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yoozumaki
seu pai irá mata-lo. seus colegas irão bombardear perguntas. a esperança é sua mãe. talvez ela, tido nascida como é, até sinta-se feliz por seu filho ter tomado tal decisão. não é como se, se pudesse escolher por uma segunda vez, qualquer um desses fossem conseguir faze-lo mudar de ideia caso, de qualquer maneira. yoojin nunca trocaria haneul por uma pose ou por quem as pessoas gostariam que ele fosse. se mesmo antes não permitia tal, apesar de doer e incomodar, menos ainda seria se envolve seu mate. ou milagres — yoojin acha que aquilo é um milagre. ele até pensa que possivelmente explique a chuva. haneul veio por si, somente por si, e mesmo estando debaixo dos pingos impiedosos, é para si que ele olha daquele jeito. yoojin não consegue desviar, parte pois simplesmente adora aqueles olhos, parte pois estão à dizeralguma coisa.
mas ele perde as íris escuras, e seu coração acelera ainda mais. yoojin perde para ganhar a quentura do corpo alheio envolvendo o seu. e por um instante, a vontadehumana de poder abraça-lo de volta com toda sua força e desejo é tamanha, que ele perde aharmonia (ou a noção) com seu corpo atual, pois a pata do lobo levanta para a lateral do corpo humano de seu mate — só para escapar e cair de volta no chão. não é tal realização, no entanto, que deixa yoojin quieto, mas o quê ouve. (e dessa vez, não poderia estar enganado. sua audição está melhor que nunca!). não, nunca imaginou que ouvir aquilo pela primeira vez traria preocupação, porém, é exatamente o quê faz as orelhas erguerem. nunca imaginou que iria preferir somente olhar haneul à poder abraça-lo, mas é exatamente isto que gostaria de fazer naquele momento. porque yoojin já sabe que haneul está com medo, agora quer saber do quê exatamente. quer entender o quê está passando naquela cabecinha.
novamente, sua vontade transborda sua realidade e o quê sai ao invés de palavras, é algo parecido com um gemido de cachorro. ele até se assusta antes de tentar escapar dos braços de haneul e recuar alguns passos. a cena que seguiria não seria bonita, não faz ideia se seu mate já presenciou tal, porém, voltar à forma humana é, com toda certeza, menos pior que o contrário. yoojin já está tão acostumado com aquilo que ele não produz nada mais que alguns grunhidos e gemidos enquanto parece nascer um homem da pele de um lobo. os músculos contorcem e diminuem. seu coração para, pois é como um novo, só que menor — ele morre e renasce, assim, simplesmente. ao fim, as pernas estão sujas com o pouco da terra e grama molhada. as palmas das mãos, não muito visto que logo se põe sobre os joelhos. ele tenta controlar a respiração; controlar a forma que o peito sobre e desce. yoojin não demora para se pôr de pé e ele pensa em como se apresenta à haneul naquele momento — corpo nu, molhado pela chuva como cabelo que gruda no rosto. não pensa, pois para ele é normal. já vira tantos; é simplesmente natural. palavra que não pode ser usada para o quê estava acontecendo.
— eu… vou… — os lábios param abertos por um segundo antes da língua sentir o gosto da chuva ao que passa por entre eles. — é fico. é claro que eu fico com você, se assim você pede. — yoojin engole um pouco da saliva. o quê se aproximou do outro, ainda permitia certo espaço entre ambos. — me diz… me diz o quê está passando nessa cabecinha.
gotículas de água hão de tangenciar a epiderme; da qual embebeda o delgado tecido do moletom a acalentar corpulência. porém, embora exista o toque álgido d'água sob a pele, aquele não desfruta de sinestesia glacial a penitenciar temperatura. pelo contrário, predomina a sensação de calidez por tê-lo tão próximo de si. porventura, era obra do idealismo ou atuação da hipérbole a psiquê, porém, o ômega precisa assumir — ainda que em individualidade — que a presença de outrem é reconfortante. pois fortifica-o em suficiência para suprimir temor momentâneo e incitar a procura pela presença daquele. exclusivamente à presença dele. quiçá era sintomática ao vínculo entre mates a sensação de demasiada segurança e rejúbilo por vê-lo bem. longínquo dos males e sequelas que a própria mente há de maquinar em exagero, da qual era quase certeiro de que quando caísse em si o constrangimento viria. especialmente por retirá-lo de seu objetivo por causa da intuição; porém, na presente circunstância, Haneul sequer pensa na posteridade. foca em exclusividade na respiração daquele junto ao pensamento: Yoojin estava bem. sendo que enfatiza confirmação através do calor a afagar epiderme do lobo, bem como através da presença. sente-se, de fato, redundante por realçar um só pensamento. porém, seria possível idealizar qualquer outra meditação quando o têm em seus braços? a sensação lhe é tão próspera que o faz esquecer de sua relutância para com aproximações. bem como o induz a calmaria e o faz esquecer em efemeridade o porquê de estar ali.
mas jazia na companhia daquele por temer o imaginário; receoso por ter o desprazer de vislumbrar da concretização de seu medo: vê-lo machucado. porém, não existe referência a sequela superficial, tampouco a sutil hematoma a afligir a derme em virtude a um acidente pela chuva. refere-se a algo amedrontador e perigoso; por exemplo, a possibilidade do outro ser atacado. tem consciência de que o alfa não é fraco, tampouco destituído de juízo para sofrer qualquer atentado em vão. porém, todo aquele cenário lhe é demasiado nostálgico. uma lembrança tão pavorosa quanto a de sua época em cativeiro; o dia em que destruíram à sua Alcatéia. poderia ser mero infante na época, porém, recorda-se perfeitamente de que os ditos lobos aproveitaram-se da vulnerabilidade para dizimar do mais forte ao mais fraco. portanto, era natural que sutil referência a cena fosse fazê-lo sentir medo. pois a chuva e a escuridão sempre o lembram de férrico aroma; do quão escarlate tornou-se o solo da floresta em virtude ao derramamento de sangue. portanto, quando há o blecaute em síntese a chuva, o ômega sente o pavor. porém, não é o terror de ver a si mesmo ser aniquilado, afinal julgava-se destituído de vida a muito tempo. desta forma, ao menos em sua cerne soturna, ele acredita que não faria diferença alguma a própria morte. tão logo o medo é destinado a Yoojin, ao fato dele poder sofrer circunstância similar e viesse a declinar à morte. ele não poderia morrer. não quando é alguém tão cheio de vida; pleno de caráter e afortunado com umafamília que o ama tanto.
consequentemente o âmago de sua aflição tem referência a segurança daquele, pois embora não manifeste em continuidade resguardo pelo outro, tal cautela existe e é declarado em momentos como aquele: quando simplesmente não pode controlar; tampouco voltar atrás. afinal, como poderia regressar a apatia quando sente a necessidade de estar presente? quiçá fosse um dos indícios sobre ainda haver humanidade em sua psiquê, mas qualquer que seja a justificativa, haneul mantém a atenção voltada para ele. quando, porém, o sente se afastar junto a sonoridade que não pode discernir, haneul automaticamente fica em alerta. em vigilância sobre a possibilidade do outro dar continuidade ao próprio trajeto. caso este viesse a escolher tal opção, não poderia e não viria a julgá-lo, afinal era a primeira vez em que agia desta forma. tão sôfrego para protegê-lo de algo que só existia em sua cabeça. porém, diferente do que projeta o pessimismo, yoojin parece ter decidido pela permanência. do contrário, ele não retornaria a forma humana. de automático, o ômega põe-se de pé e limpa os próprios joelhos sujos pela terra úmida. embora não vá ajudá-lo de fato, prontamente haneul retira o próprio moletom para estender na direção do mate. ❛ ——Aqui. Não vai protegê-lo tanto da chuva, mas... ❜ mordeu a parte interna da bochecha, procurando responder - ao menos internamente - o que lhe fora perguntado. porém, mais uma vez o ômega apenas age e não calcula as próprias palavras. ❛ —— Não vai fazer sentido algum a você, eu sei. Mas eu só preciso de você aqui. Eu não sei o quê é isso, realmente não sei. Mas ter você aqui comigo me deixa mais tranquilo. Chesonghamnida . Isso é idiota, certo? ❜ Mordeu o lábio inferior, desviando o olhar por alguns instantes. ❛ —— Não era a minha intenção atrapalhá-lo. Aish. Chesonghamnida ❜
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❝ so when your tears roll down your pillow like a river, I’ll be there for you. when you’re screaming, but they only hear you (whisper), I’ll be L O U D for you. but you gotta be there for me too. (…) boy, I’m holding on to something. won’t let go of you for NOTHING. I’m running, running, just to keep my hands on you. there was a time that I was so blue, what I got to do to show you. (i got you, i promise.).❞ there for you, martin garrix & troye sivan.
