteria, seria bom relembrar.
📲: Não dá pra inventar hora, garoto! Pelo menos 2 vezes por dia você pode comprovar que 12h34 existe
📲: Essa hora é garantia de que ele vai estar tomando café. Ele sempre toma café 12h30, então 12h34 o café vai ficar pronto. Já tá tudo esquematizado. você pode ir pela parte fácil ou pela parte legal
📲: A fácil é aparecer lá 12h34 e falar sobre Piranhaconda
📲: A legal envolve colocar o uniforme de funcionário. Isso te daria pontos por atuação. Eu sempre voto nessa parte
📲: Falando nisso, seu Letterboxd é péssimo. Musical de Mean Girls com nota positiva?????? Não me surpreende pq não dá certo. Olha suas referências de atuação!!!
📲: A história gira em torno de uma criatura híbrida — meio piranha, meio anaconda — que ataca uma equipe de filmagem de baixo orçamento que estava gravando um filme slasher na selva do Havaí 1. O ataque acontece quando um cientista ganancioso chamado Lovegrove (interpretado por Michael Madsen) rouba um ovo pertencente ao casal de piranhacondasas 1. Os pais monstros começam a caçar todos na ilha, incluindo a equipe de cinema e um grupo de mercenários, transformando o local em um banho de sangue 1. Os sobreviventes precisam fugir e matar a criatura mortal, além de parar o cientista maluco, antes de se tornarem o jantar do monstro 2.
Genaro estava escolhendo o próximo alvo. Seus olhos pulavam de cabeça em cabeça entre a multidão até encontrar a garota sentada, de costas pra si. O sorriso abriu logo de cara assim que percebeu se tratar de sua ex. Não por um sentimento reprimido, nunca teve sentimentos por Clemence, mas porque Genaro era um homem inconveniente e ele sabia disso. Sentou a sua frente com atitude séria. - Boa tarde, meu nome é Genaro Rodrigues e eu serei seu psicólogo hoje pra... Clem? - franziu o cenho como se em grande surpresa por vê-la. - Como veio parar aqui?
📲: floral
📲: isso explica muito do motivo da minha coleção de vestidos ter encolhido um pouco
📲: que bom, porque não quero mais ouvir falar de dinheiro por um bom tempo. tô toda enrolada
📲: É só um... gosto de te imaginar com pouca roupa, mas não assim........
📲: Vou te esperar por lá. Ia falar pra você ficar linda e cheirosa, mas isso já padrão, então só seja você mesma e deixe que essa noite é por minha conta