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@deixa-andar
Eu juro que não. Eu nego. Com a boca, digo não. Hoje, não. Negativo. Agora não. Não dá mais. Não pode ser. Não. Nem pensar. Não, eu disse. Porque não. Não, não e não. Repassando - não. Não, mas obrigado. Quando digo não é não. Pela última vez: não. Aí você abre a porta e tudo muda de figura. Ah, não.
Gabito Nunes. (via sociopatismo)
Preciso aprender que certas pessoas não merecem destaque na nossa vida. Em contrapartida, as flores sempre merecerão o melhor lugar na nossa varanda.
Clarissa Corrêa (via verbosaudade)
Há, Meritíssimo, há sim um pouquinho de amor no artigo 217, o que trata das citações. Aqui, V. Ex.ª deixou escapar que ninguém poderá convocar o réu nos sete dias do seu luto, ou se ele estiver doente, enquanto grave o seu estado, ou se estiver nas bodas de casamento, desenhando com os dedos sobre as pálpebras que se fecham.
O amor nos pequenos gestos - Rita Apoena (via ritaapoena)
Não se mate Carlos, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será. Inútil você resistir ou mesmo suicidar-se. Não se mate, oh não se mate, Reserve-se todo para as bodas que ninguém sabe quando virão, se é que virão. O amor, Carlos, você telúrico, a noite passou em você, e os recalques se sublimando, lá dentro um barulho inefável, rezas, vitrolas, santos que se persignam, anúncios do melhor sabão, barulho que ninguém sabe de quê, praquê. Entretanto você caminha melancólico e vertical. Você é a palmeira, você é o grito que ninguém ouviu no teatro e as luzes todas se apagam. O amor no escuro, não, no claro, é sempre triste, meu filho, Carlos, mas não diga nada a ninguém, ninguém sabe nem saberá. Não se mate
Carlos Drummond de Andrade (via h-1pnotizante)
Não se entregue de vez, vá pouco a pouco como uma onça rodeando sua presa. Vá passo a passo como poesia rondando a vida. Vá lentamente, como o pássaro que aprende a voar e de repente se entregue… sem mais nem menos.
Jardineiro. (via j-a-r-d-i-n-e-i-r-o)
Eu sinto uma vontade louca de gritar pela rua que eu já colei minha boca, na boca que é tua. E de gritar ao teu ouvido lá dentro, bem fundo, que não existe no mundo um amor mais profundo, que o amor bem vagabundo que vem lá do meu bem... Mas meu bem... Esse teu corpo parece, do jeito que ele me aquece... Amendoim torradinho.
Ney Matogrosso
"Decidir qual a coisa certa a fazer é mais ou menos como decidir o que usar numa festa. É fácil perceber que vestir um equipamento de mergulho ou levar um par de travesseiros seria uma grande mancada. Mas decidir a coisa certa a fazer é muito mais delicado. Pode parecer certo vestir um terno azul-marinho, mas se você chegar lá e outra pessoa estiver com a mesma roupa, você pode acabar sendo confundido com aquela pessoa e algemado em seu lugar. Usar seus sapatos favoritos pode parecer certo, mas uma súbita inundação na festa pode estragá-los para sempre. Usar uma armadura nessa festa pode parecer certo, mas pode haver muitas outras pessoas usando a mesma coisa, e nesse caso você poderia acabar sendo pego em uma inundação devido a um caso de identidade trocada, e quando fosse arrastado pela fúria das águas até o mar, desejaria apenas ter vestido o equipamento para mergulho."
O escorregador de gelo - Desventuras em Série
O que mata um jardim não é o abandono. O que mata um jardim é esse olhar de quem por ele passa indiferente… E assim é com a vida, você mata os sonhos que finge não ver.
Mario Quintana (via reflorescencia)
Ficaí no meu sofá, bufando mais um pouco, dando oxigênio pra minha esperança. Ficaí e me pede qualquer coisa, água, meus pés pra caminhar, mais um pacote de doritos, um strip-tease, em casamento. Não dê conselhos. Não tenha recordações. Não queira ir em festas. Não assista futebol. Não pergunte as horas. Não crie teorias a respeito de nós. Não lembre do seu afilhado. Não pense sobre onde está indo isso. Não ligue pra sua mãe. Não fale dos seus medos. Não ame mais ninguém.
Gabito Nunes (via ga-bi-to)
“Mas eu não posso reclamar. É, eu não posso reclamar. Mas eu queria reclamar, conversar, entender, decidir. Ou então gritar, berrar, rugir, enloquecer até você verbalizar uma improbabilidade tal como “garota, cala essa boca lotada de marimbondos e pequenas palavras mal escolhidas e vê se escuta: eu amo você demais”. Como fazem nas histórias de locadora a que não temos paciência de assistir, porque no fim a gente fica sabendo que, assim como amar, ser amado também é uma coisa que se aprende.”
Gabito Nunes (via ga-bi-to)
Acredita que ela não sabia que existe mesmo esse troço de estrela cadente? Então sugeri que deitasse a nuca na minha coxa e fixasse os olhos num ponto. Até que ela viu, lá distante, de relance, sem muita certeza. Aí largou um sorriso lacrimejante. Foi aí que a gente encostou os lábios. Foi bonito. Depois conversamos mais um pouco, pensamos coisas separadamente, fizemos mais alguns silêncios. E retornamos vivos para casa.
Gabito Nunes (via rio-doce)