em meio à negrume, o branco não é o mais discreto. não é como se tal tivesse sido sua escolha – muito pelo contrário, desejava ser como os grandes lobos maus dos contas e filmes. o quê tem, no entanto, é nevado com aparência suja. ao menos o resultado disto o torna menos visível em situação como aquela onde há somente duas lamparinas sendo fonte de luz no vasto quintal, penduradas na estrutura externa da casa. ideia vinda de seus pais, dois completos tradicionais e amantes de velharias. eles têm razão algumas vezes. naquele momento, no entanto, há somente sua mãe provavelmente na cozinha, preparando algo no fogão à gás, esperando o retorno do marido – cuja ousadia e orgulho ainda não o permitiu aposentar-se inclusive das atividades práticas do conselho – e do filho. logo, yoojin tem certeza, à priori, que quem abre a porta dos fundos é a matriarca, não @delxrium .
o lobo estava preste a seguir o caminho por trás, este qual dava o melhor acesso ao local onde encontraria demais alfas e betas. seu pai o espera lá, bem como amigos. no entanto, a audição o faz parar e quando vira o focinho e olhos grandes miram ele. o aroma de seu mate havia sido camuflado pela junção da distância e a água da chuva que trazia à tona o cheiro de certas coisas, enquanto apagava de outras. torna impossível fincar as garras na terra e dar meia volta. haneul o procurar em um momento como aquele? a cabeça de lobo gira daquela forma que filhotes fazem e parecem estar procurando entender algo. afinal, aquilo é novo; aquilo é inesperado. e faz seu coração, naquele momento literalmente grande, bombardear aceleradamente. cautelosamente, o lobo branco se aproxima do humano e, em sinal de completa submissão àquele que o tem nas mãos, abaixa as orelhas e a altura da cabeça. os olhos, no entanto, não desviam. o quê está acontecendo?, ele gostaria de poder perguntar.
repugna estar tão à mercê da decadência; sepultado em metafórico túmulo de marasmo e inércia. porém, a autopiedade fê-lo encontrar defesa a própria situação. à priori a apologia é fundamentada através da TEMPORALIDADE. afinal, era recente o período em que está totalmente liberto de cativeiro; destituído de amarras a reprimir livre arbítrio. portanto, era absurdamente novo a sinestesia de não ser um REFÉM; mero sobrevivente de cenário macabro. o fato de estar LIVRE após quase uma década de clausura o deixa atordoado; alienado sobre como as pessoas REALMENTE vivem. o segundo argumento, por sua vez, está diretamente relacionado ao trauma. era demasiado hodierno não precisar temer figura alguma. mas colocar em prática era algo totalmente diferente, afinal ele ainda teme pelo aparecimento daqueles alfas. sequer consegue descansar por tal hipótese; pois aflige a consciência a mísera ideia de uma catástrofe. até porque, sempre era possível haver a prevalência do C A OS sobre a débil harmonia. e justamente em circunstâncias em que há possibilidade da gênese da balbúrdia, em que o ômega sente NECESSIDADE por abrigo. uma urgência quase devastadora em correr de encontro aquele que o acalma; um dos únicos sustentáculos que realmente tem o poder de silenciar a voz da barbárie de sua psiquê. tem ciência do quão desmerecedoré do esmero daquele; cuja mera existência lhe é como obra-prima. embora não reconheça em ORALIDADE, pouco a pouco o temor para com outro é substituído por confiança. permutado por algo DEVERAS delicado, porém, verdadeiramente existente em seu âmago. estava aprendendo a ser feliz com a presença daquele, pois Yoojin parece emanar REJÚBILO. Tão verídico era que o mate consegue fazê-lo sorrir; um ato que denota espontaneidade e, inevitavelmente, conexão para com outrem. não recorda de qual a última vez em que sorriu na infância, mas em contemporaneidade, todas às suas memórias de quando sorri têm referência ao outro. o porquê de procurar sustentáculo a reminiscência? a resposta é simples: estava à mercê da tão ordinária aflição. a incerteza acerca do que ocorre lhe é como a chaga; deteriora as entranhas de sua estabilidade para fazê-lo temer o declínio. de fato que entoja ser tão subalterno ao temor; odeia a sensação de ser moribundo em constância. um peso morto para aquele que tem tamanho esmero, pois quando o amedrontar há de torná-lo refém, ele realmente tenta sucumbir o pavor pela escuridão por conta própria. tentou e falhou ao procurar pela autonomia; busca pela disciplina ao procurar sepultar o anseio de correr em direção a Yoojin
. o ômega realmente tentou, porém, a necessidade de vê-lo e confirmar que ele estava bem deteriora a raiz do orgulho. porventura, Haneul tenderia a culpar o lobo dentro de si por sua inconstância, porém, naquele momento seria mentira dizer que era apenas a influência do irracional sobre ele. Pois predomina a síntese entre a razão e o emocional, a verdadeira díade a caracterizar o indivíduo. quando, portanto, de frente a versão animalesca daquele que é o seu mate, Haneul pode sentir o quão sôfrega está a própria pulsação. à deriva de turbulência totalmente inédita; deveras extraordinário a ele mesmo. o miocárdio parece contrair em contento por vê-lo, da qual deriva brandura e satisfação ao ter o vislumbre da persona daquele. O híbrido tem consciência que o veria novamente, de que em breve o mate retornaria após às suas obrigações como alfa, porém, por alguma razão a voz do juízo fora silenciada de sua psiquê. na verdade até mesmo o próprio som da chuva parece declinar à mudez quando de frente ao outro. por alguma razão, totalmente singular e divergente a normalidade, o Kim não quer vê-lo partir. anseia em ter a companhia daquele ao seu lado; em segurança frente ao que está acontecendo. quiçá era está alienação sobre o motivo da aflição na Alcatéia que o comove a hipérbole, porém, diante a circunstância, o ômega não contém o sentimento de PREOCUPAÇÃO em seu âmago. Sabe que não tem autoridade alguma, tampouco procura por fictícia dominância frente à conduta masculina, porém, quando o próprio focaliza o olhar de seu mate, silenciosamente existe a súplica; um pedido pela permanência de Yoojin. Culpe o ímpeto ou a audácia, mas qualquer que seja a razão, Haneul move-se na direção do lobo. Não há qualquer movimentos bruscos, ao menos não em sua própria análise. Contudo, o ômega não pensa muito a respeito quando tem a astúcia de inclinar-se na direção do outro para tocá-lo. Não fora um mero toque sobre a pelagem alheia, tratava-se de um abraço onde procura pelo calor alheio em sua versão animalesca. porventura, aquela fora a primeira vez em que tem a iniciativa de se aproximar do mate, o suficientemente para sentir o seu cheiro e, principalmente, poder romper - mesmo que em passageiro - a barreira entre ambos. O ômega mantém os olhos fechados, a respiração jazia em descompasso ao próprio ritmo cardíaco. Nos últimos instantes teve medo, mas não era temor destinado a outrem ou a qualquer outro alguém, era o medo de vê-lo à mercê do perigo, à deriva da possibilidade de ser ferido . ❛ —— Por favor, fique. ❜ Implorou em timbre baixo, forçando-se a manter os olhos fechados enquanto tenta acalmar o próprio coração. . ❛ —— Eu não sei o que está acontecendo, mas algo me diz para permanecer do seu lado. Para não deixá-lo sair daqui. ❜ Sussurrou de forma tenebrosa, a pronúncia embargada pela própria respiração. ❛ —— Só permaneça seguro, por favor. ❜
leaderxht
O passo era apressado porque já estava tarde e não havia nada mais que Taeyang gostasse de fazer naquele momento do que ir para casa, tomar um banho e ficar jogado na cama com a esposa apenas aproveitando a presença dela. Todavia ainda que andasse rapidamente isso não o impedia de cumprimentar todas as pessoas que passavam por ele com um sorriso, eram parte de sua matilha e só isso bastava para que o alfa se sentisse na obrigação de ser no mínimo simpático com as pessoas que lhe confiavam a liderança. Algo o fez parar no entanto. Aquele cheiro, aquela presença, não sabia o que havia chamado sua atenção naquele rapaz mas fora obrigado a parar por alguns segundos e encara-lo. Eles se conheciam? Sentia que sim, mas não tinha ideia de onde, o rosto do moreno não lhe era conhecido e nem parecido com o de nenhum que conhecia, mas aquele cheiro… Ele tinha certeza de que conhecia aquele cheiro de algum lugar, só não tinha ideia de onde. Somente percebeu que estava tempo demais olhando para o menino quando notou que ele parecia desconfortável. Pudera, não devia ser uma sensação agradável ter um homem desconhecido o encarando e Taeyang tinha noção de que sua face séria podia ser mais intimidadora do que gostava de admitir, se culpando então por estar agindo daquela forma sem motivo algum.
