sobre a morte (xiii)
hoje cheguei na décima terceira carta e essa sempre foi uma que me chamou a atenção, seja no baralho de rider-waite ou marselha. desde que eu me conheço por gente fui interessada por esse assunto, pelo que ele representa. tanto é que foi tema do meu trabalho de conclusão em 2020.
escrever quase cinquenta páginas sobre a morte, o processo de morrer e o que isso significa para aqueles quando a vez chega. a morte nos faz encarar a vida com mais otimismo, talvez, já que nos lembra que tudo tem fim. até as coisas ruins acabam.
talvez seja essa o maior ensinamento do fim, do conhecimento de que tudo é finito. por mais que doa saber que nossos momentos felizes tem fim, podemos encontrar conforto em lembrar que o mesmo é com as ruins. saber nos despedir, nos desapegar e passar pelos processos de luto é essencial para conseguirmos olhar pro passado, para o que já foi, com carinho.
quando insistimos em fingir que algo morto ainda está vivo, pode nos trazer prejuízos. manter um corpo desenterrado não irá trazê-lo de volta à vida. manter coisas podres, em decomposição, afeta nossa saúde. nos adoece. aprender a deixar as coisas irem é o primeiro passo para começarmos uma nova fase. temer a morte é temer novas experiências.















