O inverno esse ano (no hemisfério sul), com certeza foi o mais frio que me recordo e talvez o primeiro no qual me apropriei do sentido simbólico da estação.
A reclusão do externo que nos põe em contato com uma parte de nós que se cala diante da nossa insistência em buscar no mundo algo que está oculto em um baú, no “porão” da nossa mente.
Seja através da sensação prazerosa de se aquecer em casa após uma caminhada expostos ao frio, seja no silêncio obrigatório do cuidado ao tomar um gole de chá quente ou na inquietação que surge diante da sensação de solidão, o espírito do inverno nos convida a tomar um tempo na companhia de quem e do que ignoramos enquanto lidamos com o mundo além das portas de nossas casas e fora das janelas dos nossos olhos.