Caminhou até a figura tão desconhecida e tão conhecida, as mãos bagunçavam o cabelo em um sinal claro de constrangimento pelos momentos anteriores. As chances de assustar o menino com sua aproximação repentina eram gigantescas, mas o que podia fazer? Ir dormir com a dúvida em sua cabeça? Com toda certeza não. — Desculpe, mas nós nos conhecemos de algum lugar? Eu tenho a impressão… — Não completou a frase. Suspirou, estava agindo como um idiota, por que diabos aquele menino lhe trazia aquela sensação de que algo estava muito errado? Poderia ele estar esquecendo de algo muito importante? Era a idade, estava ficando caduco, era a única explicação para aquela confusão mental que o estava assolando no momento. — Você é de beonjnamu? Eu sou Hwang Taeyang, qual seu nome?
——— ❛ existe certa musicalidade por trás da sinfonia cardíaca daquele. em anatítese a cadência sôfrega de seu próprio coração, há a calmaria da pulsação alheia. verossímil a serena modulação de uma nota musical. cuja síntese é a gênese de melodia díspar. compor-se-á sobre o sustentáculo da dualidade, enquanto de um lado habita a prevalência da inquietude e tão volátil destemor — afinal, mantém-se sóbrio frente a figura que emana virtude e condão análogo a uma olência —, e tão arbitrariamente, existe a plenitude intrínseca de um alfa. porém, nem de longe há prevalência da ordinariedade. o indivíduo à sua frente denota peculiaridade, os traços alheios são bem vindos as orbes do artista. da qual jaz à deriva da quietude por analisá-lo. buscando compreender o porquê de notar sutil familiaridade na fisionomia daquele. porventura, graças ao nuance artístico em sua cerne, Haneul sente o ímpeto de querer eternizar aquele contorno em obra-prima. porém, não era ânsia similar a de quando na companhia do mate. onde ele contém o frenesi de querer desenhar e pintar da genuinidade do alfa, a ambição tão controlada em seu âmago de desejar retratá-lo todos os dias sobre o espectro da aquarela. uma referência tão intrínseca a aura que germina do fruto do rejúbilo em si; por amá-lo tão incondicionalmente e quase tão desesperadamente, e mesmo que não compreenda o juízo daquele sentimento, Haneul o aceita e o preserva em sua alma. mas, quando de frente a figura de autoridade, o espírito jaz devoto a sinestesia cordial. há absoluto esmero em querer decifrar de onde aquele rosto lhe é familiar. e, sobretudo, por que o seu inconsciente não jazia à mercê do tão contínuo P A L Á D I O
—— ❛ era demasiado curioso frente a hipótese dos porquês, anseia — quase arduamente — pela dedução; a resposta acerca daquela sensação de agradecimento e branda confiança. porém, como em um dogma tão enraizado a cerne do híbrido, este sucumbe a presunção em prol do escrúpulo. ❛ mais vale o realismo do que a utopia. ❜ haneul confronta a própria mentalidade após esta tentar inebriar o juízo. a psiquê lhe diz que pode confiar naquele, mas é a famigerada mácula do trauma que o faz aumentar a distância entre eles. e, tão precocemente, elevar a proteção para consigo mesmo. o olhar — outrora tão abstrato e intenso quanto a pigmentação violeta — regride à normalidade. obscurecendo e camuflando às emoções daquele a medida do possível. bem como o guia a um ponto longínquo entre eles. preservando-o distante justamente por não querer alimentar a ideologia. ❛ concentre-se.❜ é o que diz a si mesmo, sentenciado a própria mente ao ultimato. afinal, a última coisa que precisava era ficar à deriva do terror quando de frente ao líder. quando, porém, aquele lhe direciona a palavra, Haneul escuta a própria pulsação elevar. então a sensação de familiaridade é recíproca. ele pensa, retornando a olhar para a face do líder. ❛ —— Acredito que nós nos vimos vagamente no dia da cerimônia da união das alcateias. ❜ Ele diz de forma polida, o olhar ora jazia sobre o olhar do alfa e ora desvia-se para outro ponto. ❛ —— De qualquer forma, sou Kim Haneul, senhor. ❜ Curvou a cabeça novamente. ❛ —— Mas acredito que estou tomando o seu tempo. Desculpe-me. ❜ Reclina a cabeça por uma segunda vez, inconscientemente ele já havia demonstrado — seja através da linguagem corporal ou verbal — sobre o quão arredio estava.
— (do not rush) no pressure.
yoozumaki
fosse mais atento, um pouquinho mais atento, com uma maior parte de si em órbita, perceberia que as pequenas reações de haneul não são nem de longe normais. perceberia que ele não está bem em um nível além de um paciente de hospital. é muito além. veria que aenfermidade é na estrutura; na alma. remédio algum fará mais retardar. o quê haneul tem não é simples falta de vitaminas e marcas na pele (e yoojin não entende, NÃO CONSEGUE ENTENDER, como alguém tivera coragem de tocar dedos pesados em corpo tão… imaculado). seu mate tem uma estigma e yoojin não consegue enxergar. futuramente, comparar-se-ia à uma grande bosta por ter sido tão estúpido, cego e ignorante. naquele momento, no entanto, a ingenuidade (característica ruim) só permite notar o óbvio. tão preso na sensação de rejeição, mais em meio à tantas, embora esta doa mais que qualquer outra, o alfa só repara quando já tem seu ômega com medo.
medo de si? e isto sim seria algo novo e totalmente desconhecido.
é explícito. está nos passos que ele só então ele toma para trás; no som da batida do coração;nos olhos. e yoojin não compreende. o cheiro que invade as narinas é o de água salgada. no mesmo instante, o de lobo amarelado no interior ergue o rosto e mira a companhia. péssimo, péssimo momento para agraciar a cor dos olhos de seu mate, certamente. não é como se gastasse mais que um segundo nisto, pois a preocupação por haneul finalmente bate na porta fazendo-o esquecer a mochila com a refeição. o sorriso que esbouça o rosto, evapora. consegue encobrir suas próprias decepções, mas nunca poderia deixar de lado as de outros. não se estes muito o importa. os lábios então curvam-se somente para um lado e contrastam com a testa enrugada. está realmente confuso e de fato preocupado. poderia dizer, também, que assim como o ômega, yoojin está assustado, embora sejam claramente diferente tipo de intimidação. este sentimento em específico surge quando ouve o primeiro pedido de desculpas, e no segundo, o do lobo amarelado se obriga a levantar-se. não reconhece em nada aquela pessoa. (e isso é algo irônico de se concluir visto que não conhece é nada sobre haneul além do quê todos sabem). — uh? — murmura sem perceber as unhas curtas dos polegares enfiando-se nas dos dedo médio. — pelo o quê exatamente está pedindo desculpa? tipo, fugir? porque olha, tudo bem, eu acho que faria o mesmo, nem fodendo que nasci para ficar em hospital, eu, tipo, daria o louco e- — ele força o silêncio ao empurra a língua no céu da boca. yoojin inspira e expira fundo e, então, ergue a mão na altura de sua cintura, voltando a palma para o céu. é uma ação sem qualquer significado. talvez fosse apontar para o espaço entre ambos só para representar o quê acabou de acontecer ou, talvez, no fundo, quisesse mesmo que haneul a pegasse. — haneul-ah. está com medo? do quê está com medo? é do hospital? — porque yoojin não quer a afirmação de que é, na verdade, dele. — a gente pode conseguir um quarto melhor, se quiser. e a gente pode também colar uns negócios na parede. uns desenhos, uns pôsteres. você gosta de ler? sabe ler? eu tenho uns livros… quer dizer, são na verdade mangás e histórias em quadrinhos, mas hey, são bacanas. a gente também pode colocar música. tu curte algum cantor? só não vem com aqueles menininhos de exo, minha cara não dá pra competir com as deles. — e mais uma vez, estava ele a falar e falar como uma fuga. espera que seja, ao menos, uma para haneul também.
——— ❛ metanoia é simbolismo a metamorfose da psiquê sorumbática; cuja cerne jaz sobre constante decadência. não há sobre aquele raiz de rejúbilo entre o árido solo de seu espírito. pois durante toda uma década, o indivíduo esteve à mercê de cenário hediondo. ele vislumbra em inércia da imensidão soturna; o quão cinéreo é o céu sobre à cabeça. porventura, devido a fortíssima conexão com às artes, haneul analisa em mudez qual a conexão da imensidão com o seu próprio espírito. ou, de uma forma mais realista, o que restou dele. a coloração cinzenta é referência a neutralidade; destituída de famigerado clamor, a cor é dita sem carga: abnegada de emoção. tão verossímil ao próprio âmago, do qual é carente de sinestesia benéfica. embora o músculo cardíaco contraia contra o esterno, não há emoção alguma dentro de si que fomenta conceito de vida. de fato, sente-se aliviado por não estar sobre a escuridão do cativeiro; porém, jazia na companhia do temor; sobre a própria sombra da DESCONFIANÇA. o quão enraizado está o medo dentro d’alma para temer aquele que é à sua alma gêmea? mas haneul não pode ir contra ao instinto, pois embora uma parte de si sinta tênue concepção de bem-estar ao vê-lo, o ômega exorta CONTINUAMENTE do amedrontamento para sucumbir vestígio de paz. era o próprio sustentáculo do caos; habita em sua consciência o juízo do desespero. SEMPRE emana em sua aura de clamor sorumbático; portanto, por que arriscar contaminar a outrem com o próprio negativismo? deveria ser digno para com aquele e salvá-lo da monotonia; afinal as únicas coisas que têm a oferecer é melancolia e desolação. então por que permanecer ali? certamente yoojin ou qualquer outra pessoa não são merecedoras de tamanha penúria em suas vidas. pois é exatamente isso que agrega ao cenário; negatividade. porém, quando desvia o olhar da neutralidade e olha — mesmo que de relance — para o mate, haneul vê a própria essência da positividade.
falta-lhe experiência para com outrem para deduzir a sua cerne; porém, aquela é a visão que sua alma tenebrosa tem ao olhar para aquele: ele era o seu verdadeiro oposto. enquanto o próprio deriva soturnidade aquele emana felicidade. a aura de yoojin é DEMASIADO bem-vinda a si, mas haneul reconhece que a própria aura é caliginosa. há sentimento de vergonha dentro de si, porque a única coisa que lhe restou é o abismo. jazia profundamente machucado, cuja lesão não é restrita apenas aos hematomas sobre a epiderme. o seu traumatismo jaz em intrínseco; instaurado em sua alma. logo era verdade dizer que não há fármaco algum a curá-lo, tampouco palavras para abrandar o desespero sobre si. portanto, quando procura por estabilidade contra à árvore, os joelhos cedem e ele sente o breve impacto contra o solo da floresta. os dígitos vão de encontro a terra, firmando-se enquanto mantém a cabeça reclinada para baixo. simplesmente não entende o porquê de não sucumbir aquela tristeza; havia batalhado tanto para preservar alguma estabilidade em sua alma tão cinzenta. mas quando yoojin o questiona sobre qual o seu medo, haneul não consegue respondê-lo. talvez o temor não era destinado a outrem, tampouco para alfas desconhecidos. o seu pânico era a própria mente; esta lhe é como adaga que aflige continuamente a derme de seu espírito. sente medo de si mesmo, pois ainda que esteja vivo, ele AINDA acredita que a morte seja a solução. jazia tão moribundo de espírito que certamente se ele não tivesse aparecido, haneul não procuraria apenas uma fuga por aquele território, mas por uma fuga daquele cenário material. portanto, quando as lágrimas umedecem a face, haneul não chora apenas pela situação da qual fora liberto. há o choro por ter medo de si mesmo; há a lamúria pelo desespero. ❛ — Apenas não me deixe sozinho.❜ o ômega soluça, os dígitos vão para o rosto. definitivamente não queria chorar na frente de ninguém, especialmente de alguém que conhece tão pouco. mas o Kim não quer se sentir sozinho, tampouco ser deixado a sós com a própria consciência; necessitava de uma estrutura. de algum sustentáculo a silenciar aquela voz em sua consciência. ❛ — Só não me deixe só.❜ novamente não sabe o porquê, mas à sua alma pede pela ajuda daquele à sua frente. e, naquele momento, yoojin parece ser o único capaz de salvá-lo da própria mente. ❛ — Desculpe-me.❜
yoozumaki
existe sempre os desmanchas prazeres, ‘né? novamente, não se importa. é haneul; é tão bom que ele esteja falando. ainda sim, ser ele em nada impede a careta composta por lábios franzidos e sobrancelhas querendo ser uma só. — cadê o romantismo? os aaawn? —retruca com falsa amargura. por um instante, confunde-se. acha que o nada demais é sobre aquilo que tanto empenhou-se em fazer. portanto, é um alívio quando entende. — que resposta. — comenta baixinho. até parece que o outro está a fazer algo errado. yoojin apoia a bochecha na mão quando o cotovelo sobe a mesa. as sobrancelhas erguem como se fossem auxilio para entender do quê exatamente o alfa diz ou à que se refere. disse algo que deu a entender acreditar na ignorância alheia? tentaria prestar mais atenção no que fala, certamente. yoojin só não consegue mais manter a quietude quando a mente escandaliza novamente. — bomba? what the fuck. — rir divertido. seu mate tem ideias sobre si e elas não parecem faze-lo um bom exemplo. é engraçado. o braço abaixa quando percebe que a atenção alheia vai para a folha e yoojin torna a se debruçar um pouquinho mais, para tentar ver. não antes de soltar um: — ê modéstia. — como sendo sua vez de provocar. acha, no entanto, que há momentos e pessoas que podem, e haneul é simplesmente muito bom naquilo. não precisa de modéstia, porque há um um quê de diferente no modo que fala ou olha quando reconhece a beleza daquilo que desenha. não é rude. o alfa só tem a atenção roubada quando ouve aquela palavrinha que enraizou em si certo trauma se vinda de haneul. — aish. você não vai embora. adivinha! eu aposto que você vai errar. não julgue pela capa, uh? e nem tudo quê se parece é a mesma coisa. — ele diz. às vezes, sem intenções, yoojin abre margens à grandes reflexões.
—— ❛ inconstância predomina quando a cerne de sua meditação jaz em sua presença. à deriva do cálido vislumbre a entusiasmar as orbes tão apáticas, submergindo-o a paixão que tanto preza em ocultar na alma. portanto, enquanto existe o timbre do juízo a aconselhar quietude, há o lobo dentro de si que implora por interação. dá-se necessidade; porventura, até mesmo abstinência da imagem tão adorável de seu alfa sorrindo. tão logo, quando tem o privilégio de contemplar do sorriso alheio, à própria cerne é tomada em brando êxtase. serena até mesmo a famigerada restrição onde o ômega procura pela distância da arte. porém, como iria buscar pelo segregação da arte quando de frente a ela? o mate para si representa a própria, instiga-o a desejar por uma aproximação para ver mais detalhes. porém, basta o mínimo pensamento para fazê-lo abandonar expressão serena. O que estava pensando? repreende a si mesmo por sua inconstância, comprimido os dígitos ao redor do lápis para enfim soltá-lo. controle-se, Haneul. é a voz autoritária a protestar em sua mente, o mesmo timbre que sempre o faz ter medo. embora não ouse exteriorizar na oralidade, o ômega subitamente assume uma postura mais séria; beirando ao retraimento. por que tinha que desejar por aproximação quando é ele mesmo a construir barreiras? quase havia renunciado a manta da impassividade por completo para agir como realmente ansiava. em verdade, desejava ser dócil com aquele que lhe traz felicidade. porém, sempre há o medo em seu inconsciente. o mero debruçar alheio sobre à mesa o desperta. o conduz a trazer as mãos para o próprio colo, ocultando-as por sentir o leve tremor pelo susto. infelizmente é necessário muito pouco para amedrontar a psiquê e conduzi-lo a oscilação. — Desculpe-me. — Haneul curva brevemente a cabeça, desculpando-se pela própria bobagem pelo medo ter batido à porta. mas, aproveitou-se do contexto, aparentemente fazia referência à sua própria falta de romantismo e modéstia. — É você. — O ômega diz após notar o quão vulnerável estava o desenho sobre à mesa, por fim, ele toma o ímpeto de deslizar a folha pela mesa até que chegue ao outro. trazendo tão rapidamente a mão para perto de si. o olhar mantém sobre o próprio colo, envergonhado por ter mostrado o desenho ao outro. mas não está totalmente arrependido.
— Prometo que irei devolver o lápis e as folhas. — Justifica-se às pressas, não estava de todo arrependido porque agora deveria parar. sabia que às vezes à sua arte poderia ser irritante, portanto, estava na hora de sepultá-la. — Desculpe. — Repete, olhando para o bloco de notas e o lápis. O que era mais difícil? Manter o olhar distante do mate ou livrar-se daqueles objetivos? De súbito, o híbrido relembra da sentença alheia sobre a caixa a mesa. — Você está certo. Eu não vou embora. — diz mais para si mesmo do que para outrem, buscando pela calma ao olhar para aquele. há notório teor de reflexão na oratória do mate. certamente não era uma referência única ao bolo sobre à mesa. há algo além. talvez fosse uma referência ao dia em que tentou fugir; ou, talvez, era uma frase embora aparentemente aleatória que fazia referência ao seu medo. certamente que Yoojin desconhece da raiz de seus próprios temores, mas é inevitável que a frase do alfa recaia justamente na memória.— Fique tranquilo. — É certamente simplista a princípio, mas é uma pronúncia destinada a ambos. especialmente para si mesmo. — Não irei julgar pela aparência, tampouco retirar a peculiaridade do bolo. — O mais velho diz em consonância ao divertimento por sua sugestão ao que havia na caixa e, naturalmente, havia outro nuance a adornar o timbre. algo deveras incógnito a ele mesmo, mas mesmo supostamente sem saber, Yoojin havia acalmado o seu medo de antes.
De relance, Taeho conseguiu perceber o ômega com uma cara não muito convidativa, por isso, o alfa simplesmente tenta ignorar, não só porque não vê muita coisa mas também porque não se importava. O gatinho parecia estar em uma situação bem pior onde o próprio o achou e só queria lhe dar um lar digno, apesar de não saber se era isso mesmo que o felino tinha planejado para a sua vida. Taeho estava achando que sua insegurança só mostrava um reflexo de estar bem assustado com toda a movimentação, por isso, estava levando-o em suas mãos daquele jeito, porém, a fala do ômega o deixou curioso. Seu olhar parecia tão nostálgico que o alfa não pode deixar de pensar o que poderia ter acontecido na sua vida antes de morar naquele bando. Sem falar, ele abaixa e deixa o gatinho no chão. Atordoado, ele começa a correr por todos os lados em busca de uma orientação, o gatinho estava definitivamente perdido e Taeho não podia culpá-lo. – Eu o achei na rua, não quis deixá-lo sozinho e tinha que vir para cá. – O dar de ombros completou sua explicação, não era como se o alfa devesse muitas explicações, o gatinho estava pelas ruas e bastante debilitado. – Está tudo bem? – perguntou mais por causa da expressão do ômega, parecia inquieto – ainda mais que o gatinho. – Olhe, eu não quero fazer mal a ele, só quero lhe dar comida e uma caminha felpuda. – Ergueu ambas as sobrancelhas, esperando que o mais novo pudesse relaxar a sua postura não é como se o alfa fosse fazer alguma coisa.
—— ❛ às vezes ele jaz à deriva da própria consciência quando habita o náufrago do medo. a exterioridade sucumbe à insignificância; há apenas a urgência em sair da psiquê; a necessidade tão intrínseca da fuga. porém, ele sabe que é impossível. afinal, quando que um indivíduo conseguirá se ver liberto da própria mente? embora Haneul mantenha o olhar sobre o alfa desconhecido, nem de longe é aquela imagem que é projetada em sua mente. infelizmente é uma memória tóxica onde ele vê a si mesmo em cativeiro, enquanto implora pela liberdade. aquela cena é tão vívida em sua mente que, em utopia, Haneul ouve o próprio choro. não obstante, ele sente a tênue lágrima a tocar a tez. porém, esta é tão verídica que o desperta. Obrigado-o a limpar com a destra aquele maldito sinal de fraqueza. Mas interiormente ele agradece, pois é graças aquela lágrima em que o ômega é trazido à realidade; salvo do cárcere de sua psiquê.❛ —— Eu estou bem.❜ replica quase que em automático, pois já havia repetido aquela frase tantas vezes para si mesmo e para outrem que, quando há à sua oralidade, muitas vezes ela soa verdadeira. não sabia, porém, se haveria tamanha veracidade após ter chorado na frente daquele. ❛ —— Desculpe-me por tomar o seu tempo. Não foi a minha intenção incomodá-lo. ❜Como sempre há absoluta formalidade em suas sentenças, porém, desta vez existe o nuance de constrangimento. ❛ —— Entendo que você não vai machucá-lo. Mas talvez ele não soubesse disso. ❜Refere-se ao felino que em outrora estivera nas mãos daquele. Haneul pisca algumas vezes, procurando pela pelagem característica do gato em meio ao cenário. ❛ —— Se tem a intenção de acolhê-lo o faça, mas da maneira correta. ❜ O ômega sucumbe o amedrontamento de outrora, olhando-o nos olhos. ❛ —— Enfim, se você quiser a minha ajuda. ❜Prontificou-se, afinal o precipitado da história fora ele mesmo.
é uma ofensa!, ele pensa agora. ou ao menos é o quê escandaliza sua face de forma cômica. fosse qualquer outra pessoa, teria yoojin ficado bravo. porém, ouvir de haneul aquela resposta é para o alfa um avanço. sério, um avanço. por mais que aparentemente ácido, à priori —— já que é seguido daquela sua música favorita (o riso de seu ômega) ——, é algo que expressa um pouco da personalidade. além disso, yoojin convém: foi realmente péssima, apesar de calhar; apesar de representar tão bem. — RÁ RÁ. — o alfa disfarça que na verdade achou graça (e adorou). trata logo de deixar a caixa sobre a mesa e, movido pela curiosidade personificada que ele é, tenta saber o quê seria aquilo que o artista faz desta vez. é por tentar ser discreto que, no entanto, o quê fala de nada tem com aquilo qual mantém os olhos. — pra sua informação, eu não sou tão ruim, okay? — senta-se do lado oposto de haneul, ficando de frente à ele, debruçado sobre a mesa. — mas eu aprendo tudo o quê tiver que aprender, assim, rapidão, tipo, numa manhã SÓ, se for preciso, por você. — sai tão natural quanto todo seu jeito: da forma que está sua linguagem corporal ao volume da voz aos olhos que, como se hiperativos, passeavam pela mesa. — ‘cê tá fazendo o quê, ehn? não quer saber o quê tem na caixa com desenho de um bolo escrito bem grande bolo? te dou uma chance pra adivinhar.
—— ❛ sucumbe o anseio de prolongar a sonoridade de seu riso; comprimindo os lábios em vão esforço de conter a gana de rir frente a reação daquele. porém, por preservar a mão a encobrir parcialmente a caricatura, a batalha tão intrínseca em sua psiquê é vencida. cuja vitória é entregue a própria ingenuidade de acreditar que pode abater o que já o envolve; aquilo que habita em seu âmago desde à gênese. mas haneul tem esforço em recobrar compostura, neutralizando a expressão facial em algo que beira a cerne amistosa. sendo um significável avanço por não derivar reação impassível. agia desta forma sobre a influência daquele em sua alma; yoojin tem o poder de libertá-lo — ainda que em efemeridade — de suas próprias aflições. o ômega; portanto, acompanha os movimentos daquele em certa curiosidade, a mão repousa sobre à mesa após ter a plena certeza de que não estava sorrindo. quando o alfa fica à sua frente, o híbrido é guiado pelo ímpeto de ir alguns centímetros para trás. encostando-se contra a superfície da cadeira para endireitar a postura. ❛ — Não acho que seja possível aprender matemática de um dia para o outro.❜ O ômega recita em seu fictício timbre sério, arqueando a sobrancelha em sinal de provocação. ❛ — há certos milagres que ocorrem apenas na ficção.❜ finaliza, desviando a atenção dos olhos de yoojin para focalizar a caixa. era óbvio o que havia lá dentro, mas o cheiro daquele predomina sobre o aroma do bolo ❛ — nada demais.❜ refere-se ao que estava fazendo. realmente não era nada demais comparado ao que o outro realmente merecia. ❛ — eu posso ser um ômega, mas não questione a minha inteligência.❜ novamente forja um timbre severo; porém, é impossível sepultar por completo a tão volúvel alegria. ❛ — com certeza há uma bomba aí dentro. não duvido da sua capacidade em me surpreender.❜ diz em visível entretenimento, retornando a posicionar o lápis na mão direita para finalizar o último traço que faltava. ❛ ficou perfeito.❜ não contém o ímpeto de exteriorizar o devaneio, voltando-se posteriormente ao outro para dissimular o último comentário. ❛ — Okay. Vai me mostrar o que está aí ou devo ir embora? ❜
quem não gosta de chocolate?, ele pensa. a torta é de chocolate, daquelas geladas com cereja no topo. é pequena, porque seria no máximo para eles dois, afinal de contas, mas, principalmente, porque foi a parte que deu certo na tentativa de yoojin em ser doceiro. dentro da caixa, então, tem uma torta meio torta, mas feita com toda dedicação e toda boa intenção do mundo. e é para @delxrium , o rapaz qual seus olhos facilmente caem sobre. o alfa bola mil e duas formas de chegar sutilmente. o quê sai, no entanto, é um quote ridículo (uma cantada) de uma série qualquer que achou enquanto na internet que achou super cabível à sua situação com o seu ômega. — haneul-ah, eu estava aqui pensando… em como você não é só um obra de arte. você é uma equação matemática que eu ainda vou resolver.
—— ❛ em primazia costumava ser indivíduo de cerne empática; da qual a particularidade de cada persona era a chave para à sua compreensão. a compaixão do híbrido era manifesta através de ações a palavras, porém, qualquer que seja o âmago de sua conduta, haneul buscava por transmitir conforto a outrem. porém, após a sobrevivência em ambiente hostil, o espírito daquele é permutado a metamorfose obscura. tornou-se inevitavelmente opaco; aparentemente destituído de emoção. mas, embora o enredo seja de clamor sorumbático e pessimista, há em sua psiquê vestígio da criatura que fora em anterioridade. esta reminiscência, por sua vez, é demonstrada através da sutileza. especialmente quando na companhia daquele que era à sua alma gêmea. ele recai no abismo da alienação; porém, não era uma ignorância hostil ou tóxica. era algo semelhante à inocência; uma estima pela desconhecida razão do porque da figura daquele lhe fazer tão bem. infelizmente, no entanto, haneul não ousa exteriorizar os sentimentos. ele mantém a quietude à espreita, mas é através de seus olhos onde há a manifestação de sua afeição. o ômega mantém o olhar sobre yoojin, não é um vislumbre de cerne displicente ou apática. é um ato que emana - ainda que de forma branda - demonstração de afeto. em inconsciência, enquanto o observa com esmero, os dígitos daquele jaziam à mercê de um lápis e hão de tracejar sobre o papel; esculpindo pouco a pouco dos detalhes da fisionomia alheia. não sabe o porquê, mas o foco é nos lábios do alfa. é exatamente onde o ômega para quando desperta após a modulação da sentença daquele. automaticamente, haneul põe a mão sobre o papel na vã tentativa de ocultar a armadilha de seu próprio inconsciente. pois jazia tão compenetrado que só agora havia percebido a existência do desenho. o ômega pisca algumas vezes frente à sentença de yoojin, despertando de seu devaneio para observá-lo. o que havia para ser resolvido? e por que ele parecia estar tão genuíno recitando àquelas palavras? é óbvio que o Kim não demuda a expressão impassível bruscamente; mas em efemeridade, e quando analisado com afinco, é possível notar o esboço de um sorriso a adornar a face. é o que haneul pensa, pois a realidade, é totalmente contrária. demasiado desfavorável a ele, pois o sorriso dura alguns segundos, mas é totalmente perceptível devido ao nítido rejúbilo. especialmente pelo rubor a acalentar a tez, da qual é uma denúncia ao súbito constrangimento. mas o híbrido logo desvia o olhar, focando no papel em suas mãos. ❛ —— Você ao menos sabe matemática?❜ É o que diz em timbre abafado com o único intuito de não deixá-lo à mercê do silêncio. embora ressoe demasiado brusco até mesmo para ele, haneul não pôde evitar uma risada. esta é abafada pela mão esquerda, encobrindo os lábios em uma tentativa falha de conter o sorriso que ousava permanecer em sua face.
it will be okay; hyein & haneul
@delxrium
Geralmente Hyein não ficava no balcão do café, somente na cozinha. Mas como hoje o movimento não estava tão grande, ela parou ali por alguns minutinhos para conversar com seus colegas de trabalho, enquanto a última fornada de pães que ela havia colocado para assar ainda não ficava pronta. E também, como ela não era a única que trabalhava na cozinha, ela podia se dar algum tempinho ali para conversar um pouco; já era amiga do dono do local, que gostava tanto dos bolos que ela fazia, não iria arrumar problemas. Além disso, seu turno já estava quase no final, não havia muito mais coisa para que ela fizesse por ali. O dia até que estava bem agradável, não muito quente, mas não muito frio. O tipo de dia que Hyein gostava bastante.
Esse seria mais um daqueles dias em que nada de muito extraordinário aconteceria. Mas tinha uma coisa que ficava chamando sua atenção. Desde que seu olhar acabou parando em uma figura solitária em um dos cantos do café, ela acabava voltando a olhar para lá de minutos em minutos. Era um garoto, ele havia chegado ao café há algum tempo, mas não tinha vindo pedir nada. Apenas sentou-se na mesa mais afastada no canto e ficou lá até agora. Hyein não conseguia ver direito quem era, para ter certeza se já o tinha visto ou não, se já o conhecia.
Ela pensou que seria melhor não ir lá falar com ele, pois não queria dar uma de intrometida, então continuou onde estava. Até que uma de suas colegas pediu que ela levasse um pedido até uma das mesas ali perto do garoto. Hyein pegou a bandeja com um café expresso e um bolinho e levou até a pessoa que havia pedido. No caminho de volta, em um ato meio impulsivo, ela decidiu passar pela mesa do garoto. “Olá. Desculpe incomodar, mas está tudo bem?”.
——— ❛ declive é o sorriso daquele que o tem sobre o fulgor das órbes; indivíduo bárbaro que ostenta de riso pejorativo entregue ao híbrido. sendo que há demasiado sarcasmo na boca de outrem, esta que entreabre-se infinitas vezes para tecer escarnecimento sobre aquele. porém, o alvo de tamanho deboche jaz em absoluta passividade; beirando a tão intrínseca apatia frente a humilhação. mas ainda que à deriva de mudez e impassibilidade a tingir fisionomia, o híbrido de cerne opaca mantém à sua presença perante ao outro. não o faz por vontade própria, porém. pois à sua frente, o humano do qual recita impropérios para si lhe é verossímil a um obstáculo. haneul desconhece a gênese da discórdia, tampouco de sua verdadeira razão. era irônico estar à mercê da retaliação verbal sem saber a própria sentença, porém, de acordo com o mundano à sua frente, haneul era suspeito de ter roubado uma de suas mercadorias. quando ele pensa a respeito, porém, haneul recorda-se de ter visto um homem de vestes similares às suas saindo as pressas daquela loja com algo em mãos. embora não diga nada, o ômega reconhece a própria inocência e pode comprová-la. afinal, não possui nada que não lhe pertença à sua escolta. estava prestes a se pronunciar pela primeira vez, mas o humano à sua frente age de forma brusca ao inclinar-se sobre si. as mãos masculinas projetam-se à frente para tentar tocá-lo, porém, de imediato, haneul rosna em nítida defesa de descontentamento a postura alheia. ❛ você é um dos cachorrinhos.❜ o proprietário diz, rindo posteriormente a sonoridade do ômega, o homem de aparência ranzinza chama por umasegunda pessoa. e, é desta vez, que o ômega sente aquele cheiro. era o aroma de um alfa, embora estivesse levemente acobertado por um perfume. naturalmente que, pelas evidências, o proprietário desconhece que seu funcionário é um híbrido. mas, haneul nem por um instante duvida de seu instinto.
——— ❛ tudo ocorre ligeiro demais: em um instante, é o humano a empurrá-lo contra uma das prateleiras. depois quem vem sobre si e o manda permanecer em silêncio é o alfa, este que lhe diz em timbre imperativo e inconscientemente, o ômega obedece. de imediato, haneul sente as mãos alheias indo em direção aos seus bolsos para revistá-lo. e, conforme havia tentado dizer em seu timbre demasiado trêmulo, não havia nada deles em seus bolsos. embora haneul escute os pedidos de desculpa de ambas as figuras, ele jaz à mercê da inércia.totalmente paralisado pelo horror da aproximação daquele. o ar parece ser tóxico aos alvéolos, pois embora o ômega tente sorver a demanda por oxigênio, faltava-lhe algo. o híbrido sente que está próximo de seu tênue limite, pois a sensação de desespero o aflige e ele sente urgência de correr ao encontro de seu mate. porém, estava longe da matilha. longe de casa e, principalmente, sentia-se vulnerável e estúpido por ter ido à cidade naquele dia comprar pincéis. quando enfim recobra à plena consciência, haneul põe-se em disparada à porta. ele corre desesperadamente pelas ruas da cidade, choca várias vezes contra obstáculos corpóreos, porém, ele não pára. a aflição era tamanha que o ômega sente-se perdido, não consegue localizar-se plenamente naquele lugar que tem tantos aromas. por fim, é o corpo que o manda parar. em verdade, ele não havia pensado em absolutamente nada quando entra na cafeteria. a única coisa que o ômega sabe é que há certa segurança naquele lugar, exatamente aquilo que jazia em abstinência em sua cerne. jazia tão absorto em sua fobia que o tempo-espaço lhe é insignificante. ele apenas abraça os próprios braços, procurando por manter algum ritmo na respiração sôfrega. por um ínfimo instante, o híbrido pensa em ligar para alguém. Yoojin é o primeiro nome a peregrinar a psiquê, porém, automaticamente o ômega exclui tal possibilidade. Depois ele pensa em Sunyoung e Jinwoo, mas ele não quer incomodar ninguém com seus demônios internos. deveria passar por aquela situação sozinho, mas por que a sensação do peito estar tão apertado não passa? Ele repete infinitas vezes que vai ficar tudo bem, mas a própria consciência grita e diz que nada ficará bem. Então, finalmente, é aquele cheiro que lhe traz segurança que se aproxima. Fora por causa daquele bálsamo que estava ali, pois em inconsciência, aquele aroma lhe traz memórias da época boa em sua infância. recordava-lhe do afago da mãe em seus cabelos, o sorriso amistoso daquela que lhe trazia tanto conforto. portanto, quando a noona lhe direciona a voz, perguntando-lhe se está tudo bem, Haneul não pensa nem por um instante em mentir. ele faz uma negativa com a cabeça, as mãos vão em direção ao próprio rosto. ocultando-o tão miseravelmente da vergonha por não ser capaz de controlar o medo e angústia que lhe sufoca tanto.
woojinniex
Ao sair de trás do telescópio, o beta ainda estava pensando sobre seus mates, absorto em pensamentos enlouquecidos. Respirou profundamente, seus olhos foram erguidos para contemplar as estrelas, aquelas que outrora eram suas únicas amigas. Mal podia esperar para passar anoite no silêncio dos seus pensamentos contemplando a existência de tudo ao redor da Terra, onde ele era apenas mais um morador. Haneul estava ao seu lado, com um olhar meio perdido, mas, Jinnie sabia, o amigo estava internamente animado, mesmo não mostrando com os músculos de sua face. Sentiu uma certa alegria a mais quando o melhor amigo perguntou sobre o que ambos iriam fazer, por isso, ergueu um dos dedos da mão, pedindo-lhe um tempo. Pegando seu bloco de anotações, pode ver que tudo ao seu ver seria magnífico. – Hoje vamos observar um cometa nem tão famoso quanto o Harley, além de também ver algumas constelações famosas como as do Zodíaco! Mas, como não vamos ver todas, espero que você fique mais satisfeito por causa do cometa. Aliás, eu espero que eu fique… – Suspirou, dando de ombros. As vezes ele só tinha que se conformar com algumas coisas que estavam além do seu alcance como ver o que seus olhos queriam. Não era assim tão fácil quando o assunto eram os céus. – Espero que você também não fique tão cansado, Han, eu trouxe café e alguns bolos, e até mesmo fiz seu favorito. – O beta deu uma piscadinha e então foi forrar a área da comida pois sua barriga tava começando a roncar. – Aliás… Como você está?
——— ❛ não há uma única vez onde a presença daquele lhe é incômoda ou hostil, pois toda vez que está na companhia deste, o ômega desfruta de peculiar entusiasmo. embora a manifestação do rejúbilo seja através de sutileza, da qual às vezes pode ser erroneamente dita como traço apático, haneul sente-se suficientemente feliz naquela circunstância. ousaria até mesmo esboçar franco sorriso, mas como lhe é característico, ele sucumbe a ambição e a permuta por uma expressão que denota calmaria. portanto, por mais elementar que o ato ressoe, o simples fato de não estar à deriva de sua famigerada auto defesa, era a demonstração fiel do laço entre ambos. pois quando o ômega nota o júbilo na fala daquele, ao explicar-lhe o que ambos iriam ver, o Kim contagiou-se por igual emoção. sinceramente não dava importância sobre quantas constelações ambos viriam, contanto que o amigo estivesse ao seu lado, ele ficaria eternamente grato e satisfeito. pois além de ter a companhia das estrelas no horizonte, haneul contava com a presença daquele que é verossímil a um satélite para si.
❛ ——— Não se preocupe, hyung. Sou uma pessoa paciente, além de que eu tenho à sua companhia. Então tudo ficará bem.❜ Referiu-se sobre a possível dificuldade de ver alguns astros no telescópio, sendo verdadeiro em sua sentença. quando, porém, o amigo lhe pergunta se ele estava bem, Haneul comprime os lábios. a verdade é que nunca sabia quando estava bem ou não, pois era necessário pouquíssimo para perturbar o seu estado de espírito. mas focando naquela circunstância, ele estava bem. ❛ ——— Suficientemente bem para notar que há algo diferente em sua voz, hyung. ❜ o ômega sorri levemente para o outro com o intuito de neutralizar as próprias palavras. Dizendo-lhe, talvez indiretamente, para que o outro lhe diga sobre o que o preocupa. ❛ ——— Acredito que não sãoapenas os astros que estão ocupando à sua cabeça. ❜ o híbrido recita olhando-o nos olhos, porém, não é nem de longe autoritário ou invasivo em sua sentença. deixou-a em aberto para que o outro, caso sinta a devida vontade, diga-lhe sobre aquilo que ronda à sua cabeça. ❛ ——— mas, caso você prefira, nós podemos apenas ficar em silêncio. ❜
° ☾ ✧*: i think we deserve a soft epilogue, my dear. we are good people. and we’ve suffered enough
a kim haneul and park sunyoung moodboard.
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what a model
@delxruim
O sorriso do beta fazia com que seu rosto ficasse ainda mais iluminado do que já era. As mãos trabalhavam igual loucas somente para arrumar todo o equipamento em um território delimitado. O telescópio era novo, brilhava como se fosse polido quase sempre – o que realmente era. A mochila continha todos os equipamentos legais nos quais Jinwoo era um perito. Tudo para poder ver as estrelas com o máximo de qualidade possível. Claro, somado ao bloquinho de anotações e as suas canetas coloridas, o conjunto completo para passar a noite. Além da cesta ao lado dos dois estava repleta de comidas feitas pelo beta. Animado, quando terminou de montar tudo, desatou a falar sobre todas as aulas e as teorias de estrelas que havia aprendido nas últimas semanas. A sua companhia era o melhor amigo já que para varia, o seu mate estava em horário de trabalho e a noite era brilhante, própria para ver os sinais de constelações. – Nee, podemos ver muuuitas estrelas daqui! Qualquer dia vou visitar todos os locais do mundo para ver todas as estrelas! E claro, vou levar o Minhyuk… – Sua mente completou o nome do outro mate, mas, parou de falar enquanto mexia nos últimos retoques. – Quer ver o telescópio?
——— ❛ preenche o abismo sobre a cerne através da graciosidade de um laço, cuja extinção da solitude provém da genuína presença da sonoridade daquele que dispõe de vínculo para consigo. o indivíduo que conquista diariamente de sua confiança, fornece-lhe apoio inigualável para enfrentar os próprios demônios. porém, ele não cobra de justificativas ou complementos à sua pessoa. não exige de uma pronúncia contínua, tampouco de seu afago. há apenas a dócil diretriz da espontaneidade, a liberdade sobrepõe sobre a amizade entre os híbridos. inevitavelmente, Haneul sente-se confortável na companhia do beta. embora não lhe forneça informações concretas acerca de seu passado, o amigo parece compreendê-lo. conforta-lhe o coração ter o apoio daquele sem precisar falar sobre todos os seus males, bastava da sutileza e Jinwoo viria a resgatá-lo do declínio. portanto, o ômega aprecia verdadeiramente da companhia do amigo. seja ao acaso ou proposital, as ações alheias vem sempre em boa hora. por exemplo, quando o beta lhe convida para contemplar as estrelas. de certo, faltava-lhe do conhecimento para total discernimento, porém, o Kim não sente a alienação bater à porta nem por um instante. pois o amigo fornece-lhe algumas informações, das quais são genuinamente acolhidas em seu cérebro. embora em silêncio, o ômega tenta alinhar as informações para construir uma base. mas ele logo chega a conclusão: para contemplar o quão majestoso é o cosmos, não era necessário ter tão somente inteligência, há certa urgência por sensibilidade. e, naquele momento, dispunha da espiritualidade para apreciar a beleza das estrelas. jazia deveras confortável naquele cenário, onde o vento beija-lhe a epiderme e resgata sensação de alforria aquele que viveu por tanto tempo cativo. É impossível não sorrir frente aquela atmosfera, pois a sinestesia é demasiado agradável para contê-la. Portanto, quando Haneul ouve da sentença alheia, o ômega concorda com um breve acenar. A citação do mate alheio fê-lo por tênues instantes pensar no próprio, mas desta vez, Haneul contentou-se em não fazer citações a figura de Yoojin. ❛ ——— Ele certamente irá gostar.❜ Disse-lhe enquanto mirava as costas do outro, atento aos movimentos daquele em organizar o telescópio. ❛ ——— Ye! Por favor.❜ Haneul diz em total entusiasmo, aproximando-se do amigo para ficar ao lado daquele. ❛ ——— Por onde nós iremos começar? ❜ Ele indaga curioso sobre qual das constelações ambos iriam ver.
— ☾❅☽ o efeito da abstinência de noite bem desfrutadas obliterou-se por instantes onde o hormônio da epinefrina preponderou-se sobre em meio a circunstância. ❛ —— ainda sim, sinto muitíssimo. sua mão está bem? precisa de gelo? ❜ o aguardo por bramidos em angústia apressou-a para suprir uma malacia iminente, porém, não fora preciso. nada, nenhum ruído emitido para além do semblante pejado em plenária sobriedade ; intrigante, definitivamente. decerto o mesmo pensamento dirigido ao moreno não lhe é ignoto uma vez tomada gnose sobre a comparência do soulmate de quem guarnece tamanho apreço sobre. atribuído algo como a coleção infantil transmutado em assiduidade vívida de onde está o wally? facilmente agregado à seu intrínseco interior.
não fosse, entretanto, por uma mísera mofina falha em tal cotejo; não hà desvios ou caminhos para seguir em seu mapa de encontro ao seu wally, simplesmente ele não apareceria de trás de um guarda-sol muito menos por entre multidões de rostos. não apareceria a menos queQUISESSE ser encontrado. como, então, a morena pressupõe tantos detalhes sobre alguém recèm descoberto como haneul? por inteligível gênese de uma empatia. se enxergava pelas janelas claras de sua alma presentes na escuridão de seus olhos.
traços esboçados em grafite mantinham-se em resistência naqueles papeis um dia alabastrinos, não pôde deixar de vasgulhar por entre eles aos entreveres. notou, rapidamente, a familiaridade então. claro que eram dele: yoojin-ah! alegrou seu interior ao reconhecer as amistosas órbes materializadas em arte, aqueles cintilantes solares eram notórios até mesmo no exterior da carne do mesmo. fantástico!! ❛ —— deveria estar fazendo para o yoojin-ie, certo? estã—estavam tão bonitos; ele ficaria ensolarado ao ver que possui um lugar em seus pensamenos, certamente. ❜ declarou, afinal. certamente, propagou em sua mente.
——— ❛ deriva sobre o naufrágio da letargia emocional ao sucumbir emoção frente a perda de seu desenho. da qual não expõe qualquer partícula de irritação ou dissabor sobre a face, afinal o próprio âmago jaz à mercê da tão companheira vacuidade. aquele de órbes apáticas neglicencia, portanto, de seus próprios sentimentos frente ao grande terror da apatia. porventura, em outrora, ele ficaria chateado por ver a própria arte fragmentar-se à inexistência. porém, ele agradece em mudez pela obliteração da arte que não deve existir. estivera tão submisso a resiliência da utopia que não havia percebido que utilizou da arte como escapatória. sendo que havia prometido a si mesmo, infinitas vezes, a nunca mais voltar a desenhar ou a pintar. pois qualquer que seja a diretriz de sua imaginação, ela sempre o guia a memória do extermínio de seu bando e ao dia em que fora sequestrado; retirado de suas origens para contemplar a mais brusca definição de miséria. portanto, quando compara a ardência sobre a epiderme as inúmeras cicatrizes que ostenta sobre a alma, aquela não lhe causa incômodo algum. pelo contrário, liberta-lhe de um male maior: a curiosidade. em seu cárcere hediondo, Haneul fora obrigado a pensar quequalquer emoção destinada a si mesmo era errada. de que indivíduos como ele, destituídos de uma história ou peculiaridade, não são merecedores do livre arbítrio. de certo em seu âmago o Kim sabe que não é bem assim, mas quando alguém vive uma década na inópia, certos comportamentos hão de ser replicados em inconsciência. por exemplo, quando ele mantém o olhar sobre as próprias mãos. em nítido sinal de submissão a quem quer que seja, ele mantém-se impassível para evitar a discórdia. por ter sobrevivido no pandemônio entre mentecaptos, Haneul sempre espera para uma manifestação de fúria sobre si. mas quando ela não vem, ele não pode deixar deagradecer e sentir certa surpresa. as coisas são realmente diferentes do lado de cá. o devaneio cruza-lhe a mente ao ouvir a voz daquela, elevando por instinto o olhar para a fisionomia da outra.
——— ❛ em uma ínfima circunstância, verossímil a um piscar de olhos, o híbrido sente familiaridade nos traços daquela. mas tão logo, a psiquê há de sepultar a tênue recordação para sobrepor a naturalidade das circunstâncias. aquela era a amiga de seu mate. de imediato, Haneul morde o lábio inferior e condena-se mentalmente por não tê-la reconhecido. ainda que de forma tardia, o ômega curva-se para aquela em uma reverência. os olhos, novamente tão céleres, hão de recair para as próprias mãos. de imediato, ele retira alguns papéis de seu caderno para limpar os vestígios do líquido sobre a mesa. jogando-os, posteriormente, a lixeira próxima a eles. ❛ ——— Está tudo bem. Não precisa se preocupar.❜ Ele repete, a íris percorre o cenário para alguma fonte de água. porém, antes de avisar à sua retirada para limpar as mãos, Haneul atenta-se a sentença feminina. de súbito, o ômega sente a frequência cardíaca vacilar algumas batidas. será que realmente eram os olhos do mate a aparecer em seus pesadelos? estaria tão à mercê da jocosidade do destino? por que tinha que ser justamente aquele a qual tenta, inutilmente e desesperadamente, conter os seus sentimentos ao temer o pior? ❛ ——— Por favor, não diga nada a ele. ❜ O ômega sopra em uma nítida sentença de súplica. ❛ Sei que não é nada demais, mas eu gostaria que ele não soubesse. ❜ A última sentença é dita mais para si do que para a figura alheia, mas ele articula mesmo assim. Pedindo mentalmente para que aquele desenho fosse destruído de suas próprias memórias semelhante aos papéis.